Publicidade

Meta Quest 2 x PlayStation VR2: qual experiência é mais legal?

Por| Editado por Léo Müller | 30 de Março de 2023 às 16h00

Link copiado!

Rafael Damini/Canaltech
Rafael Damini/Canaltech

Tanto o Meta Quest 2 quanto o PlayStation VR2 são dispositivos de realidade virtual (VR), mas com propostas bem diferentes. Quais são as diferenças, o que dá para fazer com cada um e qual é mais divertido? Eu comparei os dois modelos e conto as similaridades e particularidades de cada heaset nos próximos parágrafos!

Para importar produtos dos Estados Unidos que você não encontra por aqui, basta criar uma conta na USCloser. Você faz suas compras nos sites gringos normalmente, e a USCloser recebe por você lá nos EUA mesmo, em uma espécie de “caixa postal americana” criada exclusivamente para você. Depois, a USCloser encaminha os produtos para sua casa aqui no Brasil. É seguro, prático e rápido. Siga nosso tutorial para se cadastrar e comprar nos EUA economizando muito.

Proposta

Continua após a publicidade

Primeiramente, é importante situar os dois dispositivos no mercado porque, apesar de serem de realidade virtual (VR), ambos têm funcionamentos completamente diferentes.

O Meta Quest 2 é um óculos de realidade virtual “standalone”, ou seja, que funciona totalmente independente de celulares, computadores ou consoles de jogos. Ele tem sistema operacional dedicado, Wi-Fi, memória RAM, armazenamento interno, tela e processamento, tudo num só dispositivo.

Já o PlayStation VR2 é um acessório auxiliar que funciona única e exclusivamente no PlayStation 5, basicamente projetando nos seus olhos o que o console está executando. Com isso, você consegue jogar tanto títulos de realidade virtual — como Horizon Call Of The Mountain — como os comuns.

Continua após a publicidade
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia

Usabilidade

O que dá para fazer com o PlayStation VR2?

Com a proposta de cada um mais clara, pulemos ao que interessa: quais são as diferenças entre os dois consoles de realidade virtual e o que dá para fazer com cada um?

Como comentei mais acima, o PlayStation VR2 é totalmente dependente do PlayStation 5, então nem preciso comentar que você precisa ter o console da Sony para aproveitá-lo. Caso você ainda não possua um PlayStation 5, convido você a dar uma olhada nos links de compra abaixo para encontrá-lo pelo melhor preço.

Continua após a publicidade

Uma vez conectado no console pela porta USB-C, a interface do PlayStation 5 é adaptada às duas telas OLED do VR2, para que você possa visualizar os aplicativos e jogos pelo aparelho. Confesso que não dá para fazer muita coisa com o headset da Sony, então serei bem breve. Essencialmente, é uma ferramenta auxiliar do PlayStation 5 com alguns truques.

Seu objetivo principal é transmitir o que o PlayStation 5 executa, então você verá apenas os jogos e os aplicativos disponíveis no próprio console. Também é possível compartilhar a jogatina com o PS VR2 na Twitch ou YouTube, além de capturar telas para postar nas redes sociais — tudo o que o console principal já faz.

Continua após a publicidade

Um recurso interessante é o modo cinematográfico, com o qual você utiliza o dispositivo como uma espécie de projetor para aproveitar aplicativos de streaming de vídeo e outros jogos sem ser de realidade virtual. E é isso.

O que dá para fazer com o Meta Quest 2?

Como o Meta Quest 2 é tanto o acessório como o próprio console, o leque de possibilidades é muito mais amplo. Ele é equipado com sistema operacional dedicado baseado no Android e tem gráficos integrados, portanto tem biblioteca de jogos e aplicativos dedicada.

Continua após a publicidade

Embora o hardware da Meta não seja tão potente quanto o da Sony, a quantidade de jogos compatíveis com o Quest 2 é vasta e com uma qualidade aceitável. Você também pode conectar o headset em computadores, notebooks, smartphones e outros dispositivos que rodem conteúdos em VR.

Além de jogar e rodar aplicativos, o Meta Quest 2 ainda permite:

  • Explorar: é possível visitar lugares com imagens estáticas ou em vídeos, como o interior da Estação Espacial Internacional;
  • Estudar: é possível fazer um curso sobre um tema qualquer em realidade virtual, seja produtivo ou dinâmico;
  • Eventos: você pode acompanhar alguns eventos gravados ou mesmo ao vivo, de diversas categorias, incluindo campeonatos esportivos e shows musicais (e na primeira fila);
  • Filmes e séries: consumir aplicativos de streaming como Netflix numa experiência próxima do que temos numa sala de cinema;
  • Metaverso: há aplicativos criados para que grupos de colegas de equipe possam trabalhar colaborativamente no ambiente virtual utilizando a chamada realidade mista (junção das realidades virtual e aumentada);
  • SideQuest: é uma plataforma criada por desenvolvedores independentes que reúne jogos e aplicativos não-oficiais da Meta, mas compatíveis com o Quest 2.
Continua após a publicidade

Experiência

Como foi jogar com o PlayStation VR2?

Embora o PS VR2 seja extremamente limitado, sua junção com o PlayStation 5 resulta numa experiência VR espetacular. O headset tem duas telas OLED que exibem conteúdos em 4K HDR em até 120 quadros por segundo (fps) — essa definição, claro, é impulsionada pela potência do PS5.

Ao menos nos títulos que testei — Horizon Call Of The Mountain e Resident Evil Village —, jogar com o PS VR2 foi sensacional. O novo controle VR2 Sense é compatível com os mesmos gatilhos adaptáveis do DualSense, e ainda há uma resposta tátil para quando você tocar em certas partes do cenário — como a água passando pelos seus dedos em Horizon.

Continua após a publicidade

Além disso, a nova geração do PlayStation VR vem com fone de ouvido que se conectam ao suporte do headset. Ele parece simples, mas tem um som de qualidade e adaptável conforme à sua posição e aos movimentos da cabeça.

Outro recurso interessante do VR2 é o eye tracking. Como o nome já entrega, a função utiliza os movimentos dos olhos para interagir com o sistema. Particularmente, não achei totalmente útil, mas é muito legal controlar a navegação apenas mexendo os olhos.

No geral, adorei a experiência com o headset da Sony. O fato de usar a capacidade do PlayStation 5 para executar as tarefas ajudou bastante a aprimorar a qualidade gráfica, mas ainda acho triste ter que resumi-lo a apenas um acessório cabeado do PS5.

Continua após a publicidade

Como foi a experiência com o Meta Quest 2?

O Meta Quest 2 é equipado com um painel LCD com resolução de 1.832 x 1.920 pixels, taxa de atualização máxima de 120 Hz e campo de visão é de 90 graus. Por ser um dispositivo único, ele tem 256 GB de memória interna e 6 GB de RAM. São configurações menos expressivas se compararmos com os do PS VR2, mas ainda interessantes para a categoria.

Nos nossos testes, realizados pelo meu colega Maldditu Xavier, o Quest 2 não decepcionou. Mesmo não sendo o melhor headset VR do mercado em termos de especificações, ele é o mais versátil e simples de usar, sendo indicado tanto para usuários iniciantes quanto os que já possuem um certo grau de conhecimento.

Continua após a publicidade

Além de jogar, o Maldditu conseguiu: visitar o centro de Manhattan, estudar sobre a queda das Torres Gêmeas, assistir a shows e partidas de futebol (na primeira fila), acessar redes sociais, exercitar fobias, experimentar a Netflix num ambiente de cinema, acessar o Metaverso e participar de outras atividades.

Meta Quest 2 x PlayStaton 2: qual escolher?

Antes de tudo, é importante conferir como você gostaria de aproveitar um dispositivo de realidade virtual. Se você não tem, e não pretende, comprar um PlayStation 5, já descarta a compra do PlayStation VR2 porque ele não tem outra utilidade.

Se você já possui um PS5, o VR2 é um equipamento auxiliar ótimo ao entregar qualidade de imagem, tecnologias e uma experiência de realidade virtual ainda não vistas no setor. No entanto, vale lembrar que ele não é nada barato, e você não deve encontrá-lo por menos de R$ 4.000 no varejo — é quase o preço de um segundo PlayStation 5.

Continua após a publicidade

Agora, se você acredita no conceito e no potencial da realidade virtual nos jogos e no entretenimento, talvez o Meta Quest 2 seja uma opção mais interessante. É um dispositivo mais versátil, podendo funcionar tanto sozinho quanto com PCs e smartphones, traz sistema operacional dedicado e muitos jogos para aproveitar.

Infelizmente, o fato dele não ser vendido oficialmente no Brasil pode ser um empecilho, mas é possível encontrá-lo por aqui sem garantia por cerca de R$ 3.000. Outra opção é importá-lo direto do site oficial da Meta por meio da USCloser.