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10 coisas que o Google Bard faz melhor que o ChatGPT

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 15 de Maio de 2023 às 17h36

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Alveni Lisboa/Canaltech
Alveni Lisboa/Canaltech
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Google Bard e ChatGPT devem travar uma bela disputa nos próximos meses pela liderança no mercado de inteligências artificiais, e isso não é à toa. Embora a solução da OpenAI tenha sido a pioneira, a rival segue em constante evolução.

A IA generativa da Gigante da Web começou sua vida com alguns problemas, como erro logo na apresentação e ausência de recursos relevantes. Mas conseguiu se recuperar ao apresentar um conjunto de melhorias notáveis no Google I/O 2023.

Se antes o Bard parecia uma criança recém-nascida perto do ChatGPT, hoje a solução já parece adulta em vários aspectos. Há muitas coisas que apenas o Bard faz e o ChatGPT não, como você confere a seguir.

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10. Descobrir fonte das informações

Um dos maiores problemas dos chatbots é saber se a informação é confiável ou falsa. O ChatGPT não mostra de onde extrai suas informações, por isso é necessário apenas confiar no robô.

Já o Google Bard permite descobrir de onde saiu cada trecho da sua resposta. Listas, dados estatísticos ou blocos de código podem ser marcados e sublinhados para destacar o site de origem.

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9. Pesquisa na internet em tempo real

O Bard se conecta ao Google para pesquisar na internet em tempo real. O ChatGPT gratuito não faz isso e possui uma base de dados limitada a setembro de 2021, então não consegue apresentar notícias recentes ou informações de 2022 ou 2023.

Há uma versão em desenvolvimento do ChatGPT, ainda fechada para usuários, que fará isso em breve. Mas, por enquanto, somente o Bard tem esse diferencial ao seu favor.

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8. Criar imagens a partir de texto

O Bard atual não oferece suporte a criação de imagens a partir de textos descritivos, porém isso deve mudar logo. Há uma versão próxima do lançamento que fará a integração com o Adobe Firefly para tornar isso realidade.

O ChatGPT não possui nada parecido, nem sequer em desenvolvimento. O rival Bing, que usa a mesma tecnologia GPT-4, tem uma ferramenta própria chamada Image Creator que faz isso.

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7. Pesquisar por comando de voz

O Bard usa um ícone de microfone para conduzir pesquisas a partir de comandos de voz. O chatbot converte o áudio em texto e executa as ações solicitadas, o que é ótimo para quem acessa pelo celular ou no PC com microfone embutido/headset.

Já o ChatGPT somente aceita entradas de texto a partir do teclado. Há algumas adaptações feitas por usuários, como o Petey para Apple Watch, que oferece um recurso de texto para voz, mas não há suporte oficial ao sentido inverso.

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6. Exportar texto gerado

Com uma suíte inteira de aplicativos do Workspace, o Bard leva muita vantagem no quesito integração. O chatbot do Google tem um botão que permite exportar o texto criado para Gmail e Docs — futuramente, mais serão incluídos.

Já o ChatGPT não possui nenhum software integrado nem botão de exportação. Quem quiser pegar o conteúdo, precisa usar o velho e bom Ctrl+C e Ctrl+V ou tirar print da tela.

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5. Agrupar links de páginas

O Google Bard pode fazer um levantamento de quantos links há em uma página da internet e resumir o conteúdo de cada um deles. Esse recurso ajuda a dar mais contextualização para os artigos bem estruturados, já que o usuário não precisa clicar para saber do que se trata.

O ChatGPT não consegue acessar nem interagir com outros sites ainda: toda tentativa de inserir links resulta em uma mensagem de erro. Para resumir algo, você precisa solicitar a tarefa, copiar o texto desejado e colar na caixa de texto.

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4. Responder com vários estilos

O Bard pode entregar respostas curtas, médias ou mais longas, conforme a sua necessidade. O chatbot também permitirá definir o estilo de escrita desejado, como um tom mais formal para o trabalho ou uma redação mais descontraída.

O Bing Chat já possui um mecanismo similar — e até mais completo —, mas o ChatGPT original não tem nada parecido. A OpenAI fez alguns testes usando um sistema de filtros, mas até hoje não liberou de maneira ampla para todos. Se você quiser uma resposta mais completa ou mais engraçada, precisa solicitar ao robô na réplica.

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3. Programação avançada

Tanto o ChatGPT quanto o Bard conseguem criar códigos de programação, mas há diferenças críticas aqui. A solução do Google tem um mecanismo próprio e avançado, chamado Duet IA, para fazê-lo com bastante competência.

O sistema foi treinado em um algoritmo capaz de corrigir linhas incorretas, otimizar códigos-fontes e até orientar o desenvolvedor em C++, Python, Java, TypeScript, JavaScript e vários outros. É, portanto, uma solução mais avançada para quem produz softwares ou games.

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Já o ChatGPT sabe programar apenas porque aprendeu isso em algum momento durante o treinamento. Não houve uma preocupação dos desenvolvedores de fazer isso de maneira específica, o que explica os erros ao criar softwares ou aplicativos mais complexos.

2. Sugerir pesquisas e tópicos

O Bard tem um recurso interessante de contextualização das dúvidas. Isso significa que ele nunca dará apenas uma resposta seca e pronto, pois haverá links para sites e ideias de conteúdo relacionado.

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O ChatGPT ainda não indica suas fontes de informação, além de não ter um sistema de sugestão. Se você pedir três destinos de praia para viajar na América do Sul, ele vai criar uma lista com nomes. Já o Bard, vai explicar cada um, trazer imagens e vídeos, bem como sugerir produtos para levar — protetor solar, roupa de banho, guarda-sol.

1. Pesquisar usando imagens

Como já dito antes, o ChatGPT suporta apenas entrada de texto. Não adianta tentar enviar uma imagem para ele descrever ou resumir, porque não existe um prompt de entrada audiovisual.

O Bard permite que a pessoa tire uma foto com o celular ou faça upload do computador. É possível pedir uma legenda de imagem para redes sociais, uma piada ou links para sites onde comprar aquele produto.

Parece que a disputa entre o Google Bard e o OpenAI ChatGPT ainda está muito longe de terminar. O que será que as duas IAs vão apresentar no futuro? Isso é o que todos se perguntam, principalmente com a imensa evolução dos últimos seis meses.