Retrospectiva 2018 | Os 10 melhores jogos do ano

Por Jessica Pinheiro | 31 de Dezembro de 2018 às 14h58
PushSquare

O ano de 2018 foi repleto de títulos de peso. Desde o início do ano, com Dragon Ball FighterZ e Monster Hunter: World, passando por Far Cry 5 em março até Marvel’s Spider-Man em setembro e o aguardado Red Dead Redemption 2 no finzinho de outubro. Esses, entretanto, são apenas alguns dos muitos jogos que marcaram os gamers e a indústria de alguma forma.

Este ano também contou com muitos relançamentos, remasters e remakes, tais como Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age, lançado originalmente em julho de 2017 no Japão e que chegou ao ocidente somente em novembro de 2018; ou ainda as coletâneas de Shenmue, de Street Fighter, de Castlevania; e também a trilogia Spyro Reignited.

Vale destacar também que o Brasil mandou muito bem com títulos como Dandara, Distortions, Sword Legacy Omen, No Heroes Here e Horizon Chase Turbo, que chegou ao PlayStation 4. Isso sem contar as participações de brasileiros em outros títulos, tais como God of War, Sonic Mania Plus e mais recentemente em Celeste.

Diante disso, nos propusemos à árdua tarefa de relacionar os melhores jogos de 2018.

GRIS

Lançado em dezembro e encerrando o ano com chave de ouro, eis GRIS, um game belíssimo que usa da arte na música e na animação para contar a história de uma garota que precisa superar a depressão, lutando contra o luto e seguindo em frente com sua vida em um mundo que, aos poucos, vai ganhando cores novamente. Em nossa análise, explicamos detalhadamente como funciona a jogabilidade do game e destacamos o trabalho artístico que embala a narrativa e as mecânicas de gameplay.

“É difícil falar de GRIS, game desenvolvido pelo Nomada Studio e distribuído pela Devolver Digital, sem dar muitos detalhes sobre a experiência. Para ajudar, o game foi lançado para Windows, macOS e Nintendo Switch apenas, então a parcela de jogadores que terá o prazer de experimentar essa aventura será relativamente menor. Todavia, se tiver oportunidade, adquira o título sem pensar duas vezes. Se permita sentir esse jogo, da mesma forma que eu vou me permitir falar dele nesta análise sem hesitar.”

Forza Horizon 4

“Entre os títulos de corrida, existe uma divisão clara entre os games de simulação, mais técnicos e regrados, considerados mais “hardcore” e difíceis, dos focados na diversão e experiência, chamados de arcade. São estilos, digamos assim, bem delimitados e com grandes expoentes, que normalmente não se misturam. Forza Horizon 4, como seus antecessores, chega como o game para unir todas as tribos.”

Bastante elogiado e apreciado pelos PC Gamers e donos de Xbox One, Forza Horizon 4 levou os jogadores para o Reino Unido para aproveitarem corridas dinâmicas e divertidas em um mundo aberto com cenários de clima dinâmico e gráficos extremamente realistas, além de carros de todos os tipos para agradar gregos e troianos.

Assassin's Creed Odyssey

Mesclando elementos de RPG com mecânicas carimbadas da franquia como ação e stealth, Assassin’s Creed Odyssey conseguiu impressionar não apenas os fãs antigos como também os novos jogadores ao oferecer gráficos belíssimos em um ecossistema vívido e crível; além de uma narrativa que apenas enriqueceu ainda mais a história da série, contando os primórdios da Ordem dos Assassinos.

“Assassin's Creed Odyssey consegue representar toda essa riqueza e diversidade natural com maestria, valendo-se, além disso, de um bom sistema de mudança climática que aqui e acolá pode ajudar ou dificultar o cumprimento de uma missão e outra — sobretudo as que se desenrolam em alto mar sob um forte temporal. A competência nesse sentido é tanta que dá para cravar, com facilidade, que este é o mais belo Assassin's Creed já produzido pela Ubisoft, apresentando-se aos jogadores praticamente como um Deus grego, esteticamente perfeito.”

Dragon Ball FighterZ 

O gênero de jogos de luta precisava de uma sacudida e a Arc System Works fez isso com um título de peso. Em parceria com a Bandai Namco, a empresa deu à luz Dragon Ball FighterZ, entregando aos veteranos e novatos um game balanceado em termos de mecânicas, lindamente animado em seus gráficos e repleto de bonecos variados e carismáticos.

“A Arc System Works fez um trabalho primoroso e entregou um jogo de luta que é acessível para todos os tipos de jogadores. Os iniciantes logo descobrem que basta pressionar um botão repetidas vezes para encaixar um combo que culmina num poder especial de encher os olhos. Falando em golpes especiais, todos eles saem na base da meia lua para frente ou para trás e mais algum botão de ação. Simples, sem enrolação, sem complicação, sem malabarismo.”

Far Cry 5

“Quando se fala em Far Cry 5, a expectativa é sempre de um mundo aberto extenso, cheio de atividades e constituindo um grande playground para todo tipo de matança e tiroteio. Surpreende, entretanto, que o mais recente game da série, lançado para PC, PlayStation 4 e Xbox One, comece com um trecho bastante linear e completamente tenso, que dá o tom para um título que, ao mesmo tempo em que serve como evolução dos anteriores, apresenta mudanças bem significativas.”

Como tradição, a Ubisoft também entregou um Far Cry este ano, chegando ao quinto título da série principal – a numerada. E, ao que tudo indica, o mais recente jogo da franquia parece ser o melhor já produzido até então. Trazendo o fanatismo religioso como base de sua narrativa e oferecendo melhorias em seu sistema de progressão com maior liberdade de exploração e de cumprimento de objetivos, bem como uma árvore de habilidades disponível desde o início; Far Cry 5 conquistou não apenas os jogadores como também uma posição entre os nossos melhores de 2018.

Marvel’s Spider-Man

Desde o momento em que foi revelado, Marvel’s Spider-Man foi bastante aguardado pelos jogadores, afinal, embora o Cabeça de Teia estivesse em plena ascensão nas telonas, ainda faltava um game decente do super-herói. A parceria da Marvel, Insomniac Games e Sony foi mais do que bem-vinda para os gamers e entregou um jogo à altura. É bastante comum trombar com pessoas que platinaram o jogo, já que ele entrega uma trama envolvente e é bastante divertido de explorar.

“Spider-Man não é impecável, mas com certeza integra o rol dos melhores jogos de super-heróis já lançados na história. Além disso, e no mais difícil de tudo, faz jus ao hype criado antes mesmo de seu anúncio oficial, quando ainda corriam rumores sobre isso. O game da Insomniac encanta, diverte, empolga e até inova um bocado”

Super Smash Bros. Ultimate

O quinto game da franquia de lutas da Nintendo chegou apenas em dezembro, mas está sendo muito elogiado ao entregar aos gamers uma campanha single player gigantesca, novos conceitos e modos de jogatina, bem como um rol populoso de personagens. Atualmente, Super Smash Bros. Ultimate conta com 78 personagens (contando os 2 vendidos por DLC) e ainda há espaço para mais.

“Depois de passar dezenas de horas com este game em mãos, é possível cravar com toda certeza: Ultimate é sim um game totalmente novo. Ele conta com mais de 50 horas de conteúdo totalmente inédito, modos inovadores, propostas bem diferentes e ainda traz pequenas modificações de jogabilidade.”

God of War

Outro game muito aguardado, em especial pelos fãs que não tinham um jogo novo da série desde 2013, com o lançamento de God of War Ascension. Além disso, o mais recente título da saga, intitulado apenas de God of War, é continuação direta de God of War III, lançado em 2008, trazendo um Kratos amadurecido e, como metalinguagem, o jogo, as mecânicas, e a narrativa também evoluíram junto, oferecendo uma nova visão sobre a franquia.

“Toda a experiência de God of War pode ser perfeitamente definida como um pêndulo que balança entre dois extremos. Temos de volta a jogabilidade ágil dos games originais, com cada porrada sendo marcada por sons pesados e uma impressionante fluidez nos movimentos que conectam cada golpe, esquiva ou defesa. É orgânico, incrivelmente coreografado e absolutamente impressionante.”

Monster Hunter: World

Jogar Monster Hunter: World é uma experiência incrível, em especial se você o fizer junto de outros jogadores online. A Capcom conseguiu fazer um dos melhores jogos da franquia de RPG e exploração, mostrando ao ocidente porque essa série é tão querida.

“Monster Hunter: World é balanceado e consegue equilibrar muito bem inovação e arrojo com tudo aquilo que tornou a série um sucesso incontestável no Japão. De fato, ele oferece uma experiência agradabilíssima e única para todos, e não só conquista o "Novo Mundo" como também assenta bem o terreno para a chegada de um eventual Monster Hunter World 2.”

Red Dead Redemption 2

“Falar de Red Dead Redemption 2 é falar de elementos que são, ao mesmo tempo, próximos de nós e incrivelmente distantes. Afinal de contas, estamos no Velho Oeste decadente, uma época que, principalmente para nós, brasileiros, não tem vestígios nem mesmo em nossa realidade cotidiana. É um outro mundo, um universo antigo, mas que, quando embarcamos nele por meio dos consoles da atual geração, soa tão amigável quanto hostil, se é que isso é possível.”

Depois de oito anos esperando, eis que a Rockstar Games entregou a continuação (que na verdade é um prequel) do primeiro Red Dead Redemption, aclamado jogo de ação e aventura ambientado no faroeste. O mundo do segundo jogo é ainda mais responsivo e interativo do que o do primeiro, com eventos pontuais e marcantes e personagens carismáticos e emblemáticos. A experiência também é gigantesca e ainda há quem não conseguiu aproveitar tudo que Red Dead Redemption 2 tem a oferecer. É tanta coisa pra se fazer, pessoas com quem falar, ocorridos para vivenciar que parece interminável – e, em certo nível, insuperável.

Menção honrosa: Nintendo Labo

A última “maluquice” da Nintendo consiste em um kit de papelão. Apesar de haver pacotes temáticos, esta é a ferramenta básica para que os jogadores, de crianças a adultos, montem seus Toy-Cons, construindo varas de pescas, pianos, guidões para moto, armaduras de robô... A lista é grande, afinal, a base para tudo é a criatividade.

O Nintendo Labo foi lançado no início do ano e, além de ter ajudado nos lucros da Nintendo, ainda oferece uma experiência de exercício da imaginação. Basta um dos kits e um Nintendo Switch para os jogadores conectarem os sensores, programarem os códigos e criarem uma atividade interativa virtual; além de poderem participar dos concursos de criações.

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