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Review Oppo Reno 7 | Uma estreia morna no Brasil

Por| Editado por Léo Müller | 14 de Outubro de 2022 às 16h14

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Review Oppo Reno 7 | Uma estreia morna no Brasil
Review Oppo Reno 7 | Uma estreia morna no Brasil
Oppo Reno 7

Em meio a tantos celulares interessantes vendidos internacionalmente, a Oppo escolheu o intermediário Oppo Reno 7 para marcar sua estreia aqui no Brasil. Será que ele tem o necessário para se destacar na categoria de smartphone mais acirrada e concorrida por aqui? Eu testei o lançamento da chinesa e conto tudo neste review!

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Construção e design

Pode parecer que eu menosprezei o Reno 7 ao dizer que a Oppo tinha outros celulares interessantes para lançar no Brasil, mas não me entenda mal: é um dos smartphones mais bonitos que já testei.

Não tem vidro ou alumínio, mas o acabamento plástico da tampa traseira e da moldura é muito bem elaborado e aparentemente resistente.

O modelo que testei veio na cor “azul aurora”, um azul-claro que revela uma espécie de arco-íris quando exposto à luz. Os detalhes no logo da Oppo, que mudam de tom conforme o ângulo, e do módulo de câmeras, também são brilhantes.

O Reno 7 tem uma pegada bem delicada e agradável. Ele é bastante leve, fino e com cantos levemente arredondados, sendo uma boa alternativa aos Moto G e Galaxy A com telas acima de 6,5 polegadas.

Tela e som

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Eu também gostei bastante da tela do Reno 7. É AMOLED, então oferece os pretos bem profundos, as cores vivas e o brilho intenso que só vemos nesse tipo de painel. Consumindo vídeos no YouTube ou streaming de vídeo com HDR, o smartphone da Oppo fica bem próximo dos Galaxy A33 e A53 5G.

O display punch-role de 6,43 polegadas é relativamente compacto, e você consegue manuseá-lo com apenas uma mão tranquilamente. Tenho somente duas coisas para criticar: a primeira é a borda mais grossa na lateral inferior da tela, que destoa do restante do retângulo.

A outra é a taxa de atualização da tela que, mesmo com 90 Hz, não parece tão fluida, seja em redes sociais ou navegando pela interface ColorOS 12. Talvez a culpa nem seja da tela, mas sim do desempenho limitado do chipset Snapdragon 680 — falarei mais sobre ele abaixo.

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A experiência multimídia só não é ótima porque o Reno 7 traz apenas um alto-falante. A qualidade sonora não é tão ruim para um sistema mono, mas não foge das limitações estruturais de ter apenas uma saída de som, como atropelamento das frequências.

Desempenho e sistema

O Reno 7 que a Oppo trouxe ao Brasil foi o modelo 4G. Ele roda o básico Snapdragon 680 acompanhado de 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno, expansíveis via cartão de memória.

Usei o Reno 7 como celular principal por alguns dias e tive uma experiência agradável na maior parte do tempo. Aplicativos de redes sociais e mensageiros rodaram bem, assim como jogos mais básicos.

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Diablo Immortal, sendo um jogo relativamente mais pesado, até rodou, mas recebi uma notificação alegando que o dispositivo “não era otimizado para o jogo, eventualmente causando perda de desempenho e maior consumo de energia”.

Embora o chipset Snapdragon 680 seja agradável para tarefas básicas, é questionável a decisão da Oppo de trazer ao nosso mercado um smartphone apenas 4G em meio a tantos celulares já compatíveis com o 5G. O Reno 7 5G, com Mediatek Dimensity 900, seria uma escolha mais sensata.

O Reno 7 sai de fábrica com a interface ColorOS 12 em cima do Android 12. Ela é bem parecida com o que vemos nos aparelhos de Realme e OnePlus — o que entendo porque fazem parte do mesmo grupo.

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Ela é fluida e bastante customizável, mas repito as críticas que efetuei às interfaces semelhantes: as configurações são um pouco confusas e a tradução para o português do Brasil não é tão certeira.

A Oppo não revelou por quanto tempo atualizará o Reno 7, mas vale destacar positivamente a garantia de cinco anos para quem comprar o smartphone pelos meios oficiais. É superior aos dois anos que a Motorola oferece ao Edge 30 Ultra.

Câmeras

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Sem uma câmera ultrawide, o Reno 7 tenta conquistar o consumidor com uma câmera microscópica, ainda pouco utilizada nos smartphones e tablets mais atuais. Ela tem apenas 2 MP, portanto não há muita definição nas capturas, mas a aproximação é realmente impressionante. Ainda assim, não achei tão útil quanto uma macro.

O smartphone também tem uma câmera wide de 64 MP que produz boas imagens em condições de iluminação adequadas. O pós-processamento não é agressivo, podendo soar um pouco sem graça em cenários urbanos, portanto eu recomendo ativar o aprimoramento de cena com IA caso queira cores mais vibrantes.

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Em vídeos, o conjunto traseiro grava apenas com resolução Full HD a 30 quadros por segundo (fps) e sem estabilização eletrônica. Não é o melhor smartphone intermediário para gravação de vídeos, mas está na média para a categoria.

Para selfies, a Oppo tem o orgulho de exaltar o sensor high-end Sony IMX709 de 32 megapixels, produzido exclusivamente para os smartphones da chinesa. Embora a empresa prometa selfies com HDR e alta captação de luz, na prática, o sensor tem atuação apenas ok, longe de celulares tops de linha.

Bateria e carregamento

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Com 4.500 mAh, a bateria do Oppo Reno 7 mandou bem nos testes, mas não surpreendeu. No nosso cenário de streaming, com três horas de Netflix, volume e brilho setados em 50%, o smartphone consumiu 14% de carga, na média dos intermediários.

No uso diário, com redes sociais e mensageiros instantâneos, o Reno 7 também conseguiu uma boa autonomia. Somente ao jogar que o celular consumiu bastante energia — somente 15 minutos de Diablo Immortal gastaram quase 11% de bateria.

No carregamento, o smartphone suporta até 33 W de potência, e o acessório compatível com a velocidade é enviado na caixa. Não é o carregador mais rápido entre os carregadores, mas dá para encher a bateria completamente em pouco mais de uma hora.

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Concorrentes diretos

Eu poderia citar dezenas de concorrentes do Oppo Reno 7 aqui no Brasil, mas limitei-me a apenas duas opções, sendo uma por proximidade nas especificações e o outra, no preço.

Em ficha técnica, o celular da Oppo compete com o Moto G52. Eles compartilham do mesmo chipset Snapdragon 680, tela AMOLED de 90 Hz, capacidade de armazenamento interno e velocidade de carregamento.

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Como diferenças, vale destacar a presença de uma lente ultrawide no Moto G52. assim como o som estéreo de qualidade e a bateria de 5.000 mAh. Seu preço também é muito mais convidativo: cerca de R$ 1.200, enquanto seu rival chegou por aqui custando R$ 2.999.

Agora, quando consideramos seu preço sugerido, um dos concorrentes do Reno 7 é o Galaxy S21 FE 5G, que pode ser encontrado por cerca de R$ 2.500. Ou seja, é muito difícil recomendar o celular da Oppo em qualquer cenário.

Vale a pena comprar o Oppo Reno 7?

A estreia da Oppo no Brasil com um Reno 7 sem 5G e preço competitivo foi bem morna. Ele é um celular intermediário bem básico, destacando-se apenas pelo design interessantíssimo e diferente dos concorrentes.

A lente microscópica é um truque agradável, mas definitivamente não é o bastante para investir os R$ 2.999 pedidos no lançamento. A câmera frontal, bastante destacada pela Oppo, não surpreende tanto em foto como em vídeo, ficando na média de outros modelos de gama média.

Se ele custasse em torno de R$ 1.500, eu poderia recomendá-lo caso você estivesse à procura de uma alternativa aos Moto G e Galaxy A da vida. Agora, por mais de R$ 2.000, é simplesmente impossível recomendá-lo para qualquer um.