iPhone 12 custa 21% a mais para ser fabricado do que o iPhone 11

Por Rubens Eishima | 07 de Janeiro de 2021 às 14h40
Divulgação/Apple
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Ficha técnica

Uma análise da consultoria Counterpoint aponta que o custo de materiais do iPhone 12 é 21% maior que a geração anterior. Segundo o estudo, o modelo de 128 GB traz US$ 415 em materiais, o equivalente a R$ 2.200. Os principais responsáveis pelo aumento de custo são a inclusão do 5G, além da mudança da tela LCD para OLED.

Os números são baseados em estimativas da consultoria, que analisou o custo dos componentes projetados pela própria Apple em 16,7% do total do iPhone 12. Entre as peças “da casa” estão o processador A14 Bionic, controladores de áudio e o chip para comunicação sem fio UWB.

O estudo foi feito com a versão norte-americana do celular, que inclui ainda suporte às redes de alta velocidade (e baixo alcance) mmWave. No caso do modelo global — compatível com as frequências sub-6GHz — o aumento de custo em relação ao iPhone 11 fica em 18%, segundo a consultoria.

Itens em vermelho mostram aumento de custo, economias são listadas em cinza (imagem: reprodução/Counterpoint)

Alta velocidade (e preço)

O grupo que registrou o maior aumento de custo foi o processador e o modem (AP & BB no gráfico acima) usados no iPhone 12. O chip A14 bionic estreou oficialmente o processo N5 (5 nm) da taiwanesa TSMC, com maior miniaturização de transístores e menor consumo de energia.

A adoção da fabricação de última geração tem um preço porém. Apesar da redução da área ocupada pelos transístores, o A14 utiliza 11,8 milhões deles, contra 8,6 milhões no chip A13. Além disso, estima-se que o custo por placa de silício (wafer, na terminologia do mercado) no novo processo é quase duas vezes maior que o do amadurecido 7 nm.

Além disso, o iPhone 12 estreia a compatibilidade com redes 5G, graças à adoção do modem Qualcomm Snapdragon X55 (também conhecido pelo codinome SDX55M). O componente substitui os controladores 4G da Intel — que abandonou o segmento e vendeu a divisão responsável para a Apple.

Além do modem de última geração, a conexão de voz e dados requer outros componentes de radiofrequência (RF components, na imagem), com valor estimado em 19 dólares (cerca de R$ 100). As peças são fornecidas por empresas como Skyworks, Murata e Avago, além da própria Qualcomm.

A fabricante do modem Snapdragon só fica atrás da Samsung em valor de “fatura”. A Apple compra dos sul-coreanos componentes cruciais, como as memórias para armazenamento (também adquiridos da Kioxia/Toshiba) e as telas OLED (fornecidas também pela LG Display).

A linha iPhone 12 adotou painéis OLED em toda a gama, acabando com a divisão entre as linhas Pro (OLED) e regular (LCD IPS).

Outros fornecedores

A análise da Counterpoint destacou ainda como a Apple procurou diversificar seus fornecedores, assim como faz para as telas usadas no novo iPhone. A estratégia ajuda a baixar custos, além de reduzir a dependência de uma empresa. Entre as principais estão as seguintes:

  • Câmera: Sony, LG Innotek, Sharp;
  • RAM: Micron e SK Hynix;
  • Comunicação sem fio e touch: Broadcom e NXP;
  • Áudio: Cirrus Logic, Goertek, Knowles;
  • Gerenciamento de energia: ST e Texas Instrument.

Fonte: Counterpoint

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