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Review Toyota Yaris | Um hatch honesto e injustiçado

Por| Editado por Jones Oliveira | 26 de Junho de 2022 às 09h30

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Review Toyota Yaris | Um hatch honesto e injustiçado
Review Toyota Yaris | Um hatch honesto e injustiçado

Apesar de ser um dos hatches mais vendidos do Brasil, o Toyota Yaris está longe de ser um dos carros mais cobiçados do país. Pelo que mostrou durante o tempo que passou nas mãos da reportagem do Canaltech, no entanto, ele merecia mais respeito.

A versão testada foi a XLS, topo de linha, dotada de motor 1.5 aspirado, cor exclusiva e teto solar, diferenciais para quem optar por pagar um pouquinho a mais para levar o pacote completo para a garagem. E ela mostrou que o Yaris é um carro honesto e, por isso, injustiçado pelos números que consegue no mercado brasileiro.

Hoje, ele vende menos do que Hyundai HB20, Fiat Mobi, Chevrolet Onix, Volkswagen Gol, Fiat Argo, Peugeot 208 e Renault Kwid no segmento, mas tem muito mais a oferecer do que alguns rivais que ocupam lugares melhores no ranking da Fenabrave.

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Conectividade e Segurança

Apesar de não ser um “primor” em conectividade e segurança, o Yaris hatch tem itens suficientes para colocá-lo acima de alguns rivais do segmento e, ao mesmo tempo, satisfazer quem busca por um carro com um preço acessível e que “fuja do básico”.

Em termos de conectividade, a central multimídia tem emparelhamento, via cabo, com Android Auto e Apple CarPlay. Embora a definição da tela de touch não seja topo de linha, ela compensa o condutor com a opção de trocar a cor de fundo, um “mimo” que certamente agradará quem tiver o Yaris em mãos.

No âmbito segurança, o Yaris hatch em sua versão XLS tem 6 airbags, LED diurno, assistente de partida em rampa, controle de tração e de estabilidade de série e um outro recurso bem útil: o aviso sonoro que avisa ao motorista que ele está mudando de faixa sem dar seta. Você, agora, só vai ser xingado no trânsito, se quiser.

Conforto e Experiência de uso

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Dirigir o Toyota Yaris XLS em sua versão hatch por aproximadamente 10 dias foi uma experiência interessante. Em termos de conforto, o carro atendeu bem às expectativas, tanto no comportamento em ambiente urbano quanto no rodoviário. Os bancos são aconchegantes e, com isso, não cansam motorista ou passageiros, que também têm um bom espaço para se acomodarem adequadamente.

Os dados de fácil leitura no painel do computador de bordo também ajudam a tornar a condução mais amigável, pois mostram, dependendo da opção do motorista, consumo imediato, velocidade e consumo médio. Nada melhor do que saber se você está dirigindo de maneira “eco” (um dos modos de condução, aliás) ou queimando gasolina em tempos de combustível caro.

O único “senão” da experiência ficou para o desempenho do Toyota Yaris hatch em momentos de maior “aperto”. O motor aspirado flex 1.5, de 110 cavalos e 14,9 kgfm de torque está mais eficiente após os ajustes feitos pela Toyota para atender às recomendações do Proconve L7.

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O problema é que, se o condutor quiser potência, terá que ficar praticamente o tempo todo com o pé cravado no acelerador. Segundo a montadora, o carro vai de 0 a 100 km/h em 11,9 segundos. O “senão” fica ainda mais evidente quando o Yaris hatch precisa encarar uma ladeira mais íngreme. Nesta situação, o modelo da Corolla perde velocidade rapidamente e “grita” demais para chegar ao cume e cumprir a missão.

Vale ressaltar, no entanto, que o comportamento do carro fica um pouquinho melhor quando optamos por tirar a condução do modo automático e utilizamos a troca por meio das borboletas atrás do volante. Aquela sensação de abandonar o CVT e trocar as marchas “ao estilo Fórmula 1” é pura diversão.

Design e Acabamento

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Design e acabamento, no caso do Yaris hatch, não andam de mãos dadas. Apesar das poucas mudanças no visual em relação à versão anterior, o modelo da Toyota ficou mais agradável aos olhos. A versão testada pelo Canaltech apresentou harmonia entre conjunto óptico, desenho dos para-choques, carroceria e cor, a chamada vermelho granada, exclusiva da variante topo de linha.

O acabamento, no entanto, deixou a desejar. A Toyota bem que tentou disfarçar, mas basta um olhar atento para ver que os detalhes “em costura”, na verdade, são puro faz de conta. O Yaris hatch tem plástico duro em excesso, algo comum nos carros da categoria, e isso sempre acaba causando o temor de barulhos indesejáveis com o aumento do uso.

Concorrentes

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Os modelos citados no início da nossa análise podem ser apontados como concorrentes do Yaris, mas não rivais diretos, já que se encontram em uma categoria de carros um pouco mais “populares”, embora o termo, hoje, já não faça mais tanto sentido no mercado de carros do Brasil.

Os concorrentes mais diretos do Toyota Yaris hatch seriam o recém-lançado New City e, um pouco mais distante, o Chevrolet Cruze RS, que até bem pouco tempo era considerado o “Último dos Moicanos” no segmento.

Depois de passar um tempo com os três modelos em mãos, podemos dizer que o Toyota Yaris tem “bala” para brigar em pé de igualdade com o City, mas ainda está um pouquinho mais distante do modelo da Chevrolet, principalmente no que se refere ao desempenho.

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Veredicto

Após 10 dias ao volante do Toyota Yaris XLS, o veredicto é simples e direto: o hatch da montadora japonesa é extremamente injustiçado e merecia uma posição melhor do que o oitavo lugar no ranking de seu segmento. E não apenas por tudo o que citamos em nossa análise, mas também pelo preço.

Segundo o site oficial da Toyota, o Yaris hatch XLS, modelo 2023, na cor vermelho granada, como a testada pela reportagem do Canaltech, tem preços partindo de R$ 115.450 na tabela de junho de 2022. O modelo sem pintura metálica ou perolizada parte de R$ 113.890.

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O New City, da Honda, principal rival do Yaris, tem preços mais “salgados”, partindo de R$ 129.100 na versão Touring, topo de linha e, portanto, equivalente à testada pela reportagem. O Honda, assim como o Yaris, é dotado de motor aspirado 1.5 e câmbio CVT.

*O Toyota Yaris hatch utilizado na análise foi gentilmente cedido à reportagem do Canaltech pela Toyota.