Review Moto E32 | Melhorias bem-vindas no intermediário básico

Por Jucyber| Editado por Léo Müller| 29 de Junho de 2022 às 11h32
Ivo Meneghel Jr/ Canaltech

A Motorola lançou o Moto E32 em maio de 2022 aqui no Brasil para ser uma alternativa com foco em custo-benefício. Com o intuito de atrair consumidores que estão à procura de um celular com diferenciais atrativos e próximo aos R$ 1.000, a empresa fez ajustes importantes nesse dispositivo.

Entre eles, está o design mais arrojado do que os seus antecessores para proporcionar uma construção visualmente próxima da vista em modelos avançados. Além disso, temos ainda a implementação da frequência de 90 Hz no painel LCD do smartphone.

Mesmo que as configurações sejam de um produto mais básico, o Moto E32 tem chamado a atenção pela faixa de preço em que se encaixa. Quer saber se vale a pena comprar o celular? Então, confira a minha opinião nessa análise completa.

Confira o preço atual do Moto E32

Prós

  • Design superior ao esperado
  • Tela de 90 Hz
  • Entrada para fone de ouvido
  • Bom desempenho para a categoria

Contras

  • Tela com brilho baixo
  • “Efeito fantasma” na câmera frontal
  • Apenas um alto-falante

Design e construção

Visualmente, parece que o Moto E32 foi trabalhado pela Motorola para dar uma perspectiva de celular intermediário premium quando o consumidor tem o seu primeiro contato com o produto.

Isso porque o verso dele é muito parecido com o que vemos no Motorola Edge 20. Felizmente, o design desse celular agradou mais ao público do que o imaginado. Logo, não surpreende que a fabricante tenha “repetido a dose” em um modelo que está categorizado bem abaixo dele.

O plástico fosco do verso tem um toque suave nas mãos e, mesmo fora da capa, dá a sensação de firmeza que o usuário precisa para não se apavorar com a possibilidade de derrubar o aparelho.

A traseira dele é reta, e colocá-lo sobre o móvel não o deixará bambo devido ao módulo de câmeras, pois ele não é tão saltado quanto em outros celulares da marca.

Moto E32 (Imagem: Ivo/Canaltech)

As laterais quadradas com as bordas arredondadas ajudam a complementar o visual evoluído do dispositivo. O Moto E32 tem botões apenas à direita, que são os controles de volume e a tecla híbrida que serve para ligar ou desligar o celular, bem como ler a digital cadastrada nas configurações de biometria.

À esquerda, está a gaveta tripla para uso de dois chips e um cartão de memória microSD, todos ao mesmo tempo. No topo, encontra-se o conector 3,5 mm para fones de ouvido, e abaixo está o único alto-falante do celular, junto com o a entrada USB-C para recarga e transferência de arquivos.

Tela

A tela do Moto E32 tem 6,5 polegadas, e a sua proporção segue o formato Max Vision implementado pela Motorola com o intuito de dar um maior aproveitamento frontal ao smartphone. Além disso, existe um entalhe no formato de furo (Infinity-O) que abriga a câmera frontal do produto.

Há uma característica muito interessante no E32, que é a taxa de atualização de 90 Hz aplicada no display. A presença dessa tecnologia no intermediário básico permite uma melhoria real na navegabilidade. Em alguns jogos, essa frequência também é sentida e ajuda a aprimorar a experiência.

O Moto E32 tem tela HD+ de 90Hz (Imagem: Ivo/Canaltech)

É importante destacar que o painel do celular é IPS LCD com resolução HD+ de 720 x 1600 pixels. Considerando os modelos da mesma faixa de preço, esse upgrade nos recursos do display foi uma ótima maneira da Motorola enfrentar melhor a concorrência.

Entretanto, é preciso destacar que o brilho dessa tela é muito baixo para a atualidade. Mesmo para utilizar em ambientes internos, a luminosidade do visor deve ser ajustada quase em sua configuração máxima para dar uma boa visibilidade das informações, e sob a luz do sol é bem complicado identificar o que está no display.

"O Moto E32 recebeu um belo upgrade em seu design e tela. Afinal, o visual aprimorado com a tela de 90 Hz elevam positivamente o nível de qualidade do dispositivo."

— Jucyber

Configuração e desempenho

A respeito das configurações, o Moto E32 vem equipado com o Unisoc T606, que é superior ao Snapdragon 460 em desempenho geral. Esse chipset é o mesmo encontrado no Moto E20 e no Samsung Galaxy A03, que são lançamentos de 2021.

Sendo assim, vemos a Motorola repetir a configuração de hardware do modelo antecessor ao E32, e isso faz com que o upgrade para o novo não faça muito sentido quando o assunto é velocidade, já que eles são equivalentes.

Além do Unisoc T606, o Moto E32 comercializado no Brasil possui 4 GB de memória RAM e 64 GB de armazenamento interno. Uma vantagem é que esse espaço pode ser expandido via cartão microSD.

Benchmark do Moto E32 (Captura: Jucyber/Canaltech)

Na prática, não há muito do que reclamar a respeito desse smartphone, pois há uma coerência entre a performance dele e a categoria em que se enquadra. Os comandos são respondidos rapidamente, em jogos dá para ter uma experiência OK, mas é recomendável manter as configurações no médio para evitar travamentos.

Em relação ao sistema, o Moto E32 vem com o Android 11 de fábrica e, no momento de publicação dessa análise, ainda não recebeu atualização para a versão mais recente do software.

Nos testes padrão de benchmark, o aplicativo 3D Mark mostrou que o E32 alcançou 397 pontos no Wild Life e 311 pontos no Wild Life Extreme. Já no Geekbench, os registros foram 311 pontos em single-core e 1.204 pontos em multi-core no modo CPU e 516 pontos na versão Compute.

Painel de configurações do Moto E32 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Câmera

O Moto E32 possui um conjunto triplo de lentes no verso, sendo que a realmente funcional é a principal com sensor de 16 MP. O equilíbrio de cores é bem atrativo para a faixa de preço dele, e utilizando o HDR ativo dá para ter resultados bem interessantes.

Para fotos em modo macro, o sensor de 2 MP deixa a desejar na nitidez, pois as fotos poderiam ser melhores com uma opção de 5 MP, por exemplo. No que diz respeito ao terceiro sensor, ele é de 2 MP também porque é uma maneira de não sobrecarregar o hardware em fotos com o fundo desfocado. Entretanto, ele erra um pouco no recorte de cabelo e em outros elementos mais difíceis.

Câmera traseira do Moto E32 (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Selfies

A câmera frontal do Moto E32 faz um trabalho melhor do que o esperado com o seu sensor de 8 MP. Apesar de não ser fidedigno no tom de pele, a naturalidade dada nas selfies permite chegar na coloração real com poucos ajustes em um app editor de fotos.

Em relação à nitidez, dá para dizer que o sensor consegue fazer um bom trabalho, mesmo que seja notório o trabalho do pós-processamento para compensar as informações que não são capturadas. Sob boa iluminação, as selfies ficam agradáveis.

Porém, algo que me chamou a atenção enquanto utilizava a câmera frontal foi o “efeito fantasma”. Em elementos mais claros, dá para notar um rastro que se assemelha a uma duplicação da imagem e afeta consideravelmente a qualidade da foto.

Câmera frontal do Moto E32 (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Sistema de som

Assim como outros modelos mais antigos da linha E, o Moto E32 também só possui uma saída de som. Esse alto-falante é bem simples, e por este motivo não se deve criar expectativas a respeito da qualidade sonora.

Entretanto, é importante destacar que, mesmo com o volume no máximo, não senti distorções ou chiados que influenciassem na reprodução do som. Porém, um celular intermediário básico com apenas um speaker em 2022 é um grande ponto negativo.

Alto-falante do Moto E32 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Bateria e carregamento

A bateria do Moto E32 recebeu um upgrade bem-vindo, e agora entrega 5.000 mAh de capacidade. Essa configuração permite um pouco mais de liberdade no uso diário, já que grande parte das ações executadas no produto manterão a boa administração energética.

No teste de reprodução de conteúdo na Netflix ao longo de 3 horas — com o brilho da tela em 50% —, o E32 consumiu 12% de sua carga. Isso significa que seria necessário utilizá-lo dessa forma por 25 horas para zerar a bateria.

Obviamente, o uso prático demonstra um pouco menos de autonomia, mas não decepciona. Utilizando de forma híbrida — acessando as redes sociais, navegando na web e jogando —, a autonomia dele ultrapassou 10 horas de uso, e isso significa que é possível alcançar mais de 1 dia com ele longe da tomada.

Concorrentes diretos

O fato de o Samsung Galaxy A03 ter quase as mesmas especificações do Moto E32 faz dele o principal concorrente do aparelho aqui no Brasil. O dispositivo da sul-coreana também possui o chipset Unisoc T606.

Além disso, a versão comercializada por aqui também conta com 4 GB de RAM, 64 GB de espaço interno e bateria de 5.000 mAh. Entretanto, a tela só tem frequência de 60 Hz, e isso deixa o display um pouco abaixo do modelo analisado neste texto.

Porém, o preço abaixo de R$ 1.000 pode ser um atrativo para quem deseja economizar um pouco, e não precisa de tela com 90 Hz ou prefere a navegabilidade entregue pela Samsung por meio da interface One UI.

O Moto E32 ainda vale a pena?

O Moto E32 é uma boa evolução dos smartphones presentes na linha Moto E. O grande destaque desse aparelho é, sem dúvidas, a tela de 90 Hz que proporciona uma navegabilidade mais fluida no dia a dia.

Em complemento a esse acerto da Motorola, a repaginação do design veio em boa hora para o celular, pois não há nada mais atrativo para os usuários básicos do que um dispositivo que tem a aparência superior ao que ele entrega. Isso agrega valor na hora da compra!

Moto E32 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Porém, nem tudo são flores no E32. O smartphone manteve o chipset Unisoc T606 utilizado no Moto E20, que é um lançamento de 2021. Apesar dessa estagnação no hardware, o celular se mantém como uma boa opção de compra.

Somando as novidades, a melhoria considerável na autonomia e as configurações já conhecidas na marca e em modelos concorrentes, o preço abaixo de R$ 1.200 faz muito sentido para o Moto E32.

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