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ROG Ally x Lenovo Legion Go | Qual é o melhor console portátil?

Por| Editado por Jones Oliveira | 27 de Abril de 2024 às 11h30

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Victor Lenze / Canaltech
Victor Lenze / Canaltech

O segmento de consoles portáteis para jogos de PC está começando a se estabelecer e o Canaltech já testou os principais modelos disponíveis no mercado. Os consoles da Lenovo e ASUS, especificamente, trazem o mesmo chip AMD Z1 Extreme, baseado nas arquiteturas Zen 4 e RDNA 3.

Contudo, entre tela, tamanho, controles e outros aspectos mais profundos, os projetos finais dos dois consoles são bem distintos. Isso torna as experiências muito diferentes, quase únicas.

Pensando nisso, levantamos os pontos fracos e fortes de cada um para apontar qual é o melhor console portátil dessa primeira geração entre o Lenovo Legion Go e ASUS ROG Ally.

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Tela e Resolução

A tela do Legion Go é um dos trunfos da Lenovo para posicionar bem seu console no mercado, mesmo tendo lançado ele quase 6 meses depois do ASUS ROG Ally. Isso porque o portátil da Lenovo utiliza um painel IPS de 8,8” e resolução Quad HD (2560 × 1600), 30% maior que a tela Full HD (1920 × 1200) de 7” do ROG Ally.

Em termos de qualidade de imagem, os dois painéis são similares, com boa cobertura de cores e brilho máximo de 500 nits, muito mais intenso que da maioria dos notebooks gamer. A luminosidade extra permite jogar em ambientes iluminados, como ao ar livre, parte importante da proposta de um console portátil.

Mesmo com as taxas de atualização da tela do Legion Go sendo de 165 Hz, as de apenas 120 Hz do Ally, a diferença é quase imperceptível, já que raramente os desempenhos em jogos passam de 60 FPS.

Ainda assim, a tela maior do Legion oferece uma experiência superior, principalmente em games com câmeras mais afastadas, com Diablo IV e Baldur’s Gate 3.

Construção

A diferença na construção dos dois portáteis é o segundo ponto que mais chama atenção, pois o Legion Go é muito maior, não apenas pela tela, mas pelos controles destacáveis Legion TrueStrike. Apesar de parecerem desconfortáveis à primeira vista, serem proporcionalmente tão maiores proporcionam uma pegada muito mais confortável de maneira geral.

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Além de mais confortáveis, os Legion TrueStrike têm dois botões traseiros de cada lado, permitindo criar atalhos diretos para funções do Windows 11 ou macros. Por outro lado, os botões traseiros do ROG Ally podem ser configurados para adicionar funções secundárias, praticamente dobrando a capacidade mapear atalhos, funcionalidade que não está presente no Legion Go — pelo menos até agora.

Outra vantagem do Ally é que por ser tão menor, ele também é bem mais leve com apenas 608 g, ao passo que o Legion Go pesa quase 1 kg. Sendo assim, jogar no Ally é bem menos cansativo em sessões mais longas.

Resumidamente, enquanto o Legion Go é maior, mais ergonômico e com mais botões físicos, o Ally é mais leve, relativamente mais portátil, e tem sistema de mapeamento de atalhos mais competente com os botões traseiros oferecendo combinações para funções secundárias.

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Armazenamento e conectividade

As opções de armazenamento do Legion Go são, possivelmente, seu ponto mais forte além da tela. O ROG Ally traz versões com SSDs de 256 GB e 512 GB, e a versão topo de linha do Legion Go tem 1 TB de armazenamento, algo essencial para consoles em geral, mas ainda mais quando falamos de games de PC.

O tamanho dos jogos está cada vez maior, e a maioria deles já está exigindo a instalação em SSDs para garantir um desempenho ótimo e tempos de carregamento reduzidos. Mesmo games casuais, como Genshin Impact, ocupam facilmente mais de 100 GB, e por mais que os dois portáteis tenham slots para cartões de memória microSD, suas velocidades são muito inferiores, criando mais um gargalo de desempenho para um hardware já naturalmente mais fraco.

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Além disso, o leitor do ROG Ally ainda está apresentando problemas de superaquecimento e danificando permanentemente alguns cartões de memória. Uma solução interessante seria a possibilidade de utilizar um SSD externo, mas o Ally conta apenas com uma porta USB-C 3.2 que, fatalmente, será utilizada para o carregamento do dispositivo em sessões longas.

Por sua vez, o Legion Go tem armazenamento interno maior, e um slot de cartão microSD que, até o momento, não apresentou falhas, sendo aparentemente mais confiável que o do Ally.

Com duas portas USB 4, muito mais rápidas que a USB 3.2, é possível carregar o portátil enquanto usa um drive externo de alta velocidade, sem a necessidade de abrir o aparelho para trocar o drive interno e instalar mais jogos.

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Experiência em jogos e Usabilidade

O quesito usabilidade é o mais divisivo entre os dois consoles, uma vez que ambos trazem pontos muito positivos, mas em categorias bem diferentes. Começando pela experiência no sistema, apesar de ambos trabalharem com uma versão adaptada do Windows 11, os aplicativos proprietários do Legion Go e do Ally são bem diferentes.

De maneira geral, a overlay do ROG Armoury Crate SE traz uma interface bem mais limpa e “finalizada” que a do Legion Space. O software da ASUS, ao que tudo indica, é um programa real rodando como uma máscara de configurações do sistema — ou ao menos convence o usuário disso caso não seja. 

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Já a alternativa da Lenovo, salvo especificamente pelos menus de configuração, parece ser uma grande aplicação web rodando em um navegador customizado para esconder suas UI nativas.

A inicialização e resposta são bem mais lentas, e sua única vantagem é que os atalhos de sistema ficam todos condensados no menu secundário R-Menu, sendo preciso abrir o Legion Space apenas para remapear os atalhos de controles, podendo ignorá-lo em seguida.

Tanto o ROG Ally quanto o Legion Go se comportam de formas bem similares em games, com desempenhos muito próximos, justamente por utilizarem o mesmo chip AMD Z1 Extreme.

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A única diferença realmente relevante é que como Ally tem um chassi menor, mesmo com uma ventoinha a mais, seu sistema de dissipação de calor parece ser menos eficiente que o do Legion Go.

Também pelas dimensões reduzidas, as mãos do usuário ficam em contato direto com a parte traseira do console, região que esquenta muito em operação, podendo causar desconforto.

Como no Legion Go as mãos ficam apenas envolvendo os controles TrueStrike, sem nunca encostar no chassi do console, mesmo em atividade intensa a sensação de aquecimento é imperceptível para o usuário.

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ROG Ally x Lenovo Legion Go: Qual é o melhor console portátil?

Apesar de serem baseados no mesmo processador AMD Z1 Extreme, as semelhanças entre o ROG Ally e o Legion Go acabam aí. Sendo assim, definir qual deles é o melhor depende muito do perfil de cada gamer.

Justamente por ser menor e mais leve, o ASUS ROG Ally é muito mais portátil, mesmo com suas limitações de conectividade e armazenamento. Inclusive, por essa mesma razão, talvez ele seja o portátil que faz mais sentido realizar a troca do drive interno por um de maior capacidade, eliminando completamente a necessidade de gambiarras e assessórios para expandir o armazenamento por meio de soluções externas, garantindo uma experiência portátil “de bolso”.

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O Legion Go, por sua vez, é bem mais robusto, se assemelhando mais à abordagem híbrida do Nintendo Switch. Ele pode, sim, ser utilizado como um portátil, mas tem um estojo muito maior, é mais pesado e bem menos discreto.

Em compensação, essa combinação também implica em uma tela maior, apoio embutido, controles destacáveis e uma porta USB 4 adicional. Isso faz dele um console que entrega uma experiência híbrida completa, sendo uma plataforma gamer menor e mais prática que um notebook de entrada, mas sem sacrificar elementos importantes para gamers apenas para caber em um chassi menor.