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Review Redmi Note 12 4G | Um celular básico com boa bateria

Por| Editado por Léo Müller | 25 de Maio de 2023 às 09h54

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Review Redmi Note 12 4G | Um celular básico com boa bateria
Review Redmi Note 12 4G | Um celular básico com boa bateria

A linha Redmi Note 12 5G chegou ao mercado no primeiro trimestre de 2023 e, além das versões principais, que trazem a conexão 5G, a Xiaomi anunciou um modelo base mais simples, com conectividade da geração passada, o Xiaomi Redmi Note 12 4G.

O celular chegou com a proposta de ser mais acessível para atingir um público menos exigente ou que ainda não tem sinal da rede 5G em sua região.

Mas será que vale a pena comprar este celular ou é melhor optar pela versão 5G, ou até mesmo por concorrentes? Eu testei o celular pelos últimos dias e, agora, trago a minha opinião sobre ele para te ajudar a decidir se compensa ou não.

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Design, construção, tela e som

O Redmi Note 12 4G possui um design bem agradável, com laterais e traseiras planas — construção que garante uma pegada confortável o uso com uma mão, apesar de o tamanho não ser tão pequeno. O quadro que agrupa o conjunto de câmeras não é tão saltado como o que é visto em outros celulares, então este é um ponto positivo para o ele.

O acabamento é simples, todo em plástico, como é de se esperar em um celular nesta categoria. Ainda assim, a construção é bem feita em toda a estrutura do aparelho e ele passa a impressão de ter metal nas laterais e vidro na traseira.

A tela é um painel AMOLED de 6,67 polegadas com resolução Full HD e taxa de atualização 120 Hz e proteção Gorilla Glass 3 — um conjunto bem recebido em um celular dessa categoria. O nível de brilho é bem alto e permite enxergar tudo com conforto mesmo sob um sol muito forte.

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Já o sistema de áudio é simples. Enquanto modelos mais avançados da série trazem um som estéreo, o Redmi Note 12 4G tem apenas uma saída de áudio, que fica localizada na parte inferior do dispositivo.

A sonoridade é “sem graça”, então, se quiser ouvir músicas em boa qualidade, é melhor conectar um fone de ouvido — seja Bluetooth ou com fio, já que ele tem um conector P2. De qualquer forma, o áudio “quebra um galho” se quiser apenas assistir a filmes ou séries, só não é algo muito elaborado para canções.

Configuração, desempenho e usabilidade

  • Chipset: Snapdragon 685;
  • Processador octa-core (4 Cortex-A73 de 2,8 GHz + 4 Cortex-A53 de 1,9 GHz);
  • GPU: Adreno 610;
  • RAM e Armazenamento: 4 GB + 128 GB;
  • Sistema operacional: Android 13 com interface MIUI 14.
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O Redmi Note 12 4G tem um chipset que, no papel, ofereceria um desempenho razoável dentro do segmento intermediário. Na prática, porém, eu achei que ficou um pouco aquém do esperado. Ele tem uma boa navegação geral se você quer usá-lo para o básico. Se quer algo mais potente, para jogos, por exemplo, ele não é uma boa escolha.

Geralmente os games são otimizados para rodar bem mesmo em celulares mais básicos, mas o Redmi Note 12 4G apresentou alguns pequenos engasgos mesmo em títulos mais simples, como Subway Surfers. Em jogos fps, como CoD, dá para reduzir bastante a qualidade gráfica e a taxa de quadros para evitar isso, mas a jogabilidade não fica tão boa como em outros celulares.

Quanto ao nosso teste de desempenho padrão, ele não ficou tão mal. No app AnTuTu, ele atingiu uma marca superior a 290 mil pontos. Isso já é acima de outros intermediários básicos, como o Realme C55 e o Moto G23, que marcaram, respectivamente, 265 mil e 218 mil. No entanto, é inferior aos Galaxy A23 e A14, que marcaram cerca de 361 mil, cada.

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Quanto à usabilidade, eu destaco a presença do sensor infravermelho, que permite usar o celular como um controle remoto para aparelhos compatíveis, como TVs e ar-condicionados, por exemplo. Para isso, basta usar o app Mi Remote, que já vem pré-instalado no dispositivo.

A interface já está atualizada para a última versão disponível, tanto para a MIUI 14 quanto para o Android 13.

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Câmeras

Câmeras traseiras

O Redmi Note 12 4G conta com um conjunto triplo de câmeras traseira, sendo um sensor principal de 50 MP, auxiliado por um ultrawide de 8 MP e um macro de 2 MP.

A lente principal e a ultrawide tiram fotografias bem medianas ou ainda inferior, então o conjunto não é muito indicado se você quer imagens mais elaboradas. Em resumo, eles dão conta para alguns registros ocasionais, mas nada muito além disso.

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Mesmo com boas condições de iluminação, fica visível que o nível de textura é bem baixo, principalmente em cenários com bastante vegetação. A faixa-dinâmica é bem fraca, e isso deixa as imagens com pouca definição. Nessa foto abaixo, por exemplo, o céu parece bastante artificial, como se a IA da câmera tivesse feito todo o trabalho no ajuste.

Em locais com bastante sombra, a imagem perde ainda mais a definição e mal dá para notar alguns detalhes — por mais simples que sejam — em alguns pontos da fotografia, como nas folhas ou tronco de uma árvore.

O terceiro sensor traseiro é um macro. Eu já tenho minhas ressalvas com a utilização desse tipo de componente em um celular, e o Redmi Note 12 4G só confirma a minha tese. A baixa resolução da câmera compromete bastante a definição da imagem, sendo preciso ter muita paciência — ou usar um estabilizador — para capturar uma imagem que não fique “tremida”.

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Seria mais útil fazer uma câmera híbrida de ultrawide com macro e aproveitar o terceiro sensor para empregar uma câmera de profundidade ou, ainda mais útil, uma telefoto para imagens melhores com zoom.

Câmera frontal

A câmera frontal de 13 MP já me agradou mais do que o conjunto traseiro — considerando ser um modelo intermediário, é claro. Com as condições adequadas de iluminação, a imagem fica bem definida e consegue entregar um bom resultado. No entanto, o branco estoura bastante se você não se posicionar bem em relação ao sol.

O modo retrato consegue criar um bom efeito de desfoque no fundo, mas o recorte não é tão preciso. No exemplo abaixo, dá para ver que a câmera “cortou” minha orelha porque eu estava com fones de ouvido. Do outro lado, é possível ver a área de corte do fundo mais afastada do corpo.

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Gravação de vídeo

O Redmi Note 12 4G filma com resolução máxima de 1080p a 30fps, tanto na câmera traseira quanto na câmera frontal. Dessa forma, não há muita versatilidade na hora de gravar vídeos.

Eu achei a resolução razoável, por se tratar de um modelo intermediário mais básico. O microfone consegue captar bem a voz do interlocutor e não trabalha muito na redução de ruído.

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O nível de estabilidade é bem baixo. Então, se você for fazer vídeos com bastante movimento, provavelmente notará que a gravação fica um pouco tremida.

Bateria e carregamento

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O Xiaomi Redmi Note 12 4G conta com uma bateria de 5.000 mAh que oferece uma boa autonomia no geral. No nosso teste padrão, o resultado foi bastante satisfatório: após executar vários apps — como redes sociais, jogos e mensageiros — e alternar com algumas horas de tela ligada e desligada, o consumo foi de apenas 23%. Neste cenário, estima-se que ele chegue a 26 horas de bateria com uma carga.

Isso o deixa entre os melhores celulares que testamos neste ano. Melhor que ele, apenas o Redmi Note 12 5G, que consumiu 22%, e o Doogee V30T, que só gastou 16%, mas tem uma bateria de 10.800 mAh.

Ele não conta com um carregamento muito veloz e, portanto, leva pouco mais de 1 hora para ir de 0 a 100%. Não chega a ser ruim, já que está dentro da média para celulares comuns que não tem o foco na carga rápida.

Concorrentes diretos

Os principais concorrentes do Redmi Note 12 4G são o Galaxy A24 e o Moto G23. Os três modelos contam com conexão limitada ao 4G, então são mais indicados para quem mora em região ainda não beneficiada pela rede da nova geração.

O chipset é diferente em cada modelo, mas eles são quase equivalentes na prática. Enquanto o Redmi conta com um Snapdragon 685, o Samsung possui o Helio G99, e o Motorola tem o Helio G85. Já a combinação de memória e armazenamento é a mesma: 4 GB + 128 GB nos três aparelhos.

Quanto à fotografia, os três smartphones têm um sensor principal de 50 MP auxiliado por uma câmera ultrawide e uma macro. A diferença é que a ultrawide do modelo da Xiaomi tem mais resolução, com 8 MP contra 5 MP dos outros dois. Para selfies, no entanto, Redmi e Samsung têm um sensor de 13 MP, enquanto o Motorola tem 16MP.

Na prática, porém, o trabalho do pós-processamento faz diferença e, neste aspecto, os celulares da Samsung, no geral, costumam se sair melhor — conforme foi constatado em muitos reviews da marca, apesar de o A24 ainda não ter passado por nossas mãos.

Por fim, o mais importante, é a faixa de preços e todos eles ficam numa faixa de R$ 1.200 a R$ 1.400 — desde que você considere o preço de importação do Redmi, já que o valor oficial do modelo no país ultrapassa a casa dos R$ 2.000.

Redmi Note 12 4G: boa bateria, mas o desempenho deixa a desejar

O Redmi Note 12 4G é um celular que, infelizmente, foge à regra do custo-benefício pelo qual a Xiaomi se tornou conhecida ao redor do mundo. Não que o celular seja caro — muito pelo contrário, ele é até acessível, mas o desempenho não é como o esperado.

Ele consegue rodar bem as tarefas do dia-a-dia e não deixará um usuário menos exigente na mão. No entanto, ele pode ter um pouco de dificuldade para executar jogos e até mesmo sofrer um pouco nos títulos mais simples.

As câmeras também não agradam muito, mas não dá para esperar muito de um celular “intermediário de entrada”. Ele é capaz de fazer alguns registros ocasionais, mas nada de fotografias muito elaboradas.

A bateria, por outro lado, é seu principal ponto forte e ele se saiu muito bem nos nossos testes, com uma expectativa de duração de mais de um dia.

Ainda assim, porém, colocando-o lado-a-lado com concorrentes, ele pode não fazer tanto sentido. Motorola e Samsung já possuem alternativas — também lançadas no começo deste ano — que justificam melhor o preço para quem quer pagar algo na casa dos R$ 1.200.

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