Quais planetas já foram explorados por missões espaciais?

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 04 de Maio de 2021 às 09h30
NASA

O Sistema Solar é formado não somente pelo Sol e os planetas que o orbitam, mas também por diversos asteroides, cometas e objetos menores. Com a era espacial, iniciada no fim da década de 1950, uma série de missões já foram lançadas para investigarmos o que existe na nossa vizinhança — e, por que não, o que existe além dela, na região do espaço interestelar. Mas, afinal, quais planetas já foram explorados por missões espaciais?

Por séculos, os astrônomos observaram pontos de luz que pareciam se mover em meio às estrelas. Estes pontos foram chamados de planetas pelos antigos gregos, termo que significa "estrela errante". Desde a antiguidade, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno já são conhecidos, e a invenção do telescópio depois nos revelou Urano, Netuno, Plutão, além de diversas luas e o Cinturão de Asteroides.

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Desde então, uma grande quantidade de missões foram lançadas para explorar nossa vizinhança, e isso sendo feito por diversos países. Saiba mais sobre as missões que conseguiram explorar nossa vizinhança espacial e quais foram os planetas que receberam sondas e landers — até o momento.

Quais planetas já foram explorados de perto

Mercúrio

A sonda Messenger (Imagem: Reprodução/NASA /JPL/APL)

Como Mercúrio exige bastante energia das espaçonaves para ser alcançado, pouquíssimas delas já foram para lá. Mesmo assim, a primeira a se aventurar foi a missão Mariner 10, lançada em 1973 pela NASA para estudar a atmosfera, superfície e características físicas de Mercúrio. Como a espaçonave passou primeiro por Vênus, ela se tornou a primeira a explorar dois planetas em uma só missão.

Depois, em 2004, a agência norte-americana lançou a missão MESSENGER, com o objetivo de orbitar o planeta e estudá-lo. Agora, a missão BepiColombo será a próxima a visitar Mercúrio. Lançada em 2018 e realizada em uma parceria entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a JAXA, a agência espacial do Japão, a sonda deverá chegar lá em 2025.

Vênus

A primeira imagem de Vênus já feita, registrada pela Venera 13 (Imagem: Reprodução/NASA History Office)

A União Soviética realizou o programa Venera, a partir de 1961, para tentar enviar as primeiras naves para Vênus — a nação teve sucesso com a Venera 7, que se tornou a primeira a pousar em outro mundo, enquanto a Venera 9 ficou marcada como a primeira a registrar imagens do planeta infernal. A NASA iniciou a exploração do planeta entre as décadas de 1960 e 1970, com os programas Mariner e Pioneer, respectivamente.

Enquanto a Mariner 2 foi a primeira nave dos Estados Unidos a chegar a Vênus com sucesso, as sondas Pioneer o orbitaram por quase 14 anos. Depois, em 1990, a sonda Magellan produziu o primeiro mapa global da superfície do planeta e de seu campo gravitacional. Já em 2005, a ESA lançou a missão Venus Express, que se manteve na órbita do planeta por oito anos. Hoje, Vênus é orbitado somente pela sonda japonesa Akatsuki, e recebe sobrevoos da sonda BepiColombo para obter assistência gravitacional e seguir viagem.

Conheça outras missões que foram lançadas para Vênus, ou que fizeram sobrevoos por lá:

  • Venera 4: lançada pela União Soviética em 12 de junho de 1967;
  • Mariner 5: lançada pela NASA em 14 de junho de 1967;
  • Venera 5: lançada pela União Soviética em 5 de janeiro de 1969;
  • Venera 6: lançada pela União Soviética em 10 de janeiro de 1969;
  • Venera 8: lançada pela União Soviética em 27 de março de 1972
  • Mariner 10: lançada pela NASA em 3 de novembro de 1973;
  • Venera 9: lançada pela União Soviética em 8 de junho de 1975;
  • Venera 10: lançada pela União Soviética em 14 de junho de 1975;
  • Orbitador e sonda Pioneer Venus Orbiter: lançada pela NASA em 20 de maio de 1978;
  • Venera 13: lançada pela União Soviética em 30 de outubro de 1981;
  • Venera 14: lançada pela União Soviética em 4 de novembro de 1981;
  • Venera 15: lançada pela União Soviética em 2 de junho de 1983;
  • Venera 16: lançada pela União Soviética em 7 de junho de 1983;
  • Vega 1: lançada pela União Soviética e França em 15 de dezembro de 1984;
  • Vega 2: lançada pela União Soviética e França em 21 de dezembro de 1984;
  • Magellan: lançada pela NASA em 4 de maio de 1989;
  • Venus Express: lançada pela Agência Espacial Europeia em 9 de novembro de 2005;
  • MESSENGER: lançada pela NASA em 3 de agosto de 2004;
  • IKAROS: lançada pelo Japão em 20 de maio de 2010;
  • Parker Solar Probe: lançada pela NASA em 12 de agosto de 2018.

Marte

O lander da missão Viking 1 (Imagem: Reprodução/NASA)

A exploração de Marte começou com os soviéticos, que lançaram a missão Mars 2, a qual contava com um orbitador e um lander — embora este tenha se chocado contra a superfície do planeta ao tentar pousar, ele foi o primeiro objeto humano a chegar em nosso vizinho. Depois, a missão Mariner 9 foi lançada pela NASA em 1971, tornando-se a primeira espaçonave a orbitar outro planeta. Aliás, ela deverá continuar na órbita de Marte até 2022.

Já as espaçonaves Viking 1 e 2, também da NASA, tinham um orbitador e um lander cada uma. A primeira pousou seu lander em 20 de julho de 1976, realizando o primeiro pouso de sucesso por lá. O lander da Viking 2 pousou em 3 de setembro de 1976 e, em 1997, o planeta recebeu o rover Pathfinder, seguido do rover Sojourner, os primeiros veículos com rodas a se deslocarem em Marte. Já em 2003, chegou a vez dos rovers Spirit e Opportunity, que passaram longos percorrendo o terreno marciano. Depois, em 2012, chegou por lá o rover Curiosity, ainda operacional.

A ESA, por sua vez, lançou a sonda Mars Express, que foi a primeira missão de exploração planetária da agência. Apesar de ter finalizado sua missão em 2005, a nave continua ativa até hoje, e seu instrumento High Resolution Stereo Camera (HRSC) continua produzindo imagens do Planeta Vermelho. No mesmo ano, a NASA lançou a missão Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), que chegou ao planeta no ano seguinte para uma missão de dois anos de duração e hoje está na fase estendida de sua missão.

Neste ano, chegaram por lá as missões Hope Mars, Tianwen-1 e Mars 2020, dos Emirados Árabes, China e Estados Unidos, respectivamente. A Tianwen-1 pousará neste mês o rover Zhurong, enquanto a Mars 2020 pousou o rover Perseverance, levando consigo o helicóptero Ingenuity para testar tecnologia de voo em outro mundo.

Confira outras missões que foram lançadas com sucesso para Marte:

  • Mariner 4: lançada pela NASA em 28 de novembro de 1964;
  • Mariner 6: lançada pela NASA em 24 de fevereiro de 1969;
  • Mariner 7: lançada pela NASA em 27 de março de 1969;
  • Mariner 9: lançada pela NASA em 30 de maio de 1971;
  • Mars 2: lançada pela União Soviética em 19 de maio de 1971;
  • Mars 3: lançada pela União Soviética em 28 de maio de 1971;
  • Mars 5: lançada pela União Soviética em 25 de julho de 1973;
  • Mars 6: lançada pela União Soviética em 5 de agosto de 1973;
  • Mars 7: lançada pela União Soviética em 9 de agosto de 1973;
  • Viking 1: lançada pela NASA em 20 de agosto de 1975;
  • Viking 2: lançada pela NASA em 9 de setembro de 1975;
  • Phobos 2: lançada pela União Soviética em 12 de julho de 1988;
  • Mars Pathfinder: lançada pela NASA em 4 de dezembro de 1996;
  • Sojourner: lançada pela NASA em 4 de dezembro de 1996;
  • Mars Global Surveyor: lançada pela NASA em 7 de novembro de 1996;
  • 2001 Mars Odyssey: lançada pela NASA em 7 de abril de 2001;
  • Mars Express: lançada pela Agência Espacial Europeia e Italiana em 2 de junho de 2003;
  • Rover Spirit: lançada pela NASA em 10 de junho de 2003;
  • Rover Opportunity: lançada pela NASA em 8 de julho de 2003;
  • Phoenix: lançada pela NASA em 4 de agosto de 2007;
  • Dawn: lançada pela NASA em 27 de setembro de 2007;
  • Rover Curiosity: lançada pela NASA em 26 de novembro de 2011;
  • Mangalyaan: lançada pela Indian Space Research Organisation (ISRO) em 5 de novembro de 2013;
  • MAVEN: lançada pela NASA em 18 de novembro de 2013;
  • ExoMars Trace Gas Orbiter: lançada pela ESA e Roscosmos em 14 de março de 2016;
  • InSight: lançada pela NASA em 5 de maio de 2018.

Júpiter

Ilustração da sonda Galileo (Imagem: Reprodução/NASA)

O gigante gasoso do Sistema Solar recebeu algumas espaçonaves: enquanto seguia para os limites do Sistema Solar, a missão Pioneer 10 sobrevoou Júpiter em 1973, a 200 mil km acima das nuvens jovianas. No ano seguinte, foi a vez da Pioneer 11 realizar um sobrevoo por lá, que permitiu estudar o campo magnético e atmosfera de Júpiter. Já a sonda Galileo, lançada em 1989, chegou à órbita do planeta somente em 1995 e, ali, tornou-se a primeira espaçonave a orbitar o gigante gasoso.

Outra sonda que sobrevoou Júpiter foi a Ulysses, que, apesar de ter o objetivo de estudar o Sol, precisou da assistência gravitacional joviana para chegar lá. Para isso, ocorreram breves passagens pelo planeta em 8 de fevereiro de 1992 e em 2003 e 2004. No final dos anos 1970, a NASA iniciou o programa Voyager, em que as sondas gêmeas Voyager 1 e 2 foram lançadas para estudar Júpiter e Saturno e, depois, seguir viagem pelo Sistema Solar e rumo ao espaço interestelar.

A primeira chegou ao ponto mais próximo de Júpiter em 5 de março de 1979, enquanto a outra passou pelo planeta em 9 de julho do mesmo ano. Júpiter também recebeu rapidamente as sondas Cassini-Huygens e New Horizons, que precisaram de assistência gravitacional. Em 2022, a ESA deverá lançar a missão JUICE, que será focada nas luas jovianas.

Saturno

Representação da missão Cassini-Huygens (Imagem: Reprodução/ESA / David Ducros)

Somente 4 espaçonaves já chegaram a Saturno: a primeira foi a Pioneer 11, da NASA, que sobrevoou o planeta pela primeira vez. Depois, veio a missão Cassini-Huygens, feita em conjunto pela ESA e NASA, que passou 13 anos explorando Saturno e suas luas. A sonda Cassini realizou observações conjuntas com a Galileo, enquanto a Huygens foi até a superfície da lua Titã.

Conforme avançavam, as sondas Voyager também sobrevoaram Saturno: a Voyager 1 passou pelo planeta em 12 de novembro de 1980, enquanto a outra o alcançou em 25 de agosto do ano seguinte. Ambas produziram grandes quantidades de imagens do planeta, suas luas e seus anéis. Além disso, elas também proporcionaram a descoberta de três novas luas, além de revelar informações sobre a atmosfera e o campo magnético do planeta. Agora, a NASA planeja enviar a missão Dragonfly para a lua Titã em 2026.

Urano

Imagem de Urano feita pela Voyager 2 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Pois é, a Voyager 2 foi a única espaçonave que já alcançou Urano. Aproveitando um alinhamento planetário que só acontece a cada 175 anos, ela visitou este planeta gelado em 1986 e, durante a passagem, descobriu novas luas e anéis, além de coletar medidas do campo magnético de Urano. Apesar de ter quase 30 luas em sua órbita, a única que pôde ser observada foi Miranda, porque as demais tinham órbitas desfavoráveis em relação à trajetória da Voyager.

Desde então, nenhuma outra sonda foi enviada para se aventurar nas proximidades de Urano e além. Contudo, isso pode mudar: no ano passado, um artigo apoiado por mais de 100 autores solicitava uma missão com destino ao planeta, para estudar Urano e suas luas. Eles argumentaram que a missão deveria ser lançada até a próxima década, para aproveitar o impulso gravitacional proporcionado por Júpiter.

Netuno

A sonda Voyager 2 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Se Urano era um planeta ainda mais misterioso até a chegada da Voyager, saiba que Netuno é o planeta menos explorado do Sistema Solar, já que foi visitado somente pela Voyager 2, que o alcançou em agosto de 1989. Os instrumentos revelaram uma temperatura atmosférica de -220 ºC, somada a ventos de 2.100 k/h, além de realizar observações dos anéis e tempestades do planeta.

Mesmo com o conhecimento proporcionado ali, várias perguntas relacionadas ao planeta e suas luas continuaram sem resposta. Futuramente, isso pode mudar: a missão Trident é uma candidata ao programa Discovery, da NASA e, se for selecionada, irá estudar toda a superfície da lua Tritão.

Missões que foram a outros mundos

Plutão

Névoa envolvendo Plutão em imagem feita pela New Horizons (Imagem: Reprodução/NASA/JHUAPL/SwRI)

As explorações de mundos distantes não se restringiram somente aos planetas do Sistema Solar: a missão New Horizons, por exemplo, foi lançada em 2006 pela NASA, para realizar o primeiro reconhecimento de Plutão e se aventurar no Cinturão de Kuiper, uma relíquia distante da formação da nossa vizinhança que fica entre 30 e 50 unidades astronômicas do Sol (cada unidade corresponde à distância entre a Terra e nossa estrela).

Após passar por Júpiter para obter assistência gravitacional e realizar estudos científicos em 2007, a missão alcançou Plutão e suas luas em 2015, sendo que o momento de maior aproximação ocorreu em julho daquele ano, com um sobrevoo a 7.800 km acima da superfície plutoniana. Além de coletar dados sobre este mundo gelado, a sonda também observou suas luas, produzindo dados que ainda serão analisados por muitos anos.

Arrokoth

(Imagem: Reprodução/NASA)

A noite de Ano Novo de 2019 foi especial: depois de sobrevoar Júpiter e visitar o sistema de Plutão, a New Horizons chegou ao Arrokoth, um objeto que fica no Cinturão de Kuiper e que, anteriormente, era chamado de Ultima Thule. A sonda chegou três vezes mais perto dele do que de Plutão, produzindo imagens bastante detalhadas. Vale lembrar, contudo, que os objetivos da missão estendida vão bem além do Arrokoth, já que a New Horizons está funcionando como uma plataforma de observações no Cinturão para estudar diversos objetos de várias formas que, na Terra, seriam inviáveis.

Asteroide Itokawa 

(Imagem: RReprodução/JAXA)

Em 2003, a JAXA lançou a missão Hayabusa, com o objetivo de coletar amostras do asteroide Itokawa, que tem 4,6 bilhões de anos. A coleta foi feita com sucesso e a missão se tornou a primeira a trazer amostras de um asteroide à Terra. As amostras chegaram por aqui em 2010, e as análises mostraram que o Itokawa é uma "pilha de entulhos" que se formou com os detritos que sobraram após colidir com outro asteroide há 1,5 bilhões de anos, em um evento violento que quase o destruiu. Além disso, cientistas britânicos identificaram água e compostos orgânicos nas amostras.

Asteroide Ryugu

(Imagem: Reprodução/JAXA)

Já a missão Hayabusa-2, sucessora da Hayabusa-1 e também lançada pela JAXA, visitou o asteroide Ryugu para coletar amostras dele. Trata-se de um asteroide de 900 m de largura, que é também um excelente aliado para entendermos melhor a formação do Sistema Solar, já que ele é um objeto que restou da formação da nossa vizinhança. Lançada em 2014, a sonda chegou à órbita do asteroide Ryugu em 2018. Amostras de diferentes partes do objeto foram coletadas, e o material veio para a Terra no ano passado — foi ali que a Hayabusa-2 se tornou a segunda missão a trazer amostras de um asteroide na história.

Asteroide Bennu 

(Imagem: Reprodução/JAXA)

A NASA lançou a missão OSIRIS-REx em 2016 rumo ao asteroide Bennu, para tocar a superfície do asteroide e coletar amostras para serem trazidas à Terra. Este asteroide, que tem quase 500 m de diâmetro, chama a atenção porque, além de ser mais um objeto importante da formação do Sistema Solar, pode ajudar no enigma sobre as origens da vida, já que ele parece conter moléculas importantes para a formação das formas de vida como conhecemos.

Asteroides Ceres e Vesta

(Reprodução/NASA)

Em 2007, a NASA lançou a sonda Dawn, que orbitou inicialmente o asteroide Vesta, mas depois foi para a órbita de Ceres, o maior objeto do Cinturão de Asteroides. Além de proporcionar informações importantes sobre o nascimento do Sistema Solar, a sonda mostrou que Ceres era brilhante por ter carbonato de sódio em sua superfície, enquanto a visita a Vesta permitiu estudos mais detalhados de sua superfície.

Titã  

(Imagem: Reprodução/Cassini Imaging Team, SSI, JPL, ESA, NASA)

A sonda Huygens foi desenvolvida pela ESA como uma parceira da Cassini, da NASA, mas com o objetivo de estudar a lua Titã, o maior satélite natural de Saturno. Graças aos estudos que a Huygens fez de Titã, descobrimos que é possível que existam lagos de hidrocarbonetos, vulcões congelados e rios de metano líquido por lá. Além disso, a sonda registrou as primeiras imagens da lua, e conseguiu até realizar uma transmissão de 153 minutos de duração.

Cometa 67P

(Imagem: Reprodução/ESA/ATG medialab/Rosetta/Navcam)

A Agência Espacial Europeia fez história com a missão Rosetta, que foi lançada em 2004 com destino ao cometa periódico 67P/Churyumov-Gerasimenko, que segue em sua órbita entre a Terra e Júpiter. Essa sonda chegou ao cometa somente em 2014, e se manteve próximo do núcleo dele conforme se movia para mais perto do Sol para observar as mudanças que iriam ocorrer pelo calor da luz solar. Em novembro de 2014, a missão lançou um pequeno lander na superfície do misterioso e gelado mundo, e seguiu com os estudos até 2016. Enquanto ficou por lá, a Rosetta nos proporcionou diversas informações sobre os cometas periódicos.

Bônus: missões que foram à Lua e ao Sol

O Sol

O observatório SOHO (Imagem: Reprodução/NASA/ESA)

As sondas Pioneer 6, 7, 8 e 9 , lançadas entre 1965 e 1968, tiveram o objetivo de coletar as primeiras medidas detalhadas do vento solar, campo magnético solar e raios cósmicos, além de medir fenômenos magnéticos e partículas no espaço interplanetário. Já a missão Solar Maximum Mission, lançada em 1980, foi designada para investigar o Sol no auge de seu ciclo, que é quando as manchas solares e ejeções de massa coronal ficam mais frequentes.

Enquanto isso, as missões Ulysses, fruto de uma parceria entre a NASA e a ESA, foram criadas para analisar a heliosfera. A sonda passou 18 anos orbitando o Sol, e revelou pela primeira vez a tridimensionalidade das partículas energéticas produzidas nas tempestades e vento solar. Hoje, ambas as agências espaciais seguem colaborando na missão Solar and Heliospheric Observatory (SOHO). Lançada em 1995, essa sonda tem o objetivo de estudar o Sol amplamente, desde seu núcleo até o vento solar. Hoje, o Sol vem sendo estudado pelas sondas Parker Solar Probe, da NASA, e Solar Orbiter, da ESA.

Conheça outras missões enviadas para investigar nossa estrela:

  • Helios 1: lançada pela Alemanha Ocidental e NASA em 10 de dezembro de 1974;
  • Helios 2: lançada pela Alemanha Ocidental e NASA em 15 de janeiro de 1976;
  • WIND: lançada pela NASA em 1 de novembro de 1994;
  • Advanced Composition Explorer (ACE): lançada pela NASA em 25 de agosto de 1997;
  • Genesis: lançada pela NASA em 8 de agosto de 2001;
  • STEREO: lançada pela NASA em 25 de outubro de 2006;
  • DSCOVR: lançada pela NASA em 11 de fevereiro de 2015;
  • Parker Solar Probe: lançada pela NASA em 12 de agosto de 2018;
  • Solar Orbiter: lançada pela Agência Espacial Europeia e NASA em 10 de fevereiro de 2020

A Lua 

A sonda Surveyour 1 (Imagem: Reprodução/NASA)

Em 1959, no início da Corrida Espacial, a antiga União Soviética lançou a missão Luna 2, a sonda que se tornou o primeiro objeto a entrar em contato com outro corpo planetário. O primeiro pouso controlado ocorreu somente em 1966 com a sonda soviética Luna 9. Quatro meses depois, os Estados Unidos acompanharam o feito soviético com a Surveyor 1, que pousou com sucesso e produziu imagens da superfície lunar.

Já em 1969, os EUA lançaram a Apollo 11, a missão que levou os primeiros humanos à superfície lunar. Enquanto os norte-americanos seguiam com as missões tripuladas, a URSS lançou a missão Luna 16 em 1970, que foi a primeira a descer na superfície lunar, recolher amostras e retorná-las com sucesso. O Programa Apollo durou até 1972 e, clicando aqui, você lê mais sobre todas as missões Apollo, conhecendo mais detalhes sobre cada uma delas.

Outras agências espaciais lançaram suas missões para nosso satélite natural: a primeira da ESA foi a sonda SMART-1, que entrou na órbita lunar em novembro de 2004. Já em 2007, a JAXA lançou a missão SELENE, também conhecida como Kaguya. A China, por sua vez, lançou a Chang'e 1 em 2007, sua primeira missão para além da Terra. O ano seguinte foi a vez da missão indiana Chandrayaan-1 partir em direção à órbita lunar. Recentemente, a missão chinesa Chang'e 5 coletou amostras da Lua e as retornou com sucesso para a Terra, enquanto a Chandrayaan-2 não teve sucesso na tentativa de pousar na superfície lunar, mas seu orbitador está ao redor da Lua fazendo alguns estudos.

Conheça as outras missões que já foram lançadas para a Lua:

  • Luna 2: lançada pela União Soviética em 12 de setembro de 1959
  • Luna 3: lançada pela União Soviética em 4 de outubro de 1959
  • Ranger 7: lançada pela NASA em 28 de julho de 1964;
  • Ranger 8: lançada pela NASA em 17 de fevereiro de 1965;
  • Ranger 9: lançada pela NASA em 21 de março de 1965;
  • Zond 3: lançada pela União Soviética em 18 de julho de 1965;
  • Luna 10: lançada pela União Soviética em 31 de março de 1966;
  • Luna 12: lançada pela União Soviética em 22 de outubro de 1966;
  • Lunar Orbiter 2: lançada pela NASA em 5 de fevereiro de 1967;
  • Luna 13: lançada pela União Soviética em 21 de dezembro de 1966;
  • Lunar Orbiter 3: lançada pela NASA em 5 de fevereiro de 1967;
  • Surveyor 3: lançada pela NASA em 17 de abril de 1967;
  • Lunar Orbiter 4: lançada pela NASA em 4 de maio de 1967;
  • Explorer 35: lançada pela NASA em 19 de julho de 1967;
  • Lunar Orbiter 5: lançada pela NASA em 1 de agosto de 1967;
  • Surveyor 5: lançada pela NASA em 8 de setembro de 1967;
  • Surveyor 6: lançada pela NASA em 7 de novembro de 1967;
  • Surveyor 7: lançada pela NASA em 7 de janeiro de 1968;
  • Luna 14: lançada pela União Soviética em 7 de abril de 1968;
  • Zond 5: lançada pela União Soviética em 14 de setembro de 1968;
  • Apollo 10: lançada pela NASA em 18 de maio de 1969;
  • Apollo 12: lançada pela NASA em 14 de novembro de 1969;
  • Luna 16: lançada pela União Soviética em 12 de setembro de 1970;
  • Zond 8: lançada pela União Soviética em 20 de outubro de 1970;
  • Luna 17: lançada pela União Soviética em 10 de novembro de 1970;
  • Apollo 14: lançada pela NASA em 31 de janeiro de 1971;
  • Apollo 15: lançada pela NASA em 26 de julho de 1971;
  • PFS-1: lançada pela NASA em 26 de julho de 1971;
  • Luna 19: lançada pela União Soviética em 28 de setembro de 1971;
  • Luna 20: lançada pela União Soviética em 14 de fevereiro de 1972;
  • Apollo 16: lançada pela NASA em 16 de abril de 1972;
  • PFS-2: lançada pela NASA em 16 de abril de 1972;
  • Apollo 17: lançada pela NASA em 7 de dezembro de 1972;
  • Luna 21: lançada pela União Soviética em 8 de janeiro de 1973;
  • Explorer 49: lançada pela NASA em 10 de junho de 1973;
  • Mariner 10: lançada pela NASA em 3 de novembro de 1973;
  • Luna 22: lançada pela União Soviética em 29 de maio 1974;
  • Luna 24: lançada pela União Soviética em 28 de outubro de 1974;
  • Hiten: lançada pelo Japão em 24 de janeiro de 1990;
  • Clementine: lançada pela NASA e Força Aérea em 25 de janeiro de 1994;
  • Lunar Prospector: lançada pela NASA em 7 de janeiro de 1998;
  • SMART-1: lançada pela ESA em 27 de setembro de 2003;
  • Lunar Reconnaissance Orbiter: lançada pela NASA em 18 de junho de 2009;
  • LCROSS: lançada pela NASA em 18 de junho de 2009;
  • Chang'e 2: lançada pela China em 1 de outubro de 2010;
  • Ebb: lançada pela NASA em 10 de setembro de 2011;
  • Flow: lançada pela NASA em 10 de setembro de 2011;
  • LADEE: lançada pela NASA em 7 de setembro de 2013;
  • Chang'e 3: lançada pela China em 1 de dezembro de 2013;
  • Chang'e 5-T1: lançada pela China em 23 de outubro de 2014;
  • Chang'e 4: lançada pela China em 7 de dezembro de 2018;
  • Chandrayaan-2: lançada pela Índia em 22 de julho de 2019.

Fonte: Sociedade Planetária (1, 2, 3), NASA (1, 2, 3, 4), ESA, Space.com (1, 2, 3, 4), EarthSky

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