Review Moto G9 Power | Bateria de sobra e tela gigante

Review Moto G9 Power | Bateria de sobra e tela gigante

Por Felipe Junqueira | Editado por Léo Müller | 15 de Julho de 2021 às 14h10
Ivo/Canaltech

A Motorola fechou o trio de nona geração da linha Moto G quase ao apagar das luzes de 2020, ao lançar o Motorola Moto G9 Power no dia 10 de dezembro. O modelo que foca em autonomia de bateria mudou, principalmente, na capacidade da carga, resolução da câmera e formato.

Além da bateria de monstruosos 6.000 mAh, o Moto G9 Power tem câmera principal de 64 MP, igualando-se ao Moto G9 Plus neste sentido, e uma tela de 6,8 polegadas com proporção 20,5:9, quase de cinema. É um aparelho muito interessante para quem gosta de assistir a muitos filmes no smartphone, já que promete bastante tempo de uso — até 60 horas, segundo a Motorola — e não fica com as bordas pretas neste tipo de conteúdo.

Mas será que este é um bom celular? O que muda em relação a seu antecessor, além das melhorias já apontadas? Testei o aparelho por alguns dias e trago o relato abaixo, que pode ajudar você a entender se este smartphone é indicado para seu tipo de uso e se compensa fazer o upgrade de um antecessor. Além, claro, de mostrar se ele cumpre as promessas.

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Prós

  • Muita bateria;
  • Formato da tela ideal para filmes;
  • Desempenho satisfatório;

Contras

  • Tela com brilho baixo;
  • Poucas atualizações de sistema.

Confira o preço atual do Moto G9 Power

Design e Construção

O Moto G9 Power é um celular diferentão por conta de sua proporção de tela. Apesar de as 6,8 polegadas assustarem, o aparelho é confortável de segurar, pois boa parte do tamanho gigantesco fica na altura. O celular tem proporção próxima à de cinema, com 20,5:9, então a altura é quase o dobro da sua largura. Para fins de comparação, ele tem display com o mesmo tamanho diagonal do G9 Plus, mas é mais alto e menos largo.

  • Dimensões (A x L x P): 172,1 x 76,8 x 9,7 mm
  • Peso: 221 g

O Moto G9 Plus tem 170 x 78,1 x 9,7 mm, mais de 2 mm mais baixo e cerca de 1,5 mm mais estreito. Notamos ainda que a espessura é a mesma nos dois aparelhos, apesar de a bateria aumentar em 1.000 mAh do Plus para o Power.

Visualmente, não tem muito o que destacar no aparelho da Motorola. A traseira tem uma textura levemente ondulada, com as câmeras na parte superior esquerda e o leitor de impressão digital um pouco abaixo, centralizado. Considerando a altura diferenciada do Moto G9 Power, o desbloqueio fica em um lugar um pouco incômodo, e pode ficar fora do alcance de seu dedo dependendo do tamanho de sua mão.

Outros pontos interessantes de citar no design é a presença de um botão exclusivo para o Assistente do Google no lado esquerdo e um furo no canto superior esquerdo da tela para abrigar a câmera frontal. De resto, é um celular intermediário comum, com conector USB-C na parte inferior, P2 para fone de ouvido na superior, tela com poucas bordas e acabamento plástico em tampa traseira única. O modelo foi testado na cor verde, e está disponível também em roxo.

Elementos da traseira ficam todos muito próximos da borda superior (Imagem: Ivo/Canaltech)

Tela

Você já deve ter reparado que a tela é um dos grandes diferenciais do Moto G9 Power. O fato de ter proporção próxima à de cinema evita que fiquem aquelas bordas pretas quando você reproduz um filme, por exemplo. Além disso, há mais espaço para linhas do tempo de redes sociais e para navegar em textos nos sites da internet com o rolamento vertical.

Mas nem tudo é perfeito. A resolução é baixa, com densidade em cerca de 263 pixels por polegada — o mínimo considerado ideal por especialistas é de 300 ppp. Por outro lado, há quem veja um lado positivo nesse aspecto, pois a quantidade menor de pixels para renderizar diminui o consumo de energia e libera um pouco do processamento, também. E aí fica a seu critério se a nitidez, considerando as polegadas, vai ser um fator negativo ou se não vai lhe incomodar.

A Motorola optou pelo painel IPS LCD, que entrega cores mais naturais e preto em tom de cinza bem escuro. Além disso, o nível do brilho não é muito alto, e pode ser um pouco difícil enxergar o conteúdo na tela do Moto G9 Power quando você estiver na rua.

Caso você queira as especificações técnicas completas da tela, são as seguintes: display IPS LCD com 6,8 polegadas e resolução HD+. São 720 x 1640 pixels, uma densidade aproximada de 263 ppp. O aparelho ainda tem pouco mais de 83% da parte frontal ocupada pelo visor.

Tela gigante do G9 Power tem formato próximo ao de cinema (Imagem: Ivo/Canaltech)

Configuração e Desempenho

Assim como o Moto G9 Play, o G9 Power conta com o Snapdragon 662 e se iguala em processamento e gráfico aos Moto G8, G8 Plus e Moto G8 Power. Todos esses celulares possuem processador com oito núcleos de CPU que chegam a até 2,0 GHz. E também repete a memória, com 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento, que pode ser expandido com cartão micro SD.

Isso significa que o Moto G9 Power é quase a mesma coisa que seu antecessor em termos de desempenho. Há algumas mudanças pequenas em otimização, que não chegam a ser perceptíveis em tarefas mais comuns do dia a dia, como navegar nas redes sociais, ler e-mails e acessar sites da internet. Você vai sentir um pouco de diferença em jogos, por causa da redução gráfica — imagem menos nítida com a vantagem da fluidez maior.

Com o mesmo hardware do “baratinho” da linha, o Moto G9 Power teve resultados semelhantes no 3D Mark (veja nas imagens abaixo). Na prática do dia a dia, o aparelho apresenta fluidez semelhante à do Moto G9 Play, e mantém mais ou menos a experiência que tive com o Moto G8 Power. O aparelho atualizou para o Android 11 na reta final dos testes — o que me forçou a reiniciar para saber se houve alguma mudança — e, ao menos com relação ao desempenho, não apresentou alteração significativa.

Nos jogos, entra a questão da tela em resolução HD+, que realmente ajuda a manter maior fluidez na renderização gráfica, reduzindo travamentos. Claro que isso significa imagens um pouco menos nítidas, mas o resultado final acaba sendo positivo, pois os detalhes perdidos não chegam a atrapalhar a jogatina. Agora, se você faz questão de gráficos bonitos, talvez devesse procurar um smartphone topo de linha, e não um intermediário.

“Para o uso do dia a dia, com redes sociais, navegação na internet e afins, o Moto G9 Power dá conta do recado e até sobra. O intermediário da Motorola é capaz até de rodar os principais jogos disponíveis para Android atualmente, desde que você não seja exigente com gráficos”.

E para o caso de você ter interesse em saber mais detalhes técnicos do Snapdragon 662, a plataforma é produzida com litografia de 11 nanômetros. O SoC possui processador de oito núcleos, com quatro mais potentes a 2,0 GHz e arquitetura Kryo 460 Gold, e quatro mais eficientes de 1,8 GHz e arquitetura Kryo 460 Silver. A GPU Adreno 610 opera com frequência de até 2.016 MHz.

Interface e conectividade

O Moto G9 Power oferece conectividade 4G e Bluetooth 5.0, mas nada de NFC. O Wi-Fi é dual-band, ou seja, ele se conecta a redes 2,4 GHz e 5 GHz. E é capaz de transmitir a tela para televisores compatíveis, também, via Chromecast.

Uma coisa que eu reparei ao preparar o aparelho para os testes é que, mesmo conectado ao Wi-Fi de 5 GHz, o Moto G9 Power demora bastante para fazer downloads. O aparelho levou tempo bem maior do que o G9 Play para baixar e instalar a atualização para o Android 11 e também sofreu para instalar quase todos os aplicativos. Não sei se foi algum problema da unidade de teste ou até algo pontual na minha rede Wi-Fi, mas senti uma dificuldade com downloads de arquivos grandes que não havia reparado no modelo mais barato.

A Motorola mantém a interface com poucas modificações, que garante ótima fluidez em seus dispositivos, mas não deixa de adicionar alguns recursos exclusivos. O G9 Power oferece os principais gestos da marca, como ligar a lanterna, abrir a câmera e tirar um print da tela, e ainda traz opções de personalização com ícones, fontes e papéis de parede.

O maior problema está nas promessas de atualização, como é comum em celulares da linha Moto G. O G9 Power saiu com o Android 10 e recebeu o update para o Android 11 recentemente, inclusive durante os testes. Esta é a única versão do sistema operacional que a Motorola prometeu para este modelo, que receberá pacotes de segurança até setembro de 2022. Sendo assim, o Moto G9 Power só é recomendado hoje para quem não tem atualizações de sistema como prioridade.

Câmera

O Moto G9 Power não tem nas câmeras um de seus principais focos. A Motorola até incluiu um sensor de 64 MP, que oferece qualidade um pouco inferior ao do Moto G9 Plus. Os outros dois sensores são os mesmos macro e de profundidade encontrados no Moto G9 Play. Na frente, as selfies são clicadas com uma câmera de 16 MP.

Antes de falar sobre a qualidade das fotos, uma observação sobre a interface da câmera. Durante os testes, notei que o botão de captura fica um pouco mais longe da borda inferior do que outros modelos da própria Motorola. Isso me causou a perda de algumas capturas porque, instintivamente, eu tentava tocar na área da tela que abrigava o disparador nos outros G9, e errava por poucos milímetros. Depois de algum tempo, me acostumei e passei a sempre olhar se estava tocando na área certa.

Sensor principal | 64 MP

Sensor principal de 64 MP tem qualidade razoável (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

Como eu sempre digo, resolução em foto não é tudo. E isso fica muito evidente com o sensor de 64 MP do Moto G9 Power, que até entrega fotos bacanas com boa iluminação, mas peca bastante na qualidade com pouca luz. Dá para reduzir um pouco este problema com o Night Vision — o modo noturno da Motorola —, mas nem sempre vai ter bons resultados.

Se você gosta de fotos com cores “lavadas”, vai gostar de quase todas as capturas feitas com este celular. Claro que isso abre possibilidade de edição maior do que um smartphone que já entrega imagem bastante saturada, com cores vívidas. Mas a maior parte dos usuários prefere que o resultado final já seja mais perto do seu gosto, então um aparelho intermediário mais simples como o Moto G9 Power podia ter esse cuidado.

Assim como acontece com as câmeras principais de Moto G9 Play e G9 Plus, o G9 Power também junta quatro pixels em um para aumentar a sensibilidade à luz e reduzir ruídos das fotos. Na prática, o dispositivo tira fotos de 16 MP, e não de 64 MP. Mas há um modo para aproveitar a resolução máxima do sensor dentro do app de câmera.

Macro | 2 MP

É bem difícil tirar boas macros com o G9 Power (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A macro tem o mesmo problema do G9 Play: é difícil conseguir bons cliques com esta câmera, que tem uma distância focal complicada de acertar. Além disso, a resolução muito baixa não consegue entregar o ponto-chave de uma câmera desse tipo, que são os detalhes quase invisíveis a olho nu. Dá para captar mais informação com um pouco de paciência e habilidade usando o sensor de 64 MP e fazer imagens estilo macro.

Modo retrato e outros recursos

A terceira câmera na parte de trás serve para ajudar o sistema no modo retrato e outros recursos, como o recorte do fundo e cor em destaque. Não é nada de outro mundo, e com um bom algoritmo de IA daria para fazer o mesmo processo sem a necessidade desta segunda câmera — ou até aproveitar a macro para isso. Se a ideia é realmente oferecer mais opções ao consumidor, uma super grande-angular talvez fosse mais interessante.

Outros recursos fotográficos do Moto G9 Power são o já mencionado Night Vision, Cinemagraph — que cria GIFs movimentados apenas em áreas selecionadas pelo usuário —, panorama, selfie em grupo, ultra-res (para usar os 64 MP sem reduzir a resolução), profissional e filtro interativo.

Selfies | 16 MP

Modo retrato de selfie é bom, mas precisa de bastante luz (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

Ao menos as selfies são relativamente melhores que as do Moto G9 Play. Com o aumento do sensor para 16 MP, há mais espaço para registrar detalhes. Porém, em alguns cenários bem específicos, notei que as selfies ficaram esbranquiçadas, com pouco contraste e cores ainda mais lavadas — algo que não reparei no G9 Play. Uma dica para evitar esse problema é deixar o HDR sempre ativado na câmera frontal.

Vídeos

Os vídeos estão limitados à resolução Full HD, também chamada de 1080p. Com a principal, é possível gravar com 60 quadros por segundo inclusive na resolução Full HD+, aproveitando a mesma proporção da tela próxima à de cinema. Com a frontal, você só pode usar o 16:9, mais comum em conteúdo de internet e televisão.

A qualidade é razoável, com estabilização dentro do esperado com a principal, que ainda consegue gravar razoavelmente bem com pouca luz — se você não esperar nada acima da média. O mesmo não acontece com a frontal, que treme bastante e fica com imagem bem ruim com pouca luz.

Sistema de Som

O Moto G8 Power tinha como diferencial o sistema de som estéreo, recurso pouco comum em celulares intermediários atualmente. Uma pena que a Motorola optou por tirar essa característica do sucessor, com a justificativa de que o usuário que faz questão de um bom sistema de áudio já possui um fone de ouvido preferido para utilizar no celular.

O alto-falante mono tem qualidade razoável, com foco nos médios e pouco prejuízo a agudos e graves. O problema aparece em volumes muito altos, que apresentam distorções. Ao menos o Bluetooth 5.0 e o conector P2 oferecem opções para conectar fones de ouvido ou caixinhas de som e aproveitar a tecnologia Dolby Atmos para consumir músicas e vídeos com som limpo e audível em qualquer ambiente.

Bateria e Carregamento

Além da tela com proporção de cinema, outro grande destaque do Moto G9 Power é a sua bateria. São 6.000 mAh de capacidade de carga, e a promessa da Motorola de durar até 60 horas em uso normal. Resumindo o que descobri nos testes, é possível chegar a esse tempo, mas vai depender muito da sua exigência com o aparelho.

Fiz o nosso teste padrão de autonomia na Netflix antes e depois da atualização para o Android 11, e a mudança foi significativa para melhor. Da primeira vez, o consumo ficou em 14%, com autonomia estimada em 21,4 horas. Após o update, o celular consumiu apenas 8% da carga, que daria 37,5 horas de consumo de filmes e séries no streaming. Ambos os testes foram feitos com 3 horas de reprodução conectado ao Wi-Fi, com tela em 50% do brilho.

No uso normal do dia a dia, incluindo redes sociais como Instagram e TikTok, navegação na internet, reprodução de vídeos no YouTube e Netflix, streaming de música e alguns jogos como Free Fire, Subway Surfers e Genshin Impact, o Moto G9 Power chegou ao final do dia, por volta das 23h, com 45% de carga. Foi um dia com exigência um pouco acima do normal, com downloads de aplicativos, quase 3 horas somadas em jogos e cerca de 5 horas em vídeos e música.

Depois de uma noite em standby, o Moto G9 Power estava com 43% de bateria e recalibrou a estimativa de duração da bateria para até as 22h45 — duraria até 9h30 na noite anterior. Foram mais de 7 horas de tela com uso pesado.

“Considerando os números e o tipo de uso intenso que fiz com o Moto G9 Power, é possível dizer que o aparelho aguenta dois dias longe da tomada, e pode chegar perto de 15 horas de tela antes de precisar de uma recarga.”

Quando a gente fala em autonomia de bateria, é bom ter em mente que são apenas estimativas. O uso varia de pessoa para pessoa e depende de muitas variantes, que vão desde a potência do sinal de rede móvel — não utilizada em nossos testes, para termos uma comparação melhor entre cada modelo — até brilho da tela e quantidade de apps em segundo plano. Não leve os números aqui apresentados como verdade final, o importante é saber que a bateria do G9 Power vai durar mais do que praticamente qualquer outro celular.

A recarga pode ser um problema para quem tem muita pressa. Com adaptador de 20 W, o Moto G9 Power pode levar até 2 horas para preencher todos os 6.000 mAh de sua bateria. Claro que, considerando o tempo de uso, dá para se programar bem para fazer pequenas recargas durante o dia e um tempo maior durante a noite.

Concorrentes Diretos

Pensando na capacidade de bateria, é difícil encontrar um concorrente direto para o Moto G9 Power em termos de preço e potência. A Realme lançou o C25 recentemente, que pode ser uma alternativa mais interessante e, com sorte, você o encontra a preços mais baixos que o modelo da Motorola.

Outra opção seria o Galaxy M21s, que também tem preço parecido e vai concorrer em pé de igualdade em termos de processador e bateria, além de entregar tela Super AMOLED com resolução Full HD e câmeras melhores, apesar de ter uma super grande-angular no lugar da macro. Se você faz questão do recurso fotográfico de registrar detalhes de objetos próximos, pode investir um pouco mais no Galaxy M31, que ainda é um pouco melhor que o irmão M21s.

Conclusão

Se o Moto G9 Play é um baratinho muito bom, o Moto G9 Power traz algumas vantagens extras por um preço um pouco maior. A bateria tem duração ainda maior, e o formato da tela é ótimo para consumir muito conteúdo audiovisual e também navegar na internet.

O problema é que também deveria oferecer câmera um pouco melhor, mas falha nesta missão. Não é que a qualidade seja ruim, mas um sensor de 64 MP poderia entregar resultados bem melhores. Fica parecendo que a Motorola só colocou resolução alta para atrair consumidores incautos.

Você encontra o Moto G9 Power na casa de R$ 1.200 até R$ 1.500 no varejo online atualmente, um aumento considerável pelas vantagens que oferece em relação ao Moto G9 Play. E aí fica a seu critério: se fizer questão da tela ainda mais esticada, câmera com resolução maior e bem mais bateria, o Power é o modelo certo. Senão, o Play vai lhe atender muito bem e você ainda economiza alguns trocados.

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