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7 redes sociais que o Google já teve além do Orkut

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 19 de Janeiro de 2023 às 14h41

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Paweł Czerwiński/Unsplash
Paweł Czerwiński/Unsplash
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O Google já tentou entrar no universo das redes sociais algumas vezes, mas nunca teve o sucesso esperado. O Orkut talvez tenha sido o experimento mais bem-sucedido da empresa no Brasil e na Índia, mas não emplacou no restante do mundo, o que fez com que a companhia descontinuasse o serviço.

A verdade é que o segmento de mídias sociais é altamente lucrativo, gera elevado poder de influência e fortalece a imagem de qualquer empresa. O Google, como gigante da tecnologia que é, tenta adentrar no setor para expandir ainda mais os seus tentáculos na internet global.

O maior problema reside nos projetos fracassados da empresa, sem conseguir emplacar nada de inovador nem atrair a atenção das pessoas. Você poderá conhecer algumas tentativas frustradas do Google de criar um concorrente de peso para Facebook, Twitter, Instagram e TikTok.

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Redes sociais já lançadas pelo Google

7. Shoploop

No auge da pandemia da covid-19, o Google lançou um projeto experimental de rede social que misturava vídeos e compras online. O Shoploop ficou incubado na Area 120 e tinha como propósito rivalizar com o TikTok, o Instagram e os principais e-commerces do mundo.

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A ideia era oferecer um feed acessível por todos com suporte a clipes de até 90 minutos demonstrando produtos. Esses conteúdos ficavam hospedados nos servidores, mostrados sempre que alguém se interessava por um item à venda. Era possível fazer a compra ali mesmo, sem deixar o app, ou seguir a marca para receber lançamentos em primeira mão.

A plataforma acabou muito focada em produtos de beleza e cosméticos, uma área que já tinha se encontrado no Pinterest, o Insta e o TikTok. Como não havia muitas opções de edição nem um algoritmo parrudo, o projeto flopou em nunca ter desembarcado em outros países além dos Estados Unidos.

6. Threadit

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O Threadit é uma rede social de vídeos curtos focada no mercado corporativo, uma espécie de mistura entre TikTok e LinkedIn. O diferencial residente em um utilitário que permite gravar clipes ou a tela do computador para compartilhar com os companheiros de equipe.

Embora seja possível produzir vídeos de até 70 minutos, a proposta é trabalhar com conteúdos em formatos curtos, que, segundo os desenvolvedores, geram mais engajamento e visualizações. O visual é bem simples, as ferramentas são intuitivas e não existe um algoritmo de recomendação, portanto você só vê conteúdos de quem segue.

O serviço foi testado inicialmente na Area 120, incubadora de projetos experimentais da empresa, e incorporado ao Google Workspace. A plataforma foi lançada sem muita pretensão em março de 2021 apenas para moradores dos Estados Unidos, mas acabou liberada para mais localidades, incluindo o Brasil. A rede social ainda existe, mas nunca emplacou nas empresas, então é provável que vá para o temido cemitério do Google em breve.

5. Museletter

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A Museletter é outra iniciativa do Google incubada na Area 120, em uma tentativa de oferecer um misto entre rede social e distribuição de newsletters. O app permite a criação e entrega de boletins de notícias por meio de um perfil público ou com envio direto por lista de e-mails.

O serviço funciona como um centralizador de serviços do Google, pois usa várias ferramentas para fazer as ações: Gmail, Drive, Docs e Slides. A ideia é rivalizar com concorrentes que oferecem serviços de newsletters puras, adicionando toques de interações sociais para fazer a produção diária ter maior alcance.

Essa plataforma seria totalmente gratuita e não cobraria taxas pela venda de assinaturas. Para arrecadar dinheiro, a aposta seria a entrega de recursos premium para quem se consolidasse na plataforma, como domínios personalizados, e-mails de boas-vindas e outras facilidades exclusivas. O serviço nunca deixou a incubadora sendo abandonado com menos de três meses de vida.

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4. Google Wave

O Google Wave foi uma ideia ambiciosa da companhia em 2009: um protocolo de comunicação que integrava e-mail, troca de mensagens via chat e uma espécie de "wiki". Tudo isso seria integrado com pitadas de rede social, já que os usuários poderiam interagir entre si em threads similares ao Twitter, porém organizadas como a caixa de entrada de um e-mail.

A ideia parecia muito promissora porque integrava vários serviços da empresa, como o Chat, o Docs e o Gmail, rodando diretamente no navegador de forma otimizada. Os recursos interativos também pareciam ser muito úteis, coisas inéditas que Orkut e Facebook não possuíam na época.

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Embora tenha causado muito frenesi na época do seu lançamento, a ferramenta nunca emplacou. É difícil saber o que pode causado o afastamento das pessoas do Wave, mas está provavelmente relacionado ao conceito um tanto confuso e uma interface meio complicada para leigos. Um ano após o lançamento, a rede social parou de receber melhorias até o encerramento efetivo em 2012 — considerado um dos maiores "flops" dos últimos dez anos.

3. Google Buzz

O Google Buzz foi uma rede social considerada a precursora do Google+, pois trouxe vários elementos que foram incorporados no futuro. Uma das principais novidades era o compartilhamento de mídias, atualização de status e a possibilidade de criação de conversas no estilo do Twitter.

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A plataforma ficava posicionada dentro do Gmail e tinha uma versão mobile, o que atraiu a atenção de muitos curiosos. Essa pegada de tuiteiro ajudou a aproximar os fãs do Passarinho Azul, mas não inovou em nada, portanto não faria sentido migrar de uma plataforma consolidada.

O Google Buzz teve uma vida bem curtinha: nasceu em fevereiro de 2010 e morreu em outubro de 2011. Na época, a empresa ainda tinha o Orkut e o Friend Connect rodando, por isso as três plataformas acabaram competindo entre si. A própria empresa disse que falhou no lançamento, deixando para trás questões de transparência, privacidade e controles do usuário.

2. Friend Connect

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Em 2008, o Orkut enfrentava a dura competição com o Facebook, o MySpace e o Friendster, por isso não conseguia emplacar nos Estados Unidos. Foi aí que o Google decidiu em apostar em um sistema único de compatibilidade com sites e apps de terceiros, o chamado Social Graph, ferramenta integrada do Friend Connect.

Era um período no qual se prometia uma descentralização das mídias sociais, saindo do ambiente fechado para a integração com sites da web. Os links para sites de fora das mídias exibiriam pequenas imagens e descrições, permitindo mais segurança e levando as pessoas para fora do serviço. O Friend Connect tinha uma API de integração e ainda permitia ver quem eram os membros interessados naquele site, como ocorre nos grupos do Face, dando mais força para os conteúdos externos.

Embora tenha conquistado o coração de alguns criadores de site, por permitir o aumento do tráfego e o fortalecimento da imagem, nunca emplacou como rede social de fato. O Facebook tinha até games online, enquanto a premissa do FC era apenas usar as informações interligadas e extraídas de sites, o que era muito pouco para competir.

Com a chegada do Google+, o Friend Connect acabou abandonado de vez em 2011, incorporado à nova rede social como uma mera ferramenta.

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1. Google+ (Google Plus)

O Google+ foi a tentativa mais próxima de uma rede social completa após o fracasso global do Orkut. Na época do lançamento do Google Plus, em junho de 2011, o Facebook já reinava absoluto ao deixar para trás rivais como Friendster e MySpace. A Big Tech tentava incomodar a plataforma de Zuckerberg com um anúncio ousado: só entrava quem tivesse convites, o que levou as pessoas a um intenso comércio eletrônico por custos surreais.

A ideia era toda pautada reunião de pessoas com interesses em comum, os chamados Círculos, copiados do conceito de Grupos do Facebook e das Comunidades do Orkut. Além das conversas direcionadas, os Círculos permitiam o compartilhamento de fotos de modo restrito — sim, o Google Fotos nasceu aí — e documentos criados em apps como Docs, Planilhas e Slides.

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Durante um bom tempo, o serviço até conseguiu conquistar uma base considerável de pessoas, principalmente devido à integração com os serviços do Google. Nos Estados Unidos e em parte da Europa, o Plus conquistou a atenção de muitos, mas acabou sendo deixado de lado pelo fortalecimento dos concorrentes.

Mesmo em declínio, as pessoas ainda usaram o botão do Plus durante muitos anos para fazer login em sites com o perfil da rede social, poupando tempo de preenchimento de dados. Em janeiro de 2019, o Google anunciou a desativação de todas as contas pessoais do Google+, com o enterro definitivo marcado para 2 de abril de 2019.