AMD Ryzen "Phoenix": iGPUs potentes poderiam substituir placas de vídeo básicas

AMD Ryzen "Phoenix": iGPUs potentes poderiam substituir placas de vídeo básicas

Por Renan da Silva Dores | Editado por Wallace Moté | 22 de Abril de 2022 às 12h30
Reprodução/AMD

Fontes do canal RedGamingTech sugerem que as APUs da família Ryzen "Phoenix", que podem ainda pertencer à aguardada linha Ryzen 7000, contariam com GPUs integradas significativamente mais potentes que as disponíveis atualmente. Com os ganhos oferecidos, os gráficos integrados poderiam basicamente tornar obsoletas as placas de vídeo mais básicas, como a Radeon RX 6400 ou mesmo a RX 6500 XT.

Ryzen "Phoenix" pode ter iGPUs mais potentes que placas básicas

Segundo as informações, os supostos "Ryzen 7000G" para desktops e "Ryzen 7000H/U" para notebooks devem ampliar o uso das GPUs integradas baseadas na microarquitetura RDNA, turbinando as especificações dos modelos disponíveis atualmente. Algumas fontes citaram o uso da mais poderosa RDNA 3, ainda não anunciada, mas o mais provável é que a RDNA 2 seja mantida.

Os novos gráficos integrados da família Phoenix contariam com ao menos 16 Unidades Computacionais (CUs), o que totalizaria 1.024 núcleos, mesma quantidade presente na RX 6500 XT, mas poderiam atingir respeitáveis 24 CUs (1.536 núcleos) em configurações mais avançadas. Unindo as especificações com os clocks naturalmente elevados da arquitetura RDNA 2, as iGPUs poderiam rivalizar com algumas GPUs intermediárias mais simples.

As supostas iGPUs turbinadas poderiam entregar até 6,57 TFLOPs de poder computacional, superando máquinas potentes como o Xbox Series S (Imagem: WCCFTech)

Em um cenário hipotético em que as soluções de 16 CUs e 24 CUs atingem clocks de 2.200 MHz, desconsiderando o uso da litografia mais eficiente de 5 nm da TSMC e no caso de não haver mudanças drásticas na arquitetura, ambas poderiam ultrapassar máquinas potentes, como o Xbox Series S: a GPU mais simples entregaria 4,5 TFLOPs de poder computacional, enquanto a mais robusta atingiria 6,75 TFLOPs, contra 4 TFLOPs do console de entrada da Microsoft.

Ainda que a contagem de TFLOPs não seja diretamente comparável, e quase nunca se traduza de maneira linear para o desempenho real de um chip gráfico em games, a diferença é gritante o suficiente para sugerir que essas supostas GPUs integradas teriam fôlego suficiente para entregar alta qualidade gráfica em resolução Full HD.

Vale lembrar que as iGPUs equipadas nos chips Ryzen 6000 para notebooks já oferecem gráficos RDNA 2, com até 12 CUs, entregando desempenho e até mesmo configurações que rivalizam com algumas das placas de vídeo mais básicas disponíveis no mercado — a topo de linha Radeon 680M, por exemplo, oferece as mesmas especificações da GPU dedicada RX 6400, diferindo apenas no sistema de memórias e nos clocks, curiosamente mais altos na iGPU.

"Memória unificada" como no PS5

As fontes também trouxeram detalhes sobre algumas mudanças que até o momento são incertas, com destaque para um novo sistema de cache — a novidade não seria o Infinity Cache das placas de vídeo dedicadas da empresa, mas sim uma tecnologia unificada entre a CPU e a GPU, de maneira similar ao que a APU do PS5 oferece.

Além dos gráficos mais robustos, a linha Ryzen "Phoenix" pode trazer um novo sistema de cache unificado entre CPU e GPU, similar ao do PS5 (Imagem: RedGamingTech/YouTube)

Isso agilizaria o acesso dos gráficos a informações sensíveis para o processamento, e permitiria uma troca de dados mais veloz entre os componentes, o que consequentemente turbinaria a performance, já que reduziria o acesso da iGPU à memória RAM. No entanto, não está claro se a novidade atenderia apenas alguns modelos da família Phoenix, ou mesmo se seria dedicada aos processadores "Strix Point", que devem pertencer à linha Ryzen 8000.

É importante ressaltar que as informações divulgadas ainda são rumores, e podem ou não se tornar realidade. Dito isso, há múltiplos motivos para que a AMD invista pesado no poder de processamento gráfico de suas próximas APUs: além de já existirem modelos equipados com iGPUs RDNA 2, a Intel revelou que pretende "revolucionar as GPUs integradas" com as novas Tile GPUs (tGPUs).

A Intel deve colocar pressão na AMD com o lançamento da 14ª geração Meteor Lake, que promete "revolucionar" os gráficos integrados com a estreia das Tile GPUs (tGPUs) (Imagem: Intel)

Baseadas na microarquitetura Xe²-HPG Battlemage e com estreia marcada para a 14ª geração Meteor Lake, cuja data de lançamento estipulada no momento é a primeira metade de 2023, as tGPUs aproveitariam a mudança de arquitetura das próximas CPUs da Intel e, ao invés de serem instaladas no mesmo die do processador, contariam com um chiplet próprio.

Com isso, os chips gráficos seriam muito maiores que as atuais Iris Xe, atingindo as 192 Unidades de Execução (EUs, 1.536 núcleos) contra 96 EUs (768 núcleos), beneficiados ainda pela arquitetura superior, o que deve colocar pressão na AMD.

Fonte: RedGamingTech, WCCFTech

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