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Google pode definir requisitos mínimos de durabilidade para celulares dobráveis

Por| Editado por Wallace Moté | 11 de Agosto de 2023 às 15h27

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(Imagem: Divulgação/Samsung)
(Imagem: Divulgação/Samsung)
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A quantidade de celulares dobráveis disponíveis no mercado aumentou ao longo dos últimos anos, e grande parte deles roda o sistema operacional Android, do Google. Porém, a empresa poderá exigir requisitos mínimos de durabilidade no futuro, de acordo com o que dizem os rumores mais recentes publicados pelo informante Mishal Rahman.

Em geral, essas regras terão o objetivo de garantir que os smartphones funcionarão por um tempo razoável antes de se desgastarem. Os aparelhos com tela flexível possuem diversas partes mecânicas essenciais na dobradiça, que tendem a sofrer danos irreversíveis em alguns anos.

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Por isso, foi dito que o controle de qualidade do Google terá bastante foco nessas partes. É possível que a marca exija uma durabilidade mínima de 200 mil ciclos de dobras, o que já está de acordo com o que oferecem diversas marcas atuais — ao menos oficialmente.

Com uma quantidade média de 100 ativações por dia, a durabilidade a ser supostamente forçada pelo Google é capaz de manter a dobradiça funcionando por cerca de cinco anos. Para efeito de comparação, a Samsung garante exatamente isso nos novos aparelhos Galaxy Z Fold 5 e Z Flip 5.

Contudo, os aparelhos podem superar essa marca, dependendo da unidade testada. Um comparativo recente mostrou o Z Flip 5 superando a marca das 400 mil dobras, enquanto o Motorola Razr 40 Ultra ficou em 126 mil.

Algumas marcas já foram mais ousadas e garantiram mais de 400 mil dobras nas especificações oficiais, como é o caso da OPPO com os modelos Find N2 e N2 Flip. Indo além, o Xiaomi Mix Fold 3 chegará a 500 mil dobras, segundo teasers oficiais.

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De forma curiosa, o Pixel Fold desenvolvido pelo próprio Google não tem uma certificação oficial relacionada à quantidade de dobras suportadas. Pior, ele quebrou e dobrou ao contrário em um teste de estresse publicado recentemente no YouTube — ou seja, parece que o próprio Google viu que construir um celular dobrável não é tão fácil assim, e decidiu impor um padrão de qualidade.

As exigências do Google ainda podem incluir uma fricção de torque de 80% após as 200 mil dobras, para os aparelhos que tenham dobradiças com tecnologia de torção.

Para testar os smartphones, a empresa poderá fornecer um questionário para as fabricantes, além de exigir o envio de algumas unidades para testes internos.

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Além das certificações de durabilidade, o Google ainda deve forçar as marcas a oferecerem pelo menos dois anos de atualizações do Android, e três anos com updates de segurança periódicos.

Ainda não se sabe quando as novas regras do Google serão implementadas, mas é possível que isso aconteça já nas próximas gerações de celulares dobráveis lançados com o novo Android 14.

Fonte: Mishal Rahman, via Gizmochina