Vacina da Pfizer tem 94% de eficácia, segundo estudo de Israel

Por Felipe Demartini | 15 de Fevereiro de 2021 às 16h00
Divulgação/BioNTech

Uma pesquisa realizada em Israel apontou uma eficácia de 94% para a vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech. Os números, apresentados neste domingo (14), se referem ao total de contaminações sintomáticas, enquanto as ocorrências graves de COVID-19 tiveram redução de 92%.

O estudo foi realizado pela seguradora israelense Clalit e envolveu 1,2 milhão de pessoas — 600 mil haviam recebido as duas doses do imunizante, enquanto o restante não, com os dados de contaminação e incidência de formas graves da doença sendo comparados entre estes dois grupos. A boa notícia é que a eficácia da vacina se manteve estável entre todas as faixas etárias, incluindo idosos acima dos 70 anos de idade.

Os resultados ainda são preliminares, mas de acordo com a Clalit, vêm para assegurar a população quanto à segurança e a eficácia dos imunizantes que já estão sendo aplicados de forma massiva em toda a população. A ideia, inclusive, é continuar acompanhando os resultados, com o estudo da vez tendo sido feito a partir de sete dias de recebimento da segunda dose, com estudos posteriores demonstrando como a proteção proporcionada pela vacina se mantém ao longo do tempo.

Os números apresentados pela seguradora também concordam com os dados da própria Pfizer, que em novembro de 2020, anunciou uma taxa de 95% de eficácia para seu imunizante. Na ocasião, a terceira fase de testes da vacina havia sido completada, requisito essencial para a busca por aprovação para uso na maioria dos países do mundo.

O governo de Israel vem trabalhando em uma imunização em massa de toda a população, com idades a partir dos 16 anos, e espera ter todo esse grupo vacinado até o final do mês de março. São cerca de nove milhões de pessoas ao todo, sendo que desse total, quase quatro milhões já receberam pelo menos uma dose, enquanto 2,5 milhões já tiveram ambas aplicadas.

Enquanto isso, no Brasil, já são 4,9 milhões de pessoas vacinadas contra a COVID-19 com pelo menos uma dose, cerca de 2,3% de toda a população do país. Por aqui, são aplicadas a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac Biotech, e a chamada Vacina de Oxford, da farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Fiocruz.

A Pfizer e a BioNTech registraram no dia 6 de fevereiro o pedido de registro definitivo de seu imunizante, com previsão de 60 dias para que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça a análise dos documentos. Além disso, o órgão se encontra em diferentes etapas de certificação e avaliação de imunizantes como o Sputnik V, da Rússia, e Covaxin, da Índia, ainda sem solicitação de autorização de uso emergencial no país.

Fonte: G1, Agência Brasil  

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