Quantas vacinas contra COVID-19 estão aprovadas no mundo? Veja lista completa

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 01 de Junho de 2021 às 20h20
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A população mundial segue no combate contra a COVID-19, e as principais aliadas nessa luta são as vacinas. Mas você sabe quantos desses imunizantes já estão aprovados no mundo? Com essa questão em mente, o Canaltech traz a lista completa de vacinas já aprovadas.

Ad26.COV2.S (Johnson & Johnson)

A vacina da Janssen — a empresa farmacêutica da Johnson & Johnson — adota um adenovírus humano (Ad26) modificado para não se replicar mais. O adenovírus é editado para carregar a proteína spike do coronavírus. A partir desse fragmento de material genético do coronavírus nas células, o sistema imunológico do corpo aprende a identificar e combater o agente infeccioso, a partir de uma única dose.

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O imunizante obteve uma taxa de eficácia estimada em 85% na prevenção de doenças graves e 100% na prevenção de hospitalizações e mortes. Seu uso emergencial foi aprovado na União Europeia, Canadá, Colômbia, Suíça, Tailândia, Estados Unidos e no Brasil. A vacina também foi aprovada para uso emergencial pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

BBIBP-CorV (Sinopharm)

A vacina do laboratório chinês Sinopharm é produzida a partir de um vírus inativado: o vírus composto na vacina é incapaz de gerar infecção, pois está morto, mas é capaz de gerar resposta imune semelhante à infecção, gerando proteção ao indivíduo quando houver exposição futura ao vírus.

O imunizante está aprovado em Bahrein, China e Emirados Árabes Unidos e conta com aprovação de uso emergencial em países como Argentina, Egito, Indonésia, Peru, Venezuela e outros. Além disso, foi aprovada para uso emergencial pela OMS.

Comirnaty (Pfizer/BioNTech)

A vacina da Pfizer e da BioNTech contra a COVID-19 é baseada no RNA mensageiro, ou mRNA, que ajuda o organismo a gerar a imunidade contra o coronavírus, especificamente o vírus SARS-CoV-2. A ideia é que o mRNA sintético dê as instruções ao organismo para a produção de proteínas encontradas na superfície do vírus. Globalmente a eficácia da vacina foi de 95%, com esquema de duas doses, num intervalo de 21 dias entre as doses.

A vacina está em uso emergencial nos EUA, Reino Unido, Eunião Europeia, Canadá, Chile, Argentina, Austrália e vários outros, e está aprovada em Bahrein, Nova Zelândia, Arábia Saudita, Suíça e no Brasil. Em conversa com um infectologista, tiramos todas as dúvidas referentes ao imunizante. Também foi aprovada para uso emergencial pela OMS.

(Imagem: Jubjang/Rawpixel)

Convidecia (CanSino)

A vacina contra a COVID-19 Convidecia consiste em dose única, e foi desenvolvida pelo laboratório chinês CanSino Biologics. Desenvolvido em parceria com a Academia de Ciências Médicas Militares da China, o imunizante é produzido a partir de um adenovírus humano não replicante. Esta tecnologia de usar um vetor viral, editado geneticamente para conter partes do vírus da COVID-19.

A Convidecia está aprovada na China, e em uso emergencial atualmente no Chile, Hungria, México, Moldávia e Paquistão. Em 19 de maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o pedido para a autorização de uso emergencial da vacina aqui no Brasil.

CoronaVac (Sinovac)

A CoronaVac foi desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech, e é constituída por vírus inativado. Tal como a maioria das vacinas em vigor atualmente, exige duas doses.

O imunizante apresenta 50,7% de eficácia para casos sintomáticos, chegando a 62,3% de eficácia sob um intervalo superior a 14 dias entre as duas doses, além de proteger contra variantes. A vacina está aprovada na China, e segue em uso emergencial em vários países, como Chile, Colômbia, Hong Kong, Indonésia, México, Tailândia, Turquia e, claro, no Brasil, onde é produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Em janeiro, o Canaltech tirou todas as dúvidas sobre o imunizante com um infectologista.

Covaxin (Bharat Biotech)

Desenvolvida pela farmacêutica indiana Bharat Biotech, a Covaxin é aplicada em duas doses, e a sua composição é feita a partir do coronavírus inativado. O imunizante está aprovado sob uso emergencial na Índia, Guatemala, Guiana, Irã, México, Nepal, Paraguai, Filipinas e alguns outros países.

Covishield (Oxford/AstraZeneca)

A Covishield é fruto de uma parceria entre a Universidade de Oxford e a biofarmacêutica AstraZeneca. Administrada em duas doses, utiliza um vírus inativado, o adenovírus, como vetor de parte do material genético do SARS-CoV-2, que produz a proteína que gera a resposta imune. O imunizante apresenta eficácia de 79% na prevenção de infecções sintomática e 100% contra formas graves da doença.

A vacina Oxford/AstraZeneca segue em uso emergencial na União Europeia, no Reino Unido e em vários outros lugares, como Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Colômbia e no Brasil, onde é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro. Também foi aprovada para uso emergencial pela OMS. Em fevereiro, o Canaltech tirou todas as dúvidas sobre a Covishield com um infectologista.

(Imagem: Hakan Nural / Unsplash)

EpiVacCorona (Vector)

Desenvolvida pelo centro de pesquisa biológica russo Vector Institute, a EpiVacCorona contém pequenas porções de proteínas virais, conhecidas como peptídeos. Além da Rússia, o imunizante também está em uso no Turcomenistão.

mRNA-1273 (Moderna)

O imunizante da farmacêutica norte-americana Moderna consiste em uma fórmula de RNA mensageiro. Dessa forma, o corpo começa a produzir proteínas virais, mas não o vírus inteiro, o que é suficiente para treinar o sistema imunológico para atacar o vírus. Em novembro de 2020, a Moderna chegou a anunciar que a mRNA-1273 obteve uma taxa de 94,5% de eficácia na prevenção da COVID-19.

A vacina foi aprovada apra uso na Suíça e conta com uso emergencial nos EUA, Reino Unido, Canadá, União Europeia, Japão, Coreia do Sul e alguns outros países. Também foi aprovada para uso emergencial pela OMS.

NVX-CoV2373 (Novavax)

O imunizante desenvolvido pela empresa norte-americana de biotecnologia Novavax é administrado em duas doses. Sua fórmula adota uma proteína espicular — proteína em formato de coroa, presente na membrana do coronavírus — purificada, entregando a proteína pronta para o organismo e ativando a resposta imune.

A empresa anunciou uma eficácia média de 89,3% contra a COVID-19, e possui acordo com países como Reino Unido, Canadá, Austrália e Coréia do Sul.

Sputnik V (Instituto Gamaleya)

O imunizante Sputnik V foi desenvolvido pelo Instituto Gamaleya, na Rússia, e usa em sua fórmula dois adenovírus humanos, o Ad26 e o Ad5, ambos conhecidos por causar o resfriado comum. Em novembro de 2020, Oksana Drapkina, diretora de um instituto de pesquisa do Ministério da Saúde, anunciou que a vacina em questão é mais de 90% eficaz.

Além da Rússia, Sputnik V foi aprovada em uso emergencial nos Emirados Árabes Unidos, na Argentina, Bolívia, Hungria, Índia, Cazaquistão, Paquistão, Sérvia e outros. No Brasil, a Anvisa não aprovou a importação da vacina, por falta de dados consistentes e confiáveis.

Fonte: Com informações de The New York Times, Nature, Fiocruz, Ministério da Saúde

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