Review Xiaomi 11T | Um topo de linha custo-benefício

Por Jucyber | Editado por Léo Müller | 23 de Fevereiro de 2022 às 15h51
Ivo Meneghel Jr/ Canaltech

O Xiaomi 11T chegou ao mercado com o propósito de atender uma demanda sedenta por desempenho, mas que também não pode gastar o valor cobrado nos topos de linha. Por isso, a gigante chinesa implementou diversos recursos presentes em celulares mais robustos para chamar a atenção desse público. E, hoje, você vai conferir o review dele conosco.

Focando nos diferenciais, a empresa trouxe no smartphone a tela AMOLED com frequência de 120 Hz para proporcionar uma experiência de uso elevada na exibição de conteúdo. Além disso, entrega bateria com carregamento rápido de 67 W para gastar poucos minutos com a recarga.

Outro destaque do Xiaomi 11T é o chipset MediaTek Dimensity 1200 5G, que dá a esse aparelho uma performance próxima da encontrada em celulares topo de linha que possuem a plataforma Snapdragon 888.

Confira o preço atual do Xiaomi 11T

Prós

  • Design premium
  • Compatibilidade com o 5G
  • Carregamento rápido de 67 W
  • Ótimo desempenho para jogos
  • Ótima câmera macro

Contras

  • Sem expansão do armazenamento via cartão microSD
  • Sem entrada 3,5 mm (P2)
  • Alto-falantes com qualidade abaixo do esperado

Design e construção

Visualmente, o Xiaomi 11T lembra bastante os modelos da linha Redmi, mas com algumas lapidações para demonstrar que ele faz parte de outra categoria. Em geral, o design dele não é chamativo, e a construção é premium.

  • Dimensões: 16,4 x 7,7 x 0,88 cm;
  • Peso: 203 gramas.

Isso porque a gigante chinesa aplicou vidro no verso do smartphone, além do alumínio nas laterais, e isso eleva a qualidade física do produto. Na traseira, também é possível encontrar o módulo com as três câmeras, bem como o flash LED.

O fato de ele ter 203 gramas pode ser considerado um ponto negativo para a ergonomia, pois isso incomoda um pouco no uso constante. Além disso, a capa disponibilizada pela fabricante na embalagem contribui diretamente para deixar o celular mais largo e “bruto”.

Entalhe do Xiaomi 11T (Imagem: Ivo/Canaltech)

O display do Xiaomi 11T é em vidro Gorilla Glass Victus — o mesmo aplicado no Samsung Galaxy S21 FE —, e isso faz com que o celular tenha maior resistência a riscos e arranhões, pois é muito comum que esse tipo de dano aconteça no manuseio diário.

E por falar na tela, o visor possui um entalhe no formato Infinity-O para abrigar a câmera de selfies. Na lateral direita, estão os botões para controle de volume, bem como o que permite ligar ou desligar o celular e também é usado para leitora de digitais.

"O design do Xiaomi 11T dá o estilo premium que o celular tenta passar ao público. Com poucos detalhes chamativos, ele é uma opção que traz a construção do jeito que os usuários gostam de ver."

— Jucyber

Conexões

Embaixo, está a entrada USB-C para plugue do cabo de carregamento, bem como fones de ouvido compatíveis, já que o Xiaomi 11T não possui entrada 3,5 mm (P2). Ao lado dessa conexão, está a gaveta com slots para abrigar dois chips SIM de operadora.

Já entre as conexões sem fio, o 11T como principal diferencial o 5G. Essa tecnologia de rede já é disponibilizada na Ásia há algum tempo, mas o Brasil está cada vez mais próximo de realizar a distribuição para oferecer uma opção complementar ao público que adquirir esse smartphone e outros que possuem essa opção.

Outra opção presente no celular é ao Bluetooth 5.2. Dessa forma, é possível aproveitar ao máximo os dispositivos compatíveis com essa conexão sem fio.

Entrada USB-C do Xiaomi 11T (Imagem: Ivo/Canaltech)

Tela

E para quem gosta de celulares com ótima qualidade de tela, o Xiaomi 11T pode ser uma opção. Isso porque o aparelho tem display AMOLED de 6,67 polegadas que traz mais espaço para a visibilidade de conteúdo.

Por contar com um entalhe compacto, o aproveitamento frontal é maior, e isso faz com que a resolução Full HD+ de 2400 x 1080 seja suficiente para esse tamanho de tela. Além disso, o aparelho possui frequência de 120 Hz para proporcionar mais fluidez na experiência de uso.

Outra característica desse display usado no Xiaomi 11T é o brilho que varia entre 800 e 1000 nits, pois isso facilita a visualização de conteúdos em locais com iluminação maior, como em áreas externas sob a luz solar.

Tela AMOLED do Xiaomi 11T (Imagem: Ivo/Canaltech)

"O Xiaomi 11T tem uma tela de ótima qualidade e que faz sentido para quem está em busca de tons mais vívidos e brilho intenso."

— Jucyber

Configuração e Desempenho

Quando o assunto é configurações, o Xiaomi 11T possui um conjunto que pode caracterizá-lo como um modelo “flagship killer”. O celular tem a plataforma MediaTek Dimensity 1200 5G, e essa CPU entrega um ótimo desempenho para o aparelho.

Com ele, consegui facilmente jogar títulos pesados da Play Store, como Genshin Impact, com as configurações no máximo e sem sentir quedas no desempenho ao iniciar movimentações mais rápidas pelo ambiente do game. A performance dele também pode ser sentida ao executar outras tarefas, como a abertura de diversos aplicativos.

Em complemento a essas especificações, o Xiaomi 11T possui 8 GB de memória RAM e alternativas com 128 GB e 256 GB de armazenamento interno no formato UFS 3.1, que dá mais velocidade ao processamento de informações. Porém, não dá para expandir o espaço via cartão microSD.

Em nossos testes de benchmark, a performance do celular oferece uma experiência avançada. No Wild Life Unlimited, do 3D Mark, o resultado foi de 4.188 pontos, com a média de 25,1 fps. Já na versão Extreme, a pontuação foi de 1.253 pontos e 7,5 fps.

Com esse resultado, ele fica tecnicamente bem próximo do OnePlus Nord 2 5G — que passou pelas mãos dos analistas do Canaltech em 2021. Então, uma performance um pouco superior à alcançada por esse celular já é o suficiente para criar expectativas.

Pontuação do Xiaomi 11T no 3D Mark (Captura: Jucyber/Canaltech)

Interface

O Xiaomi 11T possui a interface MIUI 12.5 baseada no Android 11. Entre outras características, essa versão personalizada do sistema entrega ao usuário diversos recursos complementares aos que já estão presentes no software distribuído pelo Google.

Por trazer ferramentas que podem ser consideradas como essenciais para a empresa, em alguns momentos, é possível notar que não há a fluidez esperada na MIUI. O gerenciamento de tarefas não é feito de maneira eficaz o tempo todo, e travamentos inesperados podem acontecer.

Além disso, a Xiaomi insiste em manter propagandas dentro da interface. Antigamente, essa ação era justificada como uma forma de monetizar a empresa e cortar o custo dos celulares para os clientes, mas, hoje em dia — considerando os valores atuais de seus produtos — isso não faz mais sentido.

No momento de publicação dessa análise, o 11T ainda não recebeu atualização para o Android 12. Porém, não deve demorar para a gigante chinesa disponibilizar as funcionalidades de ajuste visual e de segurança da nova geração do sistema operacional no smartphone.

Segurança

Assim como outros modelos da Xiaomi, o 11t possui diversas formas de biometria, mas as opções mais diferenciadas são o reconhecimento facial e o leitor de digitais. O rastreamento do rosto é simples e eficaz, e durante o período de uso não apresentou falhas.

O mesmo vale para o leitor de digitais, que é a minha biometria favorita. Como o sensor fica na lateral do celular, é muito fácil pegar o aparelho e já o desbloquear. Ele é rápido e não demonstrou bugs nas diversas vezes em que foi necessário utilizá-lo.

Leitor de digitais na lateral do Xiaomi 11T (Imagem: Ivo/Canaltech)

Câmera

Para fotos, o Xiaomi 11T se mostra uma ótima opção, pois dá para alcançar resultados satisfatórios com os sensores embutidos no aparelho. A fabricante trocou a resolução de todas as câmeras implementadas nessa geração, e isso fez com que víssemos algumas opções com mais, e outras com menos megapixels do que era disponibilizado no 10T.

Porém, essa unidade de medida é apenas um dos parâmetros para determinar a qualidade fotográfica de um aparelho. Por isso, o mais importante é o trabalho executado pelo hardware em conjunto com o chipset no processamento das fotos.

Dessa forma, é notório que o sensor de 108 MP inserido na câmera principal faz ótimas fotos. As imagens possuem uma nitidez agradável, mas a saturação é um pouco acima do que seria meu gosto pessoal. Entretanto, quem não curte editar fotos pode gostar dessa coloração por deixar a imagem “pronta” para ser postada nas redes sociais.

O aparelho segue com o bom trabalho em ambientes com pouca luz, pois o sensor consegue equilibrar os pontos que precisam de mais luminosidade, bem como mostrar maiores detalhes dos objetos.

Câmera principal do Xiaomi 11T (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Porém, é preciso ter cuidado com esse recurso, pois a qualidade da imagem não é das melhores e dá para sentir um efeito artificial nas fotos. O mesmo pode ser notado ao usar o zoom digital acima de 10x que faz as capturas parecerem pinturas abstratas.

Mesmo com menor nitidez, o sensor ultrawide de 8 MP consegue fazer um bom trabalho no equilíbrio de cores. Já a terceira câmera tem função dupla, pois é capaz de fazer imagens no modo telefoto (com zoom óptico) e macro.

Para fotos em ângulos que exigem maior aproximação — macro —, o Xiaomi 11 T se sai muito bem. Na minha opinião, é um dos melhores celulares Android para fotos nesse formato, pois consegue chegar em um resultado muito próximo do alcançado com o iPhone 13 Pro, mas a nitidez é claramente menor.

Modo macro do Xiaomi 11T (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Selfies

A câmera frontal está muito abaixo do que eu esperava para um modelo dessa categoria e preço. O rosto fica com a coloração distante da tonalidade real, e os detalhes são perdidos pelo excesso de ajustes no processamento da imagem mesmo com o modo de embelezamento desativado.

Com o HDR ativado, o Xiaomi 11T consegue ficar abaixo do Redmi Note 11 em ajuste para deixar as fotos menos estouradas no contraluz. Por isso, a utilização desse recurso não oferece o auxílio esperado.

De noite, os pontos negativos da câmera de selfie desse smartphone se destacam ainda mais. Mesmo que o software consiga compensar muito bem a falta de iluminação no ambiente, as fotos perdem muita qualidade. Então, não compensa usar esse modo para selfies.

Câmera frontal do Xiaomi 11T (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Modo retrato

O Xiaomi 11T consegue fazer o modo retrato de forma eficaz em diferentes formatos. Tanto a câmera frontal quanto a traseira são capazes de produzir resultados muito bons em relação ao contorno aplicado.

É importante destacar que mesmo em cabelos o aparelho não erra na hora de desfocar o fundo e destacar o objeto em primeiro plano. Sendo assim, para quem curte modo retrato — mesmo precisando ajustar o tom de pele —, é possível aproveitar o celular da chinesa.

Modo retrato do Xiaomi 11T (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Sistema de som

O sistema de áudio Xiaomi 11T possui duas saídas de som responsáveis pela reprodução da sonoridade no formato estéreo. Um dos alto-falantes está no topo do aparelho e o outro embaixo.

Porém, é importante destacar que o speaker para reprodução de som em chamadas é diferente do que estamos nos referindo, pois são canais com funções distintas.

Em diversos momentos, eu senti que o som fica um pouco “abafado”. Parece que falta espaço para que o áudio emitido se propague do jeito certo. No volume máximo, o som fica estridente e nada agradável aos ouvidos.

O grave está praticamente ausente. Em canções do gênero R&B, as batidas ficam sem nenhuma personalidade, totalmente neutras. O médio se comporta dentro do esperado, mas o agudo é exagerado e, em diversos momentos, desnecessário.

O Xiaomi 11T tem alto-falante estéreo (Imagem: Ivo/Canaltech)

Bateria e carregamento

A bateria do Xiaomi 11T possui 5.000 mAh, e essa capacidade de carga é boa o suficiente para dar a autonomia média esperada para um celular dessa categoria. Afinal, a administração energética depende muito da pessoa que está utilizando o celular.

Esse smartphone tem compatibilidade com o carregamento rápido a 67 W, e esse é um dos grandes destaques dele. Por já disponibilizar esse acessório protuberante e de alta performance na caixa, é possível recarregar o 11T de 0% a 100% em apenas 36 minutos.

Ao realizar o teste na Netflix, o aparelho ficou três horas reproduzindo vídeos ininterruptamente via WiFi e com o brilho da tela em 50%. Nesse formato de uso, foram consumidos 18% de carga, e isso dá uma estimativa de 16 horas de uso total.

Concorrente direto

Apesar de existirem diversas opções de smartphones que poderiam bater de frente com o Xiaomi 11T, atualmente o Samsung Galaxy S21 FE é o principal concorrente dele aqui no Brasil por se enquadrar na mesma categoria.

O modelo da sul-coreana chega para substituir um dos maiores sucessos da marca em 2021 e “herdar a coroa” de melhor custo-benefício. Em qualidade fotográfica, os dois celulares entregam resultados próximos em suas câmeras traseiras.

Entretanto, quando o assunto é selfies, o S21 FE ganha do modelo analisado nesse texto com folga. O rosto fica com a sua tonalidade mais próxima da realidade, e o HDR realmente dá a eficácia esperada para as capturas.

Samsung Galaxy S21 FE (Imagem: Ivo/Canaltech)

Em desempenho geral, o Samsung Galaxy S21 FE se mostra melhor do que o Xiaomi 11T, pois o Exynos 2100 também proporciona a performance de um topo de linha para o aparelho. Porém, isso influencia na autonomia de bateria, pois o aparelho da chinesa suporta mais tempo longe das tomadas.

Em relação ao preço, o Xiaomi 11T pode ser visto nas varejistas a uma média de R$ 3.000, e isso o coloca um pouco mais barato do que o seu concorrente S21 FE que ainda está acima de R$ 3.400.

O Xiaomi 11T é um celular 5G que vale a pena?

O Xiaomi 11T é um ótimo aparelho em quase tudo que se propõe a fazer, e não é por acaso que ele pode ser caracterizado como um “flagship killer”. O chipset que dá a ele o desempenho de um topo de linha permite que ele seja um modelo premium com bom custo-benefício.

A tela de 120 Hz, a conectividade 5G e o carregamento super-rápido são apenas alguns dos muitos diferenciais embutidos nesse smartphone. Afinal, esses diferenciais fazem sentido para quem está em busca de um upgrade para outro aparelho.

Xiaomi 11T (Imagem: Ivo/Canaltech)

Para fotografias, o Xiaomi 11T é uma ótima opção de celular, pois a câmera principal de 108 MP consegue fazer um bom trabalho e o sensor responsável pelas imagens em modo macro faz um trabalho surpreendente no nível de detalhes entregues.

Porém, o áudio é um dos pontos negativos que precisam ser levados em consideração na hora da compra, junto com a falta de expansão do espaço interno.

Todavia, se você quer um ótimo aparelho gastando até R$ 3.000 ao comprar diretamente das varejistas do Brasil, esse celular da gigante chinesa é uma ótima opção.

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