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Review Lenovo Legion Go | Evolução dos portáteis, mas refém do sistema

Por| Editado por Jones Oliveira | 13 de Abril de 2024 às 15h30

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Review Lenovo Legion Go | Evolução dos portáteis, mas refém do sistema
Review Lenovo Legion Go | Evolução dos portáteis, mas refém do sistema
Lenovo Legion Go

O Lenovo Legion Go foi lançado no final de 2023 como resposta ao novo segmento de consoles portáteis para jogos de PC. Por evoluir fraquezas dos projetos da concorrência, o Go é disparado o portátil mais completo da atualidade, mas a integração com a versão remendada do Windows 11 torna tudo um grande exercício de paciência.

Equipado com um chip AMD Z1 Extreme baseado nas arquiteturas Zen 4 e RDNA 3, o Legion Go traz um hardware relativamente poderoso para o formato compacto. Sua carcaça é bem maior que dos outros modelos do mercado, inclusive com uma tela de 8,8 polegadas, proporção 16:10, QuadHD e, incrivelmente, um hardware que empurra os jogos até essa resolução desde que bem configurado.

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Ficha Técnica do Legion Go

Compacto e com excelente tela, o Legion Go traz uma APU Phoenix AMD customizada, com chip Z1 Extreme em arquitetura Zen 4 e RDNA 3, entregando um hardware dimensionado para rodar jogos em até QuadHD, a 60 FPS com gráficos no mínimo. Com 16 GB de memória LPDDR5X-7500 de altíssima velocidade, o console consegue gerenciar muito bem o consumo de memória para o sistema e para a GPU Radeon integrada.

A tela de 8,8 polegadas QuadHD (2560 x 1600) em proporção 16:10 é o ponto alto do Legion Go, fazendo dele uma boa opção para consumir filmes ou séries, além de jogar em uma tela bem maior que a de um smartphone. Os controles Legion TrueStrike se destacam do corpo do console — que traz um apoio embutido bastante eficiente — permitindo jogar com o Legion Go apoiado na mesa, dando mais liberdade ao usuário.

  • Processador: Ryzen Z1 Extreme (Zen 4),
  • GPU: Gráficos Integrados AMD Radeon (RDNA3)
  • Tela: 8,8 polegadas; QuadHD 16:10 (2560 × 1600)
  • Memória: 16 GB LPDDR5X-7500
  • Armazenamento: SSD PCIe 4.0 NVMe M.2 2242 de 512 GB ou 1 TB
  • Dimensões: 210 × 131 × 20 mm / 299 × 131 × 41 mm com controles Legion TrueStrike
  • Peso: 640 g / 854 g com controles Legion TrueStrike
  • Rede: Wi-Fi 6E / Bluetooth 5.1
  • Sistema operacional: Windows 11 Home 64 (Adaptado)

Outro ponto forte do Legion Go são as opções de armazenamento de 512 GB ou 1 TB, apesar de apenas a versão de 512 GB estar disponível no Brasil por enquanto. Jogos de PC costumam ser muito maiores que de consoles, e um SSD de 256 GB ou menos não faz o menor sentido para esse mercado.

Entregar no modelo mais básico um SSD PCIe 4.0 de, no mínimo, 512 GB é um avanço, ainda que não seja o ideal — lembrando que muitos jogos passam de 100 GB de instalação. No pior cenário, o usuário pode optar por cartões microSD de 1 TB, como os utilizados por donos de Switch, para jogos casuais, e deixar o disco interno apenas para 2 ou 3 jogos mais exigentes, como Cyberpunk 2077.

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Design e construção

O Lenovo Legion Go traz um projeto bastante robusto e bem mais resistente que o esperado para um portátil com controles laterais destacáveis, com uma tela de 8,8 polegadas QuadHD (2560 × 1600). 

Para conseguir empurrar os gráficos a essa resolução em, pelo menos, 30 FPS, a Lenovo optou por incorporar uma solução térmica diferente que dos outros consoles do mesmo segmento, combinando apenas uma ventoinha, mas com dissipador e heatpipe mais densos, bem parecidos com os utilizados nos notebooks da marca.

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Isso também faz com que o Legion GO seja mais espesso e pesado, com 854 g, dando uma sensação maior de segurança que no Switch, eliminando a necessidade de um grip para garantir que os controles não vão empenar no trilho. Por outro lado, justamente por ser mais pesado, a experiência de jogar por muito tempo acaba sendo um pouco cansativa — fisicamente, no caso.

Passando para a estrutura interna, ele é bem compacto, com todos os componentes espremidos no chassi de 210 mm × 131 mm, 20 mm de espessura e com boa parte desse espaço sendo ocupado pela bateria. A posição do conector M.2 torna relativamente fácil substituir o SSD original por um com mais capacidade, mas ele é compatível apenas com padrão 2242, de 42 mm, um pouco mais caros.

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A posição dos conectores do Legion Go também chama a atenção, com uma entrada de cartão microSD e duas USB 4.0, mas com uma delas na borda inferior do console. Como as duas trazem as mesmas características, é possível carregar o dispositivo por qualquer uma delas, mas a escolha de design dá margem para um eventual dock proprietário com conector na base, liberando a porta superior para outros acessórios.

Controles Legion TrueStrike

Por fim, a disposição dos botões é a mesma do controle do Xbox, com um touchpad abaixo do analógico direito. Outra diferença é que os botões próximos à tela vem configurados por padrão para acionar os menus de configurações e o aplicativo Legion Space, enquanto os que representam o Start/Select padrão ficam abaixo do D-Pad, sendo preciso trocar sua posição nas configurações de interface.

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Algo que chama bastante atenção no caso do portátil de Lenovo, e parece ser uma tendência que irá se estabelecer no segmento dos portáteis é grande número de botões. Além dos comandos tradicionais ABXY, Menu, Select, D-Pad, botões de ombro e gatilhos, os controles Legion TrueStrike trazem quatro botões adicionais e uma roda de rolagem na traseira, dois botões para acessar os menus e um botão lateral extra no controle direito para o modo mouse.

No caso específico deste último botão, sua função só é ativada automaticamente quando configuramos o controle como mouse vertical (estilo manche), atuando como clique direito do mouse. O problema é que todos os botões adicionais restantes não podiam ser mapeados para criar atalhos úteis para o usuário, como macros de teclado ou funções do Windows ao longo de praticamente todos os testes do console.

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Apenas na versão do Legion Space liberada no último dia 10 de abril, a Lenovo introduziu a funcionalidade de remapeamento total dos botões dos TrueStrike. Agora é possível, criar templates separados para casos específicos, como para o modo desktop, transformando os botões extra em funções do mouse, por exemplo, ou para MMOs, criando macros e atalhos para as muitas habilidades desses jogos.

Tela do Legion GO

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A tela do Lenovo Legion é de muito longe seu ponto mais forte, com painel IPS de 500 nits de 8,8 polegadas, resolução QuadHD 16:10 (2560 × 1600), taxa de atualização de 144 Hz e cobertura de cores de 97% do padrão DCI-P3. 

Por se tratar de um console portátil, a tela utiliza tecnologia Gorllia Glass, e as bordas laterais relativamente finas fazem dele uma excelente opção para assistir séries ou filmes via streaming

A Lenovo também investiu em um painel touchscreen de 10 pontos parecido com o utilizada nos notebooks da linha Yoga, inclusive com os mesmos padrões de gestos. Em compensação, fora de jogos, a maior densidade de pixels acaba se tornando um problema, pois tudo fica muito pequeno, e ativar a escala no desktop em 150% — no mínimo — é praticamente obrigatório.

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Embora a resolução, a taxa de atualização e até um limitador de FPS poderem ser modificados facilmente no menu acionado pelo botão R-MENU (à direita da tela), a escala de interface precisa ser definida nas configurações do Windows. A vantagem é que uma vez definida dificilmente será preciso alterá-la novamente.

Teclado e touchpad

O touchpad do Legion Go é bastante competente para a navegação geral do sistema, e em páginas da web ou no sistema operacional é possível rolar a tela com a roda posicionada na parte de trás do controle direito. Por mais que pareça mais intuitivo utilizar o console como um tablet o tempo todo, a interface do Windows 11 é bem difícil de gerenciar apenas via toque, muitas vezes forçando o usuário a apelar para touchpad.

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O teclado virtual é outro ponto problemático, pois ele não ativa automaticamente ao clicar em um campo de digitação, como a tela de login da Steam ou da Epic Games Store. Para abrir ou fechar o teclado virtual é preciso utilizar a combinação de botões Legion Space (à esquerda da tela) e B. Seu layout padrão é simplificado, sem teclas importantes como CTRL, SHIFT, CAPS ou símbolos, sendo preciso clicar na engrenagem no canto superior esquerdo e alterar para o layout completo.

 

Conectividade

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Como o Legion Go foi pensado originalmente apenas para  uso portátil, ele não traz porta Ethernet. Em compensação, ele é compatível com Wi-Fi 6E e frequências de 6 GHz, e consegue atingir com facilidade os 1.000 Mbps da minha conexão de internet, desde que no mesmo andar do roteador. 

O Legion Go utiliza Bluetooth 5.1 para conexão com outros dispositivos, fazendo dele compatível com fones de ouvido gamer com função de baixa latência, mas o console também conta com uma porta P2 de 3,5 mm para headsets convencionais.

Para quem não estiver disposto a abrir o console para trocar o SSD original, é possível expandir o armazenamento por meio de uma porta microSD com suporte a cartões de até 2 TB. Contudo, é importante frisar que as velocidades máximas dos cartões de memória são pelo menos 5x menores que a de SSDs internos e isso pode fazer bastante diferença em alguns jogos.

A boa notícia é que, com duas portas USB 4.0, é perfeitamente possível manter o console conectado à alimentação e utilizar o desempenho máximo, e ainda utilizar um SSD externo. 

Mesmo não sendo o cenário ideal para uma plataforma gamer portátil, os outros dispositivos desse nicho obrigam o usuário a ter um hub USB-C com pelo menos duas portas, e uma dela obrigatoriamente compatível com sistema de power delivery para conectar à fonte. 

Benchmarks

Por não estarmos tratando de um dispositivo projetado para trabalho, não realizamos testes de produtividade com o Legion Go, mesmo sabendo que em uma emergência ele poderia ser utilizado para essa finalidade. 

Bateria

Os problemas reais de hardware do Legion Go começam com sua bateria. Mesmo sendo de 49,2 Wh - cerca de metade da de um notebook gamer médio - ela ainda está longe de entregar uma autonomia ideal para um console portátil, ao menos no modo desempenho.

No teste sintético do PC Mark 10 simulando cenários de games, a bateria durou pouco mais de uma hora e meia. Já em um teste mais pesado, rodando benchmarks do Formula 1 23 em loop em configurações otimizadas para 30 FPS e resolução QuadHD, a autonomia caiu para 58 minutos aproximadamente.

Em um cenário mais casual, jogando Genshin Impact também em QuadHD, mas otimizado para 60 FPS, consegui me aproximar de 75 minutos. O problema é que assim que a carga chega em 20% o console ativa automaticamente o modo econômico, derrubando bruscamente a performance e ainda assim o ritmo de consumo da bateria se torna quase exponencial, caindo para 10% em menos de 5 minutos.

Tanto por isso, ter uma porta USB-C adicional é um ponto forte do projeto, já que é quase certo que o usuário irá precisar estar sempre com o carregador de 65W na mochila, ou um powerbank generoso. 

No caso de uma viagem mais longa, o ideal é reduzir o brilho da tela, resolução para 1280 x 800 (HD em 16:10), limitar taxas de atualização para 60 Hz, e ativar o modo economia. Com isso, ainda é possível rodar alguns jogos a 30 FPS no mínimo, ganhando cerca de 40 minutos a mais de tempo de uso, ou apelar para powerbanks mais simples.

Temperatura

Mesmo com um hardware tão compacto e apenas um blower, as temperaturas de operação do Legion Go são bastante razoáveis. Ao que tudo indica, os heatpipes e dissipadores mais densos conseguem manter o console operando entre 60 ºC e 70 ºC na maior parte do tempo, salvo por alguns jogos muito intensos em CPU

Passando para o teste sintético do 3D Mark com o Time Spy Extreme em 20 loops, as temperaturas também se mantiveram abaixo de 80 ºC, com pico de 71 ºC próximo do fim do teste. Ainda assim, na média ele esquenta bem menos do que o esperado para um aparelho tão compacto.

 

Como os controles do Legion Go são bem grandes e com uma curvatura bastante ergonômica, raramente as mãos encostam na parte traseira do chassi. Ou seja, ainda que o console aquecesse bem mais, isso muito provavelmente não causaria desconforto ao usuário, mesmo após muitas horas jogando.

Games

Focando apenas em jogos, o portátil da Lenovo é bem competente para rodar games em FullHD, mas sempre em configurações mínimas ou próximo disso. Surpreendentemente, Metro Exodus - nosso rei de fritar GPUs - passa de 60 FPS no mínimo, superado apenas por Formula 1 23 e Forza Horizon 5, ambos acima de 70 FPS.

Ao subir os presets para o máximo, apenas Shadow of the Tomb Raider e Forza Horizon 5 atingiram médias próximas de 27 FPS, mas com muitas quedas para abaixo de 20 FPS. Já em QuadHD, resolução nativa do Legion Go, a situação se repete nas configurações mínimas, mas nem de longe é sustentável no máximo. 

Exceto por Formula 1 23, nenhum dos jogos da bateria chega, sequer, próximo dos 30 FPS, mesmo com ferramentas de upscaling, com a ressalva de Far Cry 6 que bate 35, mas também com muitas quedas.

Algo que me deixou particularmente frustrado ao longo dos testes foi um erro ao tentar trocar de resolução, tanto dentro quanto fora dos jogos. Em muitos casos, modificar a resolução forçava o jogo para modo janela, me forçando a reverter as configurações, ou esperar o tempo de confirmação expirar, pois a janela ainda era deslocada para fora da tela.

 

 

Após um bom tempo investigando, notei que se trata de um erro bastante comum, mas ainda não está claro se é uma questão de driver de vídeo, ou algum bug do Windows 11 adaptado. Fato é que não consegui encontrar uma solução 100% eficaz para contornar a situação, e a saída mais fácil é reiniciar o Legion Go - e não apenas o jogo -, e abrir o título novamente na esperança de ele funcionar na resolução desejada.

No limite mínimo para rodar

No entanto, especificamente no caso de Red Dead Redemption 2, o erro é muito recorrente e me impossibilitou de rodar o jogo - e fatalmente realizar os benchmarks - em QuadHD. Outro título particularmente problemático - mas essa já esperado - foi Alan Wake 2.

O jogo foi projetado para utilizar mesh shaders, tecnologia que até está presente na arquitetura RDNA 3 do chip Z1 Extreme, mas aparente é muito pesada para a APU do Legion. Sendo assim, foi impossível, infelizmente, encontrar alguma configuração minimamente jogável de Alan Wake 2.

O melhor resultado que obtive foi ativando o modo super desempenho do FSR2, renderizando as texturas nativamente em resolução 960 × 600 e escalonando para FullHD, conseguindo uma média estável em 25 FPS. 

Resumidamente, a tela QuadHD do Legion Go é, sim, um ponto positivo e o portátil é capaz de rodar jogos com essa resolução, desde que o usuário invista algum tempo otimizando cada título. 

Por outro lado, apesar de ser algo bastante comum para o usuário médio de PC, essa experiência está bem longe da proposta dos portáteis de serem plataformas mais intuitivas para servir de porta de entrada para quem nunca se aventurou nesse universo.

Usabilidade

É no quesito usabilidade que as coisas ficam bastante confusas no Legion Go, e em grande parte isso nem é tanta culpa do console em si, mas é impossível ignorar a situação. O grande “selling point” do Legion e de todos os outros dispositivos do gênero que estão chegando é a capacidade de rodar jogos de PC em plataforma extremamente portátil e completa.

A questão é que nos smartphones e consoles padrão, o ecossistema é relativamente homogêneo, com aplicações otimizadas para o sistema e configurações gráficas quase sempre travadas. Quando passamos para o PC, os jogos são desenvolvidos para rodar em diferentes configurações, e muitos deles se comportam de forma diferente em componentes de uma ou outra fabricante.

O resultado é que a experiência inicial do Legion Go é bastante divisiva, pois o processo inicial de configuração dos jogos, relativamente intuitivo para quem já joga no PC, pode ser extremamente complexo e frustrante para quem está chegando agora. Novamente, o mesmo vale para outros dispositivos do gênero, e se trata apenas da realidade da “experiência PC gamer”.

Outro ponto ainda mais frustrante é a navegação pela interface, uma vez que se trata de um hardware de PC, com o um sistema operacional de PC, mas sem um mouse e teclado. Com isso, nem PC gamer veterano se orienta de forma eficaz, pois precisa se acostumar com o Windows 11 em um gamepad, e nem o usuário leigo consegue entender como funcionam as coisas, pois nada é intuitivo.

Concorrentes diretos

Até o momento, o Lenovo Legion Go compete apenas com o Asus ROG Ally e Steam Deck, saindo na dianteira em um segmento de mercado bastante novo, mas muito promissor. No caso específico da comparação com o Steam Deck, o Legion Go traz um hardware muito superior, mas um ecossistema Windows muito mal otimizado, prejudicando muito a experiência do usuário médio.

Nesse aspecto, o Steam Deck, apesar de mais fraco, é muito mais intuitivo de usar, e tudo que ele se propõe a fazer, ele faz de maneira bastante competente, se aproximando bem mais do que se espera de um console. 

O portátil da fabricante chinesa só se destaca mesmo por conseguir rodar jogos que estão em outras lojas digitais — ou mesmo em nenhuma delas —, por ter compatibilidade nativa. Instalar Genshin Impact ou qualquer jogo que não esteja na Steam ou compatibilidade com Linux é bem mais difícil e raramente vale o esforço. 

Já a concorrência com o ROG Ally é bem mais direta ao ponto, com o Legion sendo superior em todos os quesitos, com uma tela QuadHD, mais ergonomia nos controles e uma porta USB 4 adicional para um SSD externo. 

Vale a pena comprar o Lenovo Legion Go?

O Legion Go é um console portátil para jogos de PC bastante competente em termos de hardware, mas é preciso deixar claro que ele exige uma curva de aprendizado tanto nos controles quanto nas configurações. Por outro lado, apesar de ainda trazer um ar de projeto inacabado comum a todos os consoles portáteis, ele é o mais completo e seu maior problema não está no hardware, mas no sistema.

Pensando no futuro do segmento, o Legion Go é o que tem mais potencial para evoluir a experiência do usuário nos próximos anos. Os botões extra associados a algumas adaptações de software fatalmente serão uma vantagem competitiva em um futuro próximo.

Considerando que ele foi lançado no Brasil por R$ 6.999 na versão com 512 GB de armazenamento, o Legion Go acaba sendo uma opção interessante para quem quer jogar seus games de PC em um sistema portátil. Por outro lado, é possível encontrar notebooks gamer da própria Lenovo com desempenho bem superior pela mesma faixa de preço, dependendo apenas do quão portátil o usuário quer que sua experiência seja.