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Review Moto G53 | Um bom celular com 5G e mais segurança

Por| Editado por Léo Müller | 17 de Fevereiro de 2023 às 13h21

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Review Moto G53 | Um bom celular com 5G e mais segurança
Review Moto G53 | Um bom celular com 5G e mais segurança

O Motorola Moto G53 chegou ao Brasil em fevereiro de 2023, com o intuito de cumprir a árdua missão da Motorola de democratizar o 5G. A nova versão do celular da linha mais popular da marca ganha a opção de conectividade em um momento preciso.

O smartphone agora conta com áudio estéreo, tela de 120 Hz e diversos recursos focados na parte de segurança. Além disso, a câmera de 50 MP recebeu upgrade para aprimorar o sensor e a forma como ele fotografa.

Mas, será que as melhorias fazem sentido, principalmente após um downgrade na quantidade de sensores e no tipo de painel da tela? Confira a minha opinião na análise completa.

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Design e construção

Fisicamente, o Moto G53 lembra bastante o Motorola Edge 30. Isso não está relacionado com o seu módulo de câmeras ou o material utilizado, mas sim com o fato de o intermediário ter um corpo fino.

Isso demonstra que a fabricante pode estar seguindo a mesma dinâmica de caracterização do intermediário premium: disponibilizar um aparelho com 5G fino e bonito. A traseira do G53 é toda em plástico, mas tem um aspecto fosco atrativo. Sua estrutura está mais quadrada do que antes.

A empresa mantém a gaveta de chips híbrida, e isso permite o uso de dois cartões SIM, ou um pode ser substituído pelo cartão microSD para dar mais espaço interno. Na parte de baixo, está a entrada de 3,5 mm para fones de ouvido, que a empresa não fornece na embalagem.

À direita, está o botão de energia híbrido, pois permite o desbloqueio por digital, e a tecla para controle do volume. A grande novidade do Moto G53 é a presença da conexão 5G no smartphone intermediário, bem como a compatibilidade com chip eSIM.

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Ou seja, comando com os chips físicos, você tem a possibilidade de ter até três números ativos, simultaneamente, no celular. Essas implementações ajudam a renovar a experiência tecnológica do público-alvo da Motorola no uso da rede móvel.

Tela

A tela do Motorola Moto G53 é LCD. Isso representa um downgrade em relação ao Moto G52, que tem display OLED. Por outro lado, a fabricante conseguiu elevar a taxa de atualização do modelo de 2023 para 120 Hz, ao invés dos 90 Hz do seu antecessor. Em suma, trocamos uma tela com melhor fidelidade de cor e economia de energia por uma que garante mais fluidez para a interface e para os games.

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Em relação ao tamanho, o produto tem 6,5 polegadas de tela em resolução HD+. O nível de coloração da tela não decepciona, mas sinto falta de uma imagem menos pixelada da versão passada ao assistir a séries. Provavelmente, isso se deve a ausência do HDR para compensar esse painel mais simples.

Câmera

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O sensor principal do Moto G53 tem 50 MP. A fidelidade de cores agrada, mas falta um refino por parte da Motorola para ser ainda melhor, pois essa câmera fica abaixo das expectativas. O nível de detalhes para fotos de objetos é bom, mas o HDR não se comporta bem ao fotografar o céu. As imagens ficam estouradas, e isso limita a empolgação para postar bastante sobre um dia ensolarado de verão nas redes sociais.

Algo que pode decepcionar quem gosta de tirar fotos de grupos é a ausência de um sensor dedicado a fotos em modo ultrawide. Nem mesmo via software é possível utilizar esse recurso. Para imagens em modo macro, o sensor de 2 MP tem um bom nível de saturação, mas a falta de nitidez torna essa opção desnecessária.

Para filmagens, a câmera traseira não tem muita resolução. A qualidade máxima suportada é o Full HD (1080p) a 30 fps. É uma pena ver um modelo da linha Motorola Moto G que, em 2023, ainda é limitado em opções de vídeo que os concorrentes já elevaram há duas gerações.

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Selfie

A câmera frontal do Moto G53 é de 8 MP, e isso não é um demérito apenas pela resolução do sensor, mas pelo comportamento prático dele. Sem selfies diurnas, o processamento da imagem é comprometido de maneira inesperada.

Antes de fotografar, a imagem aparece normal no preview. Entretanto, após a captura ser efetuada, o pós-processamento deixa a foto muito diferente, e de uma maneira que reduz o nível de detalhes. Inicialmente, eu pensei que o “modo de embelezamento” estivesse ativo, mas não era esse o problema. Espero que uma atualização seja o suficiente para corrigir isso.

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Configuração e desempenho

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No desempenho, o Moto G53 tem a plataforma Snapdragon 480+ como seu “cérebro”. Esse chipset não é um lançamento, pois foi anunciado pela Qualcomm em 2021 e já foi utilizado pela fabricante no Moto G62 5G.

O aparelho também conta com 4 GB de memória RAM, que possui um complemento via “RAM Boost” para impulsionar o desempenho. Na prática, dá para utilizar o aparelho de maneira fluida na maioria das tarefas, mesmo nas mais pesadas em que forcei um pouco chip. Seu desempenho fica dentro de suas expectativas.

Para jogar, o chipset consegue administrar bem a sua performance e oferece uma experiência positiva no que diz respeito às configurações gráficas dos games. Porém, jogando Free Fire, notei uma instabilidade na rede WiFi dentro do jogo, com alguns momentos de falha na conexão.

Testando o mesmo jogo em celulares mais simples, como o Moto E32, não tive nenhum problema semelhante. Fico preocupada de que isso pode estar relacionado ao modem do chipset, mas espero que seja algum bug do jogo ou até mesmo algo corrigível via software.

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Durante os testes de benchmark, o Moto G53 alcançou 271 pontos no Wild Life Extreme do aplicativo 3D Mark. Já no Geekbench, os registros foram 715 pontos em single-core e 1.805 pontos em multi-core no modo CPU e 1.021 pontos na versão Compute.

Esses números são ótimos, porque, comparando com o Moto G52, o upgrade de desempenho foi de quase 100%. Porém, o novo smartphone Motorola ficou um pouco abaixo do Galaxy A53 em todos os benchmarks.

Interface e segurança

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Desde que a Motorola abandonou a filosofia do “Android Puro”, os celulares da marca vêm com a interface MyUX. A versão do G53 está baseada no Android 13, e isso permite uma experiência de uso similar à de outros aparelhos da mesma categoria.

Uma grande novidade do celular da Motorola é a chegada do “Moto Secure”. Essa ferramenta visa garantir uma experiência de uso com menos preocupações, com pasta segura que oculta os aplicativos mais relevantes — bancos, redes sociais de trabalho, etc.

O recurso também avisa sobre o uso de redes WiFi desprotegidas, embaralha os números do PIN para evitar que descubram a sua senha só pelos rastros na tela, além de muitas funcionalidades que podem ser ajustadas ao gosto de cada usuário.

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Sistema de som

Felizmente, o Moto G53 conta com sistema de som estéreo. Isso se deve ao fato de o aparelho ter dois alto-falantes. Dessa forma, fica mais fácil ouvir conteúdos sem o auxílio do fone de ouvido. É importante ressaltar que o smartphone tem compatibilidade com a tecnologiaDolby Atmos.

Por isso, é interessante ver como as frequências se distribuem no produto. Há um leve chiado no volume máximo, mas não é nada que comprometa o uso. Os graves são bem leves, e os agudos nivelados, demonstrando que a frequência está mais focada nos médios. E dá para sentir isso ao ouvir músicas utilizando os speakers do celular.

Bateria e carregamento

A bateria do Moto G53 é de 5.000 mAh, assim como o seu antecessor. Durante o teste de reprodução de conteúdo na Netflix ao longo de 3 horas — com o brilho da tela em 50% —, o smartphone consumiu 21% de sua carga.

Isso significa que seria necessário utilizá-lo dessa forma por um pouco mais de 14 horas para zerar a bateria. Ao utilizar de maneira prática por 6 horas, mesclando o uso entre redes sociais, aplicativos de streaming e jogos, foi possível consumir 31% de bateria, e isso demonstra que, no uso cotidiano, o aparelho pode durar até 19 horas longe da tomada.

Comparando com o Moto G52, seu antecessor, esses números são um retrocesso. O aparelho de 2022 conseguiu, no teste padrão, 30 horas de autonomia, que é um valor mais do que suplicado, em relação ao sucessor.

Concorrentes diretos

O primeiro trimestre de 2023, principalmente o mês de fevereiro, foi mais focado em celulares topo de linha. Logo, os modelos concorrentes do G53 para este ainda não estão à venda no momento em que esta análise foi postada.

Porém, o Samsung Galaxy A53 é uma grande alternativa para esse aparelho da Motorola. O dispositivo da sul-coreana tem o Exynos 1280, que oferece um bom desempenho dentro da sua faixa de preço.

Nas especificações, ele é mais rápido do que o Moto G53, mas, no uso diário, a diferença é maior na navegabilidade entre aplicativos do que em jogos. Sinto que a câmera do A53 é mais lapidada para selfies, mas os dois smartphones são equivalentes para fotos com a câmera principal.

Em relação ao preço, não há tanta diferença entre o Galaxy A53 e o G53. O valor do celular da Samsung subiu recentemente, e o modelo da Motorola está caindo, e isso faz da versão mais recente com 5G uma alternativa atrativa.

Vale a pena comprar o Moto G53?

O Moto G53 mostrou uma boa evolução na parte de conectividade e segurança. A presença do 5G nesse smartphone demonstra que o público com um orçamento limitado tem a oportunidade de se equipar com um produto já preparado para a tecnologia de telecomunicação.

Felizmente, o desempenho melhorou consideravelmente nesta geração. Porém, a câmera com sensor de 50 MP não empolgou tanto quanto eu esperava. A ausência da opção para fotos em modo ultra grande-angular é um corte inesperado e desnecessário por parte da Motorola.

Afinal, não adianta tirar uma boa opção de fotografia e manter o sensor macro de 2 MP, com nível de nitidez baixíssimo. Seria mais coerente implementar um sensor híbrido e proporcionar versatilidade.

Para quem já possui o Moto G52, só faz sentido partir para o G53 se o seu objetivo é ter um aparelho 5G. Afinal, os cortes da geração atual na parte de configuração da tela, bateria e fotografia são pontos a se pensar na hora do “upgrade”.

Entretanto, no caso de quem ainda não tem um modo G com 5G, comprar esse aparelho pode ser uma opção interessante. Com a queda no preço, que já se aproxima dos R$ 1.600, ele começa a entrar na categoria custo-benefício.