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10 filmes de ficção científica que previram tecnologias de hoje

Por| Editado por Jones Oliveira | 21 de Junho de 2023 às 19h35

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Universal Pictures, Paramount Pictures
Universal Pictures, Paramount Pictures

O grande charme da ficção científica sempre foi a liberdade de brincar com tecnologias e conceitos que não existem. Em uma espécie de experimento de futurologia, essas histórias ambientadas anos, décadas e até séculos adiante costumam extrapolar nossa realidade para imaginar o que o tempo nos reserva. Por isso mesmo, não são raros os casos de filmes que conseguem prever com uma exatidão até assustadora aparelhos e recursos que só vão ser criados muito tempo depois.

É claro que não há nenhuma habilidade sobrenatural de previsão ou mesmo capacidades proféticas dessas produções. Na grande maioria dos casos, são apenas projeções que imaginam a evolução de tecnologias existentes com uma pitada de fantasia utópica ou distópica, a depender do caso.

Por isso mesmo, é mais comum que a maioria dessas previsões não tenham saído do papel, como o tão sonhado carro voador (ainda). Só que, ao mesmo tempo, há alguns filmes que previram com exatidão tecnologias que temos hoje. Veja quais.

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10. Fuga do Século 23

Fuga do Século 23 é um clássico dos anos 1970 que, embora tenha se tornado um tanto esquecido pelas gerações mais recentes, ajudou a construir uma imagem de futuro que vivemos hoje. Não apenas por mostrar como a humanidade destruiu o planeta para manter seu estilo de vida, mas por acertar em cheio em uma tendência que começa a ganhar força agora no mundo tech: as casas conectadas.

Se, em 2023, estamos vendo empresas como Apple, Google e Amazon apostando pesado nas smart homes e no conceito de Internet das Coisas, o filme lançado há quase 50 anos já dava um bom panorama de como essa conexão constante em uma casa poderia ser. Ainda que de forma bastante exagerada, o filme já mostra como eletrodomésticos, iluminação e outras funções básicas do lar estariam conectados e podendo ser acessados por comandos de voz ou dentro de uma rotina de seus moradores.

Só esperamos que as semelhanças acabem por aí, já que a realidade do filme nos mostra que, no século 23, as pessoas precisam ser executadas aos 29 anos para garantir a manutenção desse padrão de vida para todos.

9. 2001: Uma Odisseia no Espaço

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Um clássico entre os clássicos, o filme de ficção científica que é uma das várias obras-primas de Stanley Kubrick também previu algumas tecnologias — algumas até de forma bem pessimista. A começar que 2001: Uma Odisseia no Espaço mostrou como os tablets poderiam ser úteis, trazendo o protagonista Dave (Keir Dullea) tendo sua vida simplificada com aquela tela sempre ao alcance das suas mãos.

No filme, o dispositivo é usado tanto para comunicação como também para que o astronauta acesse funções da nave — recursos que são completamente possíveis com um iPad ou outro dispositivo do gênero. Basicamente, é a mesma lógica das smart homes aplicada em uma nave e qualquer aplicativo consegue dar conta dessas rotinas hoje em dia da mesma forma que Kubrick imaginou em 1968.

Além disso, 2001 também antecipa as inteligências artificiais. Afinal, o vilão HAL-9000 nada mais é do que um assistente virtual senciente que transforma a vida do protagonista em um inferno espacial.

2001: Uma Odisseia no Espaço está disponível na HBO Max e para compra e locação na Microsoft Store, iTunes, Amazon e Google Play.

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8. Os Jetsons

Tecnicamente, Os Jetsons não é bem um filme, mas um desenho animado clássico da década de 1960 e que, anos mais tarde, ganhou seu próprio longa-metragem. Só que essa tecnicidade não esconde o fato de que o clássico do Hanna-Barbera antecipou a chegada de várias tecnologias. E não estamos falando do tal carro voador e dos robôs domésticos — o seu aspirador ainda não é uma Rose.

Um dos acertos da animação são as chamadas telefônicas em vídeo. Fazer um FaceTime ou mesmo uma ligação via WhatsApp já se tornou tão parte da nossa rotina que esquecemos que, na época dos Jetsons, imaginar que você está falando e vendo alguém à distância era mesmo coisa de outro mundo.

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A ideia se tornou tão popular que outros filmes, séries e desenhos passaram a repetir o conceito quando o assunto era tecnologia futurista. Tanto que até mesmo Pokémon trazia esse mesmo modo de comunicação.

Os Jetsons estão disponíveis na HBO Max.

7. Matrix

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Matrix não é um marco do cinema por acaso. Além de toda a revolução estética que o filme das Irmãs Wachowski apresentou, a saga de Neo (Keanu Reeves) também trouxe a tecnologia para o centro do debate e fez muita gente questionar a realidade e cogitar a possibilidade de estarmos em uma simulação programada.

No início dos anos, esse debate parecia coisa de maluco, mas não demorou duas décadas para que criássemos esses mesmos mundos virtuais. O Metaverso é um bom exemplo disso, embora o projeto não tenha ido adiante como seus idealizadores pretendiam. Mas o simples fato de ter tido gente comprando terreno para casar nessas realidades simuladas já mostra que Matrix acertou em cheio.

Além disso, há toda a questão filosófica sobre o quanto somos escravos das máquinas. Talvez não tenhamos chegado ao nível apresentado no filme, com a humanidade sendo criada em fazendas como baterias vivas, mas não dá para negar que a visão metafórica da submissão é real.

Matrix está disponível no Prime Video e HBO Max e para compra e locação na Microsoft Store, iTunes e Google Play.

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6. Blade Runner: O Caçador de Andróides

Blade Runner se tornou um filme de ficção científica que virou ícone cult por uma série de razões. Além de apresentar a estética cyberpunk ao grande público e trazer debates filosóficos que seguem pertinentes até hoje, o filme estrelado por Harrison Ford também apresentou algumas tecnologias que vieram a se tornar realidade anos mais tarde.

A já citada chamada por vídeo também aparece por aqui, mas uma das inovações que o longa apresentou foram os grandes outdoors digitais. Hoje, a gente nem dá tanta importância para esses painéis espalhados pelas cidades e trata essa tecnologia como banal, mas o filme de Ridley Scott usava justamente essas gigantescas telas para criar essa sensação de que a publicidade e as grandes empresas seriam onipresentes no futuro — outro acerto preciso.

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Basta pensar na profusão de telas em esquinas como a Times Square, em Nova York, ou mesmo em Tóquio para ver o quanto Blade Runner acertou — ainda mais quando aparecem anúncios em 3D que parecem que vão saltar dos outdoors. E, levando em conta que a história se passa em 2019, o filme só errou nos carros voadores.

Blade Runner: O Caçador de Andróides está disponível na HBO Max e para compra e locação na Microsoft Store e Google Play.

5. O Vingador do Futuro

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Um dos grandes clássicos de Arnold Schwarzenegger, O Vingador do Futuro é outro filme que brinca bastante com uma visão exagerada do futuro. Toda a premissa da trama está na capacidade de as grandes empresas conseguirem implantar memórias e, com isso, criarem uma grande indústria de lembranças.

Só isso já renderia uma grande discussão sobre redes sociais e coisas do tipo, mas há algo muito mais palpável no filme: os carros autônomos. Em sua jornada por respostas, o herói viaja em vários momentos em automóveis que são controlados por uma inteligência artificial de modo bem semelhante aos veículos autônomos que estão sendo desenvolvidos hoje. A diferença é que, no caso do cinema, havia literalmente um robô-chofer pilotando e conversando com o passageiro.

O Vingador do Futuro está disponível para compra e locação na Microsoft Store, Google Play e iTunes.

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4. De Volta para o Futuro

Infelizmente, a máquina do tempo ainda não é uma realidade e tampouco está disponível na forma de DeLoreans, mas o icônico filme de Michael J. Fox e Christopher Lloyd acertou em suas previsões em outras frentes. No segundo filme, quando a dupla de protagonistas vem até o ano de 2015, vemos diversas tecnologias “futuristas” que acabaram se concretizando de uma forma ou de outra.

E nem falo do tênis que se amarra sozinho, que foi criado pela Nike com base na brincadeira do filme. Ao visitar o futuro, Marty McFly encontra um outdoor 3D anunciando os filmes em cartaz de forma bem semelhante àquilo que já falamos sobre Blade Runner, assim como a smart home na residência dos McFly e até as telas planas — algo que a gente costuma esquecer que era algo de outro mundo no mundo de 1989.

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Contudo, há um gadget em específico que De Volta para o Futuro 2 acertou muito bem ao levar os heróis para o longínquo ano de 2015: os óculos de realidade virtual. Nessa distopia que a humanidade criou, todo mundo usa óculos estilizados que servem para interagir com realidades virtuais e também para comunicação. É uma extrapolação do que a gente viu surgir pós-Oculus Rift e que se tornou um nicho ainda bastante forte na indústria.

O PlayStation VR e o Meta Quest são dois dos exemplos mais famosos de óculos do tipo que, embora não sejam tão versáteis quanto os usados por Marty McFly, mas que se aproximam bem tanto do visual quanto da funcionalidade que o longa propõe.

De Volta para o Futuro está disponível no Prime Video, Star+ e Telecine e para compra e locação no Google Play e iTunes.

3. O Demolidor

Ainda falando em realidade virtual, mas dentro de um setor bastante específico, o filme O Demolidor, de 1993, previu o uso dessa tecnologia sendo usada para a indústria do sexo.

No longa estrelado por Sylvester Stallone, trata-se de uma função até bem romântica e até um pouco exagerada, com o personagem usando uma espécie de leitor sensorial que o conecta à mocinha vivida por Sandra Bullock. Nesse futuro, o sexo é feito por intermédio desses dispositivos e não no rala e rola carnal do passado de onde o herói veio.

E, por mais que a trama traga esse viés bem exagerado não só da tecnologia como também da própria cultura desse mundo futurista que tornou as relações humanas tão distantes, a realidade parece querer se aproximar disso. A indústria do pornô foi uma das grandes entusiastas da realidade virtual e não foram poucas as iniciativas de startups de criar dispositivos que simulem o sexo nesse ambientes virtuais, inclusive com acessórios que dessem respostas sensoriais àquilo que está sendo transmitido.

O Demolidor está disponível para compra e locação no iTunes, Google Play e Amazon.

2. O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final

Poucos filmes clássicos se tornaram tão contemporâneos quanto a saga O Exterminador do Futuro. Com a profusão das inteligências artificiais e a rápida evolução dessa tecnologia, não teve uma única viva alma que não tenha feito o paralelo com a saga criada por James Cameron e personificada na figura de Arnold Schwarzenegger.

Claro que a ideia de uma rebelião das máquinas em que androides andam por aí com metralhadoras para eliminar o que sobrou da humanidade ainda é algo exagerado, mas todo o conceito da Skynet é algo que tem uns paralelos com o que estamos vendo hoje. Em Exterminador 2, é mostrado que a inteligência artificial surgiu para ajudar como um sistema de defesa autônomo, mas evoluiu a ponto de considerar a humanidade uma ameaça.

É uma extrapolação óbvia, mas não deixa de ser bem parecido com o salto que as IAs estão tendo ao longo deste último ano. Há alguns meses, estávamos rindo das mãos de seis dedos que interfaces como Midjourney estavam criando e agora já estamos em um nível que está difícil diferenciar realidade de invenção.

Por enquanto, o alvo da inteligência artificial ainda não é toda a espécie humana, apenas o trabalhador assalariado, mas toda a revolução industrial que essa novidade já está criando é algo em uma escala bem próxima daquela que O Exterminador do Futuro pintou — só um pouco menos apocalíptica. Ou não?

O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final está disponível para compra e locação na Microsoft Store, Google Play e iTunes.

1. Star Trek

Não há como falar de ficção científica prevendo tecnologias do futuro sem citar Star Trek. A icônica série que nos apresentou personagens como Capitão Kirk e Spock é famosa também por ter previsto com décadas de antecedência muitos dispositivos que se tornaram corriqueiros em nosso dia a dia.

E não faltam exemplos disso. Do telefone celular e dos tablets aos computadores ativados por comandos de voz, alguns gadgets são bem óbvios. Isso sem falar de coisas mais pontuais que muita gente nem lembra que são novidades do mundo moderno, mas que a tripulação da Enterprise já utilizava, como os tradutores universais e até a identificação biométrica.

Se você acessa seu smartphone com sua digital ou mesmo leitor facial ou de íris para usar o Google Tradutor em uma conversa com algum estrangeiro, saiba que você está no mesmo nível de tecnologia avançada do que a Federação dos Planetas Unidos.

Adicione também na conta a própria impressora 3D. Em Star Trek, a tripulação das naves conta com um dispositivo chamado replicador, que permite transformar energia em matéria. No caso, eles podem construir desde um objeto banal até comida com esse tipo de recurso — o que se assemelha muito a essas impressoras. Estamos um pouco limitados, é verdade, mas o paralelo é claro.

E há uma explicação para muitos desses paralelos. Muitos dos responsáveis pela criação dessas tecnologias eram fãs e foram muito influenciados pela ficção de Star Trek, inspirando-se nos conceitos da série e dos filmes para criar soluções para o mundo real. A vida imitou a arte — ainda bem.