O que as placas de vídeo NVIDIA RTX têm de especial?

O que as placas de vídeo NVIDIA RTX têm de especial?

Por Redação | 03 de Maio de 2021 às 13h10 PUBLIEDITORIAL

As placas de vídeo GeForce RTX™ da Nvidia são referência do segmento gamer. Afinal, a GPU é o componente mais lembrado quando pensamos em jogos em alta resolução, e a GeForce RTX Série 30 (Ampere) melhorou o que a RTX Série 20 (Turing) já tinha de bom. Então sim: temos a garantia de que elas serão capazes de rodar os jogos mais recentes sem problemas, mas esta não é a ideia deste artigo.

Aqui vamos explorar os recursos da NVIDIA que mudam totalmente, para melhor, a experiência de jogo.. A certeza de uma boa taxa de quadros nós já temos, então vamos ver as tecnologias que tornam os jogos mais realistas e com imagens impressionantes.

Ray Tracing

Traduzido como “traçamento de luz”, ou mesmo “traço de luz”, o Ray Tracing é uma das tecnologias para produzir cenas mais realistas. Como o próprio nome indica, é um recurso que lida com reflexos de luz, tanto de forma global quanto local (dependendo do jogo), garantindo maior fidelidade na forma com a luz das cenas são irradiadas e refletidas.

Pode parecer algo simples, e de fato é. Mas é um recurso que exige uma quantidade considerável de processamento por parte da placa de vídeo. Este é o motivo para vermos esse recurso pela primeira vez nas GPUs GeForce RTX da Série 20 (arquitetura Turing), e agora na geração atual, RTX Série 30 (arquitetura Ampere), ou seja, sempre nos modelos mais poderosos de cada geração.

Mais do que poder de processamento em si, que é algo garantido em placas GeForce RTX, temos um outro diferencial: os núcleos RT, desenvolvidos exatamente para essa carga de trabalho. O que, aliás, explica a diferença das placas de vídeo GTX para as RTX, nomenclatura utilizada pela NVIDIA para diferenciar os modelos que suportam o Ray Tracing.

E não trata-se de um recurso “perfumaria”, que é visto apenas em situações específicas. Basta colocar o mesmo jogo com e sem Ray Tracing ativo para notarmos como o Ray Tracing oferece uma “qualidade maior” em relação ao processo utilizado até então, que é a rasterização. Tudo isso em tempo real, se ajustando de forma precisa em cada cena do jogo.

Como curiosidade, vale mencionar que o Ray Tracing também é utilizado no cinema, como aconteceu em filmes como O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final e Carros. A diferença é que ele não é executado em tempo real, já que não era possível na época. Isso mudou com o lançamento das GeForce RTX Série 20 em 2018 e foi melhorado com as GeForce RTX Série 30 de 2020, que oferecem até o dobro de desempenho.

Naturalmente, o Ray Tracing impacta no desempenho dos jogos - e, consequentemente, na taxa de frames por segundo. Esse impacto varia conforme o título, mas a NVIDIA criou uma tecnologia específica para “balancear” essa queda: o DLSS - . Além disso, que também oferece desempenho extra (“frames por segundo gratuitos” seria uma forma interessante de explicar), que vamos conhecer a seguir.

DLSS

O DLSS é uma sigla em inglês que significa “Deep Learning Super Sampling” que, quando traduzida para português, também não é uma expressão tão intuitiva assim: “Super Amostragem com Aprendizagem Profunda”. Na prática, trata-se de uma tecnologia capaz de aumentar a taxa de quadros por segundo dos jogos usando exatamente a mesma configuração. Como? Comecemos com uma analogia.

Smart TVs modernas trazem processadores específicos para upscaling. Basicamente, pegam um vídeo com resolução menor do que a nativa e “aumentam” as imagens para a resolução original da TV. Ou seja, um filme em HD será exibido em 4K de forma ampliada, melhorada e em tempo real, com resultados excelentes em modelos mais recentes.

É exatamente isso que o DLSS faz, só que em jogos. As placas de vídeo RTX são “treinadas” para aprender como uma imagem seria em resoluções maiores, mas renderizadas em resoluções menores, o que exige menos processamento. Em seguida, são ampliadas para a resolução que o usuário está utilizando, garantindo ganho tanto pelo FPS maior quanto pela menor exigência de processamento.

Quando ampliamos uma imagem no Photoshop, dá para perceber que ela foi “esticada”. Então isso significa que as imagens não ficam boas, correto? Na verdade não, pois o DLSS usa os núcleos tensores da placa de vídeo RTX, reconstruindo a imagem com inteligência artificial e redes neurais, assim garantindo resultados bastante precisos partindo de renderizações em resoluções menores.

É importante termos em mente que não se trata de uma “gambiarra”, mas uma combinação de um algoritmo extremamente competente com núcleos especializados trabalhando em conjunto. O que significa que podemos aproveitar a qualidade do Ray Tracing sem medo de perder frames por segundo, já que o DLSS “compensa” essa diferença.

Mais interessante ainda, vale destacar que nem todo jogo que suporta DLSS é compatível com Ray Tracing. Ou seja, quando ativamos o DLSS nesses casos, (jogos sem Ray Tracing) ganhamos “frames por segundo gratuitos”, como dissemos no item anterior.

NVIDIA Broadcast

Recurso bastante poderoso da NVIDIA e que está se tornando cada vez mais popular, já que adiciona uma função extra às placas de vídeo GeForce RTX que recentemente passamos a utilizar quase que diariamente. Com ele, podemos fazer reuniões em casa sem se preocupar com ruídos externos, cachorros latindo ou crianças gritando. Não precisamos nem esconder a bagunça de casa!

Em primeiro lugar temos o RTX Voice, ferramenta integrada ao NVIDIA Broadcast dedicada à remoção de ruídos externos utilizando inteligência artificial. E não importa muito se é alto, baixo, frequente, grave, médio ou agudo: tudo o que não for a sua voz será filtrado pela placa de vídeo e não atrapalhará a sua conversa. Então reuniões de casa, assim como podcasts, contam com um poderoso aliado.

Na parte de vídeo, qualquer máquina com uma GPU NVIDIA GeForce RTX, seja um notebook ou um desktop, o NVIDIA Broadcast basicamente transforma a sua webcam em um estúdio de chroma key. E o melhor: sem precisar de um fundo verde. Você pode colocar uma imagem estática, um fundo preto ou mesmo um vídeo. Ou ainda fazer um efeito de “tracking” na sua webcam, mesmo que ela esteja fixa.

Combinando os recursos de áudio e vídeo do NVIDIA Broadcast, é fácil de entender como ele é útil para quem quer fazer streaming. O que explica também o nome do recurso, e basta fazer o download e começar a usar, já que o hardware das placas de vídeo RTX já está preparado para aproveitar esses diferenciais.

Não se trata apenas de frames por segundo

Como vimos, as placas de vídeo NVIDIA GeForce RTX trazem mais recursos do que parece à primeira vista. Notem que não focamos em especificações, quantidade de núcleos, quantidade e tipo de memória RAM dedicada, mas sim nas tecnologias. As placas de vídeo evoluíram tanto que hoje em dia não se trata de “se roda ou não” ou “qual a taxa de FPS” o jogo roda, mas sim de quão bonito e realista ele fica no fim das contas e como isso vai impactar a “experiência de jogo que vou ter”.

Isso porque não entramos em detalhes sobre tecnologia que a NVIDIA trabalha há tempos, caso do Ansel, do G-SYNC e do Reflex, para mencionar apenas algumas.

Ansel

G-SYNC

Reflex

E outra, uma máquina que é capaz de rodar um jogo de última geração com essa qualidade é uma perfeita estação de trabalho. A própria NVIDIA passou a recomendar as placas de vídeo GeForce para trabalhos profissionais, como edição de áudio em vídeo (em 4K e 8K), modelagem 3D e programas CAD. Então uma máquina gamer de última geração também é uma estação de trabalho de alto desempenho.

Mesmo processos que exigem muito poder de fogo, como renderizações e exports de vídeo mais sofisticados, são beneficiados pelo desempenho das placas de vídeo GeForce RTX. Se o processo demora menos, temos mais tempo livre para nossos hobbies, família e amigos.

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