Os melhores celulares até R$ 1.000 de 2021

Por Igor Almenara | 11 de Fevereiro de 2021 às 17h10
Francielle Lima/Canaltech

O ano de 2021 começou aquecido no mercado de smartphones. Modelos topo de linha chegaram com tecnologias novas, apostas arriscadas em construção e processadores cada vez melhores. Ainda assim, seus preços não estão de acordo com a realidade de muita gente — principalmente as pessoas que ainda sofrem com os impactos da pandemia.

Pensando nesse público que precisa de um novo aparelho, o Canaltech reuniu uma lista de bons celulares, mas voltados para quem quer gastar pouco. No balanço entre custo e benefício, pensamos em incluir tudo: celulares que aguentam jogos; tarefas do dia a dia; dias inteiros longe das tomadas; câmeras e armazenamento — para tirar e guardar centenas de fotos sem preocupação.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Dito isto, aqui vai a lista dos melhores celulares que vão até R$ 1.000.

Atenção: a lista é composta por aparelhos com média de preço em torno de R$ 1.000. Fique atento à data de publicação desta matéria, pois todos os preços estão sujeitos à mudança sem aviso. Os produtos exibidos aqui são selecionados pela nossa equipe, logo, se você comprar algo, o Canaltech talvez receba alguma comissão de venda.

Samsung Galaxy A10s: a porta de entrada da sul-coreana

Ideal para quem quer ter um Samsung com boa bateria e câmera de desfoque de fundo

O sucessor do popular Galaxy A10 ainda é uma valiosa oferta entre os celulares de entrada em 2021. O dispositivo é uma ótima porta de entrada para o ecossistema da Samsung, contando com a One UI 2.0 e atualizado para o Android 10, lançado em 2019.


É um pacote honesto: tela HD+ em TFT LCD de 6,2 polegadas, 2 GB de RAM e 32 GB de memória liderados pelo chipset Helio P22 MediaTek MT6762. Um conjunto não muito impressionante, mas que atende ao propósito da faixa. Conta com entrada para dois chips SIM, leitor de biometria na traseira e uma competente bateria de 4.000 mAh — que deve render até mais de um dia em uma única recarga.

O visual não chama muito a atenção, mas segue o padrão dos aparelhos Samsung. O corpo todo é construído em plástico e está disponível nas cores azul, preto e vermelho. O destaque aqui fica por conta do estilo "absurdo", que adiciona uma aparência texturizada à traseira.

Não menos importante, o Galaxy A10s é equipado por um total de 3 câmeras: a frontal de 8 MP; traseira principal de 13 MP e uma auxiliar de 2 MP, para proporcionar fundos desfocados no conhecido modo retrato.

Moto E7: para belas fotos em alta resolução

O Moto E retrabalhado com grande autonomia e câmeras principal de 48 MP

O Moto E7 foi um lançamento dos últimos minutos de 2020, mas que surpreendeu pelo visual e por câmeras generosas. O conjunto entrega tudo o que um celular de entrada promete: performance para tarefas cotidianas, bateria com autonomia de 24 horas (ou mais) e Android 10.

(Imagem: Divulgação/Motorola)

Entretanto, a surpresa no Moto E7 está nas câmeras. O sensor principal da traseira — agora reunido num módulo saltado no centro superior do aparelho — tem 48 MP de resolução e é auxiliado por um sensor macro de 2 MP, para garantir fotos competentes mesmo quando o objeto da captura está bem próximo.

O conjunto fotográfico conta ainda com recursos como visão noturna, modo retrato, modo panorama e pode gravar vídeos em FullHD a 30 quadros por segundo.

Na parte traseira, há também um leitor de digitais integrado ao símbolo da Motorola; na lateral há um botão dedicado para o acionamento do Google Assistente. Visualmente, o Moto E7 entrega um design interessante, com corpo em plástico texturizado e grande foco para o módulo de câmera — que também comporta um flash LED.

Por dentro, o Moto E7 conta com processador MediaTek Helio G25, combinado a 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento — expansíveis via cartão microSD. O processador entrega performance para aguentar tarefas básicas com consistência, mas o espaço para guardar coisas pode deixar a desejar. Ademais, a tela é de 6,5 polegadas em resolução HD+.

LG K22: o “basicão” da LG

Para quem não procura muito em um celular, mas quer um visual moderno

O LG K22 foi lançado em setembro de 2020 por um valor próximo da casa dos R$ 1 mil, mas foi recebendo descontos significativos ao longo dos meses. Agora, o baratinho da LG se tornou um aparelho mais acessível, com visual sóbrio e moderno, e com especificações que não chamam muito a atenção.

Por dentro, o ele conta com o Qualcomm 215, que não faz muita coisa além de rodar aplicativos básicos. O processador é somado a 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento interno (expansível via cartão MicroSD), uma combinação bem comum dentro da faixa, mas que se limita apenas ao uso cotidiano.

(Imagem: Divulgação/LG)

Na traseira, são duas câmeras: o sensor principal tem resolução de 13 MP, enquanto o secundário é totalmente auxiliar, para realizar capturas com efeito de desfoque de fundo. O display tem resolução HD+ em IPS LCD de 6,2 polegadas — com boas cores, mas com distorção em alguns ângulos. Por fim, roda o Android 10 e é alimentado por uma bateria nada generosa de 3.000 mAh.

Dá para notar pelos números que o LG K22 não é um telefone com grandes destaques, mas a sua melhor característica tende a ser o preço. Se não estiver com um valor bacana, é válido ficar de olho em alternativas como um LG K40S, K41S ou K51S, mais recente — mas igualmente mais caro.

Xiaomi Redmi 9: o “baratinho” para jogos 

Um Xiaomi de 2020 com preço mais em conta e recursos avançados para games

Da lista, o Redmi 9 é uma das opções mais poderosas. O celular comporta o processador Mediatek Helio G80, focado em jogos, combinado com 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento interno (expansível via cartão microSD),além de bom desempenho na resolução FullHD+ do display LCD IPS de 6,53 polegadas.

É um conjunto poderoso, principalmente para essa faixa de preço que normalmente é restrita a dispositivos mais enxutos. No caso, o Redmi 9 é vendido em duas versões, e a mais econômica é a que está sendo encontrada abaixo da faixa de R$ 1 mil.

A construção dele é composta inteiramente por plástico, mas a tela é protegida por vidro reforçado com Gorilla Glass 3. Na parte traseira, o conjunto de quatro câmeras e flash LED  centralizado na parte superior do aparelho, em fila, dá um bom toque de modernidade ao design mais discreto do celular.

Ele entrega de tudo um pouco: quem procura um celular para tarefas cotidianas — mensageiros, apps de banco, redes sociais e outras coisas — será bem atendido por ele; jogos estão ao alcance, oferecendo uma experiência aceitável em títulos mais exigentes da Play Store.

Em fotos, o Redmi 9 não faz feio. São três sensores traseiros, com o principal de 13 MP de resolução e abertura f/2.2 entregando boas capturas. Ele vem combinado com sensor grande angular de 8 MP, macro de 5 MP e a câmera auxiliar de 2 MP (ToF), o que deixa os resultados ainda melhores e ampliam o leque de possibilidades com o intermediário barato.

Por fim, o aparelho é alimentado por uma volumosa bateria de 5020 mAh — que entrega com facilidade mais de um dia de carga com atividades pouco exigentes — alimentada por entrada USB-C. O sistema operacional é o Android 10 sob as modificações da MIUI 12.

Philco Hit Max: armazenamento para dar e vender

Interessante para quem procura um celular para durar, mas abrindo mão de recursos mais modernos

Confira ofertas do Philco Hit Max

O Philco Hit Max é um ponto fora da curva da seleção de aparelhos de entrada. A companhia o trouxe para o Brasil com o intuito de se reintroduzir ao mercado de celulares — e fez isso muito bem. A proposta do aparelho é entregar longevidade, performance e uma tela IPS LCD compacta de 6 polegadas, por um valor acessível, o que agradou ao público no lançamento.

Dentre as opções listadas, o Hit Max é o único que carrega consigo 128 GB de armazenamento e generosos 4 GB de RAM para render de dois a três anos sem muitos problemas. Por dentro, leva o chipset UNISOC SC9863, que aguenta bem as tarefas do dia a dia por um bom tempo, mas que não entrega uma performance excepcional em jogos.

É um celular atualizado, carregado com Android 10 direto da caixa, com bandeja para cartão microSD e bateria de 4.000 mAh, capaz de entregar um dia inteiro de atividade moderada.

Atrás, o Hit Max conta com duas câmeras de 12 MP que não entregam fotos lá muito impressionantes, mas boas o bastante para recordar momentos importantes. A resolução máxima para captura de vídeos, por sua vez, é fullHD. Enquanto a câmera frontal, localizada num recorte em forma de gota, tem 8 MP e apresenta resultados semelhantes.

E aí, já escolheu o modelo baratinho ideal? Se te ajudamos a tomar uma decisão, deixe aí sua experiência nos comentários!

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.