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O que é e para que serve o estabilizador?

Por| Editado por Wallace Moté | 07 de Abril de 2024 às 13h00

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Kelly Sikkema/Unsplash
Kelly Sikkema/Unsplash

Justamente por lidarem com eletricidade, os produtos eletrônicos estão entre os mais suscetíveis a falhas por variações no fornecimento de energia, podendo sofrer desligamentos inoportunos, instabilidades e até queimar por completo na ocasião de haver mudanças muito extremas na rede elétrica. Esse cenário é ainda mais delicado em um país como o Brasil, em virtude da ampla extensão territorial e elevada demanda de energia, que causam estresse no sistema nacional de eletricidade.

Para evitar dores de cabeça, costuma-se recomendar dispositivos de proteção para regular melhor a energia que chega pela tomada — este é o caso do estabilizador de tensão, popular principalmente durante as décadas de 1990 e 2000. Mas o que exatamente é o estabilizador de tensão? E para que serve?

O que é estabilizador?

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O estabilizador de tensão, como o nome indica, é um dispositivo responsável por regular a tensão (ou como é conhecida de forma mais popular, a voltagem) com a qual os aparelhos eletrônicos operam pela tomada.

As tensões mais comuns no Brasil são de 127 V (referida ainda como 110 V) e de 220 V. Mudanças bruscas nessa faixa podem levar à perda dos eletrônicos, ou ao menos uma redução na eficiência do funcionamento, podendo causar danos e reduzir sua vida útil. A proposta do estabilizador, em teoria, é corrigir a tensão de saída para evitar esses problemas.

Seu uso costuma ser recomendado em regiões onde há muita instabilidade ou mesmo interrupções frequentes no fornecimento de energia, eventos que levam às variações da tensão, e há modelos mais encorpados que trazem recursos adicionais, como fusíveis, para oferecer proteção adicional contra descargas de energia repentinas.

Apesar da boa intenção, especialistas têm discutido a efetividade dos estabilizadores para eletrônicos modernos, por uma série de fatores, começando pela capacidade de aparelhos mais recentes funcionarem em múltiplas faixas de tensão.

Atualmente, as fontes de alimentação de computadores, notebooks, videogames e até alguns eletrodomésticos possuem proteções próprias, sendo capazes de funcionar em ambas as tensões (bivolt), eliminando a necessidade de uso de um estabilizador. Na realidade, certos componentes, como as fontes de PCs, chegam a recomendar que os usuários evitem utilizar dispositivos de proteção do tipo.

Outro ponto que torna os estabilizadores dispensáveis é a ausência de mecanismos mais robustos de segurança contra "poluição" na rede elétrica — interferências causadas por raios, por exemplo. Há modelos que contam com esses recursos, mas sua presença tem um impacto considerável no preço.

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Por fim, um aspecto negativo curioso é o tempo de resposta lento. A média de tempo de ação de um estabilizador é de 8,3 milissegundos, período que pode parecer pequeno, mas que é suficiente para ocasionar problemas nos dispositivos conectados.

Em resumo, a ideia dos estabilizadores é regular a tensão, mas boa parte dos eletrônicos modernos já possui tecnologias próprias para garantir o funcionamento em casos de instabilidade. Hoje, esse tipo de dispositivo é recomendado apenas em regiões que enfrentem variações muito extremas, para uso como uma espécie de extensão, que possibilita a alimentação de mais de um aparelho em uma tomada, ou para eletrônicos mais antigos que possam não trazer proteções próprias.

Como escolher um estabilizador?

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Se o estabilizador atende suas necessidades, mesmo com as limitações, é preciso prestar atenção em certas especificações. A primeira e mais óbvia é a tensão de operação — confira a tensão da tomada em que o estabilizador será instalado para escolher a versão certa. Caso tenha dúvidas, você pode buscar por um estabilizador bivolt.

Outro ponto crucial é a potência fornecida, medida em volt-ampère (VA) — o cálculo é similar ao da potência em Watts (W), ainda que haja diferenças no conceito. Para saber qual a potência do estabilizador para o seu uso, basta somar a potência anunciada dos eletrônicos que serão conectados.

Em um caso hipotético em que você pretende ligar um aparelho de 300 W junto a um de 1.200 W, seu uso atingiria os 1.500 W (350 + 1.200), o que seria equivalente a 1.500 VA. A recomendação é que haja uma margem de ao menos 10% na potência do estabilizador, por segurança, portanto o ideal é buscar por um modelo com ao menos 1.650 VA.

Fora isso, se estiver interessado em gastar mais, você também pode buscar pelas opções mais caras que tragam proteções adicionais.

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Alternativas ao estabilizador

Uma alternativa mais eficiente e barata ao estabilizador é o filtro de linha, dispositivo que se assemelha a uma régua de tomadas e que traz um fusível ou mesmo um disjuntor, que desarma quando há um pico de tensão na ocasião do retorno de fornecimento de energia, por exemplo. Como dito antes, há estabilizadores que possuem filtros de linha embutidos, mas cobram um preço mais alto. A vantagem de optar pelo filtro de linha individual é justamente o menor custo.

No entanto, é importante ter atenção redobrada ao comprar um filtro de linha — esse tipo de dispositivo é muito parecido com uma extensão comum, que não possui qualquer proteção. Confira os dados técnicos no momento da compra, e observe que filtros de linha costumam ter cabos mais curtos.

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Outra opção mais interessante são os nobreaks (ou UPS na sigla em inglês), aparelho equipado com uma bateria interna que é acionada em caso de queda do fornecimento de energia, possibilitando que o usuário encerre as tarefas e desligue os eletrônicos com segurança.

Há dois tipos: os offline, comuns para uso residencial, que usam a bateria apenas em incidentes; e os online, mais usados em grandes companhias e data centers, cujo fornecimento é totalmente feito pelas baterias. A maior diferença por aqui também é o preço, com os modelos online exigindo um investimento bem mais alto.