Review Meta Oculus Quest 2 | Conheça o headset VR mais popular do mercado

Por Ramalho Lima (Maldditu Xavier) | Editado por Léo Müller | 02 de Agosto de 2022 às 15h22
Ivo Meneghel Jr/ Canaltech

O Meta Quest 2 é o headset VR mais recente da Meta, a dona do Facebook, Instagram e outras grandes redes sociais. O dispositivo foi lançado em outubro de 2020, sob o nome Oculus Quest 2. É este aparelho que vamos analisar hoje.

No início de 2022, a empresa resolveu unificar suas marcas, encerrando a marca Oculus e rebatizando seu equipamento, que, mais recentemente, foi anunciado como o headset de realidade virtual mais vendido na história.

Após ter uma breve experiência com o Samsung Gear VR em 2017, eu testei o Quest 2 por algumas semanas, sem saber exatamente o que esperar do segmento de VR nos dias atuais. Um ponto importante a se considerar é que, naquela época, o equipamento da Samsung necessitava estar acoplado a um dos smartphones topos de linha fabricante para poder funcionar. O Gear VR servia apenas para exibir o conteúdo processado no celular.

Já o Meta Quest 2 é um headset “standalone”, ou seja, que funciona totalmente independente de celulares, computadores ou consoles de jogos. Ele acessa a internet usando a rede Wi-Fi de 5 GHz e já executa aplicativos e jogos por meio de seu hardware dedicado, oferecendo uma das experiências mais versáteis em termos de dispositivos VR do mercado.

No entanto, como nem tudo é perfeito, você poderá acompanhar minha análise do Meta Quest 2 para descobrir, entre vantagens e desvantagens, se ainda vale a pena adquirir o headset VR mais querido de todos os tempos.

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Prós

  • Não precisa de outro equipamento para funcionar
  • Som e imagem de boa qualidade
  • Conexão sem fio
  • Bom nível de imersão
  • Controles fáceis de usar e com boa autonomia

Contras

  • Bateria acaba rápido
  • Loja com preços em dólar
  • Não é vendido oficialmente no Brasil
  • Requer conta do Facebook

Design e construção

Quando falamos de headsets VR, a leveza é uma característica imprescindível. O Meta Quest 2 é um óculos de realidade virtual que tem tudo o que o usuário precisa para tirar da caixa e começar a usar. Confeccionado em plástico branco fosco, ele já traz seu próprio chipset, que processa todo o conteúdo exibido, de modo que o aparelho não necessita ser conectado a outra fonte de processamento.

  • Dimensões: 191,5 x 102 x 142,5 mm
  • Peso: 503 gramas

Por isso, é natural que o headset da Meta seja um pouco mais pesado que modelos mais simples, cujo conteúdo será gerado no smartphone, PC ou console de jogos. No entanto, o Meta Quest 2 consegue ser mais leve do que dispositivos que dependem de um PC gamer para funcionar, como é o caso do HTC Vive Pro 2. Fora isso, o Quest 2 é muito bem construído, sendo, ao mesmo tempo, simples, elegante, resistente e funcional.

O Quest 2 é feito em plástico branco fosco e tem ótimo acabamento. (Imagem: Ivo Meneghel/Canaltech)

Na parte da frente do headset, temos apenas a logo Oculus gravada de forma bem discreta, quase imperceptível. Há ainda quatro câmeras infravermelho nas extremidades da frontal do aparelho, que são usadas para mapear o ambiente. Do lado direito, temos o botão liga/desliga. Do lado esquerdo, fica a entrada USB-C para carregamento e conexão com o PC, além da entrada para fones de ouvido. Já na parte de baixo, temos um botão de ajuste de volume.

Nas laterais do aparelho, há duas extensões (uma de cada lado), cada uma com um alto-falante, que, juntos, proporcionam som estéreo bastante imersivo. A fita que prende o dispositivo à cabeça do usuário parte dessas duas extensões, além de uma terceira ponta, que fica presa na parte de cima do headset, passando por cima da cabeça do usuário.

Dentro do headset ficam as duas lentes, com um controle de abertura que possui três níveis, o que permite que elas se ajustem a usuários com distâncias interpupilares diferentes. Para fazer contato com o rosto do usuário, o Quest 2 acompanha um suporte de silicone e mais um espaçador, útil para pessoas que usam óculos de grau.

Os dois controles do aparelho compartilham da mesma simplicidade do headset. Eles são feitos do mesmo plástico que o dispositivo principal. Por isso, são leves e passam a impressão de resistirem bem a eventuais quedas.

"O Meta Quest 2 é o headset VR mais popular do mercado, e sua aplicação vai continuar sendo relevante, dado o número de aplicações e jogos compatíveis com a plataforma VR da Meta"

— Ramalho Lima (Maldditu Xavier)

Tela

O Meta Quest 2 usa um painel LCD único, com resolução de 1832 x 1920 pixels por olho e taxa de atualização máxima de 120 Hz. Não são especificações super avançadas para um dispositivo VR, mas a qualidade da imagem é boa.

  • Painel: LCD único;
  • Resolução: 1832 x 1920 pixels por olho;
  • Taxa de atualização máxima: 120 Hz;
  • Campo de visão: aproximadamente 90 graus.

A ressalva fica por conta da variedade da resolução do conteúdo fornecido. Há vídeos demo que, apesar de terem uma excelente imersão, podem frustrar usuários pela baixa quantidade de pixels. Por outro lado, eu também consegui encontrar vídeos com resolução tão alta que foi possível perceber os poros dos rostos das pessoas.

As lentes do Quest 2 têm três níveis de ajuste da distância interpupilar. (Imagem: Ivo Meneghel/Canaltech)

Definitivamente, não se pode obter a plenitude da experiência VR em um desses dispositivos se o usuário não tiver tempo e ousadia para ir além do que é apresentado de imediato. Mas também vale alertar os leitores de que grande parte do material relevante em VR pode ser conteúdo pago.

Uma dica para alcançar a melhor qualidade de imagem possível é ajustar o headset na cabeça, de modo que não haja folgas (ver a seção sobre o SideQuest). Manter as lentes sempre limpas também ajuda. E, claro, se você usa óculos, não esqueça de utilizar o espaçador fornecido na caixa.

Configuração e desempenho

O Meta Quest 2 é equipado com um chipset Qualcomm Snapdragon XR2, tem 6 GB de RAM e variantes com 128 GB e 256 GB de armazenamento interno. O sistema operacional é baseado no Android 10 e personalizado pela Meta.

Embora o dispositivo não possa competir com PCs gamers mais potentes, ele tem desempenho suficiente para proporcionar diversão e imersão com qualidade bastante satisfatória. A boa experiência é garantida por meio de sua loja de apps dedicada, que, obviamente, disponibiliza jogos otimizados para aproveitar a capacidade de processamento do MQ2.

  • Chipset: Qualcomm Snapdragon XR2;
  • Gráficos integrados: Adreno 650;
  • RAM: 6 GB LPDDR5;
  • Armazenamento: 128/256 GB;
  • Entrada: rastreamento de dentro para fora com 6DoF (via quatro câmeras embutidas), controles touch, rastreamento de mãos, Bluetooth e microfones.

Uma forma simples de comprovar que o Meta Quest 2 ainda tem desempenho para lá de satisfatório, é observar a quantidade de jogos a serem lançados que são compatíveis com o headset. Muitos títulos, aliás, só são compatíveis com ele, rodando por meio da plataforma do Windows (Steam VR).

Os controles do Quest 2 são bem precisos e fáceis de usar. (Imagem: Ivo Meneghel/Canaltech)

Posto isso, fica claro concluir que o Meta Quest 2, apesar de não ser o aparelho de VR mais avançado do mercado, é o que oferece mais possibilidades em termos de compatibilidade com jogos e demais aplicativos, mesmo tendo sido lançado em 2020.

Os controles funcionam muito bem, sem engasgos ou atrasos. O dispositivo reconhece o controle que estava em uso mais recentemente, deixando o outro no modo descanso, o que ajuda a poupar bateria. Ao pressionar qualquer botão no controle adormecido, ele fica ativo e pronto para uso imediatamente.

Fora a parte de executar os apps, o Quest 2 também responde bem nos menus do sistema e se mostra ágil durante a instalação de software.

Os controles do Quest 2 são leves e possuem um cordão de segurança para evitar quedas acidentais. (Imagem: Ivo Meneghel/Canaltech)

Usabilidade

Como eu disse, o Meta Quest 2 é um dispositivo de VR independente, que está pronto para ser usado ao ser retirado da embalagem, pois não requer conexão com um PC gamer ou console para executar o conteúdo.

Essa característica, além do fato de ser um equipamento lançado pela gigante Meta, entre outras coisas, tornou-o o óculos de realidade virtual mais popular até hoje.

Ao ligar o aparelho pela primeira vez, o usuário é conduzido a realizar os passos básicos para criar sua conta e entender como ele funciona. Dá para criar uma conta “Oculus”, mas ela deverá ser associada a uma conta Facebook. Outra possibilidade é logar no dispositivo diretamente com a conta Facebook, deixando o cadastro na Oculus de lado. O aparelho ainda ensina o usuário a criar o “guardião”, espécie de área segura de movimentação.

A capa de silicone do Quest 2 é bem confortável, mas pode reter muito suor. (Imagem: Ivo Meneghel: Canaltech)

O usuário pode baixar um tutorial gratuito, bastante completo e divertido (First Steps), em forma de game, capaz de deixá-lo pronto para utilizar o aparelho, mesmo que não se tenha nenhuma experiência com realidade virtual e afins. Esse tutorial, por si só, poderá prender a atenção do usuário até a bateria do headset acabar.

O tutorial ensina a pegar objetos e a interagir com eles: é possível jogar aviões de papel, brincar com raquete e bola e ping-pong, socar um peso pendurado, controlar um dirigível com controle remoto, e ainda conta com dois jogos (dentro do jogo): um de dança e outro de tiro.

Os controles são fáceis de usar, contando com feixes de luz que são como apontadores. Há botões para interações específicas em apps e os botões direcionais que são usados para rolar listas, tanto na vertical como na horizontal. Já os botões de gatilho são usados para acionar opções sob os apontadores.

De forma bastante simplificada, podemos dizer que o Quest 2 não chega a ser o melhor headset VR do mercado em quase nenhum aspecto. Porém, ele é o mais versátil e simples de usar. Por isso, ele pode ser indicado tanto para usuários que nunca lidaram com realidade virtual, como para os que já possuem certo grau de conhecimento.

O que dá para fazer com o Meta Quest 2?

O Meta Quest 2 é o headset VR e o próprio console, que conta com uma loja de apps dedicada, por onde você pode baixar e instalar seus jogos. Obviamente, cada jogo VR oferece uma experiência única, assim como um jogo não VR.

Além de jogar no Meta Quest 2, ainda é possível:

Explorar lugares em 360 graus

Você pode visitar lugares com imagens estáticas ou em vídeos, a partir de conteúdo criado por estúdios ou pessoas independentes. Eu voei de parapente, estive no centro de Manhattan, dentro da Estação Espacial Internacional e visitei Salem, nos EUA, conhecida como a cidade das bruxas. Em alguns destes conteúdos, você pode ficar cara a cara com um guia, que vai andando pelas ruas, numa experiência muito próxima da realidade física.

Estudar

É possível fazer um curso sobre um tema qualquer em realidade virtual, seja com conteúdo pré-produzido ou dinâmico, considerando a possibilidade do professor agendar um encontro virtual. Há mini-documentários gratuitos a serem explorados na galeria do Quest 2.

Eu assisti a um sobre a queda das Torres Gêmeas (o evento 11 de Setembro), em que o usuário assume a perspectiva de uma sobrevivente. Enquanto ela narra as cenas de horror, é possível ver e ouvir o que ela vivenciou naqueles momentos, inclusive, com imagens de dentro de uma das torres.

Acompanhar eventos

Você pode acompanhar alguns eventos gravados ou mesmo ao vivo, de diversas categorias, incluindo campeonatos esportivos e shows musicais (e na primeira fila).

Eu me surpreendi ao descobrir que até jogos de futebol já estão sendo gravados com câmeras VR. Em algumas destas experiências, é possível ter a mesma visão do esportista (eu desci em um trenó de bobsled durante as Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022).

Acessar redes sociais

Pela loja do Quest 2 é possível instalar os aplicativos das principais redes sociais da Meta, como Facebook e Instagram, e também o YouTube VR, da Google. Se alguém interagir com você, você receberá uma notificação em uma janela pop-up dentro da aplicação que estiver em uso no momento.

Assistir a filmes e séries

Eu encontrei dois dos mais populares aplicativos de streaming de vídeo atualmente, o da Netflix e o do Prime Video. Ambos permitem possibilidades muito similares de assistir a filmes e séries em telões, como numa experiência muito próxima do que temos em uma sala de cinema.

No Prime Video VR, o ambiente até imita um cinema com fileiras de cadeiras e tudo, sendo que ele também conta com vídeos curtos em 360 graus que são bem imersivos.

Cuidar da saúde

O Meta Quest 2 possui aplicativos voltados para a área fitness, para quem busca se exercitar, assim como outros relacionados à meditação guiada, com ambientes virtuais propícios a essa atividade.

Treinar habilidades e exercitar fobias

Como em um ambiente de jogo, você pode treinar habilidades que deseja desenvolver, como desenhar e pintar, por exemplo. Há também apps voltados para o exercícios de fobias, como medo de altura ou animais específicos.

Jogar ou trabalhar colaborativamente

Com o Quest 2 você pode jogar ou trabalhar colaborativamente. Basta enviar convites para as partidas, reuniões ou ambientes de trabalho, para parentes, amigos ou colegas de equipe.

Como podemos perceber, o Meta Quest 2 permite ao usuário experimentar uma infinidade de experiências, desde coisas simples (até entretenimento adulto) a outras mais complexas e voltadas para o segmento corporativo.

Muito versátil, o Quest 2 oferece diversas formas de entretenimento. (Imagem: Ivo Meneghel/Canaltech)

Também devemos considerar que essa lista de possibilidades está em pleno crescimento e evolução. Ou seja, o que podemos fazer com o dispositivo hoje, poderemos fazer com ainda mais imersão com o passar do tempo.

Dá para acessar o metaverso?

Sim, o Quest 2 permite interações usando a chamada realidade mista (junção de realidade virtual e realidade aumentada). Desta forma, o usuário pode interagir com objetos reais dentro do mundo virtual, o que seria útil para que um grupo de pessoas tenham a imersão necessária para interagirem entre si, criando a base do funcionamento do metaverso.

Já há aplicativos criados para que grupos de colegas de equipe possam trabalhar de forma colaborativa no ambiente virtual. Porém, isso é só o início do projeto, que não será focado apenas no segmento corporativo.

O que é o SideQuest?

O SideQuest merece um subtítulo dedicado, pois permite ampliar as possibilidades do Quest 2. O SideQuest é uma plataforma criada por desenvolvedores independentes, que reúne jogos e aplicativos não-oficiais da Meta, mas que são compatíveis com seu headset.

Esta técnica é conhecida pelo nome sideload, e não é proibida pela Meta. A empresa, no entanto, não recomenda que o usuário instale software de terceiros em seu dispositivo, a fim de não comprometer a segurança de seu sistema.

As quatro câmeras frontais do Quest 2 são responsáveis pelo rastreamento do ambiente físico. (Imagem: Ivo Meneghel/Canaltech)

Por meio do SideQuest, o usuário pode fazer configurações avançadas no Quest 2, melhorando a qualidade da imagem ou otimizando o aparelho para poupar bateria. Fora isso, o usuário terá uma imensa lista de apps e jogos (pagos ou gratuitos) à disposição, e de inúmeras categorias diferentes.

O SideQuest, apesar de ser uma plataforma não-oficial, é capaz de ampliar significativamente a biblioteca de software disponível para o Quest 2.

"Usuários que já têm experiência com conteúdo em altíssima resolução (4K UHD) podem se sentir um pouco frustrados com relação à qualidade de imagem do Meta Quest 2. Mas há de se considerar a diferença substancial entre telas de TVs e monitores, e painéis VR, que ficam a apenas poucos centímetros dos olhos dos usuários"

— Ramalho Lima (Maldditu Xavier)

Conectividade

Uma das maiores vantagens do Meta Quest 2 é poder ser usado de forma independente de um PC ou console de jogos. Desta forma, o ele se conecta à sua internet via rede Wi-Fi (5 GHz) e executa todo o conteúdo a partir de sua memória interna ou streaming.

Mesmo assim, o dispositivo pode ser conectado a um computador por meio de um cabo USB-C de altíssimo desempenho (não fornecido). Este recurso é chamado de Oculus Link.

Posteriormente, a Meta lançou um tipo de conexão que é sem fio, o AirLink. Para usar o recurso, o PC do usuário precisa estar ligado ao roteador via cabo de rede, enquanto que o headset será conectado ao PC por meio do Wi-Fi (5 GHz).

Há aplicativos na loja do Quest 2 que permitem espelhar o conteúdo do PC no óculos VR. Você verá a tela do PC em um telão virtual e poderá executar filmes, jogos e todo tipo de conteúdo a partir do computador.

Este recurso é interessante porque mantém a liberdade de movimentação do Quest 2, ao passo em que ajuda o dispositivo a poupar bateria, já que estará apenas exibindo o conteúdo processado na máquina do usuário.

Os botões de gatilho do Quest 2 possuem sensores que detectam quando o usuário encosta os dedos, sem necessidade de apertá-los. (Imagem: Ivo Meneghel/Canaltech)

O Quest 2 ainda pode ser pareado com o celular (eu tentei fazer isso no Galaxy Note20 Ultra e no Poco F4 GT, mas não consegui fazer funcionar). Desta forma, o usuário pode usar o app do headset para explorar conteúdo e instalar aplicativos sem usar o dispositivo principal.

Outras conexões incluem o espelhamento do Meta Quest 2 na TV, PC ou smartphone. Isso permite que outras pessoas consigam assistir tudo o que o usuário do headset VR está fazendo no mundo virtual.

Sistema de som

O Meta Quest 2 conta com som estéreo, proveniente de seus dois alto-falantes (esquerdo e direito).

O sistema de áudio é uma solução simples, que cumpre bem com sua proposta de funcionar de forma independente de outros equipamentos. O som é de boa qualidade, mas não tem muita potência ou graves profundos.

De qualquer forma, o headset tem entrada de 3,5 mm para fones de ouvido, caso o usuário queira melhorar sua experiência com músicas, filmes, jogos, etc. Sem falar que você pode parear seus fones TWS ao equipamento e usá-los com todo o conforto da conexão Bluetooth.

Bateria e carregamento

Um dos maiores pontos fracos do Meta Quest 2 é a autonomia de sua bateria.

No lançamento, a Meta informava uma autonomia de duas a três horas, indo de 100% a 0% de carga. No entanto, eu tive a impressão de que essa duração não passa de duas horas de uso contínuo. Talvez as atualizações que trouxeram aprimoramentos no processamento do dispositivo tenham contribuído para um maior consumo de energia.

Mas nem tudo está perdido. Para contornar a baixa duração da bateria, o usuário pode usar o aparelho conectado ao carregador por meio de um cabo extensor. É claro que nem todo tipo de conteúdo poderá ser consumido com o headset preso dessa forma.

Para estender a duração da bateria do Quest 2, o usuário pode prender um power bank à cinta de fixação do headset. (Imagem: Ivo Meneghel/Canaltech)

Outra possibilidade é usar um power bank preso à cinta usada para prender o dispositivo à cabeça do usuário. Esta solução vai adicionar peso extra ao conjunto, mas pode ser viável.

Sobre o carregamento, o Quest 2 leva mais ou menos duas horas para completar sua recarga usando o carregador incluído na caixa.

Concorrentes diretos

Em termos gerais, o Meta Quest 2 não possui um concorrente que possa ser considerado “direto”. Isso acontece porque outros modelos tendem a ser bem menos versáteis que ele, ou têm hardware muito mais avançado, ou as duas coisas.

Se você quiser dar um passo adiante em qualidade de som e imagem, o HP Reverb 2, desenvolvido pela HP em colaboração com a Valve e a Microsoft, pode ser o dispositivo mais indicado.

O HP Reverb 2 é atualmente o headset VR com a melhor resolução do mercado. Por isso, ele é recomendado para usuários que buscam uma experiência topo de linha em jogos AAA. O aparelho pode ser encontrado no site oficial da HP Brasil por cerca de R$ 7.900, com dois controles.

Vale a pena comprar o Meta Quest 2?

O Meta Quest 2 é conhecido por sua versatilidade, facilidade de uso e grande compatibilidade com jogos e aplicativos.

Mesmo sendo um dispositivo lançado em 2020, continua recebendo atualizações e aprimoramentos que ainda o tornam bastante relevante nos dias atuais. No momento, ele é o headset VR mais usado no mundo e esse dado contribui para que ele continue a receber conteúdo otimizado para aproveitar a capacidade de seu hardware.

Há apenas quatro pontos principais que podem decepcionar usuários interessados em comprá-lo. O primeiro é que ele não é vendido oficialmente no Brasil, o que faz seu preço ser elevado, dependendo de como foi importado.

O segundo é que sua loja de aplicativos possui preços em dólar, o que eleva substancialmente o custo de apps e jogos. Neste caso, a solução é recorrer à Steam VR, que tem jogos com preços em nossa moeda.

O terceiro ponto é sobre a duração da bateria. Não é muito empolgante usar o headset por apenas duas horas consecutivas e ter que colocá-lo para carregar. Talvez usá-lo conectado ao PC ou a um power bank ajude a contornar este “problema”.

O quarto e último ponto é sobre a qualidade de imagem. No segmento de aparelhos VR, ela pode ser considerada boa, mas usuários acostumados a telas 4K podem ficar um pouco frustrados com a qualidade padrão do ambiente virtual do Quest 2. Esta baixa também pode ser minimizada caso o headset seja conectado a um PC gamer de alto desempenho, ou também com as configurações avançadas do SideQuest.

Por fim, recomendamos o Meta Quest 2 a todos os usuários que desejam entrar no mundo da realidade virtual e precisam de um equipamento completo, que funcione de forma independente e seja fácil de usar. O dispositivo é vendido na loja oficial da Meta com preço a partir de US$ 299, mas você pode importá-lo por meio da USCloser.