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Review Motorola Razr 40 Ultra | O celular dobrável com tela externa útil

Por| Editado por Léo Müller | 16 de Junho de 2023 às 10h00

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Review Motorola Razr 40 Ultra | O celular dobrável com tela externa útil
Review Motorola Razr 40 Ultra | O celular dobrável com tela externa útil
Razr 40 Ultra

O Motorola Razr 40 Ultra é a nova opção de celular dobrável da Motorola, e ele chega ao mercado brasileiro para competir diretamente com o Galaxy Z Flip 4. O modelo de dobradura compacta traz em sua carcaça configurações de topo de linha em um design repaginado.

Além disso, há melhorias importantes no tamanho da tela externa, bem como nas funções embutidas nela para garantir a usabilidade elevada. Dessa forma, esse display permite que o smartphone seja bastante utilizável até mesmo fechado.

Em conjunto com isso, as câmeras prometem uma qualidade de imagem superior à dos concorrentes. Mas será que tudo isso é realmente aplicado na prática? Confira a minha opinião na análise completa.

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Design flip com um toque de nostalgia

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Fisicamente, o Razr 40 Ultra é muito leve, sua estrutura demonstra que acompanha aquilo que o segmento premium exige em um celular. Seu corpo é todo em vidro Gorilla Glass Victus, suas laterais em alumínio, e as dobradiças em aço inoxidável.

Mesmo com todos esses diferenciais físicos, a Motorola errou em não implementar certificação IPX8 em seu dobrável. A presença do IP52 só o protege de poeira e respingos d’água, algo que limita a experiência e o deixa abaixo dos Flip 3 e 4 nesse quesito.

A maleabilidade da dobradura me lembra muito o Flip 3, pois ele tem resistência, mas sem tanta rigidez quanto no Flip 4. Porém, senti que o celular fica um pouco mais “amolecido” horizontalmente quando está fechado. Por exemplo, eu consigo o movimentar e ouvir o barulho da sua carcaça, algo que não acontece nos dobráveis da Samsung.

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Na minha opinião, há pelo menos duas explicações para tal. A primeira é a “síndrome de ponte”, em que a estrutura é mais maleável para se adaptar melhor aos usuários e evitar quebras nas dobradiças. A segunda, e que me preocupa, é uma falha na construção que pode acarretar problemas físicos a curto prazo. Infelizmente, são apenas hipóteses, e não dá para provar nenhuma delas no momento.

Vale destacar que o Razr 40 Ultra tem o modo Flex View, que permite a adaptação de alguns aplicativos para funcionarem de forma ajustada ao uso do celular no ângulo de 90 graus. Porém, ainda é preciso que a Motorola fortaleça sua parceria com os desenvolvedores de app, assim como a Samsung fez, para os usuários poderem usufruir mais dessa responsividade.

Finalmente uma tela externa grande e útil

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O maior destaque do Motorola Razr 40 Ultra é, sem dúvidas, a sua tela externa. O display com 3,6 polegadas e taxa de atualização de 144 Hz entrega mais fluidez do que muitos visores amplos. Por preencher boa parte da área frontal quando ele está dobrado, a Motorola aproveitou para dar funções úteis ao painel AMOLED.

Dessa forma, é possível utilizar diversos aplicativos, como o Google Chrome, Google Maps, fotografar e até mesmo jogar sem abrir o smartphone. Na interface do celular dobrável, é possível administrar quais conteúdos serão exibidos na tela externa, bem como alterar o plano de fundo e o mostrador do relógio que aparece quando o display está bloqueado.

Já a tela interna é AMOLED de 6,9 polegadas com frequência de 165 Hz. Para o meu gosto, o brilho é alto e o nível de saturação agradável, fazendo com que as informações exibidas não precisem mais do que 50% da iluminação total para serem visíveis em diferentes condições de luz.

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O dobrável topo de linha da Motorola

O Razr 40 Ultra traz como chipset o Snapdragon 8+ Gen 1, uma plataforma da Qualcomm muito usada em celulares gamer de 2022. Além disso, o chipset está presente no Galaxy Z Flip 4, que é o único concorrente do novo smartphone aqui no Brasil por enquanto.

A Motorola disponibiliza aqui no país a unidade com 8 GB de memória RAM e 256 GB de espaço interno. Por trazer essas configurações, é possível rodar qualquer aplicativo ou jogo com fluidez no aparelho, sem qualquer tipo de engasgo ou travamento que poderia influenciar na experiência.

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Além disso, a presença da My UX baseada no Android 13 garante recursos exclusivos para aprimorar a usabilidade do dobrável. Por este motivo, existe um menu separado na área de configurações somente para a tela externa.

Resultado no AnTuTu

Em nossos testes de desempenho executados no aplicativo AnTuTu, o Razr 40 Ultra conseguiu 1.079.979 pontos. Esse resultado o deixou um pouco abaixo dos 1.097.064 alcançados pelo Poco F5, que tem o Snapdragon 7+ Gen1.

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Com base nesse resultado, vemos que as plataformas da Qualcomm estão com uma performance bem próxima em benchmarks. Porém, no uso prático, o dobrável é superior em tudo que se propõe.

Câmera

Um dos maiores defeitos de celulares dobráveis é a câmera muito abaixo dos flagships normais, mas a Motorola vai na contramão disso com o Razr 40 Ultra. O sensor principal de 12 MP proporciona resultados agradáveis nas capturas, e o mesmo vale para o ultrawide híbrida de 13 MP.

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O nível de precisão de cores me surpreendeu nesse celular, porque o nível de nitidez e textura nas cores é ótimo. Com ele, é possível ter a experiência instagramável que muitos usuários de dobráveis desejam no dia a dia.

A câmera frontal de 32 MP consegue entregar ótimo nível de nitidez em diferentes condições de luz. Algo muito interessante é que ela consegue ajustar o balanço de branco para proporcionar fotos com o nível de coloração equivalente ao esperado.

Para gravação de vídeo, tanto a câmera frontal quanto a traseira podem ser usadas com a resolução máxima de 4K a 60 fps, e isso é um grande ponto positivo. Os vídeos ficam estáveis e fluidos. Além disso, o recurso de estabilização horizontal está presente para a câmera traseira, mas não gosto de usar porque a nitidez cai junto com a resolução, e a sua função não faz diferença para o público geral.

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Sistema de som

O som do Razr 40 Ultra é estéreo, e de boa qualidade. O volume está dentro da média esperada, não sinto distorções quando está no volume máximo, e a reverberação consegue ser fluida, apesar do pouco espaço interno para os alto-falantes.

Como ponto negativo, posso dizer que a falta de subgraves é algo que me incomoda, mas não sentirei falta no dia a dia por usar fones de ouvido. Com esse acessório, a presença do Dolby Atmos ajuda a elevar a experiência e garante um som encorpado.

Bateria e carregamento

A respeito da bateria, o Razr 40 Ultra tem 3.800 mAh de capacidade. Com isso, o aparelho consumiu 38% no teste de uso do Canaltech, que consiste em 6 horas de navegação alternada entre redes sociais, jogos e aplicativos de vídeo.

Baseado nesse número, o dobrável da Motorola pode ser usado por até 15 horas antes de se desligar. Isso o deixa um pouco acima do Galaxy S23 em autonomia, demonstrando que o resultado é surpreendente para um smartphone com tela flexível.

Em relação ao processo de recarga, na embalagem do aparelho, a marca já fornece um carregador de 30 W. Dessa forma, é possível explorar toda a potência de carga presente no dispositivo, que demora, em média, 1 hora e 20 minutos para sair de 0% e chegar a 100%.

Concorrente direto

Assim como já citei algumas vezes ao longo do texto, o Galaxy Z Flip 4 é o concorrente direto do Razr 40 Ultra aqui no Brasil. Por ser o único dobrável a competir com o modelo americano no país, a Samsung traz elementos que proporcionam equivalência e outros que ficam abaixo.

No quesito tela, o display externo da sul-coreana é menor e traz menos funções embarcadas que poderiam permitir o uso independente. Sua estrutura física, no entanto, passa mais rigidez do que o dobrável da Motorola.

Além disso, o Flip 4 conta com certificação IPX8 que permite mergulhá-lo em água doce por alguns minutos. Por outro lado, a tela interna é Dynamic AMOLED 2X de 120 Hz, ficando abaixo do modelo da Motorola.

As câmeras também estão um pouco abaixo em ambientes bem iluminados, mas a Samsung ainda sai na frente no modo escuro. Em relação ao preço, o Flip 4 já tem quase um ano de mercado, mas chegou ao Brasil por R$ 6.999, mil reais a menos do que os R$ 7.999 cobrados pela Motorola no Razr 40 Ultra.

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Vale a pena comprar o Razr 40 Ultra?

O Motorola Razr 40 Ultra é um ótimo celular. Apesar de o seu hardware ser considerado “defasado” por trazer um chipset de 2022, o aparelho continua excelente. O desempenho não decepciona no uso contínuo.

A bateria tem um ótimo equilíbrio energético. Como consequência, é possível obter boas horas de uso para o consumo de diferentes formatos de conteúdo, aproximando-se de modelos topo de linha em forma de barra.

Outro ponto de destaque nesse celular é a sua construção, que passa a confiança que faltou nas gerações anteriores. Além disso, a tela externa funcionando de forma quase independente demonstra que as otimizações no sistema foram bem executadas.

Entretanto, o preço ainda pode ser um fator limitante para o público nesse primeiro momento. Afinal, o Razr 40 Ultra chega ao Brasil por R$ 7.999, sendo que o Galaxy Flip 4 foi anunciado por R$ 6.999 há quase um ano, e o seu preço não abaixou muito no site oficial da Samsung desde então.

Por isso, tudo dependerá do quanto a Motorola reduzirá o valor nos próximos meses para garantir que o público esteja interessado pelo smartphone, mesmo após o anúncio do Flip 5 por aqui.

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