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5 Placas de vídeos históricas que você não lembra

Por| Editado por Jones Oliveira | 11 de Maio de 2024 às 18h30

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Hyins via Wikimedia / Reprodução
Hyins via Wikimedia / Reprodução

O mundo dos games para PC e dos próprios videogames passou por diversas evoluções drásticas desde que a Atari criou o Pong, em 1972. No entanto, praticamente nenhuma dessas mudanças foi tão significativa quanto a criação das placas de vídeo dedicadas durante a década de 1990.

As primeiras GPUs se limitavam apenas a criar alguns polígonos e simulações 3D sem sobrecarregar a CPU, muito antes das NVIDIA GeForce RTX e AMD Radeon RX, com Ray Tracing e muitos TeraFLOPS.

Tanto para revisitar o primeiro ponto de virada da indústria de games quanto para refrescar a memória de quem viveu isso de perto, o Canaltech listou 5 das placas de vídeo mais icônicas da história e que você provavelmente não se lembra.

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5. Diamond Multimedia Stealth 

A Diamond Multimedia foi uma das primeiras empresas a fabricar placas de vídeo dedicadas com a linha de placas de vídeo Stealth no início dos anos 1990 com os modelos Stealth24 e Stealth Pro, ainda na era 2D. Seu produto de projeto interno mais popular foi a Stealth 3D 2000, lançada em 1996 como uma das primeiras placas gráficos 3D.

A placa utilizava o motor S3 ViRGE (Motor Gráfico de Realidade Virtual), e competia diretamente com outros nomes de peso da mesma época. Com barramento de memória de 64 bits, frequências de 55 MHz e compatibilidade com Direct X5, as Stealth 3D 2000 foram, sem dúvida, um dos maiores sucessos da Diamond Multimida.

A maioria das outras linhas de placas da empresa, como as Monster3D e Viper3D, adotava chips 3dfx (antes da empresa migrar de fornecedora para fabricante), mas as Diamond Stealth não apenas inauguraram o segmento, como tiveram modelos ATI Radeon no final de seu ciclo.

4. ATI Rage

No mesmo ano que a Diamond Stealth 3D 2000 chegava ao mercado, a ATI lançou a ATI 3D Rage. A placa também foi uma das primeiras a integrar gráficos 2D a aceleradores para cálculos vetoriais e renderização de polígonos, estreando os games 3D e competindo diretamente com a Diamond Multimidia.

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As primeiras 3D Rage também já eram compatíveis com DirectX 5 e OpenGL 1.0, mas contavam com apenas 2 MB de memória, contra os 4 MB da Stealth 3D 2000. A família de placas ATI Rage ainda evoluiu por alguns anos, acompanhando o desenvolvimento do setor até 1999, com as Rage 128 Pro, Rage Fury e Rage Fury MAXX.

O problema é que, mesmo com 32 MB de VRAM, as Rage ainda utilizam memória SDR e sua arquitetura e conjunto de instruções eram mais obsoletos que as GeForce 256, que já utilizavam memórias DDR. Com a compra da ATI pela AMD, a geração seguinte das Rage foi rebatizada para Radeon, dando origem a linha mais famosa do time vermelho.

3. Nvidia RIVA 128

Antes da NVIDIA ser a gigante trilionária de 2024, ela nasceu como uma desenvolvedora de GPUs que licenciava seus projetos para outras fabricantes. A Nvidia NV1 foi lançada em 1995 sob o selo da Diamond Multimídia como a Diamond Edge 3D, e adicionava vários elementos de interface de som e I/O, e era o principal componente por trás do console Sega Saturn, um dos primeiros fracassos da SEGA nesse mercado.

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Isso porque, mesmo com bom desempenho gráfico, ao criar um projeto tão versátil, as NV1 eram excessivamente caras, levando a NVIDIA a adotar uma abordagem mais focada. O resultado foi o surgimento da linha RIVA 128 (Real-time Interactive Video and Animation accelerator), em 1997.

Com um projeto incrivelmente mais robusto, focado no processamento gráfico, e design com 3,5 milhões de transístores, a RIVA trazia barramento de 128-bits e frequências de 100 MHz. Na mesma época, as placas Voodoo com tecnologia da 3dfx (mas ainda licenciadas), focavam exclusivamente na renderização 3D, enquanto as RIVA seguiam a mesma linha da ATI Rage e combinavam renderização 2D e 3D na placa de vídeo.

Isso liberava o PC de utilizar recursos do vídeo integrado do processador para criar texturas, resultando em um desempenho geral um superior em algumas aplicações. As RIVA 128 também estiveram entre as primeiras placas de vídeo a utilizar barramento AGP 2X, enquanto as Voodoo2, mesmo com barramento maior de 192 bits, ainda dependiam exclusivamente de slots PCI, mais lentos

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2. 3dfx Voodoo

As placas Voodoo da 3dfx foram para o gamer dos anos 1990 o que as RTX 4090 são para o gamer moderno. Inicialmente, a 3dfx começou atuando apenas como desenvolvedora e licenciando seus componentes de vídeo para outras fabricantes, com a Diamond Multimídia sendo uma de suas as principais clientes.

Inclusive, as primeiras Voodoo foram lançadas sob o selo Diamond Monster 3D no mesmo ano das Stealth 3D 2000, mas mirando no segmento topo de linha. Em 1998, com as Voodoo2, ainda licenciadas, se tornaram um sucesso, e na tentativa de capitalizar essa popularidade, a 3dfx adquiriu a STB Systems. 

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O plano era deixar de ser uma fornecedora para OEMs e produzir suas próprias placas, mas internalizar a produção matou a principal fonte de receita da 3dfx, as parcerias. Em termos de desempenho, as Voodoo3 ainda eram excelentes placas, estando entre as mais competitivas do mercado, mas o fim das relações com outras fabricantes aumentou a pressão para que as primeiras Voodoo 100% 3dfx vendessem ainda mais.

O problema é que com a concorrência crescente das ATI Rage e das NVIDIA RIVA, as Voodoo já estavam naturalmente perdendo força no mercado. Além disso, fechar as portas para as OEMs ainda limitou a capacidade de Pesquisa e Desenvolvimento da 3dfx, que acabou lançando as Voodoo4 e Voodoo5 com tecnologias defasadas, como memórias e barramentos mais lentos.

A chegada das primeiras placas ATI Radeon, sucessoras das Rage 3D, e das NVIDIA GeForce 256, praticamente esmagou o alcance das placas Voodoo e da própria 3dfx como fabricante independente, que abriu falência e acabou comprada pela NVIDIA em 2002.

1. Nvidia GeForce 256

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Apesar de as placas Voodoo terem sido o sonho de consumo de toda uma geração de gamers, o ponto de virada do mercado foi, definitivamente, as GeForce 256. Mesmo com a 3dfx comprando a STB Systems, OEM que produzia a maioria das GPUs NVIDIA, a empresa ainda contava com a produção e expertise da Diamond Multimedia.

Isso garantiu que as RIVA 128, e RIVA TNT e TNT2 estivessem entre as primeiras placas gráficas a utilizar barramento AGP. Historicamente, a NVIDIA sempre absorveu e incorporou todos os conhecimentos e tecnologias das parcerias que fez ao longo dos anos.

O sucesso das RIVA, com tecnologias mais avançadas, permitiu à empresa crescer a ponto de, em 1999, lançar a linha GeForce, até hoje uma das mais desejadas. Vale ressaltar que, até então, as placas de vídeo eram tratadas apenas como placas de expansão, e com o lançamento das GeForce 256, a NVIDIA cunhou o termo GPU.

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A linguagem de marketing visava destacar que, daquele ponto em diante, essas peças passariam a ser componentes tão essenciais quanto os processadores, por condensar em um único chip motores de renderização, e transformadores vetoriais de polígonos e de iluminação. 

Além disso, elas foram as primeiras a migrar do padrão de memória Single Data Rate (SDR) para Double Data Rate (DDR). Com isso, foi possível entregar no mesmo barramento um desempenho similar — ou até superior — às Voodoo dependendo do jogo, sem exigir frequências tão mais elevadas, mas em uma faixa de preço bem mais barata, dando início, oficialmente, a era das GPUs.