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Galaxy S23 FE com Exynos 2200 tem melhor desempenho que Galaxy S22

Por| Editado por Wallace Moté | 01 de Novembro de 2023 às 16h21

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Victor Carvalho/Canaltech
Victor Carvalho/Canaltech
Galaxy S23 FE

Primeiros testes mais aprofundados feitos com o Samsung Galaxy S23 FE indicam que a Samsung conseguiu corrigir os problemas que assombravam o Exynos 2200, chipset proprietário da marca lançado junto ao Galaxy S22 em algumas regiões. A versão usada no "flagship acessível" mais recente da gigante aparenta ser mais estável e eficiente que o modelo empregado no topo de linha de 2022, a ponto de entregar desempenho comparável ao Snapdragon 8 Gen 1.

Quando a Samsung anunciou o Galaxy S23 FE no início de outubro, os temores se confirmaram no momento em que a gigante revelou que o dispositivo seguiria a estratégia de divisão Exynos/Snapdragon, com a maior parte do mundo recebendo o modelo com processador Exynos 2200. Utilizado na família Galaxy S22 em algumas regiões, a plataforma foi duramente criticada pelo aquecimento excessivo e desempenho abaixo da variante munida do Snapdragon 8 Gen 1.

Dito isso, com a chegada do aparelho às lojas, vídeos de desmanche indicaram que a companhia deu maior atenção ao sistema de resfriamento, enquanto rumores apontaram que o uso de um processo de fabricação de 4 nm aprimorado teria reduzido os problemas notados nos topos de linha de 2022. O cenário positivo parece ter se confirmado na primeira grande bateria de testes realizada pelo canal do YouTube BullsLab, que mostra um chip mais estável e eficiente no Galaxy S23 FE.

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O destaque vai para dois testes: o Geekbench 5, focado na CPU, e o 3DMark Wildlife Extreme, que mostra a capacidade da GPU. No primeiro caso, o Exynos 2200 do S23 FE não apenas superou o Snapdragon 8 Gen 1 do Galaxy S22, como ainda manteve o pico de desempenho por mais tempo. Foi preciso rodar o teste nove vezes para que limitações térmicas reduzissem a velocidade da plataforma da Samsung a ponto de fazê-la ser mais lenta que o rival da Qualcomm.

A parte mais importante é que, mesmo com as limitações, o chip manteve a performance quase 10% à frente do Exynos 2200 original, presente no Galaxy S22. Os números são ainda mais animadores na avaliação de processamento gráfico — mesmo que o pico de desempenho da Xclipse 920 da sul-coreana não se aproxime da Adreno 730 empregada no Snapdragon, cuja vantagem é de 15%, a solução presente no Galaxy S23 FE teve maior estabilidade, empatando com o 8 Gen 1 a partir da 10ª rodada de testes.

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Outro aspecto interessante é que a versão atualizada do processador proprietário da Samsung está muito mais eficiente. Ao rodar o SPEC2006, que estressa a CPU ao limite, o Exynos 2200 do Galaxy S22 consumiu em média 4,5 W, podendo chegar a assustadores 8,7 W. Nas mesmas condições, o modelo presente no S23 FE teve média de 3,4 W, atingindo apenas 4,6 W nos piores momentos, apesar de manter o nível de performance. A diferença gritante é essencial para assegurar uma boa autonomia de bateria e menor aquecimento.

Ainda que seja melhor esperar pela avaliação de mais canais, para observamos uma variedade maior de unidades do dispositivo em diferentes condições, os benchmarks de BullsLab já são uma boa notícia em meio às preocupações. O Samsung Galaxy S23 FE já está disponível em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde é vendido justamente na variante Exynos por preços a partir de R$ 3.999.

Fonte: via WCCFTech