Carros elétricos e híbridos plug-in serão um terço do mercado em 10 anos

Por Felipe Ribeiro | 22 de Outubro de 2020 às 08h41
Matheus Argentoni/Canaltech

Que os carros eletrificados vão, daqui a uns bons anos, dividir o espaço em pé de igualdade com veículos a combustão não há muitas dúvidas. Com a popularização e maiores investimentos neste tipo de motorização, a tendência é que os custos diminuam e mais pessoas possam adquirir esses carros para uso pessoal. Mas, segundo a Deloitte, essa realidade pode estar mais próxima do que imaginávamos.

Um estudo feito pela consultoria revela que, em 10 anos, carros elétricos e híbridos plug-in serão 32% da frota mundial, ou seja, um terço dos carros circulando nas ruas pelo mundo serão zero emissão. Os dados da pesquisa intitulada "Veículos elétricos, traçando um caminho para 2030" revelam, ainda, que 81,7% dos veículos serão totalmente elétricos, já os 18,3% restantes serão do tipo híbrido plug-in. Traduzindo em números, teremos por volta de 25,3 milhões de carros 100% elétricos e 5,8 milhões de híbridos plug-in.

Para ajudar um pouco na compreensão do que são esses carros, que já passaram aqui pelas análises do Canaltech, é bem simples. Carros 100% elétricos são modelos como o Renault Zoe, o Nissan Leaf ou o Chevrolet Bolt, que não dependem de outra fonte de energia para funcionarem. Já os híbridos plug-in, como o Volvo XC40 Hybrid, o Volkswagen Golf GTE e o Mini Cooper Countryman S E, são carros que possuem motores à combustão, mas que têm uma enorme ajuda de propulsores elétricos, que podem ter suas baterias recarregadas do mesmo modo que os veículos zero emissão.

Híbridos Plug-In são alternativa mais plausível para o Brasil/ Imagem: Matheus Argentoni/ Canaltech

No Brasil, é mais comum vermos carros como o Toyota Corolla Hybrid ou o Toyota Prius, que são híbridos leves, ou seja, não precisam ser espetados em um carregador para terem suas baterias recarregadas. Há, também, uma demanda crescente por híbridos plug-in, que já são negociados por montadoras como Volvo, BMW, Audi e, em breve, a Jeep, que trará os novos Renegade e Compass com essa tecnologia.

Enquanto não há infraestrutura para abraçarmos os elétricos de vez, híbridos leves e plug-in parecem ser a melhor opção se pensarmos no mercado nacional.

China, Europa e Estados Unidos à frente

Segundo a Deloitte, a China será o principal mercado para os veículos elétricos em 2030. O estudo aponta que o gigante asiático vai concentrar 48% de toda a frota, enquanto a Europa, que hoje é a praça que mais vende carros desse tipo, terá algo na casa dos 27%, e os Estados Unidos com 14%.

Não há menção sobre o Brasil no estudo da Deliotte, mas podemos ter uma noção com base no que acontece hoje. Segundo dados da FENABRAVE, não há nenhum carro elétrico entre os 100 mais vendidos do país em setembro de 2020. Sobre os híbridos, não há um dado específico, pois, com exceção ao Prius, existem versões à combustão dos mesmos carros e eles aparecem em meio aos emplacamentos gerais, como acontece com Corolla, XC40, XC60, entre outros.

Fonte: Inside EVs

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