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Review Realme GT5 240W | Celular com carregamento ultrarrápido

Por| Editado por Léo Müller | 16 de Dezembro de 2023 às 11h00

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Review Realme GT5 240W | Celular com carregamento ultrarrápido
Review Realme GT5 240W | Celular com carregamento ultrarrápido
Realme GT 5

O Realme GT 5 é um celular que foi apresentado em agosto de 2023 no mercado chinês e se destaca, principalmente, por oferecer uma versão que chega a 240 W de potência do carregador — o que promete uma carga bem mais rápida do que o que estamos acostumados.

Nós recebemos o celular para testar, e agora você pode conferir a análise completa. É importante frisar que, até o presente momento, o celular não foi anunciado no mercado global, então a nossa unidade conta com a ROM chinesa. Dessa forma, também vou destacar quais são as diferenças deste sistema e quais seriam suas desvantagens.

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Design e construção

O Realme GT5 é um dos poucos celulares que “fogem” do padrão em relação ao design nos últimos anos. Isso porque ele não tem um design traseiro simples, com um módulo de câmeras e pronto.

Em vez disso, ele tem um quadro alargado na parte superior, que dá espaço para a dupla de sensores da câmera e tem um visual transparente, que mostra o suposto chipset do aparelho. Isso, na verdade, é apenas estético e não se trata do verdadeiro Snapdragon 8 Gen 2, mas não deixa de dar uma certa beleza ao celular.

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O acabamento é metalizado nas laterais e na traseira, e o material utilizado é bastante escorregadio — então fica a recomendação de sempre usar a capa de proteção que vem inclusa no kit para diminuir a chance de acidentes.

Desempenho

  • Chipset: Snapdragon 8 Gen 2
  • Memória: até 24 GB
  • Armazenamento: até 1 TB
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O desempenho do Realme GT5 é excelente, sendo justamente o que é esperado de um celular topo de linha. Com ele, é possível realizar praticamente qualquer tarefa sem sofrer com lentidão ou engasgos.

Aqui, joguei bastante Call of Duty: Mobile e pude aproveitar o jogo nas configurações máximas permitidas de gráfico e taxa de quadros sem travamentos ou qualquer problema de execução. Assim, é esperado que ele tenha um desempenho parecido em outros títulos, como Free Fire, Fortnite, LoL: Wild Rift, Genshin Impact, entre outros.

Naturalmente, ele também dá conta do recado para abrir vários aplicativos e redes sociais ao mesmo tempo, já que possui uma memória RAM bem generosa. Há quem diga até que 24 GB seja um exagero — e eu concordo plenamente com isso — mas é bom saber que, se precisar, o Realme GT 5 tem essa capacidade.

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Vale destacar, também, que a combinação de 24 GB de RAM com 1 TB de armazenamento é exclusiva para a versão do Realme GT5 com carregamento de 240 W. O outro modelo, com “apenas” 150 W, é limitado a até 16 GB + 512 GB.

Quanto ao teste de desempenho padrão, ele chegou a 1.636.390 pontos gerais no AnTuTu. Essa marca é recordista entre os testes realizados aqui no Canaltech, destronando celulares como Zenfone 10 e Xiaomi 13 Pro, que marcaram 1.568.128 e 1.556.355 pontos, respectivamente.

Interface e recursos

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O ponto negativo do Realme GT5 é que, até o momento, ele ainda não ganhou uma versão global. Isso quer dizer que sua interface é a versão chinesa, com o sistema bem diferente do que estamos acostumados por aqui.

De forma nativa, por exemplo, ele sequer tem Play Store e serviços do Google — como Maps, Fotos, etc. Também não é possível configurá-lo em português, então tive que defini-lo em inglês. Ainda assim, muito ainda é exibido em chinês, principalmente os apps nativos — que, em sua maioria, podem ser desinstalados.

O problema do idioma não dá para contornar, mas o uso de apps e serviços do Google é facilmente resolvido. Basta baixar o apk da Play Store e logar com seu Gmail dentro do aplicativo para começar a baixar apps normalmente. É um trabalho a mais, mas não chega a ser difícil.

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Quanto a lojas de apps nativa, além do fato de ser toda em chinês, outro problema é que ela não tem muitos dos aplicativos que usamos aqui. Nada de Telegram, WhatsApp, Instagram, Facebook, Twitter (ou X), etc.

Os únicos apps mais conhecidos por aqui que encontrei nela foram o TikTok, Microsoft Edge e Google Chrome.

É importante destacar que, apesar de ter parte da interface toda em chinês, ainda dá para usar muitos aplicativos em inglês, por exemplo. Já os apps nativos, que são totalmente em chinês, ficam mais complicados de usar por quem não domina o idioma. Assim, dá para tirar print da tela e usar apps como o Google Lens para traduzir automaticamente — o que não é uma solução muito viável. Dessa forma, é melhor evitar o uso dessas aplicações — ou até mesmo do próprio celular.

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Tela e som

O Realme GT5 tem uma tela AMOLED de 6,74 polegadas com resolução de 1.240 x 2.772 pixels e taxa de atualização de 144 Hz. É um conjunto bem interessante que permite visualizar tudo com bastante qualidade, com cores intensas e um brilho bem alto. A frequência de quadros também é ótima para quem joga, principalmente títulos FPS.

O som tem configuração estéreo com duas saídas de áudio. É bem padrão para smartphones Android: não é ruim, mas também não tem uma sonoridade excelente. Ele quebra bem o galho, mas não dispensa um uso de um bom fone de ouvido se quiser mais qualidade ao ouvir músicas.

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Câmeras

O Realme GT5 tem um conjunto de câmeras bem interessante, com três sensores traseiros e um frontal.

A composição traseira é feita com uma câmera de 50 MP, auxiliada por uma lente ultrawide com sensor de 8 MP e uma macro com sensor de 2 MP. Eu tenho ressalvas quanto ao uso desta última câmera, acho que sua resolução é muito baixa, e a Realme poderia usar uma ultrawide híbrida para imagens mais aproximadas.

Já as outras duas — wide e ultrawide — fazem imagens muito boas, com um bom alcance dinâmico e bastante definição. O nível de cores também é ótimo, e o celular compete bem entre outros modelos flagships em relação à câmera.

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A câmera frontal tem resolução de 16 MP, e ela também trabalha bem no pós-processamento para entregar selfies muito bem definidas, com bastante riqueza em detalhes. Por padrão, ela vem com um modo de “embelezamento” que deixa as fotos bem artificiais, mas dá para desativar isso completamente e ter fotos mais “realistas”.

Gravação de vídeo

O Realme GT5 filma com resolução máxima de 1.080p (Full HD) a 30 fps máximos na câmera frontal e 4K a 60 fps na traseira. A gravação de vídeo é muito boa no geral, e eu gostei de como ela capta bem os detalhes e oferece bastante nitidez.

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O celular também conta com um modo de estabilização, que trabalha legal para reduzir os tremidos na imagem, mas não faz milagres se a gravação for muito movimentada.

Bateria e carregamento

O Realme GT5 tem uma bateria de 4.600 mAh que oferece uma boa autonomia. No nosso teste padrão — que simula um uso prático de cerca de seis horas, alternando entre o uso de aplicações populares e um tempo de tela apagada — ele consumiu 29%.

Neste cenário, estimamos que ele pode chegar a 20 horas de duração, o que é uma boa média. Como comparação, o Galaxy S23, por exemplo, consumiu 39% no mesmo teste, mas o Galaxy S23 Ultra gastou só 23%.

Mas a grande estrela do celular é o carregamento de 240 W. Com o carregador original, ele pode ter sua carga completamente abastecida (de 0% a 100%) em cerca de 15 minutos. EM menos de 5 minutos é possível encher 20% da bateria.

Concorrentes diretos

Os principais concorrentes diretos ao Realme GT5 são o Galaxy S23 Ultra e o Xiaomi 13 Ultra. Eles usam o mesmo chipset, o Snapdragon 8 Gen 2, mas o modelo da Samsung tem o componente desenvolvido especialmente para ele, então há uma otimização melhor do hardware com o software.

Em contrapartida, o Realme tem mais memória RAM: são 24 GB contra 12 GB dos outros dois. Mas, sinceramente, acho que essa quantidade toda é um “luxo desnecessário”. Na prática, 12 GB já dão mais do que conta de fazer praticamente qualquer coisa seja possível com um Android.

O Galaxy se destaca por ter um conjunto de câmeras mais encorpado, com 4 câmeras traseiras — incluindo uma principal de 200 MP. Mas, no dia-a-dia, os três são capazes de entregar fotos bem definidas e igualmente boas.

Quanto ao preço e disponibilidade, o Galaxy S23 Ultra é mais “acessível” nos dois aspectos. Isso porque ele é vendido oficialmente no Brasil com preços que partem de R$ 6.500. Já o Xiaomi 13 Ultra só pode ser importado, o que deixa seu preço bem “variável”. Enquanto escrevia esse texto, achei uma oferta por cerca de R$ 5.800, mas não há como saber quais taxas seriam aplicadas quando chegasse ao Brasil.

Já o Realme GT5 é relativamente novo e, mesmo por importação, é bem difícil encontrá-lo por aqui. No AliExpress, no entanto, eu cheguei a encontrar por volta de R$ 3.000, mas aí entra o mesmo problema de possíveis taxas que ocorrem com o Xiaomi.

Vale a pena comprar o Realme GT5?

Enquanto não lançar uma versão global — ou ao menos ser encontrado mais facilmente por aqui — não vale a pena ir atrás do Realme GT5. Ele é um excelente aparelho, de fato, e entrega bastante até entre os topos de linha mais potentes. Mas a interface chinesa e as dificuldades de importação são uma pedra no sapato para quem teria interesse em comprá-lo.

No mais, seu conjunto de câmeras é excelente, assim como seu desempenho geral — seja para atividades cotidianas ou para funções mais pesadas. Mas enquanto não chegar ao mercado global, compensa mais apostar em alternativas que já estejam por aqui.