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O céu não é o limite | Foguete vai se chocar com a Lua, galáxias em colisão e +

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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Gianluca Masi/Virtual Telescope Project/Hubble/NASA/shooogp
Gianluca Masi/Virtual Telescope Project/Hubble/NASA/shooogp

Se existe algo que a astronomia pode ensinar a todos nós é que nem tudo é o que parece. Só nesta semana, descobrimos que o foguete que vai se chocar com a Lua em março pode não ser da SpaceX, que o núcleo da Terra pode não ser sólido e que o asteroide metálico Psique pode não ser totalmente feito de metal. Além disso, duas galáxias em colisão podem ser, na verdade, três — e o telescópio Hubble pode provar.

Confira essas e outras notícias espaciais que tiveram destaque nos últimos dias:

Foguete que vai se chocar com a Lua pode ser da China

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Lembra das notícias sobre o estágio de foguete Falcon 9, da SpaceX, que está em rota de colisão com a Lua? Pois é, talvez ele seja, na verdade, um pedaço do Long March 3C, o foguete que levou a missão Chang’e 5 ao espaço, em 2014.

As previsões da trajetória do objeto foram mantidas, de qualquer forma. A colisão deverá ocorrer no lado afastado da Lua no dia 4 de março, por volta das 09h25 (horário de Brasília).

Estágios não reutilizáveis de foguetes ficam na órbita terrestre após entregarem suas cargas úteis. Muitos deles reentram na atmosfera da Terra e são incinerados pelo atrito no processo, mas outros podem vagar por bastante tempo. Mas não faz muito sentido que viajem até a Lua quando a rota inicial da missão não se aproxima dela. Por isso, a missão chinesa que pousou no satélite natural da Terra é um candidato mais provável.

Foto do Hubble mostra 3 galáxias se chocando

A imagem acima, registrada pelo Hubble, é o resultado do processo de colisão entre três galáxias, a quase 682 milhões de anos-luz de distância. Regiões de formação estelar se tumultuam no meio "intergaláctico" (entre aspas, pois as galáxias estão se fundindo em uma só, chamada IC 2431) e a região central é obscurecida por uma espessa nuvem de poeira.

Duas galáxias estão mais proeminentes nesse ponto de vista, mas, apesar da nuvem no centro, parte do brilho vindo da terceira galáxia mais ao fundo pode ser vista.

Núcleo interno da Terra pode não ser sólido

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Cientistas consideram que o núcleo mais interno da Terra seja sólido, formado por cristais de ferro, mas talvez não seja exatamente esse o caso. Em vez disso, um novo estudo sugere que o estado da matéria no centro terrestre seja algo conhecido como super iônico — um dos estados da matéria, assim como o sólido e o gasoso.

No estado super iônico da água, por exemplo, os íons (nome dado aos núcleos atômicos quando ganham ou perdem elétrons) de oxigênio formaram uma parte sólida, enquanto os íons de hidrogênio flutuam mais semelhante a um líquido. Para os autores do novo estudo, o mesmo acontece no núcleo da Terra, mas com ligas de ferro com carbono, hidrogênio e oxigênio.

Galáxias sem matéria escura podem existir "aos montes"

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Encontrar galáxias sem matéria escura tem sido um dos problemas mais perturbadores para alguns astrônomos, pois, para os modelos teóricos, é a matéria escura que ajuda as galáxias a se manterem coesas, com suas estrelas unidas em torno do núcleo. Agora, sabemos o provável motivo dessas ausências de matéria escura.

Em uma enorme simulação do universo (uma "bolha" com cerca de 60 milhões de anos-luz de diâmetro) em um computador, abrangendo desde o Big Bang até os tempos atuais, os cientistas viram que as grandes galáxias, como a Via Láctea, tendem a interagir com as menores, "roubando" a matéria escura delas. Isso pode ter acontecido inúmeras vezes, por isso os astrônomos devem encontrar outras galáxias sem matéria escura no futuro.

Esta radiogaláxia luz seria a maior já encontrada

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Uma radiogaláxia gigantesca chamada Alcyoneus foi descoberta a cerca de 3 bilhões de anos-luz da Terra, medindo incríveis 5 megaparsecs no espaço — ou 16,3 milhões de anos-luz!

Radiogaláxias são objetos formados por uma galáxia central, jatos e lóbulos expelidos pelo núcleo, emitidos pelos arredores de seus buracos negros supermassivos centrais. Essas emissões costumam ser gigantes, ofuscando a própria luz das estrelas da galáxia anfitriã, mas a Alcyoneus estabeleceu um novo recorde. Ela tem 240 bilhões de vezes a massa do Sol e seu buraco negro supermassivo é de 400 milhões de massas solares.

Asteroide Psique pode ter rocha escondida em seu interior

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O asteroide 16 Psyche (ou Psique), famoso por conter uma enorme quantidade de metal, pode ter outros tipos de elementos em sua composição. Os autores de um novo estudo descobriram que o objeto pode ter algum componente rochoso oculto, justificando assim a baixa densidade do asteroide.

As medidas da massa e densidade do Psique mostram que a rocha é muito menos densa do que deveria ser, caso o asteroide de 200 km de diâmetro fosse feito de ferro. Se o Psique fosse totalmente metálico, como muitos cientistas cogitam, ele teria que ser altamente poroso. Por outro lado, se fosse muito poroso, a temperatura em seu núcleo deveria ter caído mais do que os modelos mostram. A explicação mais provável para a baixa densidade é um núcleo rochoso.

Mais de 10 mil asteroides já foram encontrados perto da Terra

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Mais de 10.000 asteroides de tamanho médio já foram identificados pela NASA, todos monitorados pelo esforço de defesa planetária da agência espacial, e nenhum com chances de colidir com nosso planeta em um futuro próximo.

Os especialistas em defesa planetária tentam identificar todos os asteroides possíveis, mas os que mais interessam são aqueles com pelo menos 140 m de diâmetro, que podem causar danos sérios no caso de um impacto. Os cientistas estimam apenas 40% dos asteroides próximos da Terra com diâmetro entre de 140 m e 1 km já foram descobertos.

Registrada explosão solar gigantesca

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A maior explosão solar já observada foi vista pela sonda Solar Orbiter, da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA), na terça-feira (15). A erupção foi ejetada até alguns milhões de quilômetros no espaço e registrada em uma única imagem. Felizmente, a radiação não veio em direção à Terra, mas sim no sentido oposto ao do nosso planeta.

O fenômeno representa um certo risco, embora nenhuma ejeção muito grande de partículas carregadas do Sol tenha sido enviada à Terra. De qualquer forma, os cientistas estão sempre em alerta, acompanhando e monitorando o clima espacial para compreendê-lo melhor e criar meios de mitigar uma possível tempestade solar prejudicial para nossas tecnologias.

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