Review Samsung Odyssey G5 | Um monitor gamer ideal para o dia a dia no trabalho

Review Samsung Odyssey G5 | Um monitor gamer ideal para o dia a dia no trabalho

Por Diego Sousa | Editado por Wallace Moté | 18 de Junho de 2021 às 09h00
Ivo/Canaltech

O Odyssey G5 é o monitor gamer mais recente da família Samsung Odyssey G, composta, ainda, pelos modelos G7 e G9, lançados em setembro do ano passado. Apesar de ser inferior aos modelos de 2020, não se engane: ele conta com algumas características dos irmãos mais velhos, e a mistura resulta em um produto bastante interessante tanto para jogos quanto para trabalho.

Testei o monitor gamer Odyssey G5 da Samsung e, nos próximos parágrafos, conto todas as minhas impressões sobre ele. E se você gostar dele, deixaremos uma oferta especial no final desta análise!

Prós

  • Tela curva traz boa qualidade de imagem;
  • Recursos ideais para jogadores;
  • Produtividade excelente;
  • Monitor é grande, mas cabe em qualquer mesa padrão.

Contras

  • Não traz o anel colorido, presente nos Odyssey G7 e G9;
  • Sem possibilidade de ajustar a altura;
  • Gerenciador de cabos inútil;
  • Não recomendado para quem possui PS5 ou Xbox Series X;
  • Alguns filmes e séries não se adaptam ao formato 21:9.

Construção e design

O Odyssey G5 é um monitor ultrawide (proporção 21:9) de 34 polegadas, portanto ele está longe de ser um produto pequeno. Ainda assim, é mais confortável que o gigante G9, por exemplo, pois suas dimensões consideravelmente reduzidas fazem com que ele caiba em uma mesa de tamanho padrão e não seja um desafio para montar.

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Visualmente, o G5 não passa a impressão de ser um monitor projetado para jogos. Na parte traseira, por exemplo, ele não conta com o chamado “núcleo de iluminação infinito” presente nos modelos G7 e G9, tendo apenas o logo da marca Odyssey e uma cobertura texturizada em algumas partes. Já na região frontal, há duas aberturas nas laterais inferiores que passam a impressão de serem saídas de ar, mas elas são tampadas.

O Odyssey G5 não tem nenhum LED RGB (Imagem: Ivo/Canaltech)

Outro ponto onde o Odyssey G5 não entrega uma experiência gamer é na possibilidade de ajustar a altura da tela, permitindo somente sua inclinação. Durante os testes, muitas vezes me peguei olhando para baixo, o que não é ideal para longas horas de trabalho e jogos em casa. Uma solução para resolver esse problema seria colocando um calço, mas os pés do monitor são bem grandes e não consegui encontrar um apoio apropriado.

O Odyssey G5 é um monitor muito bonito, mas fazem falta alguns elementos gamer dos modelos mais potentes da família Odyssey, como o anel colorido.

Importante mencionar, também, que apesar da base aparentemente robusta o monitor balança bastante, já que tem apenas apoio central. Durante os testes, isso não chegou a ser um problema, mas passa uma sensação negativa de fragilidade a um aparelho que não é barato.

(Imagem: Ivo/Canaltech)

Finalizando a parte da construção, o Odyssey G5 possui uma solução simples para organizar os cabos, mas não acho que podemos chamar de "gerenciador". Diferentemente do compartimento dedicado presente nos G7 e G9, por aqui a fabricante incluiu uma abertura na base, carinhosamente chamada de “biligulin” por nosso analista Pedro Cipoli, para agrupar todos os cabos em um só lugar. Entretanto, o espaço é bem pequeno e suporta apenas cabos finos — e eles permanecem visíveis.

Conectividade

Quando o assunto é conectividade, o Odyssey G5 oferece apenas uma porta DisplayPort 1.4, uma HDMI 2.0, uma USB para manutenção e uma de 3,5 milímetros (mm) para fones de ouvido, além do conector para o cabo de força. O pacote é bastante básico, mas é o suficiente para um desktop gamer, por exemplo. Durante os testes, usei meu PC na porta DisplayPort e funcionou perfeitamente.

No entanto, para os usuários de consoles que possuem um PlayStation 5 ou Xbox Series X, vale mencionar que o conector HDMI no padrão 2.0 não é o recomendado, pois não será possível aproveitar todas as vantagens dos produtos, como o suporte a conteúdos 4K a 120 Hertz (Hz). Ou seja, se você comprar o Odyssey G5 para o seu console, os jogos rodarão em 4K, mas somente a 60 Hz, ou Full HD a 120 Hz.

O Odyssey G5 também não conta com alto-falantes embutidos, o que não chega a ser um ponto negativo se considerarmos que o público gamer geralmente utiliza fones de ouvido ou uma caixa de som dedicada.

Tela

Um dos principais destaques do Odyssey G5, a tela tem 34 polegadas em proporção esticada, ou seja, no formato 21:9, e traz resolução WQHD (3.440 por 1.440 pixels). O tipo do painel é VA, o mesmo presente na smart TV NU7100, da própria Samsung, e oferece 165 Hertz (Hz) de taxa de atualização, além de 1 ms de tempo de resposta, ideal para quem procura jogar sem delay.

O Odyssey G5 tem uma tela gigante, mas ele não é muito pesado (Imagem: Ivo/Canaltech)

Além de ultrawide, o display do G5 é ligeiramente mais curvo do que outros monitores do segmento disponíveis no mercado. Em termos técnicos, a curvatura é conhecida como 1000R, a mesma dos modelos Odyssey G7 e G9 — quanto menor o número, mais curvo o monitor é. Em um primeiro momento, esse formato me causou estranheza, já que não é muito comum encontrar modelos tão curvos, mas acabei acostumando.

Curvatura da tela do Odyssey G5 é maior que em outros modelos da concorrência, oferecendo mais conforto ao olhar para os cantos do display.

Com relação à qualidade da tela, ela deve agradar a maioria dos usuários que procuram tanto jogar quanto trabalhar. O painel VA oferece ótimo contraste, além de tons escuros mais profundos; a ausência de ângulo de visão, característico desse tipo de tecnologia, acaba sendo compensada pela curvatura da tela, já que a tendência é que você olhe sempre para o monitor de frente.

Na lateral inferior da tela há um único botão onde é possível acessar as configurações do monitor. Assim como nos Odyssey G7 e G9, é possível escolher entre diversos modos de imagem, ligar ou desligar o FreeSync, definir latência, tempo de resposta e taxa de atualização.

Jogos e consumo de mídia

Em jogos, a combinação de 165 Hz de taxa de atualização de 1 ms de tempo de resposta deve ser o suficiente para rodar os principais títulos da indústria com qualidade excelente, embora valha mencionar que será preciso uma máquina compatível com os recursos. O computador que utilizei durante os testes, por exemplo, possui uma placa de vídeo RTX 3070, um processador Intel Core i9-9900K de 3,6 GHz e 64 GB de memória RAM, portanto, não tive nenhum problema em rodar os títulos em qualidade máxima.

Infelizmente, nem todos os jogos se beneficiam do formato 21:9: Dead By Daylight, por exemplo, até suporta a proporção, mas alguns elementos da interface são cortados. Destiny 2, Apex Legends e Overwatch, por outro lado, aproveitam o máximo da tela maior e proporcionam uma experiência extremamente imersiva.

A curvatura do Odyssey G5 é conhecida como 1000R (Imagem: Ivo/Canaltech)

Infelizmente, a mesma experiência que tive com os jogos não se repetiu assistindo a filmes, séries e vídeos. Devido ao formato “de cinema”, somente alguns filmes aproveitaram a proporção mais esticada e preencheram toda a tela, resultando em uma experiência realmente bastante próxima a dos cinemas. No entanto, alguns títulos do Prime Video e da Netflix, além de alguns vídeos do YouTube, geralmente gravados em 16:9, possuem duas faixas pretas enormes nos cantos. Ou seja, se você estiver procurando o Odyssey G5 para consumir esse tipo de conteúdo, ele não é a opção mais ideal.

Produtividade

Além de ser uma opção ideal para jogos, o Odyssey G5 me conquistou ainda mais pela sua capacidade de multitarefa, já que suas 34 polegadas conseguem fazer o trabalho de dois monitores. Nos dias em que testei o monitor, trabalhei longas horas sempre com até três abas do Google Chrome abertas, lado a lado, dispensando o uso do atalho Alt + TAB para alternar entre os programas.

A tela ligeiramente mais curvada, por sua vez, acaba beneficiando o multitarefas, pois, se dividir a tela em três, os conteúdos dos cantos ficam mais próximos do campo campo de visão. Esse problema eu tive com o G9, por exemplo, já que a tela é bem maior e “obriga” você a virar a cabeça para enxergar os conteúdos nas laterais.

Concorrentes diretos

Se você procura um monitor de 34 polegadas, seja para trabalhar ou jogar, o GM34-CW da Cooler Master é o que mais se aproxima do Odyssey G5 em especificações técnicas. Ele possui uma tela menos curvada (1500R) em relação à opção da Samsung, porém entrega a mesma resolução UWQHD (3.440 por 1.440 pixels), tempo de resposta de 1 ms, suporte ao AMD FreeSync 2 e HDR400. A taxa de atualização do GM34-CW é de 144 Hz, enquanto o G5 traz 165 Hz.

Monitor da Cooler Master é um dos concorrentes do Odyssey G5, mas custa mais caro (Imagem: Divulgação/Cooler Master)

Apesar das semelhanças, o monitor gamer da Cooler Master é uma opção bem mais cara — na data de produção desta análise, o produto era ser encontrado na faixa dos R$ 6.000.

Caso a jogatina não seja a sua principal preocupação, o LG 34WK650-W pode ser uma opção mais acessível. Ele conta com resolução apenas Full HD na proporção 21:9 (ultrawide) e não traz suporte à alta taxa de atualização, porém deve ser suficiente para produtividade.

Também vale mencionar o próprio Odyssey G7, da Samsung, que atualmente pode ser encontrado na mesma faixa de preço do Odyssey G5. O G7 é visualmente mais “comum”, pois traz formato padrão 16:9, ou seja, multitarefa pode não ser o seu forte. Ainda assim, ele traz mais recursos para gamers, como taxa de atualização de 240 Hz, suporte a G-Sync e FreeSync Premium, ajuste de altura e um LED na parte traseira, características ausentes no G5.

Conclusão

O Odyssey G5 é uma boa adição no segmento de monitores no Brasil, mas não é recomendado para todos os usuários. Se você procura um monitor para jogar nos consoles mais recentes, por exemplo, o Odyssey G5 não deve entregar um desempenho recomendado, pois não traz uma porta HDMI 2.1 que suporta conteúdos em 4K a 120 Hz — nesse caso, talvez uma Smart TV mais recente compatível com HDMI 2.1, FreeSync, HDR e VRR seja o mais indicado.

Além disso, vale mencionar que alguns filmes, séries e vídeos não se adaptam ao formato 21:9 do monitor, incluindo duas faixas pretas nos cantos do produto para preencher a tela, prejudicando a experiência multimídia.

Ainda assim, o Odyssey G5 cumpre a sua promessa de ser um monitor ideal para quem curte jogos no computador. A experiência ao jogar em uma tela curva compatível com taxa de atualização de 165 Hz e 1 ms de tempo de resposta é muito boa, embora seja preciso lembrar que é necessária uma máquina potente para aproveitar tudo o que o monitor entrega.

O monitor da Samsung também agrada na sua capacidade de multitarefa, que permite trabalhar com mais de dois programas abertos simultaneamente na tela com muita qualidade e fluidez.

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