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Review novo Honda Civic híbrido | O melhor Civic de todos os tempos?

Por| Editado por Jones Oliveira | 05 de Março de 2023 às 09h00

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Review novo Honda Civic híbrido | O melhor Civic de todos os tempos?
Review novo Honda Civic híbrido | O melhor Civic de todos os tempos?

Pouco mais de um ano após deixar de ser fabricado no Brasil, ainda na geração 10, o Honda Civic retorna ao nosso mercado. Desta vez importado da Tailândia, o sedan médio que já travou duros duelos com o Toyota Corolla retorna em versão única, com motorização híbrida, além de estar mais tecnológico e com um design completamente diferente. Afinal, trata-se de uma nova geração.

Mas cinco dias de convívio com a geração 11 do Honda Civic trouxeram alguns questionamentos e muitas certezas. É fato que ele evoluiu muito em vários aspectos em relação ao modelo anterior, mas, será que é o suficiente? Fato é, que estamos diante do que, talvez, seja o melhor Civic em todos os tempos. Será?

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Conectividade e Segurança

O novo Honda Civic híbrido é uma tremenda evolução com relação à geração anterior em termos de tecnologia. Seja no campo da conectividade ou da segurança, o sedan médio importado da Tailândia não faz feio, muito embora pudesse ser mais do que uma versão maior e mais refinada do Honda City nesse quesito.

Isso acontece porque o novo Honda Civic vem equipado de série com o pacote Honda Sensing, que lhe atribui uma boa lista de recursos de segurança ativa e auxílio ao motorista, como alerta de colisão frontal com detecção de pedestres e ciclistas, frenagem automática de emergência, piloto automático adaptativo, câmera de ponto cego no lado direito, alerta de saída de faixa com correção e centralizador de faixa.

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Por melhor que seja essa lista — e ela é boa! —, ela é a mesma do que vimos no Honda City. Até mesmo o famigerado lane watch, essa câmera ativada assim que acionamos a seta do lado direito, seguiu no modelo, mesmo na nova geração. Seria mais útil, por exemplo, colocar um alerta de ponto cego convencional, nos dois lados do carro, para justificar ainda mais o preço maior dessa geração.

Evolução, sim, mas menos do que poderia ser.

O mesmo vale para a central multimídia. Com boa tela e interface fácil de ser explorada, ela entrega até que uma boa relação com o usuário, espelhamento com Android Auto e Apple CarPlay (com fio), boa resolução e sistema de som assinado pela Bose. Entretanto, novamente, esperávamos um pouco mais desse equipamento, afinal, estamos em 2023 e falando de um sedan médio.

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Apesar de ser compatível com o módulo Honda Connect, que dá ao usuário alguns comandos remotos e de monitoramento do veículo por meio do celular, sentimos que o Civic poderia estar mais conectado e alinhado com o que o mercado já oferece nesse quesito, e em carros até mais em conta.

Um bom sistema de concierge, conexão 4G nativa e até mesmo um GPS nativo seriam bem vindos por aqui. Até a qualidade da câmera de ré poderia ser melhor, também. O parâmetro: concorrentes oferecem isso, cada um à sua maneira, e isso pode pesar na decisão de compra (que falaremos mais adiante).

Com todas as ressalvas, é bom dizer que, sim, a geração 11 do Honda Civic é a mais tecnológica da história do sedan, mas deveria ter oferecido mais.

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Os itens de segurança e conectividade são complementados pelos controles de tração e estabilidade, comutação automática do farol alto, seis airbags, sistema ISOFIX para cadeirinhas infantis, indicador de fadiga e vetorização de torque.

Experiência de Uso e Conforto

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O novo Honda Civic híbrido vem com a nomenclatura e:HEV, sigla que indica o novo e inteligentíssimo sistema de motorização da montadora japonesa. Ele fez sua estreia aqui no Brasil no Honda Accord, já descontinuado, mas a empresa acerta em exportar essa tecnologia para o Civic. Explicamos.

O powertrain do novo Civic é um híbrido convencional, que tem um motor 2.0 aspirado de injeção direta, que entrega 143cv e 19,1 kgf/m de torque, e dois propulsores elétricos que, somados, entregam 184cv e 32,1 kgf/m de torque. A bateria tem somente 1,05 kWh e atenção nesse número, porque ele vai te deixar espantado.

Segundo a Honda, os motores atuam em conjunto durante as viagens, mas um sempre vai se sobrepôr ao outro quando ocorrer o pico de eficiência energética de cada um deles. Na cidade, para deslocamentos curtos e arrancadas triviais, o motor elétrico será a prioridade. Na estrada, em velocidade de cruzeiro, o propulsor a combustão entra em cena.

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Na prática, foi mais ou menos isso o que sentimos. O isolamento acústico, que não é dos melhores (apesar de contar com auxílio eletrônico), ajudou nesse exercício. O carro sempre era ligado no modo elétrico, mas quando, em momentos do teste, chegamos a entrar em “cruzeiro”, era possível sentir o motor 2.0 agindo, seja para ajudar na dinâmica, seja para carregar a bateria.

O que impressionou, porém, foi uma bateria tão pequena ter a capacidade de sustentar motores elétricos tão bons. Fosse o Civic um híbrido plug-in, com uma bateria bem maior, ele teria capacidade suficiente para rodar somente com os propulsores zero emissão sem esforço.

E para seguir te impressionando, vamos aos números de aceleração e consumo. O Honda Civic híbrido consegue fazer um 0 a 100 km/h em apenas 7,8 segundos, bem menos do que os 8,6s da geração passada. O que o coloca como o mais rápido em todos os tempos — desconsiderando, claro, modelos esportivos.

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O consumo também é excelente. Em nossos testes, conseguimos médias com gasolina de 19,3 km/l em trajetos mistos cidade/estrada, 18,6 km/l no ciclo estritamente urbano e 16,4 km/l somente na estrada (carros híbridos bebem mais na estrada), sempre no modo Eco, o que privilegia justamente a melhor eficiência energética. Ainda há mais dois modos: o normal e o Sport.

Além disso, é possível aumentar ou diminuir a regeneração da bateria por meio do feio motor com aletas ao volante. Isso fica ainda mais interessante de ser visto no modo econômico, já que o carro parece “se segurar mais”.

Dinâmica segue o DNA Civic

Falando um pouco de como é dirigir o novo Honda Civic, tudo parece em sua melhor forma. Isso porque o carro acelera como nunca acelerou antes, está muito econômico, e conseguiu manter seu dinamismo característico, passando um pouco de esportividade ao mesmo tempo que traz certo conforto.

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O acerto de suspensão adotado pela Honda certamente sofreu alguma tropicalização para atender nossas ruas esburacadas, mas se pudéssemos dizer em poucas palavras como é a rodagem com o Civic, diríamos que é: segura e confortável.

Parte desse conforto, claro, se deve às novas medidas do sedan . Agora ele tem 4,67m de comprimento, 1,80m de largura, 1,43m de altura e distância entre-eixos de 2,73m, mais do que suficientes para abrigar uma família grande. O porta-malas também é bom: 495 litros.

Já nos equipamentos de conforto e comodidade, temos o ar-condicionado digital e dual zone, carregador de celular por indução, sensor de chuva, sensor crepuscular, retrovisor interno eletrocrômico, sistema auto-hold, chave presencial, acionamento remoto do motor, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e freio de mão elétrico.

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Design e Acabamento

Como a maioria dos Civic de gerações ímpares, o visual da geração 11 está mais comportado do que a anterior. Há sim uma mescla de esportividade com sobriedade, mas preferíamos o modelo antigo, sendo bem sincero. Já o acabamento é algo que dividiu um pouco nossa opinião.

Tudo é muito bonito e há materiais de qualidade por todos os lados, mas sentimos que um carro dessa proposta e valor poderia ser um pouco mais requintado. É apenas sensação. De positivo dentro da cabine, são os novos difusores de ar, que tornaram o ambiente mais estiloso.

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O cluster digital, que agradou muito, conta com um sistema de gameficação bem legal, mostrando uma miniatura do carro na tela e se comportando exatamente como estamos fazendo, indicando as setas e aberturas das portas.

Concorrentes

O maior concorrente do novo Honda Civic híbrido no Brasil será mesmo o Toyota Corolla em sua versão híbrida, que hoje é encontrada a partir de R$ 180 mil.

Há, porém, outros sedans que devem incomodar, até pelo valor pedido pela Honda. Casos de Volkswagen Jetta GLI, que sai por R$ 220 mil e até o vindouro Nissan Sentra, que deve custar perto de R$ 170 mil. Correm por fora nomes como Chevrolet Cruze e Caoa Chery Arrizo 6 Hybrid.

Novo Honda Civic híbrido: Vale a pena?

O novo Honda Civic híbrido é o melhor Honda Civic de todos os tempos. É o que tem melhor desempenho, o mais equipado e com melhor consumo de combustível. O preço, porém, exige que ele tenha excelência em vários aspectos que destacamos algumas falhas, como conectividade e acabamento. Mesmo assim, vale muito a pena.

O novo Honda Civic híbrido pode ser encontrado em todo o Brasil por R$ 244.990.

No Canaltech, o novo Honda Civic híbrido foi avaliado graças a uma unidade gentilmente cedida pela Honda do Brasil.