SNES: fatos curiosos sobre o console da Nintendo

SNES: fatos curiosos sobre o console da Nintendo

Por Lucas Arraz | Editado por Bruna Penilhas | 07 de Agosto de 2021 às 16h00

O Super Nintendo Entertainment System, ou SNES para os mais íntimos, é um dos videogames mais populares de todos os tempos.

Lançado em 1990 no Japão, em 1991 na América do Norte e em 1993 no Brasil, o console recebeu a importante missão de ser o sucessor do Nintendinho e marcar a entrada da Nintendo no mercado de jogos 16-bit.

O videogame vendeu mais de 49 milhões de unidades em todo o mundo e foi o lar de jogos de sucesso, como The Legend of Zelda: A Link to the Past, Super Mario World e Super Metroid.

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Apesar do sucesso estrondoso até os dias atuais, o Super Nintendo é envolto de alguns mistérios e curiosidades que chamam atenção. Desde o formato em diferentes lugares do mundo até os motivos que fazem o console mudar de cor com o passar dos anos. A seguir, confira algumas curiosidades e mistérios do SNES.

5. Super Famicom ou Super Nintendo?

Não só nomes diferentes separam o Super Famicom, lançado no Japão, da versão do videogame que chegou um ano depois na América do Norte como Super Nintendo. Pensando em adaptar o visual do console para o público ocidental, a Nintendo contratou o designer Lance Barr para redesenhar o Super Famicom e lançá-lo com um novo nome nos Estados Unidos.

Super Famicom (esquerda) e Super Nintendo (direita) Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

Lance Barr tinha trabalhado nos anos 80 para adaptar o NES, versão ocidental do Famicom. Com a nova missão em mãos, o designer decidiu que a versão japonesa do videogame precisava ser mais agressiva para o mercado norte-americano.

Barr costumava dizer que o Super Famicom parecia um saco de pão de forma. Por essa razão, resolveu mudar a coloração e formato para o lançamento da máquina na América do Norte.

Super Famicom Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

Diferente da versão japonesa, o Super Nintendo chegou às prateleiras com um visual mais retangular, que permitia ser empilhado com novos módulos e outras máquinas. O videogame também chegou em cores mais claras.

Os controles ainda passaram por mudanças regionais. Os cabos do Super Nintendo são maiores do que os do Super Famicom e os botões da edição ocidental abandonaram o padrão multicolorido e circular do Y, X, B e A japonês para aderir ao tom de púrpura do botão de power e formatos côncavos e convexos.

4. O videogame que muda de cor

Se você tem um SNES em casa, provavelmente já reparou que o videogame muda de cor, ganhando um tom amarelado com o passar do tempo.

SNES amarelado Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons/Evan Amos

Isso acontece devido aos materiais que a Nintendo escolheu para a fabricação do console. Tanto o Super Nintendo como o Super Famicom foram fabricados com bromo, com a função de deixar o videogame mais resistente ao fogo. Em contrapartida, o elemento químico tornava a carcaça do SNES mais suscetível à oxidação em contato com o ar.

O bromo é um elemento que oxida com mais facilidade e, assim como o ferro quando vira ferrugem, ganha tons bege no processo.

3. Onde foi parar o Nintendo Playstation?

Já imaginou jogar The Last of Us ou God of War no seu Nintendo Switch? Comparações absurdas de lado, a união entre Nintendo e PlayStation, que parece improvável nos dias de hoje, aconteceu na época do Super Nintendo. Só não foi muito longe.

Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons/Mats Lindh

A Sony fabricou um protótipo de SNES com leitor de CD-ROM e apresentou durante o Consumer Electronics Show de 1991. O chamado SNES-CD abreviava o extenso nome Super Nintendo CD-ROM System e era promissor. O aparelho feito em parceria com a Nintendo prometia expandir a capacidade dos cartuchos usados no videogame para além dos 6MB.

Tudo parecia bem, mas a Nintendo não estava contente com os termos dos negócios. Isso porque a Sony ficaria com boa parte dos lucros obtidos na venda de jogos em CD. Descontente, a Big N fechou um acordo com a Philips para a criação de um leitor de CD independente, sem que a Sony soubesse.

Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons/Mats Lindh

O acordo foi considerado uma traição pelos executivos da Sony, que romperam contrato com a Nintendo e decidiram apostar na criação da sua própria máquina de videogames: um tal de Playstation.

Por muito tempo, o protótipo do Nintendo PlayStation desapareceu para o grande público. Uma unidade foi encontrada em um sótão e posta à venda em leilão em 2020 por mais de US$ 360 mil, cerca de R$ 2 milhões na cotação atual.

2. Sem sangue, mas com suor

Na década de 90, a Nintendo acreditava que videogame era coisa de criança. Por essa razão, jogos violentos e destinados para adultos, como Mortal Kombat, precisaram trocar sangue por uma geleca verde e suor para desembarcarem no SNES.

O suor não saia apenas do Sub-Zero ou do Scorpion na tela das televisões, mas também dos jogadores. O SNES até hoje é lembrado como um dos videogames com uma biblioteca extensa de jogos com dificuldade elevada.

Mesmo destinado para as crianças, o aparelho tinha jogos difíceis que faziam qualquer um suar ou chorar até sair geleca verde do nariz.

São exemplos o Super Ghouls ‘N Ghosts (1991) e Prince of Persia (1992), com seus obstáculos e plataformas praticamente impossíveis de serem superadas.

1. Nintendo vs. Yakuza

Um documento do processo entre Epic Games e Apple revelou que a Nintendo veta qualquer tipo de adesão das suas plataformas com negócios e jogos que tenham proximidade com a Yakuza.

No entanto, as coisas nem sempre foram assim. A relação entre a empresa e a máfia japonesa não é recente e ganhou um curioso capítulo durante o lançamento do SNES.

A história começa há dois séculos, quando a dona do Mario nem ao menos sonhava em se tornar uma potência nos jogos. Fundada em 1889 com um nome que pode ser pobremente traduzido para a expressão “Deixe a sorte para o céu”, a Nintendo nasceu como uma produtora de cartas para jogar.

Jogos de cartas produzidos pela Nintendo  Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons/Nintendo

Nesse ramo, a companhia deu seus primeiros passos rumo aos lucros quando a Yakuza se tornou uma forte consumidora das cartas para salas de jogos ilegais. Esse interesse ajudou a empresa expandir para o ramo de cartas de baralho de estilo americano em 1907, e construir uma ampla rede de distribuição de varejistas japoneses em 1927.

Em 1990, quando o Super Famicom chegou ao Japão, a Yakuza se interessou também pelos consoles. Com a alta procura no lançamento, a máfia japonesa passou a roubar carregamentos do videogame para vender no mercado ilegal.

Com medo de perder mais unidades do videogame, a Nintendo declarou guerra a Yakuza, criando um sistema de logística secreto para distribuição do SNES. As unidades eram distribuídas a noite e sempre em segredo.

E então? Você já sabia sobre todos estes fatos? Conhece alguma outra curiosidade sobre o SNES? Compartilhe conosco abaixo!

Fonte: Memoriabit, Mentalfloss, Catalog Images, Vintage Computing, The Enemy

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