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Os 10 melhores filmes de ficção científica disponíveis na Netflix

Por| Editado por Jones Oliveira | 05 de Agosto de 2021 às 19h10

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Divulgação/Warner Bros, Universal Pictures
Divulgação/Warner Bros, Universal Pictures
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A ficção científica sempre foi um gênero muito bem quisto por autores, independentemente da mídia em questão. Histórias que se aproveitam da ciência e extrapolam conceitos para flertar com a fantasia é algo que conquista o público desde o século XIX com as obras de Julio Verne. E, no cinema, esse fascínio não seria diferente.

Na verdade, foi na Sétima Arte que o estilo ganhou ainda mais força. O apelo visual deixou tudo mais atraente e mágico, ora prometendo um futuro irresistível, ora mostrando que o destino que nos aguarda não é nada promissor. De qualquer forma, seja pela utopia dos otimistas ou pelo futuro distópico dos céticos, não faltam boas opções de filmes para nos entreter e nos fazer pensar.

E a Netflix se tornou um excelente lugar para conferir essas histórias. O serviço de streaming possui um acervo de peso de produções próprias e também de sucessos de Hollywood. São opções para todos os públicos e gostos. Assim, para ajudá-lo na árdua tarefa de se encontrar em meio a tantas possibilidades, o Canaltech listou alguns dos melhores filmes de ficção científica que estão disponíveis na plataforma.

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10. Vida

Como a série Alien não está disponível na Netflix, abrimos a nossa lista com um derivado do clássico de Ridley Scott. E não é porque Vida tem muitas similaridades com o clássico do terror espacial que ele é um filme ruim. Muito pelo contrário. Ele atualiza vários conceitos e cria um suspense bem mais contido, mas igualmente eficiente e intrigante.

Estrelado por Jake Gyllenhaal e Ryan Reynolds, o filme traz à tona a velha questão sobre a existência de vida fora da Terra. E, ao invés de responder isso com um alien que sai babando e explodindo o peito das pessoas, temos um organismo unicelular — algo bem mais crível aos olhos da ciência. O problema é que esse ser se mostra muito mais inteligente do que se pensava inicialmente e é a partir daí que o longa se desenrola.

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Vida dividiu opiniões quando foi lançado e foi bastante criticado principalmente por causa dessa grande influência de Alien e outras histórias derivadas. Ainda assim, é uma ótima pedida para quem quer um pouco de tensão espacial.

9. No Limite do Amanhã

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Ignore o nome do filme, porque ele é tão genérico que é difícil saber o que esperar e que não faz jus ao que No Limite do Amanhã apresenta. Protagonizado pelo nosso querido Tom Cruise, ele conta a história de um soldado que, no meio de uma guerra contra uma raça alienígenas, descobre estar preso em uma espécie de loop temporal: toda vez que ele morre em batalha, volta para o início do confronto e tem a chance de lutar mais uma vez.

A semelhança com a estrutura de um videogame não é por acaso. No Limite do Amanhã é inspirado no mangá All You Need is Kill, que se propõe justamente replicar essa lógica dos jogos dentro de uma história de guerra. Para isso, tanto o quadrinho quanto o filme fazem um ótimo uso desse elemento em sua narrativa. De quebra, eles ainda colocam exoesqueletos em seus personagens, o que dá um visual bem mais bacana às batalhas desse futuro bizarro.

8. I Am Mother

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A premissa de I Am Mother é realmente muito boa. Afinal, o que aconteceria se uma inteligência artificial decidisse ser a mãe de uma criança? E quando esse ser humano começar a questionar a natureza dessa relação e perceber, principalmente, que a IA mentiu sobre a sua própria existência?

Para isso, acompanhamos a história de uma adolescente que nasceu e cresceu sozinha em uma estação espacial após a extinção da humanidade. Acreditando ser o último ser humano, ela tem a companhia apenas de um robô que é sua figura materna. Só que tudo isso vem abaixo quando ela descobre que as coisas não são bem assim — e a gente vê o quanto uma IA também pode ser maluca.

Embora não tenha sido uma unanimidade entre o público, principalmente por causa de alguns pontos em seu roteiros, I Am Mother merece sua atenção pela simples criatividade de sua premissa.

7. Aniquilação

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Aniquilação faz parte daquele grupo de filmes de ficção científica que ficam na sua cabeça por um bom tempo justamente por não ser tão direto e gerar muita discussão em torno de seus significados. E acredite, ele tem vários, indo desde criação e evolução à religião e a autodestruição da humanidade. Em outras palavras, é o tipo de provocação que a gente adora ver uma boa ficção científica.

O filme é estrelado por Natalie Portman, que interpreta uma bióloga que se junta a uma expedição em uma área em que as leis da natureza não se aplicam da forma que a gente conhece. A partir disso, ela precisa lidar com uma série de problemas, o que inclui o desaparecimento de seus colegas e algum tipo de monstro que habita o local.

O destaque aqui é a direção de Alex Garland, que despontou como um dos principais nomes da ficção científica moderna.

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6. O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento final

Eessa lista não poderia deixar de contar com alguns clássicos de peso — e Exterminador do Futuro 2 é um que dispensa qualquer explicação. Embora ele seja muito mais ação do que uma ficção científica como a gente imagina, não há como negar que muitos dos conceitos apresentados por James Cameron com a franquia servem de base para vários outros filmes do gênero. Pensou em rebelião das máquinas, pensou na Skynet e nos robôs chacinando a humanidade.

Além disso, ele ainda conta com viagem no tempo, robôs feitos de metal líquido e a ideia de que a inteligência artificial ainda vai nos matar — uma combinação que se tornou quase onipresente em filmes do gênero por mais de uma década.

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5. Blade Runner 2049

A sequência do clássico Blade Runner: O Caçador de Andróides pode não ser tão bom quanto o original, mas essa é uma tarefa quase impossível de se alcançar. Dito isso, Blade Runner 2049 é um excelente filme que dá continuidade à história que a gente conhece e expande muito bem o universo criado por Phillip K. Dick, mostrando muito mais desse futuro distópico dominado por megacorporações e que sensações e memórias se tornam produtos.

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O filme se apoia bastante na estética cyberpunk, que funciona muito bem e, mesmo com uns deslizes aqui e ali na história — principalmente na segunda metade —, é sempre ótimo voltar para esse mundo, ainda mais quando ele nos mostra o que aconteceu com vários dos personagens do filme original. Isso sem falar que Ryan Gosling entrega um ótimo protagonista.

4. A Chegada

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Inspirado em um conto, A Chegada é uma daquelas ficções científicas excelentes que chegam a dar um nó na cabeça — e isso é um elogio, que fique claro. A história gira em torno de uma linguista, vivida por Amy Adams, que é chamada para tentar entender o que alienígenas recém-chegados à Terra querem dizer. Afinal, eles são uma ameaça ou vieram em paz?

A partir disso, o filme entra num ciclo de eventos e conceitos bastante surpreendentes e você simplesmente não consegue prever o que vai acontecer — e termina batendo palmas para o quão genial é a solução encontrada. São filmes como A Chegada que nos mostram como ainda há muito espaço para novas ideias dentro da ficção científica.

3. Ex_Machina: Instinto Artificial

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Outro filme que foi castigado pelo título nacional, mas que é uma das melhores ficções científicas dos últimos anos. Dirigido pelo mesmo Alex Garland de Aniquilação, ele se concentra na relação entre um programador e uma robô com inteligência artificial. A princípio, o rapaz tenta encontrar uma falha no sistema da IA, enquanto ela pouco a pouco mostra como é capaz de ser superior aos humanos.

O mais interessante aqui é que a história gira em torno de apenas três personagens e, mesmo assim, consegue te prender do início ao fim. Sem cair no maniqueísmo de bom e mau, certo e errado, o diretor acerta ao fazer com que Ex_Machina seja uma bela metáfora futurista sobre questões atuais, como as relações de trabalho, de gênero e como estamos nos tornando tão dependentes das máquinas.

2. Matrix

E já que estamos falando de dependência das máquinas, não há como fugir desse filme que marcou toda uma geração e ditou não só o cinema pós-2000, mas também muito do pensamento filosófico e tecnológico no século 21. Parece exagero, mas essa é a importância de Matrix para o cinema e não apenas para o gênero a que pertence.

A história do hacker que descobre viver dentro de uma realidade virtual criada por máquinas é apenas o começo de uma enorme viagem que vai questionar absolutamente tudo: o que é a realidade? Será que já não somos escravos das máquinas? E se o mundo for mesmo um lixo, é melhor viver no doce gosto da farsa ou encarar a cruel realidade?

Matrix é um dos filmes mais importantes de todos os tempos por uma boa razão. Ainda que muita coisa tenha ficado datada em termos estéticos, a sua discussão segue muito atual. Só é aconselhado ignorar as sequências ou assisti-las para se divertir apenas, já que elas não conseguem reprisar o impacto do original.

1. Ghost in the Shell

E se Matrix é um marco no cinema, o que dizer do filme que o inspirou? O anime Ghost in the Shell é uma das várias obras que serviram de base para o longa da Irmãs Wachowski e responsável por popularizar a estética cyberpunk pelo mundo. Com um visual único e que expressa bem a visão dos anos 1980 e 1990 do que seria o futuro, a história da detetive ciborgue na caça de um hacker se tornou um ícone até hoje.

Para isso, ele nos leva ao ano de 2029 e brinca muito com essa ideia do futuro distópico em que as pessoas são ultraconectadas. A forma com que ele apresenta isso é bem exagerada, mas a metáfora é bastante precisa. E, a partir disso, começam os questionamentos existenciais. Afinal, se você se modificou por completo, ainda é você ou apenas um fantasma daquilo que você já foi um dia?

Ghost in the Shell é um clássico por uma boa razão. Além disso, ele ganhou várias obras derivadas, inclusive algumas sequências que não conseguiram repetir a genialidade da primeira animação. Nem mesmo o remake estadunidense estrelado por Scarlett Johansson conseguiu chegar perto disso.