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Review Chevrolet Tracker RS | Versão mais legal da linha, porém menos vantajosa

Por| Editado por Jones Oliveira | 04 de Junho de 2023 às 18h30

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Review Chevrolet Tracker RS | Versão mais legal da linha, porém menos vantajosa
Review Chevrolet Tracker RS | Versão mais legal da linha, porém menos vantajosa

Recém-lançado pela General Motors, o Chevrolet Tracker RS chegou junto com o Tracker Midnight tendo funções bem específicas: aumentar o número de versões e tentar atrair públicos diferentes para o SUV compacto.

Da mesma forma que acontece com o irmão “da meia-noite”, a variante RS recebeu mudanças visuais interessantes para agradar clientes mais jovens e que não abrem mão de ter um aspecto mais esportivo no veículo, mesmo sendo um produto reconhecidamente pensado para a família e uso cotidiano.

Assim como acontece no Onix e no Cruze, o Tracker RS é um carro esportivado, ou seja, não é um esportivo verdadeiro. Mas quem comprá-lo sabe exatamente disso e não deve ligar muito. O “problema”, por assim dizer, é mais mercadológico: por pouco menos de R$ 3 mil a mais, o Tracker Premier, mais equipado, pode entrar na sua garagem.

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Conectividade e Segurança

O Chevrolet Tracker RS está posicionado acima da variante LTZ do SUV, mas não é derivado diretamente. Mesmo assim, o nível de equipamentos na comparação direta é bem parecido — para não dizer igual.

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Ao contrário do que acontece na variante Midnight, o Tracker RS foi agraciado com parte do pacote de recursos de assistência ao motorista desenvolvido pela Chevrolet nessa linha. Sendo assim, ele se coloca como ainda mais seguro do que o irmão de tom sombrio.

Além dos seis airbags, controles de estabilidade e tração e os freios ABS de série, o Tracker RS recebeu o alerta de colisão frontal, frenagem automática de emergência e o alerta de ponto cego, itens que, certamente, sobem o SUV de patamar quando pensamos em segurança.

O funcionamento desses recursos é conhecido, já que o Tracker Premier, munido desses itens, já passou por diversas vezes nas mãos da nossa reportagem. S calibração do alerta de colisão é das mais sensíveis e, quando utilizada a frenagem automática, sentimos enorme precisão na ação do sistema. O alerta de ponto cego, por sua vez, deixou a desejar em alguns momentos, principalmente com a rua mais carregada de carros.

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Já no campo da conectividade, o pacote é o mesmo disponível no Tracker Midnight, com a central multimídia My Link que espelha Android Auto e Apple CarPlay sem fio, o sistema de concierge OnStar e todas as funções remotas com o app My Chevrolet à disposição (desde que feita uma assinatura).

Nesse ponto, sentimos falta de algumas comodidades e percebemos algumas falhar graves, já conhecidas da linha e que poderiam ter sido evitadas. A que mais incomodou foi a singela presença de apenas uma conexão USB para os ocupantes da frente. Como não há o carregamento por indução, o passageiro é obrigado a carregar seu celular nas entradas localizadas na parte traseira.

Além disso, não há retrovisor eletrocrômico, rebatimento eletrônico dos retrovisores externos e o cluster digital segue o mesmo do Onix, dando uma sensação incômoda de estarmos em um veículo de menor valor.

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Vale ressaltar que, por quase R$ 3 mil a mais, o Chevrolet Tracker Premier traz carregamento por indução, retrovisor interno eletrocrômico e o sistema de estacionamento semiautônomo.

Experiência de Uso e Conforto

O Chevrolet Tracker RS é equipado com o mesmo motor da variante Premier, o 1.2 turboflex de 133cv e 21,4 kgf/m. Se ele não chega a emocionar, é mais do que suficiente para tornar o SUV um carro ágil na cidade e vigoroso na estrada, não te deixando na mão em momento algum.

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E, como todos sabem, mesmo sendo o SUV com apelo esportivo, não há diferenciação nenhuma em termos dinâmicos para as demais versões do Tracker. A suspensão tem o mesmo comportamento e a (boa) dirigibilidade segue, porém, sem a calibração que se espera de um carro com teor mais emocional.

O câmbio automático de seis marchas também não recebeu nenhum escalonamento próprio, e privilegia muito mais o conforto do que o desempenho, e não há os paddle shifts para trocas manuais de marchas. A sensação é de que se fosse trabalhado nessa direção, o Tracker RS seria ainda mais legal.

Já com relação ao espaço interno e comodidades, tudo segue o mesmo em relação às demais versões, com bom nível de conforto. O único “porém” é o isolamento acústico, que consideramos ruim e a ausência de um sistema de ar-condicionado de digital e de duas zonas.

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Os itens de conforto e comodidade são complementados pela chave presencial, sensor crepuscular, vidros elétricos com função one touch, sensor de estacionamento traseiro, câmera de ré e ajustes de profundidade altura do volante.

Design e Acabamento

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O design do Chevrolet Tracker RS é seu maior trunfo e é o que, no fim das contas, o torna a versão mais legal do carro — mesmo sem ser a mais vantajosa em termos rentáveis.

Além do tom escurecido em detalhes como as rodas de liga leve aro 17 e das gravatas da Chevrolet, a GM soube como deixá-lo mais agressivo com a inclusão de uma nova grade frontal em formato colmeia, o grande destaque em termos de elementos visuais que esse carro oferece. A dianteira fica ainda mais bonita com o conjunto óptico sendo oferecido em LED.

Internamente, há os mesmos méritos e deméritos da versão Midnight, com apliques escurecidos no painel, bancos em couro com a costura vermelha aparente, mas a ausência do teto e demais forros na cor preta, algo que tornaria o ambiente ainda mais esportivo.

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O acabamento, em geral, deixa a desejar, mas é bonito. Mesmo com muito plástico, tudo é bem encaixado e o painel frontal tem uma peça emborrachada que agrada. O problema, como é de costume, serão os ruídos que vão surgir com o passar dos anos.

Concorrentes

O principal concorrente do Chevrolet Tracker RS é o Hyundai Creta N-Line, principalmente na versão 1.0 turbo. Esse modelo, até o final da edição deste review, está custando pouco mais de R$ 170 mil. Entretanto, outros SUVs compactos podem ter o mesmo público, como VW T-Cross, Jeep Renegade e Honda HR-V.

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Chevrolet Tracker RS: Vale a pena?

Como citamos no título, o Chevrolet Tracker RS é a versão mais legal do SUV, já que tem o apelo esportivo e te encanta pelos detalhes estéticos, mesmo sem ser, de fato, um carro pensado para a performance. O problema é que, por pouco mais de R$ 2.500, você compra um Tracker Premier, mais equipado e tecnológico, com o mesmo motor 1.2 turbo.