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Samsung anuncia Exynos 2200 com GPU Xclipse 920 baseada em AMD RDNA 2

Por| Editado por Wallace Moté | 18 de Janeiro de 2022 às 10h10

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Reprodução/Samsung
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A Samsung acaba de anunciar, de surpresa, o aguardado Exynos 2200, primeiro chipset da empresa nascido da parceria com a AMD. Renovado com novos núcleos ARMv9, também presente nos rivais Snapdragon 8 Gen 1 e Dimensity 9000, processador de imagem turbinado e novas opções de conectividade, o lançamento se destaca pela GPU Xclipse 920, baseada na microarquitetura RDNA 2.

Exynos 2200 com é finalmente anunciado

Muito aguardado, o novo chip premium da Samsung chega equipado com CPU de 8 núcleos na já tradicional configuração de 1 + 3 + 4, com 1 Cortex-X2 de máxima performance, 3 Cortex-A710 de alto desempenho e 4 Cortex-A510 de baixo consumo. O componente não teve as velocidades anunciadas, mas a gigante sul-coreana promete ganhos notáveis de performance e segurança com a adoção da arquitetura ARMv9, apoiados pelo uso da nova litografia de 4 nm EUV.

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A empresa também promete avanços marcantes em processamento de Inteligência Artificial com a nova Unidade de Processamento Neural (NPU). Apesar de curiosamente reduzir a quantidade de núcleos de 4 no Exynos 2100 para apenas 2 nesta geração, o chip deve ser 2 vezes mais potente que o antecessor, "permitindo a realização de mais cálculos em paralelo" com a adição de suporte a algoritmos FP16, junto ao INT8 e INT16 suportados anteriormente.

Outro recurso interessante é a presença do Advanced Multi-IP Governor (AMIGO), recurso que recolhe e analisa informações da CPU, GPU e do controlador de memória para então definir qual deles deve ganhar ou perder energia para entregar maior taxa de quadros em tarefas pesadas, como games, ou ainda para reduzir o consumo em cenários sensíveis, como o uso cotidiano.

GPU Xclipse 920 com arquitetura AMD RDNA 2 é destaque

A maior e mais esperada novidade do Exynos 2200 é a GPU Xclipse 920, primeira desenvolvida com a microarquitetura RDNA 2 da AMD. Segundo a Samsung, o nome curioso do componente nasce de sua ambição, mesclando o "X" de Exynos com eclipse, que simbolizaria "o fim de uma era dos jogos mobile" para o início de "um novo capítulo empolgante".

Mesma utilizada pelo PlayStation 5, Xbox Series X, Xbox Series S e as placas de vídeo Radeon RX 6000, a microarquitetura RDNA 2 traz à plataforma recursos até então inéditos em smartphones, como Ray Tracing acelerado por hardware e Variable Rate Shading (VRS), ponto em que a companhia se baseia para afirmar que a Xclipse traz "gráficos com qualidade de console aos celulares".

O Ray Tracing acelerado por hardware é uma tecnologia que se popularizou recentemente nos PCs e consoles por permitir que os jogos repliquem o comportamento da luz de maneira precisa, entregando sombras, reflexos e iluminação global realistas. Para obter esses resultados, o recurso precisa emitir dezenas de milhões de raios (de onde vem o nome Ray Tracing) a partir da visão do jogador, que se espalharão pela cena refletindo pelo cenário.

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Com esses dados coletados, cálculos são feitos para estabelecer como serão exibidos elementos como as sombras e os reflexos a cada quadro. Uma das maiores vantagens da tecnologia é o registro de informações que não estão no campo de visão do jogador, algo impossível sem o uso dos raios.

A quantidade exorbitante de dados processados exige muito do hardware, e é por isso que a inclusão de núcleos dedicados para Ray Tracing, chamados pela AMD de Ray Accelerators, é necessária para que os jogos mantenham altas taxas de quadros.

Já o VRS é dedicado a aprimorar o desempenho dos jogos, por possibilitar aos desenvolvedores dos games estabelecer elementos do cenário que podem ter o nível de detalhes reduzido dinamicamente, aliviando assim o estresse aplicado na GPU. A redução pode ser aplicada a áreas do cenário, inimigos caídos ou objetos distantes, por exemplo.

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No anúncio, a Samsung confirmou que esta é apenas a primeira de múltiplas gerações planejadas de gráficos AMD RDNA a serem integrados em processadores Exynos.

Câmeras de 200 MP e vídeos em 8K a 30 FPS

O lançamento também traz melhorias significativas no processamento de imagem, recebendo suporte a sensores de 200 MP, como o ISOCELL HP1 da própria Samsung. Há suporte a até 7 câmeras individuais em um único smartphone, operação simultânea de até 4 delas, ou ainda opções focadas na qualidade de imagem com registro de fotos de 64 MP + 36 MP em modo dual câmera, ou captura única de 108 MP a 30 FPS.

Para vídeo, o processador de sinal de imagem (ISP) é capaz de realizar gravações em até 4K com HDR a 120 FPS, ou 8K a 30 FPS, e trabalha com a NPU para otimizar a imagem com ajustes de exposição, contraste, ISO e filtros ao identificar elementos na cena com IA, como o interior de uma casa ou um animal de estimação.

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A reprodução de conteúdo vai além ao possibilitar a exibição de vídeos em 4K a 240 FPS ou 8K a 60 FPS, com suporte a mídia no cada vez mais popular codec AV1. A plataforma suporta ainda telas de até 144 Hz com HDR10+, e promete alta fluidez durante a navegação ou games.

O Exynos 2200 também traz avanços em conectividade, contando com suporte à conectividade 5G 3GPP Release 16, nas frequências sub-6 GHz e mmWave, e utiliza tecnologia E-UTRAN New Radio – Dual Connectivity (EN-DC), que combina os sinais 4G LTE e 5G NR para turbinar as velocidades de download e assim atingir os 10 Gbps.

Ausência de dados preocupa

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Apesar das promessas empolgantes da Samsung, perfis especializados e leakers renomados de todo o mundo levantaram algumas preocupações importantes relacionadas ao chip e à maneira pela qual a gigante sul-coreana anunciou a novidade. A primeira e mais gritante é a ausência de números que comparem os avanços do Exynos 2200 frente ao Exynos 2100 presente na linha Galaxy S21 e até no recente Galaxy S21 FE, algo muito comum na indústria, especialmente em lançamentos da própria marca.

Também é mencionada a omissão das frequências de clock da CPU e da GPU, algo que não havia acontecido com a revelação do Exynos 2100 — a última vez que a Samsung escondeu os números foi durante o anúncio do Exynos 990, uma das plataformas da empresa que mais sofreram com superaquecimento e perdas drásticas de desempenho.

Esses pontos podem não significar problemas, mas há o agravante de haver rumores recentes indicando fortes dificuldades da Samsung Semiconductors, a divisão de chips da empresa, de otimizar o processador. Sugeriu-se, inclusive, que as frequências planejadas não foram atingidas: segundo as informações, a gigante esperava cravar os 1,8 GHz, mas conseguiu estabilidade apenas com 1,3 GHz.

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Seja como for, a Samsung deve divulgar mais detalhes nos próximos dias, especialmente com o anúncio da família Galaxy S22, que deve utilizar o novo componente em alguns mercados, esperado para acontecer no início de fevereiro. A empresa também confirmou que o Exynos 2200 já está em fase de produção em massa.

Fonte: Samsung (1, 2)