O que é e como funciona o streaming

O que é e como funciona o streaming

Por Matheus Bigogno Costa | 19 de Outubro de 2020 às 15h40
Matheus Bigogno/Canaltech

Streaming de filmes, séries, músicas e até mesmo de games. Esta tecnologia que, há alguns anos parecia tão distante dos usuários finais, agora já ganhou o gosto do público. Hoje, há poucos que ainda não ouviram falar sobre a tecnologia de transmissão de conteúdos online.

Mas, o que é, o que significa realmente streaming, por que essa tecnologia possui esse nome e por que ela conseguiu se tornar tão acessível para os consumidores? Você pode conferir estas respostas abaixo!

O que é streaming

Streaming é o nome dado à tecnologia que é capaz de transmitir dados através da internet sem a necessidade de baixar o conteúdo em um dispositivo. Os arquivos transmitidos com mais frequência envolvem imagem e áudio, sendo vídeos curtos, longos e músicas, porém, as opções são vastas, podendo incluir até mesmo textos e apresentações de slides.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Os exemplos mais conhecidos de streaming são a Netflix, o Spotify, a Deezer, o Amazon Prime Video, o Disney+, o Star+, o Apple TV+ e o HBO Max, mas, outras plataformas também podem ser consideradas streaming, como o YouTube e o Google Drive (Drive File Stream), por exemplo.

Streaming de filme e de música são os mais conhecidos, mas não são os únicos (Imagem: Matheus Bigogno/Canaltech)

Acessar de forma individual um catálogo vasto de um serviço de streaming poderia sair muito caro para o consumidor. Então, a tecnologia veio como uma aliada no combate à pirataria, visto que ela foi responsável por democratizar o acesso a conteúdos de forma legal e com preços mais acessíveis.

Um breve histórico

No início dos anos 1920, George O. Squier foi o primeiro a patentear um sistema de transmissão e distribuição de sinais em linhas elétricas. Esta patente serviu de base para a tecnologia da Muzak, que transmitia músicas sem o uso de rádio na década de 1940.

Em 1993 a banda Severe Tire Damage foi a primeira a fazer uma performance ao vivo na internet, através da tecnologia desenvolvida pela empresa Xerox. A Netflix só surgiria em 1997, como um serviço de entrega de DVD pelo correio, enquanto sua expansão para o streaming só se daria oficialmente em 2007.

Com a democratização, o avanço e acesso a maiores bandas de internet nos anos 2000, os usuários passaram a poder consumir outros tipos de conteúdo que não fossem apenas do tipo "home video", mas catálogos "sob demanda" ou até mesmo canais de TV ao vivo através da internet (IPTV), por exemplo.

Como funciona o streaming

Assim como outros sistemas de envios de dados através da internet, arquivos do tipo áudio e vídeo são divididos em pequenas partes e enviados separadamente pela rede. Assim que um dispositivo recebe esse pacote, o player irá juntá-los em seu formato original.

Este envio, diferente de textos e imagens estáticas, requer um transporte mais rápido, para que os usuários não sintam que o arquivo está pela metade. Muitos reprodutores utilizam a função de buffer, que carrega o vídeo ou a música antes mesmo de ela ser reproduzida, dando uma melhor sensação de continuidade.

Muitos serviços carregam seus conteúdos antes que eles sejam acessados (Captura de tela: Matheus Bigogno/Canaltech)

Quando há problemas na conexão, alguns players acabam alterando a qualidade do conteúdo reproduzido, para ajustá-lo, evitando pausas incômodas, tendo que esperar pelo carregamento.

O que significa streaming

O termo "streaming" foi usado pela primeira vez para fitas que eram produzidas pela Data Electronics Inc.. Seu objetivo era reduzir a velocidade do fluxo de movimentação da fita, para poder armazenar mais conteúdos nela.

Tratando-se de uma descrição para vídeo sob demanda, o termo foi utilizado pela primeira vez na década de 1990. Outros termos como “store and forward video” (em tradução literal: armazenar e encaminhar vídeo) acabaram não vingando, por serem muito longos.

O futuro do streaming

De maneira geral, a forma de consumir entretenimento mudou e continua sofrendo constantes mudanças. Não só o perfil dos usuários mudou, mas também há uma maior exigência pela qualidade e pela variedade no conteúdo ofertado.

O ponto positivo de poder decidir, a qualquer momento, o que ver e onde ver, fez com que os serviços de vídeo sob demanda ganhassem muito espaço nos últimos anos. Porém, os serviços de streaming podem ir muito além disso, porque os usuários querem interagir cada vez mais com os conteúdos.

O streaming de games está se tornando cada vez mais realidade (Imagem: Reprodução/Microsoft)

E a tecnologia não para por aí, ela está evoluindo cada vez mais e já está atingindo até o ramo de videogames. Atualmente, o streaming de games está se tornando cada vez mais realidade com o Project xCloud (ou somente xCloud), da Microsoft.

Através do serviço, é possível jogar seus jogos favoritos em celulares ou tablets a partir de arquivos salvos na nuvem, sem ter que baixá-los. Isso acaba dispensando a necessidade de possuir um hardware robusto, com padrões altos de configuração ou de linhas chamadas “gamers” — além de dispensar a necessidade de um PC ou console.

Junto com isso, recentemente a Netflix confirmou planos de incluir jogos mobile em seu catálogo, com base em esforços anteriores envolvendo títulos com interatividade, como Black Mirror Bandersnatch e jogos próprios, como Stranger Things. Assim, com o streaming de jogos, a chance é de que os catálogos se tornem cada vez mais acessíveis do que antes, assim como aconteceu com vídeo e áudio.

O que você acha dessa tecnologia? Deixe nos comentários quais os serviços de streaming você mais gosta!

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.