Galaxy S20 com Exynos tem autonomia menor, apesar de negativas da Samsung

Por Felipe Junqueira | 28 de Abril de 2020 às 13h00
Adriano Ponte
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Ficha técnica

Discussões sobre a diferença de potência dos smartphones Samsung com plataforma Exynos e Snapdragon não começaram agora. Mas, em 2020, o assunto ganhou muito mais repercussão, e começa a se tornar um problema sério para a empresa, ao ponto de ter sido criada uma petição na internet e até mesmo de alguns acionistas terem questionado a companhia sobre a insistência em oferecer duas variantes com hardware diferente, a depender do mercado.

A Samsung insiste em dizer que não há diferença entre os dois modelos, garantindo que seu chipset Exynos 990 é tão potente e econômico quanto o Snapdragon 865 da Qualcomm. Há algumas semanas, a empresa emitiu comunicado oficial sobre o assunto.

“O Galaxy S20 é um smartphone reimaginado para mudar a maneira que você experimenta o mundo e dependendo da região, pode trazer o Exynos 990 ou o Snapdragon 865. Os processadores Exynos e Snapdragon passam pelos mesmos cenários de testes exigentes e rigorsosos da vida real para entregar performance consistente e otimizada durante todo o ciclo de vida do smartphone”, diz a nota da empresa.

Na reunião anual no começo de abril, um acionista questionou o presidente da divisão mobile da companhia, DJ Koh, sobre a razão pela insistência em oferecer variantes com plataformas diferentes dependendo do mercado. O executivo disse que é uma escolha com base em “lógica competitiva”. A resposta não convenceu muito os investidores.

Testes mostram que a realidade é outra

O canal PhoneBuff preferiu fazer o teste por si próprio e pegou um Galaxy S20+ de cada tipo para tentar descobrir se há diferença de autonomia entre ambos. Em resumo, existe, sim, e a maior distância foi durante o standby, apesar de boa parte dos testes terem dado entre 1 até 3 pontos percentuais de vantagem para o Snapdragon.

Não é de hoje que canais de YouTube realizam testes nos modelos topo de linha da Samsung comparando cada plataforma. E quem segue esses testes de perto já sabia que há um consumo maior na variante Exynos especialmente em standby. O site AnandTech, por exemplo, já havia mostrado em um teste de bateria bastante detalhado que há uma boa diferença no tempo de uso do Galaxy S20+ e Ultra com Snapdragon e Exynos, com vantagem para o primeiro.

O pior de tudo é que, segundo esses testes, tanto o Galaxy S20+ quanto o S20 Ultra com Snapdragon 865 conseguem tempo de uso maior com a tela em 120 Hz do que os respectivos modelos com o Exynos 990 na taxa de atualização em 60 Hz — quanto maior a frequência da tela, maior é o consumo de energia. Ou seja, os modelos com o chipset da Samsung entregam autonomia menor mesmo com a taxa de atualização da tela mais baixo que as versões com solução da Qualcomm.

Tempos de uso em navegação na internet (Imagem: Reprodução/AnandTech)

Por que a diferença, afinal?

Uma maneira de começar a entender foi proposta pelo youtuber brasileiro Rudy Caro. De acordo com ele, um aplicativo que monitora o uso da CPU, como o AIDA64, mostra alguns núcleos não se desligam em nenhum momento, nem mesmo com o aparelho em standby.

Para você entender melhor: cada plataforma possui, entre outros componentes, um processador, que pode ser dividido em quatro, oito ou, em alguns casos, até dez núcleos. O Exynos 990 possui oito, sendo seis deles com arquitetura ARM, dois Cortex A-76 que alcançam até 2,5 GHz, e outros quatro Cortex A-55 que chegam à velocidade máxima de 2 GHz. E tem outros dois com uma arquitetura própria da Samsung, chamada Mongoose, que são os mais potentes e chegam a até 2,73 GHz.

São estes últimos os que ficam o tempo todo ativos, e geralmente na velocidade mais alta, o que consome bastante energia. Por isso, acredita Rudy, os chipsets Exynos consomem tanta carga em standby. Em teoria, o aparelho está sempre pronto para ação pesada: você desbloqueia e já pode abrir a câmera em milésimos de segundo ou até carregar um jogo como se estivesse usando o smartphone até aquele momento.

É uma teoria que faz sentido, afinal, quando o processador trabalha em alta velocidade, consome bem mais energia. O que não faz sentido é manter os núcleos mais potentes e gastões ativos a todo momento. Outras fabricantes de chipsets deixam essa tarefa para núcleos mais fracos, e em velocidades mais baixas que a máxima. Assim, permitem que o usuário abra a câmera sem muita demora depois de um longo standby e garantem economia de energia.

O fato é que, como foi mais uma vez demonstrado pelo teste do PhoneBuff, os topo de linha da Samsung que usam o chipset Exynos não conseguem autonomia de energia tão boa quanto suas próprias variantes com o Snapdragon. Não dá nem para argumentar que seja diferença de otimização: são aparelhos da mesma marca, com as mesmas características, tirando a plataforma.

Fonte: YouTube (1, 2), AnandTech

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