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Review Honor Pad 8 | Um tablet simples e funcional

Por| Editado por Léo Müller | 10 de Novembro de 2022 às 16h29

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Review Honor Pad 8 | Um tablet simples e funcional
Review Honor Pad 8 | Um tablet simples e funcional
Honor Pad 8

O Honor Pad 8 é o tipo de tablet cujo propósito é atender à demanda de entrada. O produto desenvolvido pela empresa oriunda da Huawei traz configurações simples a um preço que chama a atenção de quem está em busca de um dispositivo com tela grande e desempenho agradável.

Apesar de ter quase 6 meses desde o seu lançamento, é importante destacar que o produto se encaixa na linha de modelos custo-benefício que o público tanto busca. Afinal, o hardware dele lembra bastante do smartphone Redmi Note 11, mas com leves vantagens pelo tamanho do seu display.

Outro ponto destacável no Honor Pad 8 é a compatibilidade com a caneta Stylus. Isso permite o uso do produto como auxílio do acessório como aliado nos estudos e trabalho. Quer saber se vale a pena comprar? Confira na análise completa.

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Design e Construção

O Honor Pad 8, pois ele é um tablet simples e bonito, mas sem decorações que façam o consumidor confundir a categoria real deste produto. Seu corpo retangular tem as laterais mais achatadas para garantir conforto na empunhadura.

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No verso, a construção é toda em alumínio fosco, e apenas o módulo com a câmera está no canto superior esquerdo. Já no topo e na parte de baixo estão os 4 alto-falantes distribuídos no produto. Além disso, há uma entrada USB-C para recarga ou transferência de arquivos via cabo.

À direita, é possível encontrar as teclas para controle de volume e o botão de energia. Junto com o tablet, a fabricante oriunda da Huawei disponibiliza um cabo de USB-C/USB-A e o carregador de tomada.

O acessório, no entanto, precisa ser escolhido com cuidado no momento da compra, pois existem opções com a descrição “UK” — Reino Unido — e outros com “EU” — Europa. O ideal, para não precisar de adaptadores, é escolher a versão europeia.

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Tela

A tela do Honor Pad 8 tem resolução 2K, mas parece que o seu painel IPS LCD com 1 bilhão de cores não consegue entregar isso na prática. No uso diário, me incomodou bastante a falta de nitidez no display.

O nível de cores é bom, mas também falta um cuidado maior na saturação para deixar as imagens mais vívidas. Outro ponto que não me agradou foi a ausência de uma frequência maior para explorar os 90 Hz em leituras, por exemplo.

Com concorrentes na mesma faixa de preço entregando isso, é preocupante não ver a Honor acompanhando esse ritmo. Por outro lado, o tamanho de 12 polegadas é bem interessante para o uso com foco em estudo e trabalho.

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Além disso, a compatibilidade com a caneta Stylus o coloca, nesse quesito, em um patamar mais avançado do que muitos competidores.

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Configuração e Desempenho

As configurações do Honor Pad 8 são as mesmas vistas no smartphone intermediário Redmi Note 11. O tablet tem a plataforma Snapdragon 680, que é um dos chipsets mais explorados pelo mercado mobile em 2022.

E não é por acaso, pois o hardware oferece um desempenho justo na gama básica, mas pode deixar a desejar em alguns jogos que exigem mais, graficamente falando, do aparelho. Para complementar a performance, a fabricante disponibiliza o dispositivo apenas na opção que traz 4 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento interno.

Isso pode ser uma vantagem, mas nem sempre essa quantidade de memória é suficiente para o uso em multitarefas, bem como o espaço é limitado. Infelizmente, a fabricante não disponibiliza a possibilidade de expansão via cartão microSD.

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Nos testes de benchmarks, o tablet demonstrou que a sua performance é quase idêntica ao celular Xiaomi. No Wild Life Extreme, o aparelho alcançou 123, que é 1 ponto a menos do alcançado pelo smartphone. Todavia, isso os coloca no mesmo patamar de velocidade e experiência de uso.

Usabilidade

A experiência de uso do Pad 8 exige uma curva de aprendizagem, pois o tablet vem com uma interface diferente da que estamos acostumados a ver no mercado. A Magic UI 6.1 é baseada no Android 12.

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Porém, é preciso deixar claro que a Magic UI é mais simples e menos popular que a MIUI da concorrente Xiaomi, por exemplo. Como consequência disso, não somos bombardeados com bloatwares, nem propagandas indesejadas.

Apesar de estar longe de essa interface ser perfeita, me agrada ver o trabalho da Honor para se estabelecer como uma alternativa lapidada à Xiaomi. Daqui a alguns anos, pode ser que a Magic UI se torne a minha customização favorita do mercado chinês, mas isso ainda está um pouco distante de acontecer.

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Câmeras

As câmeras do Honor Pad 8 não são as piores que eu já testei em um tablet, mas estão distantes de serem as melhores. O único sensor presente no verso do produto possui 5 MP, e os outros recursos embutidos são efetuados via software.

Para que as capturas sejam um pouco mais nítidas, é necessário ativar o modo IA para que a Inteligência Artificial identifique o contexto do ambiente e melhore a saturação. Além disso, há também a possibilidade de fazer fotos no modo ultrawide, mas o nível de luz deixa elementos da imagem excessivamente iluminados.

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Selfie

Já a câmera frontal de 5 MP demonstra resultados próximos aos vistos em celulares de entrada, como o Tectoy On. O equilíbrio entre as cores não acontece como o esperado e faz o tom de pele ficar mais puxado para os tons de azul, mesmo sob a forte iluminação do sol.

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Sistema de som

O Honor Pad 8 tem como surpresa a tecnologia DTS:X, que promete um som quase cinematográfico. Na prática, no entanto, não existem grandes diferenciais em relação ao que vemos em modelos da categoria.

É claro, preciso destacar que os médios são agradáveis e limpos, mas os graves trazem um som abafado demais para esse tipo de frequência, e os agudos deixam a desejar. Por isso, no conjunto geral, o áudio se torna fraco e baixo.

Bateria e carregamento

A bateria do Honor Pad 8 tem 7.250 mAh, e isso acaba flutuando em uma linha tênue entre capacidade atrativa em números e realidade atendida. Digo isso porque, no uso prático, o tablet se mostrou “tímido” em autonomia.

Em nosso teste padrão, após três horas de execução contínua de séries na Netflix com o brilho automático e o volume em 50%, o aparelho gastou 27% de sua carga. Com base nisso, temos a estimativa de uso aproximado de 11 em streaming.

Para recarga, a potência de 22,5 W não é tão rápida, mas é competente em suas limitações. Afinal, quanto mais lento é o carregador, maior será o tempo de espera para preencher a bateria por completo.

Concorrentes diretos

Uma alternativa que bate de frente com o Honor Pad 8 é o Redmi Pad. Esse tablet é considerado um dos melhores custo-benefício da atualidade, já que é o produto com o sistema Android que tem mais coerência com a sua proposta.

Por contar com o processador Helio G99, ele tem um desempenho geral bem próximo do Pad 8, mas acaba ganhando uma leve vantagem em autonomia, já que o chipset da MediaTek é mais econômico.

Além disso, o chipset entrega potência o suficiente para garantir uma navegabilidade fluida, e até mesmo agradar nas jogatinas casuais. Em relação ao preço, temos uma pequena vantagem para o Redmi Pad, pois o modelo da chinesa pode ser encontrado por R$ 1.000 em sua versão de 3 GB e 64 GB de armazenamento.

Por outro lado, a versão mais avançada, que traz 6/128 GB possui o valor próximo de R$ 1.300, que representa uma economia de R$ 50 em relação ao pago pelo Honor Pad 8. Com isso, uma leve vantagem no hardware e a tela de 90 Hz fazem o modelo da subsidiária Xiaomi ser mais atrativo.

Vale a pena comprar o Honor Pad 8?

O Honor Pad 8 é o tipo de equipamento que chama a atenção de quem está em busca de um tablet bom e barato. Afinal, ele é competente em tudo que se propõe, quando consideramos as limitações de desempenho inevitáveis.

A tela de 12 polegadas em conjunto com a compatibilidade com a caneta Stylus são elementos atrativos para quem gosta de desenhar ou fazer muitas anotações no aparelho. Mas, a falta de uma frequência maior gera um inconveniente na hora da leitura em que esse recurso seria útil.

Porém, analisando o conjunto geral, esse tablet só vale a pena se você gosta dos produtos da marca e não tem interesse no Redmi Pad, que é mais interessante. Apesar de o desempenho deles ser bem próximo, a autonomia do modelo da gigante chinesa é melhor e o seu preço mais atrativo.

Por isso, acredito que o Redmi Pad com 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno é uma opção de compra melhor para quem foca em custo-benefício.

Caso tenha se interessado pela alternativa apresentada, é possível escolher entre diversas versões qual é a melhor para você no link abaixo: