5G, 4G, LTE, GSM, EDGE e HPSA: entenda as siglas de cada conexão

5G, 4G, LTE, GSM, EDGE e HPSA: entenda as siglas de cada conexão

Por Guadalupe Carniel | Editado por Bruno Salutes | 06 de Abril de 2021 às 12h55
Bruno Salutes

Com a crescente expansão das redes 5G ao redor do planeta, mais uma sigla de conexão mobile passa a fazer parte da lista de protocolos dos dispositivos móveis. Mas você sabe o que essas siglas representam? Fizemos um dicionário com os principais termos do tipo para explicar como a tecnologia móvel de transmissão de dados evoluiu. Confira!

1G

O 1G se refere à primeira geração da tecnologia de telefonia móvel sem fio, analógica, introduzida no começo dos anos oitenta por diversos fabricantes diferentes ao redor do mundo. Ainda muito rudimentar, a tecnologia dependia de modems externos acoplados aos aparelhos para fazer a troca de dados, e tinha velocidades de download que ficavam sempre abaixo dos 10 Kbits por segundo.

Os primeiros aparelhos ligados a essa rede sofriam ainda com outro problema de compatibilidade, já que as primeiras redes móveis de celular não possuíam uma padronização, com cada fabricante buscando uma forma de implantar sua rede de telefonia.

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GSM (2G)

Sigla para Global System for Mobile Comunication (ou Sistema Global para Comunicação Móvel, em tradução livre), o GSM, também conhecido como 2G, já mostra logo de cara sua função: o protocolo foi o responsável pela padronização da telefonia móvel.

Uma das principais vantagens do 2G é que as conversas passaram de analógicas para a criptografia digital, o que as tornava muito mais eficientes na ocupação do espectro de telefonia, fato que colaborou para a expansão mobile.

O GSM começou a ser desenvolvido por países europeus que buscavam o fim dos problemas de incompatibilidade do 1G ainda na década de 80, mas só entrou em atividade em 1991, quando a primeira ligação na rede foi feita.

As primeiras experiências com a rede já mostravam taxas de transferência de até 97 Kbps (apesar de não ser a velocidade final vista pelo usuário), o que já permitiu pequenos avanços, como o download de e-mails para o celular, por exemplo.

Com o avanço da tecnologia nas redes, a velocidade e envio dos dados aumentou (Imagem: Unsplash)

GPRS

Considerada por alguns especialistas a rede "2,5G", o General Packet Radio Service (ou Serviço de Rádio de Pacote Geral) trouxe uma melhora significativa para as transmissões móveis, aumentando as taxas de transferência de dados em redes GSM – apesar de ainda não chegar no patamar do 3G.

Com velocidades de cerca de 32 Kbps a 80 Kbps para o usuário final, o GPRS trouxe algumas funcionalidades, como a utilização simultânea de dados e voz e o acesso imediato e permanente à rede de dados, que não estavam presentes no GSM.

EDGE

Próximo passo da evolução do GPRS, o EDGE, ou Enhanced Date Rates For GSM Evolution (Taxas de Dados Ampliadas para a Evolução do GSM) já era considerado uma tecnologia de terceira geração (3G), porém para alguns especialistas era chamado de "2.75G", representando mais um degrau na escala de evolução das redes móveis, com uma capacidade de banda de até 236 Kbps.

3G

O 3G surge em 2002 e marcou uma maneira mais eficiente de se navegar na internet em redes sociais e utilizar o celular em tarefas do dia a dia como comunicação VoIP, em vídeo (que não se popularizou na época), mensagens de e-mail e mensagens instantâneas.

O 3G passou a ser oferecido em 2001 em regiões como Japão, China e Europa através do sistema UMTS (Universal Mobile Telecommunications System, ou Sistema Móvel de Telecomunicações Universal), oferencendo velocidades que pela primeira vez atingiam a casa dos megabits por segundo.

Como a rede não utilizava a mesma frequência de rádio da geração anterior, a adoção do padrão foi mais lenta, já que as operadoras precisaram investir nas novas redes e bandas.

HPSA (e HPSA+)

A rede HPSA é considerada uma evolução do 3G rumo ao 4G (algo como o "3.5G"). Sua sigla significa High Speed Packet Access (ou Pacote de Acesso de Alta Velocidade), que amplificava e melhorava o desempenho do 3G através do uso dos protocolos HSDPA e HSUPA. Lançado em 2008 e adotado mundialmente em 2010, o padrão permitia velocidades hipotéticas de até 84 Mpbs de download em sua versão atualizada à época, o HPSA+.

4G

A rede 4G (ou 4th Generation), também conhecida como LTE, sigla para Long Term Evolution (ou Evolução de Longo Prazo), surgiu em 2019 e trouxe avanços significativos no que se trata de velocidade de conexão e carregamento de dados.

Ela se tornou popular muito mais rápido do que as demais devido ao crescimento das vendas de celulares que, cada vez mais contam com diversos recursos para utilizar por meio da internet.

A rede 4G foi criada baseada no GSM e WCDMA e representa um momento importante na área das telecomunicações, no qual o usuário passa a ter maior qualidade em portabilidade e banda larga, o que permite que o usuário assista filmes em alta definição mesmo enquanto eles são baixados, já que o foco do 4G é o tráfego de dados.

Além disso, a rede é mais estável, permitindo uma qualidade de conexão de diversos dispositivos simultaneamente. Esta rede é baseada totalmente em protocolo IP, utilizado para conectar os computadores à internet.

Com o 4G, novas funções foram inseridas nos celulares e com isso, usuários passaram a estar conectados em diversos lugares (Imagem: Unsplash)

LTE Advanced (4G+)

O LTE Advanced, ou simplesmente, 4G+ ou 4,5G surge para manter uma rede 4G em diferentes frequências ou faixas de espectro simultaneamente, ou seja, aumenta a velocidade ao acessar a internet por diversos dispositivos e otimiza a rede.

LTE Advanced Pro (4,5G)

O LTE Advanced Pro conta com maior velocidade de acesso e pode chegar ao usuário a uma velocidade de 200Mb/s. Esta rede combina: três faixas de frequência, com no mínimo 30 MHz de espectro; tecnologia MIMO 4X4 ( multiple-input multiple-output, em português, múltiplas entradas e múltiplas saídas) e modulação 256QAM, que permite maior transmissão de bits para utilizar um maior volume de dados.

5G

A quinta geração de conexão é focada em levar internet banda larga com altas velocidades e conexões mais estáveis do que o 4G além de não ter a necessidade de fibra óptica ou cabeamentos, além de facilitar a integração de dispositivos e da IoT. O foco é ter a maior quantidade de aparelhos conectados, desde geladeiras até carros autônomos.

A velocidade que se espera alcançar é de cerca de 1Gbps. Para se ter uma ideia, as redes mais rápidas de 4G chegam a cerca de 45 Mbps. Seu funcionamento é através de faixas de frequência mais altas da telefonia, tendo uma capacidade maior, mas com um alcance mais curto, o que obrigaria, além das antenas que fossem utilizados módulos menores para que o sinal fosse utilizado.

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