Os melhores celulares até R$ 2.500 de 2021

Por Igor Almenara | 24 de Fevereiro de 2021 às 07h45
Francielle Lima/Canaltech

No começo de 2021, você precisa um celular novo, mas não quer se prender a um aparelho que vá te deixar na mão tão cedo. Topos de linha recentes estão fora do alcance, mas os intermediários mais fracos não são lá tão interessantes para seu gosto. O que resta? Aqueles que quase alcançam os lançamentos mais evidentes, mas que não chegam à casa dos R$ 3 mil.

Pensando nessa específica necessidade, o Canaltech montou uma lista de aparelhos que podem atender à demanda sem ferir o bolso. As alternativas compõem uma seleção de peso, capazes de entregar uma experiência robusta em jogos, fotos ou uma companhia diária livre de tomadas e que poupa a carteira no momento da compra. Confira a lista de melhores celulares de até R$ 2.500 de 2021.

Alerta: atente-se à data de publicação desta matéria, os valores estão sujeitos à ajustes sem aviso prévio. Vale lembrar que compras feitas através dos links fornecidos abaixo geram alguma comissão de venda para o Canaltech.

Samsung Galaxy M51: bateria para dar e vender

Um conjunto equilibrado em tela, desempenho, longevidade e câmeras, mas que esbanja autonomia para dois dias de uso.

O Galaxy M51 é parte da família cuja estratégia de vendas é gerar produtos de qualidade, mas cortando gastos em logística para lojas físicas e exageros na construção. O produto é sólido: entrega o ótimo desempenho em jogos do processador Snapdragon 730G somado a 6 GB de RAM, espaço de sobra nos 128 GB de armazenamento e uma excelente tela Super AMOLED Plus de 6,67 polegadas com resolução FullHD+.

Em câmeras, o Galaxy M51 também não desaponta. O conjunto reunido no módulo “cooktop” no canto superior esquerdo segue os moldes do topo de linha da Samsung de 2020, o Galaxy S20, mas sem a elevação indesejada que expõe as lentes às superfícies. Na seção, estão contidos os sensores principal de 64 MP, grande angular de 12 MP, macro de 5 MP e a outro de 5 MP para detecção de profundidade.

Seu brilho, no entanto, está no único ponto de desequilíbrio: a bateria de 7.000 mAh. O componente tem a maior capacidade de bateria vista em um smartphone dessa faixa no Brasil e entrega com folga até mais de dois dias longe do carregador — ou longas horas assistindo filmes ou de jogatina. O peso de 213 gramas pode não agradar, mas é o custo de ter uma bateria tão densa contida num aparelho deste segmento.

Por fim, o M51 roda o Android 10 sob as modificações da One UI Core da linha M. O sistema é ligeiramente diferente do que é o distribuído na linha Galaxy A, mas atualizações têm tornado a experiência cada vez mais próxima dos intermediários premium.

Samsung Galaxy Note 10 Lite: S Pen e experiência de topo de linha

Para quem sempre sonhou com o topo de linha, mas que não faz questão do lançamento mais recente

Agora mais barata, a variante “econômica” do Galaxy Note 10 chegou à competição de intermediários premium — mas com sua herança exclusiva de topo de linha. O celular apresenta a mesma proposta de seu irmão maior, contudo corta recursos em construção, display e até processamento, poupando a experiência de ponta no processo e a versatilidade da linha Note.

O conjunto é composto pelo processador Exynos 9810, 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento, e reproduz imagens no display FullHD+ de 6,7 polegadas em Super AMOLED, todos alimentados por uma bateria não tão grande de 4.500 mAh, mas que entrega um dia inteiro de uso moderado longe das tomadas.

Por si só, o hardware do Galaxy Note 10 não impressiona, outros intermediários parrudos entregam desempenho equivalente em jogos e no cotidiano. Seu grande destaque, porém, está na S Pen. A conhecida canetinha dos Galaxy Note se faz presente com várias das suas funções convencionais e, mesmo sem a bateria interna que proporciona compatibilidade com gestos no ar e controle remoto, é uma grande aliada para desenhos, anotações e outros passatempos.

O preço está mais convidativo, entretanto, falta pouco para garantir um modelo mais recente ou significativamente superior ao Galaxy Note 10 Lite. Por mais 10% do valor, por exemplo, dá para pôr as mãos no Galaxy S20 FE, a versão acessível do topo de linha de 2020, ou até um pouco mais para pegar o irmão maior, o Galaxy Note 10 padrão. Então, as opções devem ser colocadas na balança antes de desembolsar tamanha quantia.

Xiaomi Mi 10 Lite 5G: uma porta de entrada para a nova rede

Um equilíbrio excelente na ficha técnica para garantir longevidade, quem sabe, até que o 5G chegue no Brasil

O Mi 10 Lite 5G chegou ao Brasil dando um novo significado à nomenclatura “Lite”. De básico, o celular da Xiaomi não tem nada: a ficha técnica é composta pelo Snapdragon 765G, combinado a memórias de 64/6 GB; 128/6 GB ou 256/8 GB, que o caracterizam como um intermediário premium de respeito e, além disso, já está pronto para o rede 5G.

Em câmeras, o conjunto conta com sensores de 48 MP na principal, 8 MP na grande angular, 2 MP para macros e 2 MP para detecção de profundidade. O quarteto entrega fotos e vídeos satisfatórios, tratadas pelo chip intermediário da Qualcomm e pelo software da Xiaomi — que não oferece cores tão fidedignas, mas que são capazes de exaltar os elementos de uma paisagem e podem ser um ponto positivo ou negativo, dependendo da preferência pessoal.

Para o display, são 6,57 polegadas em painel AMOLED fullHD+ reforçado por Gorilla Glass 5. É uma das melhores telas de um celular Xiaomi, com ótimo contraste, representação de cores e otimização energética. O tamanho não é dos maiores no mercado, mas a diferença não será um impeditivo para aproveitar jogos ou aplicativos em múltiplas janelas da MIUI.

A conectividade, por sua vez, é o destaque do aparelho. Ele é a atual porta de entrada da Xiaomi para o 5G — que mesmo ausente no Brasil, tem chegada aguardada para algum momento do futuro. O suporte combinado com as especificações avantajadas garante longevidade e talvez dure o suficiente para experimentar o 5G quando for implementado no país.

LG Velvet: um retorno forte da marca nos intermediários

Proteção IP68, ótima tela, design chamativo e performance do Snapdragon 845. Tem como pedir mais?

Fora dos holofotes há alguns anos, a LG fechou um 2020 promissor. A companhia introduziu quatro novos celulares no mercado nacional, mas sem se ater às tendências do mercado. O LG Velvet é uma aposta única, construída em material de ponta com “resistência militar”, proteção IP68 — à prova de poeira e protegido contra imersão contínua em água — e configuração de ponta.

Por dentro, o LG Velvet é equipado com o chipset Snapdragon 845, 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento que são mais que suficientes para aguentar os jogos mais exigentes da Play Store e render bons anos sem apresentar lentidão. Enquanto isso, a tela OLED fullHD+ tem 6,8 polegadas com cantos bem acentuados, mas perfeita para consumir vídeos e filmes sem dor de cabeça.

O conjunto de câmeras enfileiradas na vertical num design único é composto por um sensor principal de 48 MP, 8 MP na grande angular e 5 MP para detecção de profundidade perfeitamente capazes de entregar bons resultados nas fotografias em ambientes claros, mas que não brilha tanto no modo noturno. Os vídeos vão até a resolução 4K, em 30 quadros por segundo, dentro dos padrões da faixa.

Até o momento, a experiência com o software da LG ainda precisa de certo polimento, mesmo que esteja longe de ser ruim — a usabilidade é fluida em multitarefas e na transição entre aplicativos. Dessa vez, atualizações do sistema já estão sendo liberadas e donos do LG Velvet começam a receber o Android 11 gradativamente. Uma única atualização não é o ideal, mas resta apenas torcer para que a companhia continue com o suporte posterior por pelo menos mais um ano.

iPhone SE (2020): um celular pequeno, mas poderoso

O modelo "baratinho" da Apple para quem procura celular compacto com performance topo de linha

A Apple surpreendeu no ano passado quando anunciou o sucessor espiritual do seu lançamento de 2016 — o iPhone SE (2020). O modelo é uma adaptação dos celulares topo de linha para preços mais baixos, inserindo o iPhone na disputa entre os topos de linha mais antigos da concorrência e os melhores intermediários do mercado.

Os cortes do iPhone SE são significativos, mas preservam características chave dos lançamentos de 2019. Por dentro, o processador é o A13 Bionic — o mesmo que equipa o iPhone 11 e 11 Pro Max — combinado com 3 GB de RAM que apresentam boa performance em multitarefa e uma transição fluida entre aplicativos, tudo graças à já conhecida otimização da Apple.

Em uma das reduções, o painel IPS LCD conta com resolução de 750 por 1334 pixels — algo entre o HD+ e o FullHD convencional — construída em tecnologia proprietária da companhia para a proteção contra riscos. Tudo é alimentado por uma pequena bateria de 1821 mAh.

Por outro lado, os números resultam num projeto de dimensões reduzidas ideal para quem procura um celular poderoso, mas que cabe no bolso sem chamar atenção. A câmera única contida no aparelho é o sensor de 12 MP da companhia com estabilização óptica, flash LED e uma câmera frontal de 7 MP. Quando impulsionadas pelo tratamento de imagens do chip da Apple, as fotografias são satisfatórias, mas dispensam a versatilidade das lentes de diferentes campos de visão e aberturas.

No geral, o iPhone SE (2020) é uma boa porta de entrada para o ecossistema Apple e todos os benefícios proporcionados pelos softwares da companhia. O celular está longe do ideal e da ficha técnica dos concorrentes — exceto pelo processador —, mas compensa a perda com o excelente gerenciamento de recursos do iOS e o suporte a longo prazo da fabricante. É uma peça rara entre os lançamentos mais recentes em relação ao tamanho, característica que o diferencia dos demais e agrada quem busca algo mais compacto e distante das 7 polegadas.

E aí, qual o seu favorito desta lista? Em qual você investiria o seu dinheiro? Conte nos comentários.

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