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Intel Arc A750 promete desempenho até 17% superior à Nvidia RTX 3060

Por| Editado por Wallace Moté | 23 de Julho de 2022 às 13h00

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Em um tour de divulgação por canais especializados, a Intel divulgou os primeiros dados de performance de suas duas placas de vídeo mais poderosas para desktop — a intermediária Arc A750 e a topo de linha Arc A770. Ainda sem preços específicos ou mesmo um prazo para estrear globalmente, as novidades trazem promessas consideráveis frente a concorrentes como a RTX 3060 da Nvidia, enquanto enfrentam grandes desafios em relação ao software e otimizações.

Intel Arc A750 promete superar RTX 3060 em até 17%

Em passagem pelo canal GamersNexus, os responsáveis pelo marketing técnico da linha Intel Arc, Ryan Shrout e Tom Petersen, discutiram o desempenho do modelo de entrada Arc A380 — cuja performance não foi bem recebida por normalmente se posicionar abaixo da polêmica Radeon RX 6400 — além de revelar mais detalhes da microarquitetura Xe-HPG "Alchemist".

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Aproveitando a oportunidade, os executivos divulgaram as primeiras informações sobre a Arc A750, placa intermediária da família pertencente à série Arc 7 (equivalente à série Core i7 em CPUs). Ao que se sabe, a solução é equipada com o chip mais avançado ACM-G10, trazendo 24 Xe-Cores, compostos por 384 Vector Engines para um total de 3.072 núcleos. A GPU conta ainda com 12 GB de VRAM GDDR6, rodando a 16 Gbps, e consumo referência de 225 W.

O modelo foi comparado pela Intel a uma Nvidia GeForce RTX 3060, sua suposta rival direta, em uma bancada de testes com as mesmas configurações, com exceção da GPU. Baseada em uma placa-mãe ASUS ROG Maximus Z690 Hero, a máquina era equipada com CPU Intel Core i9 12900K, 32 GB de RAM DDR5-4800 em dual-channel, SSDNVMe Corsair MP600 Pro XT de 4 TB, Windows 11 Pro e os drivers mais recentes durante o período.

Segundo os dados coletados pela empresa, nos jogos testados em Quad HD com preset High, a Arc A750 seria até 17% mais poderosa que a concorrente da Nvidia. Dito isso, apenas 5 títulos foram demonstrados: F1 2021 (17% de vantagem), Cyberpunk 2077 (15%), Control (14%), Borderlands 3 (13%) e Fortnite (6%). Como é costume nesses casos, os títulos teriam sido cuidadosamente selecionados para demonstrar os pontos fortes da GPU.

Arc A770 teve primeiros detalhes revelados

A estratégia de seleção de títulos é reforçada pela visita dos executivos a outro canal, Linus Tech Tips, em que Shrout e Petersen exibiram pela primeira vez em funcionamento a Arc A770, topo de linha da primeira geração de GPUs da companhia. O modelo traz o mesmo chip ACM-G10 visto na A750, mas 100% habilitado, contando dessa maneira com 32 Xe-Cores e 512 Vector Engines, para um total de 4.096 núcleos.

O componente é acompanhado ainda de 16 GB de VRAM GDDR6, rodando a 16 Gbps, e possui consumo de referência estabelecido em 225 W — é importante destacar que o valor é apenas uma base e pode ser superior em uso, especialmente durante overclocking, característica também apresentada durante a demonstração.

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Os mesmos cinco títulos utilizados como exemplo para a Arc A750 foram testados na A770, com destaque para dois deles: Cyberpunk 2077, em que a solução entregou média próxima aos 60 FPS em Quad HD no preset High, e F1 2021, cujas médias atingiram os 180 FPS com a maioria das configurações no High em Quad HD.

Ryan Shrout e Tom Petersen trouxeram então detalhes sobre a razão de vermos números mistos de performance nos testes já publicados, esclarecendo as dificuldades que a Intel está enfrentando. Entrando em um mercado já estabelecido pelo duopólio de AMD e Nvidia, e de olho no futuro, a gigante de Santa Clara concentrou os esforços nas APIs gráficas mais recentes, incluindo DirectX 12 e Vulkan.

Isso significa que títulos mais antigos, baseados em DirectX 9 ou mesmo na ainda recente DirectX 11, não estão propriamente otimizados para as placas Arc. Para que essa questão seja resolvida, a Intel precisa trabalhar arduamente para implementar essas otimizações, especialmente se considerarmos que muitos desses títulos já não recebem suporte.

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A situação é agravada pelo fato de que uma parcela significativa dos títulos mais jogados atualmente são baseados nas APIs mais antigas. O impacto dessa decisão foi demonstrado por Linus em um breve teste de Shadow of the Tomb Raider, que possui suporte a DX11 e DX12: com a tecnologia mais recente, a A770 entrega média de 80 FPS, enquanto o game executado em DX11 atinge apenas 40 FPS, uma perda extrema de 50% de desempenho.

Diante desse cenário, o time azul estabeleceu três categorias de jogos: os de Tier 1, devidamente otimizados e executados em DX12, como os cinco títulos destacados pela marca nas demonstrações; os de Tier 2, ainda não otimizados, mas que conseguem ser bem executados pelas GPUs Arc; e os de Tier 3, baseados em APIs antigas, que requerem otimização e apresentam problemas de performance.

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Para balancear a situação, a Intel promete praticar preços agressivos, superando AMD e Nvidia ao oferecer "o melhor custo-benefício". Ainda assim, há múltiplos indicativos de que o software é um dos principais obstáculos da empresa — mesmo ganhando mais performance ao sofrer overclocking, a A770 não apresentava corretamente os dados de desempenho, até eventualmente sofrer um crash.

Segundo os executivos, melhorias de software e otimização para jogos antigos são o foco da gigante, com prioridade para os títulos mais jogados da Steam. Sem uma data fixa, a família Intel Arc para desktops está prevista para estrear globalmente durante o verão norte-americano, vigente a partir de dezembro.

Fonte: WCCFTech, Tom's Hardware, VideoCardz