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Os 5 maiores clichês de filmes de Natal

Por  • Editado por  Durval Ramos  | 

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20th Century Fox
20th Century Fox

Amados por muitos, os filmes de Natal sempre chegam no final do ano para preparar o público para as festividades. Abusando de tramas românticas e até engraçadas, eles são a opção perfeita de comfort movie para quem é apaixonado pela data. Só que, independente do gênero, as histórias natalinas têm uma fórmula bem clara que acompanha essas produções. É o tipo de familiaridade que o público procura, mas que não deixa de ser um clichê que, quando usado em excesso, acaba tornando as coisas um tanto repetitivas.

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Exemplos não faltam. Das confusões familiares em torno da ceia àquele protagonista que precisa aprender o verdadeiro sentido do Natal, a verdade é que os filmes que abraçam a temática não se esforçam muito para variar seus enredos. E se, por um lado, é o tipo de situação que cria uma zona de conforto para quem procura isso, não deixa de ser uma armadilha para roteiristas e até atores.

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Ao mesmo tempo, esses clichês também fazer parte da tradição do Natal. Da mesma forma que enfeitar a árvore e colocar o pisca-pisca na janela se transformaram em um costume típico das festas de fim de ano, encarar variações dessas tramas também faz parte do espírito natalino.

5. Cidade pequena e acolhedora

Para começar a nossa lista, nada melhor do que lembrar que a maioria dos filmes de Natal se passam em cidades pequenas, charmosas e acolhedoras. Geralmente os protagonistas estão viajando para fugir do caos das metrópoles e indo visitar seus parentes em locais mais ermos.

A lógica por trás desse clichê é bem clara. Por um lado, essa é realmente uma tradição não apenas nos Estados Unidos, mas também aqui no Brasil. Por ser um feriado familiar, muita gente aproveita a data para visitar a família no interior, que obviamente tem um clima bem mais acolhedor do que a loucura das cidades grandes. E isso reforça o lado simbólico dessa ambientação: enquanto as metrópoles são esses lugares frios em que impera o individualismo, a cidade pequena é aconchegante, como um abraço de mãe. Por isso mesmo, combina tão bem com o Natal.

Exemplos de histórias assim não faltam. O Melhor Natal de Todos!, Cartão de Natal, O Amor não Tira Férias e Um Natal Cheio de Amor são apenas alguns exemplos de histórias que seguem essa estrutura.

4. Salvação por um milagre de Natal

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Como o Natal é uma época mágica, nada melhor do que filmes que falam de salvação ou fazem refletir sobre essa data religiosa. Um deles é o brasileiro Tudo Bem no Natal que Vem, uma comédia com Leandro Hassum que, contrariando todas as expectativas, também tem uma boa dose de drama e faz pensar sobre o que é realmente importante na vida de uma pessoa.

Já em Milagre na Rua 34, um homem vai parar no tribunal após afirmar que é o verdadeiro Papai Noel. Com um enredo comovente, o filme faz refletir sobre a importância da crença e da magia natalina.

Esse é um clichê bastante óbvio, mas também compreensível. Afinal, estamos falando do feriado mais importante do ano para boa parte das pessoas e, independente do significado religioso, a ideia da "magia do Natal" é algo já bastante presente na cultura como um todo. Assim, a gente até espera que essas soluções fantásticas apareçam para salvar o dia. Só não deixa de ser um incômodo ver esse clichê ser usado de forma preguiçosa para resolver alguns roteiros mambembes.

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3. Trapalhadas no Natal

Outro clichê que não pode faltar nos filmes de Natal são as trapalhadas. Sempre há aquele personagem que faz tudo errado, apesar da boa intenção, e praticamente acaba com a festa da família toda.

Entre os vários longas desse tipo, o mais clássico certamente é Esqueceram de Mim, no qual Macaulay Culkin vive Kevin, um menino atentado que é esquecido em casa quando sua família decide viajar para Paris.

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Com apenas oito anos de idade e muita esperteza, ele cria as armadilhas mais absurdas do mundo para se livrar de dois ladrões que invadiram sua casa. Lançado em 1990, o filme já foi exibido na televisão diversas vezes, tornando-se praticamente uma tradição natalina do brasileiro.

Além dele, outros seguem o mesmo caminho como A Batalha de Natal, no qual Eddie Murphy vive um fanático pela data que se envolve com uma elfa do mal, o nacional Ritmo de Natal com Taís Araujo, e Trocados onde Jennifer Garner troca de corpo com a filha deixando tudo ainda mais caótico na sua família.

2. Romance de Natal

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É praticamente impossível falar em clichês de Natal sem pensar em romance, não é mesmo? Isso porque quase todas as produções terminam com o final felizes de casais apaixonados. Exemplo disso é Uma Quedinha de Natal, protagonizado por Lindsay Lohan, no qual ela vive uma patricinha que encontra o verdadeiro amor após sofrer uma queda de esqui e ficar sem memória por um tempo.

Cheio de reviravoltas previsíveis, o filme traz todos os altos e baixos que um casal pode passar e é um prato cheio para os mais românticos. Além dele, outros títulos semelhantes são o emocionante O Diário de Noel com Justin Hartley (o Kevin de This is Us) e Um Natal Contigo.

Felizmente, o audiovisual também tem procurado abraçar a diversidade e criado filmes lindos com romance LGBTI+. Exemplo disso é que Um Crush Para o Natal, da Netflix, é uma ótima comédia romântica que mostra o protagonista Peter (Michael Urie) descobrindo que o grande amor da sua vida estava bem mais perto do que ele poderia imaginar.

Alguém Avisa? com Kristen Stewart, mostra uma jovem que planeja pedir a mão da sua namorada em casamento no dia da ceia de Natal. O que ela não sabia era que a família da sua amada não fazia nem ideia de que ela existia.

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Cheios de clichês românticos, esses filmes são perfeitos para serem assistidos a dois. Além disso, essa é uma temática que também casa com o clima natalino, seja por apresentar ao protagonista o sentido do amor ou, em alguns casos, o de reparar um coração partido. Mais uma vez, são abordagens que combinam muito bem com a data.

1. Papai Noel

Chegamos ao topo da nossa lista e é claro que o maior clichê natalino de todos é justamente a presença do Bom Velhinho. Retratado como um senhor de idade bondoso que distribui presente para as crianças mais boazinhas, o Papai Noel é um dos maiores símbolos do Natal, e embora seja inspirado no santo padroeiro São Nicolau, se transformou em um símbolo ainda maior.

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Filmes que trazem sua presença na trama são Crônicas de Natal, Papai Noel às Avessas e Papai Noel Existe. Nesses casos, a presença do mágico idoso autruísta tem alguns significados. Nas histórias em que o Noel de verdade aparece, o clichê surge para reafirmar o caráter mágico do Natal, mostrando que o Bom Velhinho não é apenas uma história infantil ou uma criação do capitalismo, mas essa personificação do Natal.

Por outro lado, há a boa e velha cena do protagonista que se fantasia de Papai Noel e que sempre acaba enfrentando alguns perrengues com isso. Nesse caso, além do humor que a situações evoca, há a clara representação do espírito natalino. Mesmo fugindo de bandidos, se perdendo em um aeroporto ou apanhando de crianças mal-criadas, esse Noel herói não deixa a barba cair e segue lutando até o final para fazer o Natal de quem ele ama.

E há aqueles filmes que decidem subverter tudo isso, como o terror Noite Infeliz, lançado em 2022 e que mostra o velhinho barbudo lutando contra mercenários que invadiram uma casa e fizeram uma família de refém. Com David Harbour (Stranger Things) como protagonista, o filme inova ao colocar a figura do Papai Noel como um cara bom de briga.