Review Xiaomi 11i | Ótimo intermediário com carregamento rápido

Por Jucyber | Editado por Léo Müller | 18 de Abril de 2022 às 11h39
Ivo Meneghel Jr/ Canaltech

O Xiaomi 11i é uma variante quase idêntica do Xiaomi 11i HyperCharge. Entretanto, existem alguns diferenciais que o colocam como uma opção mais condizente com o que o público busca em um celular intermediário custo-benefício.

Como é o caso da compatibilidade com o HDR10 para garantir melhorias na qualidade visual dos conteúdos exibidos em streamings que suportam essa tecnologia. Além disso, a bateria tem um upgrade atrativo em seu carregamento para aprimorar a autonomia.

O fato de o Xiaomi 11i ter passado pela bancada de testes do Canaltech permitiu que outras características fossem exploradas para demonstrar se esse aparelho vale a pena ou não. Quer saber a resposta? Então, confira a análise completa.

Confira o preço atual do Xiaomi 11i

Prós

  • Construção bem estruturada
  • Alto-falantes com boa qualidade
  • Tem entrada 3,5 mm (P2)
  • Carregamento rápido de 67 W
  • Bom desempenho para jogos

Contras

  • Peso
  • Câmera frontal abaixo do esperado

Design e contrução

A parte visual do Xiaomi 11i foi muito bem trabalhada pela fabricante. O formato mais quadrado dá uma percepção de modelo mais premium, e isso faz toda a diferença na usabilidade do aparelho.

  • Dimensões: 16,3 x 7,6 x 0,8 cm;
  • Peso: 207 gramas.

Porém, o peso dele pode ser bastante incômodo. Isso porque o uso constante de um dispositivo que pode ser caracterizado como um “tijolão” tende a afetar um pouco a ergonomia no dia a dia.

O fato de eu ter tendinite me faz refletir sobre essas coisas, porque fico analisando até que ponto vale a pena pegar um celular bom, mas que pesa mais de 200 gramas. Afinal, pegar uma opção mais leve pode me livrar de dores que sairiam muito mais caro para o bolso do que a compra de uma alternativa.

Xiaomi 11i (Imagem: Ivo/Canaltech)

Outro ponto negativo no design do Xiaomi 11i é o módulo de câmeras na traseira, porque ele ocupa um espaço considerável sem necessidade. Existem duas áreas do compartimento que são dispensáveis, como o local onde está o flash LED, bem como um círculo que imita uma lente e não serve para nada.

Mas sejamos francos, pois, para um celular intermediário premium, a construção dele é bem superior. A tela do Xiaomi 11i é em vidro Gorilla Glass 5 e a traseira também é toda em vidro, e isso faz com que o uso da capa seja ainda mais necessário nas mãos dos mais distraídos. A vantagem é que o acessório já está incluso na embalagem.

O visor do smartphone também possui um entalhe em formato Infinity-O, e o recorte é o espaço necessário para manter a câmera frontal. Já os botões existem apenas do lado direito, sendo um para controle de volume e o outro para desligar o aparelho e ler a digital.

Módulo de câmeras do Xiaomi 11i (Imagem: Ivo/Canaltech)

"Mesmo com alguns pontos negativos, o design geral do Xiaomi 11i é bonito. O celular consegue se destacar em relação a outros modelos da marca e chama a atenção de quem gosta de produtos mais protuberantes."

— Jucyber

Conexões

Em conexões, uma vantagem do Xiaomi 11i é o fato de ele ter duas opções de entradas físicas. Uma delas é a USB-C para uso do cabo de carregamento ou para a transferência de dados para outro dispositivo.

A segunda opção é a porta 3,5 mm (P2) para uso de fones de ouvido compatíveis com esse tipo de conexão. Essa entrada está se tornando cada vez mais rara em modelos da Xiaomi, e isso faz com que a existência nesse dispositivo receba um certo destaque.

Assim como outras opções de aparelhos da marca chinesa, o 11i também possui compatibilidade com a tecnologia de rede 5G. Além disso, o smartphone traz Bluetooth 5.2, que é uma das versões mais recentes dessa conectividade sem fio.

Entrada P2 do Xiaomi 11i (Imagem: Ivo/Canaltech)

Tela

Um aspecto que chama muito a atenção no Xiaomi 11i é a tela. O celular possui um painel AMOLED de 6,67 polegadas que traz boa saturação e nitidez para a visualização de conteúdo. Além disso, a fabricante investiu um pouco mais para dar ao aparelho compatibilidade com o HDR10 e garantir melhorias visuais no consumo de filmes e séries em streaming.

Outra característica importante dessa tela grande é a resolução Full HD+ de 2400 x 1080, que também traz a taxa de atualização de 120 Hz. Apesar de ainda existirem poucos games compatíveis com essa opção, é importante ter essa fluidez disponível para o uso em outras situações, como a leitura constante de textos e a rolagem por sites com um agrupamento maior de informações.

O brilho de 700 nits com um pico de 1200 nits faz com que a experiência de uso em ambientes externos seja melhor do que a obtida com o Xiaomi 11T. Em parques no meio da tarde, por exemplo, o sol forte não impede que a boa visibilidade seja alcançada.

Tela Full HD+ do Xiaomi 11i (Imagem: Ivo/Canaltech)

"A tela do Xiaomi 11i tem um brilho que ajuda bastante na experiência de uso em ambientes com muita luminosidade, e também chama bastante a atenção pela qualidade que entrega."

— Jucyber

Configuração e desempenho

A respeito do desempenho, o Xiaomi 11i disponibiliza para o público um conjunto atrativo de configurações para garantir uma boa performance e elevar a experiência de uso. O aparelho possui a plataforma MediaTek Dimensity 920 5G.

No uso diário, dá para alcançar um ótimo desempenho com o smartphone, e ele roda grande parte dos títulos presentes na Play Store com as configurações gráficas nas opções mais avançadas. Isso demonstra o quanto a fabricante conseguiu fazer desse modelo uma opção de intermediário atrativo.

Obviamente, existem outras características nas especificações dele que ajudam no desempenho. É o caso dos 6 GB de memória RAM e do armazenamento interno de 128 GB no formato UFS 2.2, que tem uma velocidade de transmissão de dados mais alta. Felizmente, o Xiaomi 11i possui expansão do espaço interno via cartão microSD.

Nos testes de benchmark, o celular alcançou 1.720 pontos no modo multi-core do GeekBench e 2.709 em multi score. Na prática, isso significa que o desempenho alcançado com ele será bem próximo do entregue pelo Realme 9 Pro Plus.

Dados do Geekbench (Captura: Jucyber/Canaltech)

Interface

A respeito da interface, assim como muitos modelos da empresa, o Xiaomi 11i ainda está com a versão 12.5 da MIUI baseada no Android 11. Isso quer dizer que ainda existe um caminho de atualizações a ser trilhado pela chinesa até que o público possa aproveitar as vantagens embutidas em alguns modelos.

Esse atraso para o update de um produto lançado em janeiro de 2022 demonstra que a marca ainda tem dificuldade em organizar o seu calendário para entregar o sistema para a demanda no momento esperado.

Porém, a MIUI tem o propósito de complementar a experiência em navegação e usabilidade do smartphone com o software distribuído pelo Google. Algumas ferramentas e outros aplicativos são disponibilizados pela Xiaomi. Entretanto, alguns apps e games poderiam ser excluídos para garantir mais espaço interno por não acrescentarem em nada na usabilidade diária.

Interface MIUI 12.5 baseada no Android 11 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Segurança

Seguindo o mesmo formato utilizado em outros modelos da Xiaomi, o 11i possui duas formas de biometria que são diferentes do formato padrão. Uma delas é o reconhecimento facial que possibilita a leitura do rosto para o desbloqueio do celular.

Outra opção é o leitor de digitais. Essa alternativa é a minha preferida, e está embutida no botão de ligar ou desligar o smartphone e funciona com a eficácia esperada, e o posicionamento ajuda a facilitar o acesso assim que o aparelho é segurado.

Câmera

A parte fotográfica do Xiaomi 11i se mostra com a capacidade esperada para um intermediário premium. Ele não surpreende porque não supera as expectativas, mas também não decepciona, e isso é um grande ponto Positivo.

Em teoria, ele tem a mesma capacidade de captura vista no Xiaomi 11T, pois as configurações são muito próximas. Entretanto, a mudança no chipset faz com que o processamento das imagens seja um pouco diferente.

As fotos têm um bom equilíbrio de cores no sensor de 108 MP, mas sinto um pouco a mais de saturação do que o necessário para uma fotografia que utiliza essa configuração da câmera principal. Em ambientes com muita iluminação, as fotos ficam ainda mais chamativas.

Câmera principal de 108 MP do Xiaomi 11i (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Em locais fechados, no entanto, sinto que os tons amarelados se sobressaem e isso demonstra uma inexperiência do sensor em conjunto com a Inteligência Artificial para proporcionar imagens com um balanço de branco mais equilibrado.

O sensor secundário é o ultrawide, e ele tem um resultado bem próximo do visto em outros celulares da Xiaomi. Isso demonstra que ou a empresa utiliza o mesmo hardware em diversos aparelhos, ou software de câmera não está mais conseguindo suportar os upgrades feitos pela marca para alcançar capturas melhores.

Para fotos em modo macro, o sensor de 2 MP se mostra uma opção descartável, pois nem mesmo em ambientes bem iluminados as fotos ficam com uma boa nitidez.

Câmera ultrawide do Xiaomi 11i (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Selfies

Assim como a câmera traseira, a frontal também possui alguns problemas preocupantes para quem gosta de fazer selfies constantemente e procura um celular da Xiaomi por acreditar estar investindo em um bom custo-benefício para fotos.

O sensor de 16 MP acerta bastante nas tonalidades da pele, e isso demonstra o quanto a empresa tem evoluído ao pensar no público ocidental. Entretanto, ainda existem alguns pontos que merecem a atenção.

Apesar de o Xiaomi 11i estar com o modo de embelezamento desligado, percebi que as selfies executadas por ele fazem uma “limpeza de pele”. Ao olhar mais de perto, é notório que existem pontos do rosto que não foram capturados corretamente e a IA tentou compensar com um preenchimento automático de informações que deu errado.

Mesmo com esse comportamento controverso, as fotos são publicáveis. Sendo assim, para quem é usuário normal e não pretende fazer das imagens um portfólio pessoal nas redes sociais, ele consegue entregar um resultado utilizável.

Câmera frontal do Xiaomi 11i (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Sistema de som

Ao longo de 2021 e 2022, a Xiaomi tem tratado com mais cuidado a parte sonora de seus celulares. Com isso, os usuários que adquirem o Xiaomi 11i já recebem um modelo com dois alto-falantes no formato de reprodução estéreo.

Uma das saídas está no topo do aparelho, enquanto a outra encontra-se embaixo. Vale lembrar que nenhum desses speakers é utilizado para ligações — exceto em viva-voz —, pois existe um acima do entalhe para comunicações por áudio.

Em geral, o som não surpreende, mas é capaz de dar uma boa experiência. No volume máximo, não senti chiados, e nenhuma das frequências têm maior destaque quando explorada.

Bateria e carregamento

A bateria do Xiaomi 11i possui 5.000 mAh, e tem como principal diferencial o carregamento rápido a 67 W. Esse recurso permite que o carregador presente na embalagem abasteça 50% de energia no aparelho em apenas 15 minutos.

Para chegar em 100%, o usuário não gastará nem 40 minutos com o smartphone na tomada, e isso é ótimo para garantir que o aparelho não ficará muito tempo longe das mãos de quem precisa dele o tempo todo carregado.

E por falar em energia, dentro da minha experiência, a recarga só será necessária uma vez ao dia, pois ele consegue quase 7 horas de tela ligada dentro do meu uso cotidiano, que é assistindo a séries, navegando nas redes sociais e jogando casualmente.

Entretanto, em nosso teste padrão efetuado na Netflix, o Xiaomi 11i conseguiu um gasto de 11% ao longo de 3 horas. Isso significa que, utilizando apenas para isso, o celular pode ter uma duração de bateria superior a 27 horas.

O Xiaomi 11i tem carregamento rápido de 67 W (Imagem: Ivo/Canaltech)

"O carregamento rápido de 67 W faz todo sentido para quem não quer passar muito tempo com o celular na tomada, e a presença dessa opção no Xiaomi 11i cria um atrativo complementar."

— Jucyber

Concorrentes diretos

O Xiaomi 11i possui características interessantes para quem deseja um intermediário premium da chinesa. Porém, existem boas alternativas para ele no mercado e que podem fazer sentido na hora da escolha de alguém que quer algo um pouco mais robusto, ou que já esteja à venda aqui no Brasil.

Uma opção quase idêntica em nome e especificações é o Xiaomi 11i Hypercharge. O modelo intermediário da Xiaomi traz grande parte das especificações vistas no Xiaomi 11i, mas o principal diferencial — como o nome diz — é o carregamento ultrarrápido de 120 W.

Em contrapartida, a bateria de 4.500 mAh pode ser um ponto negativo para quem deseja mais autonomia, bem como o fato de a tela não possuir suporte ao HDR10 e isso fazer com que a visibilidade de conteúdo não explore o recurso presente em alguns serviços de streaming.

Outra opção com desempenho parecido é o Realme 9 Pro Plus. Esse aparelho tem como vantagem o fato de já ser encontrado à venda aqui no país, bem como a qualidade fotográfica ser um pouco melhor.

Porém, o carregamento rápido de 60 W é uma vantagem que acaba diminuída pela bateria com 4.500 mAh que não faz jus a tudo que o intermediário pode entregar. Além disso, o preço próximo de R$ 3.000 o coloca muito acima do que o público caracteriza como custo-benefício.

Realme 9 Pro Plus (Imagem: Ivo/Canaltech)

O Xiaomi 11i é uma boa opção de celular?

O Xiaomi 11i é como qualquer celular intermediário que possui as suas qualidades e defeitos. Na lista de pontos positivos, o design com materiais que o deixam acima até mesmo de alguns topos de linha demonstra que a empresa fez um bom trabalho na construção dele.

A tela AMOLED grande e de boa qualidade é um diferencial a ser explorado, principalmente por quem já está adaptando-se a ter modelos com a frequência de 120 Hz no display. Outro ponto a favor do 11i é o brilho intenso do visor em diferentes condições de luz.

O desempenho atende às expectativas de um modelo dessa categoria, pois consegue executar tudo que lhe é proposto sem engasgos. Porém, as câmeras poderiam ter um processamento de imagem melhor, já que existem alternativas que se destacam mais nesse quesito do que ele.

Xiaomi 11i (Imagem: Ivo/Canaltech)

Todavia, o carregamento rápido de 67 W é um diferencial que faz sentido para quem deseja um celular intermediário premium que consiga dar conta de funcionar por boa parte do dia antes de precisar receber energia adicional.

Sendo assim, a compra do Xiaomi 11i faz sentido para quem está interessado em um smartphone com mais qualidades do que defeitos. Porém, se o seu foco é câmera, pode ser que o Realme 9 Pro Plus faça mais sentido para você, ou até mesmo uma alternativa que tenha um preço menor.

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