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Review Ray-Ban Meta Smart Glasses | Os óculos para criadores de conteúdo

Por| Editado por Léo Müller | 22 de Fevereiro de 2024 às 10h55

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Review Ray-Ban Meta Smart Glasses | Os óculos para criadores de conteúdo
Review Ray-Ban Meta Smart Glasses | Os óculos para criadores de conteúdo
Ray-Ban Meta Smart Glasses

Os Ray-Ban Meta Smart Glasses são a segunda geração dos óculos inteligentes da dona do Facebook em parceria com a fabricante de acessórios de luxo Ray-Ban. O acessório se tornou um aliado para a criação de conteúdos verticais, principalmente para Instagram e Snapchat. Testei os óculos, e agora te conto o que achei nesta análise completa.

Design e construção

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O design dos Ray-Ban Meta Smart Glasses é muito próximo ao visto na primeira geração do produto, lançada em 2021. Na parte frontal, temos a câmera à esquerda, e o LED indicador de fotos e gravações à direita. Esta luz não pode ser desligada por servir de aviso ao “mundo exterior” que há uma “invasão de privacidade” ocorrendo.

Na haste à esquerda, temos dois alto-falantes, uma área sensível ao toque para comandos e o botão que desativa as funções tecnológicas dos óculos. Já à direita, existem mais dois alto-falantes, a área sensível ao toque para realizar comandos por toque e o botão que possibilita fotografar ou gravar vídeos.

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A capa dos óculos é um acessório complementar extremamente necessário para o uso. Isso porque, na parte interna, há os conectores magnéticos que permitem a recarga do aparelho. Além disso, em seu verso, há uma tecla para restartar os óculos Ray-Ban Meta.

Por se tratar de um produto da marca de luxo Ray-Ban, ele tem todos os recursos de proteção ocular esperados para este tipo de acessório, como a proteção eficaz contra raios UV. Uma adição interessante neles é a certificação IPX4, que protege os óculos de respingos d’água. 

Sua case também tem um aspecto premium, todo em material que imita o couro. Assim como os óculos, a capa também precisa ser recarregada, e tem um entrada USB-C para facilitar o processo.

Formas de uso

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Os Ray-Ban Meta são conectados ao celular via Bluetooth. No entanto, eles dependem do aplicativo "Meta View", que não está disponível na Play Store ou App Store do Brasil. A única forma de driblar isso é tendo uma conta norte-americana ativa nestas plataformas.

Para quem usa Android, é possível baixar o APK e utilizar com facilidade, mas é preciso estar atento na hora do download para não baixar nenhum malware. Essa situação é um pouco incômoda, mas, felizmente, o app fica em português após a instalação. 

No primeiro pareamento, é necessário manter o GPS ligado para o aplicativo conseguir encontrar o acessório. Além disso, é obrigatório ter uma conta no Facebook ou Instagram, as redes sociais da Meta que mais se beneficiarão dos óculos. 

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Após conectado, é possível configurar o tempo de gravação dos vídeos entre 15, 30 ou 60 segundos. Outro recurso que pode ser configurado é o comando por voz “Hey Meta”, que permite a execução de diversas ações por fala, mas é preciso dialogar com a assistente em inglês, pois não tem o idioma português disponível na interface.

Para fotografar, basta clicar uma vez no botão, enquanto as gravações são iniciadas após três segundos pressionando a tecla. O comando de reproduzir e pausar é realizado com um toque na haste, e o ajuste do volume é feito com o deslize do dedo na mesma área.

Vale ressaltar que os óculos da Meta têm Bluetooth 5.3 e Wi-Fi dual band. Inclusive, usar a conexão de rede sem fio para transferir as mídias guardadas nos óculos para o smartphone é bem rápido, graças ao Wi-Fi Direct.

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Além disso, os Ray-Ban Meta Smart Glasses têm 32 GB de memória interna, podendo armazenar até 500 fotos ou 50 vídeos de 60 segundos. O seu processador Qualcomm Snapdragon AR1 Gen 1 é o mesmo dos modelos Quest, e isso dá ainda mais desempenho ao produto. 

Qualidade de imagem

A qualidade de imagem dos óculos da Meta é ótima, principalmente se considerarmos o fato de o aparelho ter o espaço mais limitado do que de um celular. Seu sensor de 12 MP é muito competente, e a empresa realizou recentemente uma atualização de software que garantiu ainda mais nitidez às fotos.

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Por se tratar de uma lente ultrawide, a distorção em alguns cenários ainda é perceptível, mas não é nada que impacte negativamente nas fotos, que são publicáveis. Sua saturação é equilibrada e, mesmo fotografando enquanto se movimenta, não há o “efeito fantasma” que gera sombras ou desfoques.

Em gravação de vídeos, os óculos são ótimos já que podem ser configurados para gravarem até 1 minuto de conteúdo contínuo. Para quem gosta de criar conteúdo sobre carros, por exemplo, os Ray-Ban Meta podem ser uma solução mais segura e futurista, pois não causam distrações durante as filmagens.

Porém, um detalhe que me incomodou durante os testes foi o fato de não ser possível alterar a proporção das imagens e vídeos. Sei que a proposta dos óculos é criar conteúdo para redes sociais, como Instagram e Snapchat, mas eles também poderiam servir para a publicação de vídeo no YouTube na horizontal, também.

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Qualidade de som

Cada haste dos Ray-Ban Meta Smart Glasses possui dois alto-falantes, totalizando quatro speakers no produto. No geral, eu gostei bastante do som, com frequências bem definidas, considerando as limitações do corpo dos óculos.

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Porém, é preciso ter atenção ao volume, pois, dependendo do que você estiver ouvindo, as pessoas ao seu redor também conseguirão identificar. Utilizando o Spotify Tap, que é uma versão do streaming de músicas para os óculos da Meta, eu quase esqueci dos fones de ouvido tradicionais na hora de ouvir música.

Graças ao Bluetooth 5.3 e todos os recursos de conectividade embutidos nos óculos, o alcance da conexão é amplo. A uma distância superior a 50 metros do celular, o acessório seguiu tocando as músicas sem qualquer dificuldade.

Bateria e carregamento

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A bateria dos óculos é de 154 mAh, e isso me permitiu usar os óculos por quase 4 horas antes de precisar recarregá-los. Essa autonomia foi alcançada com o uso contínuo para a gravação de vídeos e ouvindo músicas pelo Spotify. Para um uso mais moderado, provavelmente, a carga será mais duradoura.

Sua case pode fornecer até 8 recargas completas para os óculos, e isso é ótimo para quem fica o maior tempo possível com o acessório no rosto. Outro ponto importante a se destacar é que os Ray-Ban Meta possuem carregamento rápido, garantindo 50% de carga após 20 minutos na capa.

Concorrentes diretos

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Um grande concorrente dos Ray-Ban Meta Smart Glasses são os Echo Frames 2. Entretanto, o modelo da Amazon não possui câmera embutida, suportando apenas os comandos de voz da Alexa — bem superior ao "Hey, Meta" dos óculos da Meta. 

Por outro lado, seu design é limitado e a diferença de preço é pequena para justificar a sua compra, já que o modelo da Amazon custa US$ 250 — aproximadamente R$ 1.240, sem considerar as taxas —, apenas US$ 50 a menos do que os Ray-Ban Meta com câmera.

Os Ray-Ban Meta Smart Glasses valem a pena?

Os Ray-Ban Meta Smart Glasses valem a pena por serem realmente funcionais ao que se propõem: publicar conteúdos nas redes sociais de forma prática e com muita qualidade. As gravações e imagens geradas pelo acessório são ótimas e estáveis, e sua bateria é ideal para o uso contínuo.

Considero lamentável a impossibilidade de alterar a proporção das fotos e vídeos, mas entendo que o propósito dele é garantir uma forma de criar conteúdos verticais sem precisar pegar o smartphone. 

Apesar de a Meta ter um público-alvo específico, acredito que esses óculos também possam agradar simplesmente quem não curte ficar com o celular na mão por muito tempo, como também apresentadores e até aquelas vizinhas que parecem jornalistas. Acredito que todo mundo gostaria de ter acesso a essa experiência, não é mesmo?

Porém, os grandes fatores limitantes do uso em uma larga escala são o seu preço e a falta de disponibilidade no Brasil. Afinal, o produto custa US$ 300, aproximadamente R$ 1.500 sem somar as taxas de importação. 

Por isso, nem todos podem ter acesso a este produto. Atualmente, os Ray-Ban Meta Smart Glasses podem ser vistos no varejo nacional por R$ 5.000, já que importadores detectaram o interesse do público e começaram a revender. Entretanto, acredito que a melhor opção ainda é trazer dos EUA, pois o preço cai quase pela metade.