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Review Asus ROG Strix G16 | Mais poderoso que seu desktop

Por| Editado por Léo Müller | 25 de Junho de 2023 às 11h30

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Review Asus ROG Strix G16 | Mais poderoso que seu desktop
Review Asus ROG Strix G16 | Mais poderoso que seu desktop
ROG Strix G16

A ASUS lançou no Brasil o novo Asus ROG Strix G16, que traz hardware atualizado em relação ao ROG Strix G15, mantendo o mesmo design robusto e visual chamativo. O notebook gamer foi o primeiro a chegar com uma placa de vídeo Nvidia da série RTX 4000 em nosso país.

Mas o que chama mais atenção no ROG Strix G16 é o processador Intel Core i9-13980HX, o mais potente da Intel para o segmento de dispositivos móveis, ao menos até o momento de publicação deste review. Esse chip é tão poderoso que deixa a maioria dos PCs desktop para trás em qualquer tipo de atividade, seja em jogos ou produtividade.

Eu testei o Asus ROG Strix G16 por alguns dias e fiquei impressionado com a construção desse notebook super parrudo. Em alguns pontos, ele realmente surpreende positivamente, até pelo fato de ser um notebook e contar com refrigeração bem limitada em relação a máquinas desktop. Mesmo assim, o dispositivo não é perfeito, e eu vou contar para você o porquê no decorrer do texto.

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Design, construção e conectividade

O ROG Strix G16 é um notebook com foco em alto desempenho, e, por isso, seu design é bastante robusto para poder acomodar um sistema de refrigeração adequado. O equipamento possui espessura acima da média na região próxima à dobradiça da tela, e também é mais pesado que seu antecessor.

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  • Dimensões: 354 x 264 x 30 mm;
  • Peso: 2,5 kg.

O chassi do ROG Strix G16 é todo personalizado com uma arte exclusiva da linha, com inscrições “Republic of Gamers” na tampa, embaixo e na parte interna do equipamento. A tampa é feita de metal, mas o resto do dispositivo é construído em plástico bem rígido. Dessa maneira, o produto consegue ser resistente, sem que seu peso prejudique muito sua portabilidade.

O chassi do notebook tem cor grafite, com uma textura que evita marcas de dedos. Na parte posterior, junto à dobradiça, há uma protuberância comum aos modelos gamer. Mas essa região acomoda somente as saídas de ar. Ao contrário do modelo antecessor, todas as conexões do ROG Strix G16 ficam nas bordas do notebook.

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Na parte de baixo do notebook, há muitas entradas de ar e os dois alto-falantes, além dos quatro pés de borracha e mais uma tira do mesmo material, que ajuda a reforçar a base de apoio do dispositivo. As bordas superior e laterais da tela são muito finas, e o ROG Strix G16 possui webcam, ao contrário de seu antecessor.

Sobre as conexões físicas, o ROG Strix G16 tem duas portas USB-A 3.2 do lado esquerdo. Do lado direito, temos o conector de energia, a entrada RJ-45, uma porta HDMI 2.1, duas portas USB-C (uma delas é Thunderbolt 4 e a outra é compatível com DisplayPort e é energizada), além da saída P2 híbrida para fones de ouvido e microfone. Como conexões sem fio, o notebook é compatível com Wi-Fi 6E (802.11ax) e Bluetooth 5.2.

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Tela

A tela do ROG Strix G16 recebeu um downgrade em relação à do modelo antecessor. O painel continua sendo nível IPS, mas a resolução agora é Full HD em vez da resolução Quad HD presente no modelo do ano passado. O formato mudou de 16:9 para 16:10, e a taxa de atualização se manteve em 165 Hz, assim como o brilho máximo de 300 nits.

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  • Tecnologia do painel: IPS-level;
  • Tamanho: 16 polegadas;
  • Resolução: Full HD (1920 x 1200, WUXGA);
  • Brilho: 300 nits;
  • Taxa de atualização: 165 Hz;
  • Recursos extras: Dolby Vision e gama de cores de 100% no padrão sRGB.

Em resumo, a tela do ROG Strix G16 tem boa qualidade, e serve muito bem para jogos, filmes e séries, além de trabalhos na área de design gráfico. No entanto, essa baixa na resolução significa um ponto negativo para o produto, já que há redução da nitidez para a visualização de filmes, séries e páginas web. Mas é claro que isso não impacta todo tipo de usuários. A verdade é que a maioria não se importa, o que não é o meu caso.

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Teclado e touchpad

O teclado do ROG Strix G16 é do tipo chiclete, ou seja, de membrana. Ele usa o padrão ABNT2, mas o ponto de interrogação está do lado esquerdo, atrelado à letra “W”. As teclas são bem espaçadas, promovendo um bom nível de conforto na digitação.

  • Padrão: ABNT2;
  • Retroiluminação: sim, com brilho ajustável;
  • Touchpad com múltiplos toques: sim.

Esse teclado possui retroiluminação RGB com quatro zonas de iluminação e efeitos de ótima qualidade, com boa fluidez na transição das cores. As teclas Q, U, E, R, W, A, S, D, F e a barra de espaço são totalmente transparentes, o que dá um efeito ainda mais bonito ao produto. Mas o ponto fraco é que essa estética atrapalha a visualização dos caracteres. Aliás, isso ocorre em todo o teclado, talvez, devido ao estilo chiclete.

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Outros recursos legais ficam por conta das cinco teclas macro configuráveis e das teclas multimídia. O botão power é separado do teclado. Em caso de defeito neste sistema, o usuário conseguirá ligar e desligar a máquina.

Eu acho que seria mais interessante se o ROG Strix G16 tivesse teclado mecânico, já que é um notebook gamer premium, com valor bem acima da média. O teclado mecânico tem melhor tempo de resposta e é ainda mais confortável para digitar.

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Outra característica que pode fazer diferença para alguns usuários é que o teclado do notebook tem tamanho reduzido. Sendo assim, ele não possui o pad numérico. Isso também pode ser considerado um ponto negativo, já que o modelo antecessor tinha o pad numérico luminoso e integrado ao touchpad.

O touchpad do ROG Strix G16 é bem amplo, e possui cliques suaves, com ótima precisão e conforto.

Configuração e desempenho

O ROG Strix G16 é equipado com o processador Intel Core i9-13980HX, 16 GB de memória RAM, SSD de 512 GB e uma RTX 4060.

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  • Processador: Intel Core i9-13980HX (24 núcleos e 32 threads);
  • Memória RAM: 16 GB DDR5 4800 MHz (8 GB x2);
  • Armazenamento: SSD NVMe M.2 de 512 GB;
  • Placa de vídeo: Nvidia GeForce RTX 4060 8 GB GDDR6;
  • Webcam: HD (720p);
  • Sistema operacional: Windows 11 Home.

O hardware do equipamento, especialmente o processador, é do mais alto nível em todo o segmento de dispositivos portáteis.

No entanto, algumas combinações poderiam ter sido avaliadas. Os 16 GB de RAM suprem as necessidades de boa parte dos gamers e profissionais. Já a RTX 4060 é uma boa placa para quem joga em Full HD, mas ela não representa um ganho relevante em comparação com a RTX 3060, que é da geração anterior.

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Para um dispositivo equipado com o melhor processador móvel da Intel, faria mais sentido que ele saísse de fábrica com 32 GB de memória RAM e uma placa de vídeo mais robusta. O conjunto final do hardware combinaria melhor para qualquer tipo de atividade, salvo algumas exceções.

Sabemos que alguns profissionais precisam de um processador muito mais potente que o chip gráfico, mas isso poderia ser resolvido com uma montagem personalizada oferecida pelo fabricante. Do jeito que o ROG Strix G16 é equipado por padrão, sua configuração soa um tanto desequilibrada. Isso porque o Core i9-13980HX tem um potencial para multitarefa e em jogos muito maior que os 16 GB e a RTX 4060 são capazes de acompanhar.

A seguir, vamos analisar o desempenho do ROG Strix G16 usando apps de benchmarks sintéticos e dois jogos. Vale destacar que os testes foram feitos com o notebook ligado na tomada e com o esquema de energia no modo equilibrado (padrão do Windows).

Cinebench R23

O Cinebench R23 mede o desempenho do processador especificamente, tanto em single-core quanto em multi-core. Esses dados são interessantes para que o usuário possa comparar o desempenho de vários chips, ou do mesmo chip em diferentes setups.

O ROG Strix G16 fez 2.063 pontos em single-core e 26.060 pontos em multicore. Essa pontuação condiz com o desempenho do Core i9-13980HX, que é o mais poderoso processador de notebook que passou pelos nossos testes no Canaltech.

Para efeitos de comparação, o Acer Predator Triton 300 SE, equipado com um Core i7-12700H, fez 1.685 pontos em single-core e 13.655 pontos em multicore.

PCMark 10

O PCMark 10 é um software da UL Solutions, a mesma desenvolvedora do pacote 3DMark. Esse aplicativo faz uma série de testes sintéticos que simulam o uso real do computador em diversas situações, como videoconferências, abertura de apps, navegação web, criação de conteúdo digital, edição de vídeos e imagens, e até em jogos.

No teste de produtividade e jogos usando o PCMark 10, o ROG Strix G16 também fez uma pontuação bem alta em todas as categorias, acima de todos os outros notebooks que eu testei.

Fire Strike Ultra

O Fire Strike Ultra mede o desempenho da máquina em jogos baseados no DirectX 11, executados na resolução 4K (2160p). O ROG Strix G16 fez 6.192 pontos no geral, sendo 5.931 pontos no teste gráfico e 39.046 no teste de física.

Já o Predator Triton 300 SE fez 4.548 pontos no geral, sendo 4.392 pontos no teste gráfico e 26.818 no teste de física.

Time Spy

O Time Spy mede o desempenho da máquina em jogos baseados no DirectX 12, executados na resolução 2K (1440p). O ROG Strix G16 fez 10.753 pontos no geral, sendo 10.294 pontos no teste gráfico e 14.395 no teste de CPU.

O Predator Triton 300 SE fez 7.566 pontos no geral, sendo 7.114 pontos no teste gráfico e 11.831 no teste de CPU.

Time Spy Extreme

O Time Spy Extreme repete o mesmo teste que o Time Spy, mas na resolução 4K (2160p). Nesse teste, o ROG Strix G16 fez 5.243 pontos no geral, sendo 4.846 pontos no teste gráfico e 9.795 no teste de CPU.

O Predator Triton 300 SE fez 3.603 pontos no geral, sendo 3.408 pontos no teste gráfico e 5.342 no teste de CPU.

CrystalDiskMark

Já o CrystalDiskMark mede o desempenho do SSD da máquina, indicando as velocidades de leitura e escrita, assim como as de acessos sequenciais e randômicos.

Nesse teste, o notebook poderoso da Asus foi apenas mediano, pois eu já testei modelos, até mesmo não gamer, com SSDs bem mais rápidos. Não significa que o armazenamento do ROG Strix G16 é lento, mas, comparando com outros dispositivos e com o resto do hardware do equipamento, o SSD poderia sim ser mais rápido.

Counter Strike: Global Offensive

Para testar o CS:GO, eu usei um dos mapas de benchmarking mais populares. O jogo foi executado na resolução em Full HD. A qualidade gráfica ficou no padrão do jogo (alta ou “high”), assim como todas as outras opções.

O ROG Strix G16 é simplesmente incrível em jogos CPU bound. O notebook foi o mais rápido de todos que já testei no CS:GO, com média de 434 fps. O Galaxy Book3 Ultra, equipado com um i7-13700H e uma RTX 4050, fez uma média de 265 fps.

Shadow of the Tomb Raider

Para testar o Shadow of the Tomb Raider, eu usei a ferramenta de benchmarking integrada ao game. O título rodou em Full HD e com o Nvidia DLSS, Intel XeSS e VSync desligados. A qualidade dos gráficos ficou no alto, e o resto não foi alterado.

O ROG Strix G16 também foi o notebook mais rápido que já testei no Shadow of the Tomb Raider, com média de 153 fps. O Predator Triton 300 SE fez média de 112 fps.

Teste de estresse no CPU-Z

Eu realizei um teste de stress no CPU-Z por cerca de 10 minutos com o objetivo de observar as temperaturas do notebook da Asus. O chip chegou na temperatura máxima de 94 °C, e estabilizou em 86 °C. Lembrando que a temperatura máxima de operação segura desse chip é de 100 °C. A sala estava com o ar-condicionado desligado, e a temperatura ambiente ficou por volta de 23 °C.

Pelo HWMonitor, é possível perceber que o i9-13980HX não atinge seus clocks máximos quando todos os núcleos e threads estão em uso. Isso é comum em notebooks, ainda mais com processadores tão potentes. Essa estratégia visa a redução da potência para evitar superaquecimento.

O importante é que o equipamento possa trabalhar com desempenho otimizado, e não aqueça a ponto de incomodar o usuário. Manter níveis aceitáveis de ruído também são importantes. Nesses quesitos, o ROG Strix G16 se saiu bem. A parte interna do dispositivo, próximo à base da tela, ficou bem quente, mas o teclado ficou numa temperatura confortável de ser utilizado. O notebook fez um pouco de barulho, mas nada anormal.

Usabilidade

Felizmente, o ROG Strix G16 não tem muitos aplicativos proprietários que podem atrapalhar a usabilidade, drenar a bateria e impactar negativamente no desempenho do equipamento. O notebook vem com um antivírus com 30 dias de avaliação, algo que é desnecessário, já que o Windows possui proteção contra pragas virtuais.

Fora isso, há o Armoury Crate, que serve para a configuração de diversos recursos, níveis de desempenho, perfis de jogos, iluminação RGB e modos de funcionamento do notebook. Ele também possui uma seção de notícias e anúncios relacionados a produtos da Asus.

Já o Virtual Pet é um assistente virtual que ajuda o usuário a manter o sistema atualizado. Eu não cheguei a utilizar esse utilitário, pois costumo fazer todas as atualizações por meio do próprio Windows Update.

Sistema de som

Assim como todo notebook, o ROG Strix G16 não oferece nada de especial no sistema de som. O dispositivo tem áudio estéreo com bom volume para assistir a vídeos no YouTube e outras plataformas de streaming. A potência dos alto-falantes não é informada pela Asus.

  • Alto-falantes: dois (som estéreo);
  • Recursos extras: Dolby Atmos, microfone embutido com cancelamento de ruído por IA, certificação Hi-Res.

De maneira geral, é possível usar o sistema de som do notebook para vídeos, jogos, filmes e séries, mas não dá para esperar uma qualidade surpreendente. O ideal é que o usuário utilize um fone de ouvido de boa qualidade ou um par de caixas acústicas, principalmente se o foco for ouvir músicas.

Bateria e carregamento

A bateria do ROG Strix G16 tem capacidade de 90 Wh. Essa capacidade é suficiente para oferecer boa autonomia ao dispositivo, como podemos verificar a partir dos testes que eu fiz com o equipamento.

  • Capacidade da bateria: 90 Wh;
  • Carregador: 280 W.

Testei a duração de bateria usando o PCMark 10 no modo Modern Office. Esse benchmark simula diversas atividades comuns a um escritório nos dias atuais, incluindo a realização de videoconferências. No final do teste, o PCMark 10 indicou 7 horas e 42 minutos de duração de bateria, uma marca surpreendente para um notebook com hardware tão potente.

Essa alta autonomia se deve, provavelmente, ao sistema de troca automática de placa de vídeo presente nos notebooks da Asus. Quando desconectamos o equipamento da tomada, ele passa a usar os gráficos integrados do processador, a fim de economizar energia.

O Windows já faz esse gerenciamento, mas parece que o recurso proprietário da Asus funciona de maneira mais eficaz.

Concorrentes diretos

Um notebook com especificações parrudas para bater de frente com o ROG Strix G16 é o Alienware M16. O novo notebook gamer da Dell é equipado com o processador Intel Core i9-13900HX, e tem opções com 16 ou 32 GB de memória RAM, RTX 4060 ou RTX 4070 e tela com 165 ou 240 Hz.

O chip que equipa o Alienware M16 tem desempenho muito próximo do chip presente no ROG Strix G16. Mas ele pode oferecer muito mais desempenho em jogos, no caso da variante com RTX 4070. Essa configuração faz mais sentido para quem busca um equipamento poderoso em todos os sentidos, seja para trabalhar ou jogar.

O Alienware M16 com RTX 4070, 32 GB de memória RAM e tela Quad HD+ com 240 Hz sai por aproximadamente R$ 17.300, mas ainda não está amplamente disponível em grandes varejistas online.

Já o Asus ROG Strix G16 pode ser encontrado no Mercado Livre a partir de R$ 17 mil, incluindo configurações com a RTX 4070.

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Vale a pena comprar o Asus ROG Strix G16?

O ROG Strix G16 é um notebook gamer super poderoso, mas com foco no processador. É o notebook mais rápido que eu já testei, e também é recordista em benchmarks em comparação a outros notebooks gamer à venda no Brasil.

Isso o torna uma excelente opção para quem trabalha com aplicativos que fazem uso intenso do processador. O ROG Strix G16 tem boa refrigeração, e dá conta de manter a alta performance que o i9-13980HX é capaz de oferecer.

Para jogos, o ROG Strix G16 não é uma das melhores opções em desempenho bruto, visto que a RTX 4060 não é tão mais potente do que RTX 3060. A vantagem da GPU da nova geração (RTX série 40) é a compatibilidade com o recurso DLSS 3, da Nvidia. Quando ativado, a RTX 4060 oferece desempenho bem superior em games. Mas, por hora, nem todos os títulos são compatíveis.

Se o seu foco é jogar com altíssimo desempenho, seja com altas taxas de quadros ou qualidade gráfica acima da média, opte por um notebook gamer com GPU mais potente e tela com resolução acima de Full HD. Nesse sentido, o Alienware M16 é uma excelente alternativa ao ROG Strix G16.

Eu indico o ROG Strix G16 para gamers e profissionais cujo foco seja jogos e aplicativos que fazem uso intenso da CPU. Ele também é uma das melhores opções de notebook poderoso para quem faz questão de boa autonomia de bateria. Nesse caso, o notebook da Asus atende muito bem a qualquer expectativa.

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