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Microsoft se junta a OpenAI no pedido por regulamentação de IAs

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 25 de Maio de 2023 às 19h03

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Alveni Lisboa/Canaltech
Alveni Lisboa/Canaltech
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A Microsoft é a mais nova grande empresa de tecnologia a declarar apoio formal à regulamentação no setor de inteligência artificial. A empresa se juntou ao coro da OpenAI e ao Google para sugerir a implementação de regras.

A medida é para impedir que aventureiros entrem para o ramo sem as devidas precauções. O setor de IA é reconhecidamente perigoso por envolver questões sociais graves, como desinformação, preconceitos, racismo e práticas antiéticas.

Regulação de IAs seria por órgão do governo

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Uma das ideias propostas pela empresa liderada por Satya Nadella é criar uma agência governamental para supervisionar leis e conduzir o licenciamento de sistemas de IA. Em um relatório de 40 páginas, a Microsoft aprofunda nas suas sugestões para construir uma modelagem justa.

O documento “Governing AI: A Blueprint for the Future” é assinado pelo presidente da companhia, Brad Smith. Segundo ele, é necessário um senso de responsabilidade “amplamente compartilhado por todos”, e não deixar isso apenas nas mãos de empresas de tecnologia.

O posicionamento da companhia é fundamental no momento, porque a Microsoft é um dos líderes do setor. Parceira da OpenAI, criadora do ChatGPT, a criadora do Bing integrou IA em seu mecanismo de busca, além de levar a tecnologia para seus softwares.

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OpenAI e outras vozes pela regulamentação das IAs

O CEO da OpenAI, Sam Altman, já declarou diversas vezes que apoia a regulação do setor, inclusive para evitar uma “IA assustadora”. Ele diz que os danos causados por esse tipo de tecnologia podem ser imensos se não houver normas éticas ou procedimentos claros.

A Microsoft reconheceu esses riscos no relatório e ainda disse que uma estrutura regulatória ajudaria a prevenir problemas futuros. “Precisamos reconhecer a simples verdade de que nem todos os atores são bem intencionados ou bem equipados para enfrentar os desafios apresentados por modelos altamente capazes”, conclui o documento.

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Já no Brasil, o projeto de lei apresentado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, segue sem previsão de votação. O parlamentar pretende estabelecer regras para a criação de IAs no país, assim como defendem as empresas estrangeiras.

Na quarta-feira (24), a Alphabet (dona do Google) e a Comissão Europeia revelaram planos para um pacto voluntário sobre uso de inteligência artificial. A ideia é englobar tanto empresas europeias quanto de países de fora do Velho Continente.