10 provedores VPN que levam sua segurança e privacidade a sério

A oferta de Redes Privadas Virtuais, as famosas VPNs, nunca foi tão ampla como se tem visto agora em tempos de pandemia e confinamento para conter o avanço do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Muito disso está relacionado à reconfiguração das relações de trabalho, com os colaboradores tendo de trabalhar remotamente, longe dos escritórios, em home office.

Como isso ocorreu repentinamente, pouquíssimos negócios puderam implantar diretrizes e políticas adequadas para manter a segurança e sigilo sobre os dados trafegados entre os servidores da empresa e o computador utilizado em casa pelo colaborador, muitas vezes numa infraestrutura precária e em equipamento pessoal.

Diante desse cenário, as VPNs voltaram à tona e começaram a ser adotadas como uma solução prática e eficiente para conferir uma camada de proteção, nem que seja mínima, ao ambiente de trabalho em casa. Todavia, é bom ficar atento: nem toda VPN é segura e merece confiança – pelo contrário. Alguns serviços de VPN mantêm extensos logs com o registro de todas as atividades dos usuários, o que põe em risco a segurança e privacidade dos clientes e dos dados. Ou seja, o que tecnicamente deveria ajudar a proteger o usuário acaba se voltando contra ele, pondo em risco sua identidade e o que faz online.

Para que você contrate o provedor VPN ideal e fique tranquilo ao navegar na internet, o Canaltech elaborou esta lista com os 10 provedores VPN que levam sua segurança e privacidade a sério. Para isso, analisamos se os serviços armazenam de logs e dados pessoais do usuário, bem como se há algum tipo de restrição em relação ao conteúdo acessado pelos assinantes. Confira!

1. NordVPN: a VPN mais popular

A NordVPN se posiciona fortemente comprometida com a segurança e privacidade online de seus usuários e, por isso, não armazena nenhum dado relacionado ao uso do aplicativo nem navegação na internet, apenas e-mail e informações básicas de pagamento.

A empresa afirma não armazenar os dados de quais sites foram acessados, quando uma conexão foi feita e quanto tempo durou, a quantidade e quais os dados transferidos durante a conexão, e tampouco os softwares utilizados. Declaram ainda que, por estarem sediados no Panamá, e em conformidade com a legislação do país, não estão obrigados a gravar e compartilhar dados com governos e agências reguladoras como NSA, por exemplo.

Outro quesito importante relacionado a segurança são os protocolos usados. A NordVPN utiliza tecnologia de padrão militar, baseada em protocolos IKEv2/IPsec e OpenVPN, com chaves de 256 bits que garantem que nem mesmo os supercomputadores atuais consigam quebrar a proteção do oferecida pelo app. Esses são os padrões recomendados pela NSA para classificar documentos como Ultrassecreto (TOP SECRET).

A NordVPN possui uma rede com mais de 5.000 servidores distribuídos em 61 países, capazes inclusive de sobrepor as barreiras de censura em países que restringem o acesso à internet como a China.

O NordVPN está disponível para Windows, macOS, Linux, Android, iOS, Android TV, Chrome e Firefox a partir de US$ 3,49 mensais no plano trienal para até 6 aparelhos simultâneos.

NordVPN talvez seja o serviço de VPN mais conhecido da atualidade, muito disso graças aos recursos de segurança e grande variedade de servidores que possui
NordVPN talvez seja o serviço de VPN mais conhecido da atualidade, muito disso graças aos recursos de segurança e grande variedade de servidores que possui (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

2. Private Internet Access: VPN para quem quer pagar em real

O Private Internet Access não armazena nenhum log relacionado a tráfego, sessão, DNS ou metadados dos usuários. Ou seja, não há qualquer tipo de monitoramento do que o usuário faz online.

Isso significa que quem optar pelo serviço pode baixar navegar sem se preocupar de estar sendo vigiado ou julgado pelo que está fazendo — até o torrent está 100% liberado. "Nós não censuramos os nossos servidores, ponto final", afirma categoricamente a Private Internet Access.

Além disso, a companhia disponibiliza mais de 3.200 data centers em 46 países diferentes, incluindo Brasil, Estados Unidos, Rússia e Reino Unido. Embora nenhum deles seja administrado fisicamente pela empresa, ela garante que "amigos e parceiros de negócios [que gerenciam os data centers] passaram por rigorosas diligências" para garantir a qualidade, transparência e segurança do serviço.

A Private Internet Access é um provedor VPN pago que possui planos a partir de R$ 15,09 mensais no pacote anual, que sai por R$ 211,19. O serviço possui aplicativos para Windows, macOS, Linux, Android, iOS, Chrome, Firefox e Opera.

A maior vantagem do Private Internet Access é poder pagar pela assinatura em real
A maior vantagem do Private Internet Access é poder pagar pela assinatura em real (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

3. TorGuard: mantém o controle sobre tudo

O TorGuard é outro provedor VPN que não mantém nenhum tipo de registro que leve à identificação do usuário. Além disso, o serviço garante manter uma política de IPs compartilhados, que, divididos entre seus clientes, torna impossível o rastreamento da origem das requisições.

A companhia garante não restringir o tráfego de qualquer tipo de conteúdo, o que significa que o BitTorrent e demais protocolos P2P estão liberados. Apesar disso, a afirmação de que "por padrão, nós não bloqueamos ou limitamos qualquer tipo de tráfego de dados" nos leva a acreditar que, dependendo da situação, o contrário pode ser aplicado.

Um fator que faz o TorGuard se diferenciar em relação à concorrência é o fato de ele ter acesso físico a toda a infraestrutura do serviço ofertado, o que inclui "milhares" de servidores em mais de 55 países diferentes, mesmo que ela esteja sob a responsabilidade de terceiros. "Todos os nossos servidores são implantados e gerenciados exclusivamente por nossa equipe de rede utilizando métodos seguros", explica.

O TorGuard está disponível para Windows, macOS, Linux, Android, iOS, Chrome, Safari e Firefox a partir de US$ 5 mensais no plano anual, que custa US$ 59,99.

4. ExpressVPN: para todo tipo de dispositivo

Operando desde 2009, o ExpressVPN diz que jamais armazenou qualquer log ou informação que possam ser rastreados de volta para o usuário ou entregar sua identidade. Assim como o TorGuard, o funcionamento deste provedor é baseado em IPs compartilhados.

Ele também permite o tráfego de qualquer tipo de dado, o que significa que o usuário pode acessar e baixar arquivos dos principais sites de torrent e plataformas P2P da atualidade sem medo de ser feliz.

Questionado sobre quem administra sua infraestrutura, no entanto, o ExpressVPN desconversa dizendo que utiliza "data centers premium que empregam rígidas normas de segurança" e que nem seus funcionários têm acesso aos servidores. Em contrapartida, a companhia informa que toda a plataforma opera a partir de memórias RAM, não utilizando nenhum tipo de armazenamento persistente, e que ela está espalhada por 94 países diferentes.

Duas outras características chamam a atenção no ExpressVPN. A primeira é que o serviço de VPN está disponível para uma infinidade de dispositivos, desde os tradicionais Windows, macOS e Linux, passando por dispositivos móveis e roteadores, até Kindle Fire, PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch, Apple TV, Amazon Fire TV Stick e smart TVs. A segunda é o período de testes gratuitos bem generoso: o usuário tem até 30 dias para experimentar e decidir se assina ou não a partir de R$ 6,67 mensais no plano anual, que ainda dá mais 3 meses grátis.

Além dos 30 dias de testes gratuitos, o ExpressVPN chama atenção pelo amplo suporte a diversas plataformas
Além dos 30 dias de testes gratuitos, o ExpressVPN chama atenção pelo amplo suporte a diversas plataformas (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

5. SlickVPN: o novato do pedaço

Embora não seja tão conhecido quanto as opções anteriores, o SlickVPN figura nesta lista como um dos melhores provedores do tipo na atualidade. No mercado desde 2012, o serviço compartilha com seus concorrentes a característica de não manter nenhum tipo de registro de atividade de seus clientes, mantendo todos no anonimato.

Outro ponto em comum é que o SlickVPN garante que todo tipo de tráfego é permitido e não fica de olho em nada que o usuário está fazendo. Apesar disso, a empresa confirma que caso receba uma notificação judicial de pirataria, avisa o usuário sobre isso e encerra sua sessão. Já em relação à forma como administra sua infraestrutura, o serviço alega que ele próprio gerencia as instalações mais críticas, enquanto os servidores que têm menor demanda são gerenciados por parceiros terceiros.

Ao todo, o provedor conta com servidores físicos em mais de 40 países, ofertando uma ampla gama de possibilidade de conexão aos usuários, incluindo Brasil, Estados Unidos, Rússia, China e Suécia.

O SlickVPN está disponível para Windows, macOS, Linux e Android a partir de US$ 4 mensais no plano anual, que custa US$ 48. Outras duas opções de assinatura também são ofertadas.

6. IPredator: VPN direto no roteador

Outro nome um tanto quanto desconhecido nesta lista, o IPredator é mais uma opção de provedor VPN para quem procura um serviço que preza por segurança e anonimato. De acordo com a empresa que mantém a plataforma, nenhum log é armazenado e não há nenhuma forma de relacionar um cliente a seu respectivo IP, pois o serviço não identifica o IP de origem das requisições, encerrando e excluindo quaisquer sessões de conexão assim que ela é terminada.

Em relação ao bloqueio de determinados protocolos, como o BitTorrent, a empresa alega que "é seu dever proporcionar um acesso à internet de maneira que cada usuário seja livre para compartilhar o que quiser", afinal de contas "a sociedade foi construída sobre a livre troca de conhecimento cultural". Portanto, pode ficar tranquilo e usar a internet como quiser.

Além disso, outro ponto que merece destaque é que a empresa detém toda a infraestrutura do serviço que oferece, do servidor ao cabo de rede, e não permite que ninguém de fora da empresa mexa no que é dela. "Nós não confiamos em terceiros para operar nossa infraestrutura", explica.

O ponto negativo disso tudo é que o IPredator só dispõe de servidores na Suécia, o que pode comprometer a experiência de uso de quem reside fora da Europa. Outro revés é que só há opção de contratação mensal, que sai por US$ 8 ao bolso dos assinantes. Por outro lado, o serviço está disponível não só para Windows, macOS, Linux, Android e iOS, como também para firmwares open source de roteadores, como o DD-WRT, OpenWrt, PfSense e TomatoUSB.

7. SmartVPN: VPN com maior variedade de planos

Relativamente conhecido pelos aficionados por segurança digital, o SmartVPN é outro provedor que alega não manter nenhum log ou informação que comprometa a segurança e identidade do usuário.

Além disso, o serviço garante que não limita qualquer tipo de tráfego em sua rede, deixando as portas abertas para os fãs de torrent e qualquer outro protocolo P2P.

Outra característica do SmartVPN é que boa parte de sua infraestrutura é gerenciado por uma equipe própria, e somente servidores instalados em localidades "exóticas" são administrados por parceiros. Inclusive, o serviço oferece opções de conexão em países como Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Japão e outros.

Por fim, o serviço é compatível com Windows, macOS, Linux e Android e é um dos poucos que oferece um amplo leque de opções de assinatura para os clientes, com pacotes básicos que custam a partir de US$ 3 no plano anual até um plano avançado, cujo diferencial é fornecimento de IP dedicado, a partir de US$ 13 mensais na assinatura anual.

SmartVPN se destaca da concorrência por oferecer três planos com recursos diferentes e boa variedade de periodicidade
SmartVPN se destaca da concorrência por oferecer três planos com recursos diferentes e boa variedade de periodicidade (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

8. CyberGhost: VPN para desbloquear qualquer streaming

Tal qual seus concorrentes, o CyberGhost é mais um serviço de VPN que garante total privacidade dos usuários por não armazenar nenhum log, dado ou informação de tráfego em seus data centers e servidores de DNS. Outro fator de garantia de anonimato dado pelo serviço é que ele opera sob a jurisdição da Romênia, que não regulamenta a retenção de dados que possam identificar os usuários — por isso você está mais do que seguro aqui.

Apesar disso, o CyberGhost se vende mesmo como a melhor VPN para desbloquear qualquer serviço de streaming. Sempre quis assistir ao catálogo norte-americano da Netflix? Quer assinar o Disney+ antes de ele chegar ao Brasil? Este é o serviço para você. O serviço garante que é capaz de contornar qualquer política de geofencing para permitir que seus clientes acessem a grande maioria dos serviços de streaming, independentemente de onde estejam.

O lado negativo do CyberGhost é que ele não é proprietário de nenhum servidor em si — toda a infraestrutura é alugada de terceiros. Para amenizar isso, a companhia diz que aplica criptografia a todas conexões, emprega servidores DNS próprios e se certifica de que todos os data centers utilizem um sistema operacional personalizado sob medida para esse tipo de serviço.

Ao todo, o CyberGhost opera mais 6.300 servidores em 89 países diferentes. Com aplicativos para Windows, macOS, Linux, Android, iOS, Fire TV, Android TV, Apple TV, Smart TVs e consoles de videogame, o serviço pode ser contratado a partir de US$ 2,75 mensais no plano bianual, que oferece mais 2 meses grátis.

Um dos maiores argumentos de venda do CyberGhost é sua capacidade de desbloquear serviços de streaming
Um dos maiores argumentos de venda do CyberGhost é sua capacidade de desbloquear serviços de streaming (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

9. Cryptostorm: VPN para os mais hardcore

Talvez este seja o provedor que mais pareça amador aos olhos dos usuários. A verdade, porém, é bem diferente disso, já que basta explorar um pouco o site do Cryptostorm para perceber que ele é voltado para um público mais hardcore, ou "paranoico", como ele mesmo diz.

Com canais de atendimento incomuns, como o IRC, o provedor não mantém nenhum log de acesso dos usuários, tampouco impede o uso de protocolos P2P. Além disso, o próprio serviço se estruturou de maneira a impedir que autoridades o encontrem e derrubem: "o Cryptostorm consiste em várias entidades diferentes de diferentes regiões. Dessa forma, quando tentam nos derrubar, nós já recomeçamos em outro local com os mesmos recursos".

Por padrão, a empresa diz que bloqueia o uso das portas 135, 139 e 445 para evitar que os usuários sejam vítimas de falhas de segurança conhecidas dos protocolos NetBIOS e SMB. Apesar disso, ela não deixa claro se possui e controla diretamente os servidores, afirmando apenas que eles são "configurados para serem o mais descartáveis possível", além de empregarem políticas rígidas de gerenciamento da infraestrutura de chaves públicas. Além disso, o Crypstorm garante que usa o DNSCrypt para criptografar o DNS do cliente antes de ele se conectar aos servidores e oferece um serviço opcional de bloqueio de anúncios e de rastreadores.

O Cryptostorm é baseado em OpenVPN e é compatível com Windows, macOS, Linux, Android, iOS e sistemas operacionais open source de roteadores. Ele é um dos mais em conta da lista, oferecendo planos que partem de US$ 3,90 no plano bianual e outro vitalício que custa US$ 500.

10. FastestVPN: a VPN mais barata

A última VPN desta lista é também a mais indicada para quem não está em condições de arcar com as soluções mais populares e conhecidas. Porém, ao contrário do que você pode pensar, o FastestVPN não é pegadinha e oferece basicamente os mesmos recursos das demais soluções.

O serviço não armazena qualquer log ou dado que possa identificar o usuário, tampouco se preocupa com o que o usuário faz online, liberando o tráfego de torrents e outros protocolos P2P. De fato, a empresa garante que todos os servidores são otimizados para proporcionar a maior velocidade possível para o compartilhamento de arquivos.

A infraestrutura é mista, ou seja: a FastestVPN tanto tem servidores próprios quanto alugados de terceiros. Nesse segundo caso, entretanto, a companhia garante que detém acesso exclusivo a eles, sem compartilhá-lo com qualquer outro serviço ou plataforma. A companhia não abre o número exato de servidores que possui, mas diz que eles estão localizados em mais de 30 países e mais de 39 localidades diferentes, todos empregando protocolo IKEv2 e criptografia AES de 256 bits.

Porém, o grande atrativo do FastestVPN é mesmo seu preço. No plano trienal, que custa US$ 39,95, o serviço sai por meros US$ 1,11 mensais. Um preço excelente para os recursos e compatibilidade do serviço: ele tem apps para Windows, macOS, Linux, Android, iOS, Amazon Fire Stick e Android TV, além de poder ser configurado diretamente no roteador e funcionar em Smart TVs, Chrome, Firefox e consoles de videogame.

Embora possua basicamente os mesmos recursos dos demais serviços, o FastestVPN se destaca pelo preço reduzido na assinatura trienal
Embora possua basicamente os mesmos recursos dos demais serviços, o FastestVPN se destaca pelo preço reduzido na assinatura trienal (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

Atualizado: 21/05/2020, às 8h55, a lista foi otimizada com novas informações sobre cada serviço e os preços foram atualizados.

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