Publicidade

Google Gemini pede a usuários que pesquisem respostas por conta

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  |  • 

Compartilhe:
Divulgação/Google
Divulgação/Google

Os primeiros dias de funcionamento do Gemini, a nova inteligência artificial do Google, não foram tão disruptivos quanto o anúncio fez parecer. O retorno é de respostas imprecisas e das tradicionais “alucinações” de toda tecnologia do tipo em seus primórdios, além de pedidos para que os usuários realizem suas próprias pesquisas no buscador da empresa.

Continua após a publicidade

Entre postagens em redes sociais e publicações na imprensa internacional, os relatos de problemas são diversos. O Gemini teria dificuldade em lidar com pedidos envolvendo outros idiomas além do inglês e estaria fornecendo resultados errados, mesmo quando óbvios e facilmente encontrados no Google, com o qual o chatbot tem integração.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Em um exemplo publicado no X (antigo Twitter), a IA errou a resposta sobre o vencedor do Oscar de melhor ator neste ano. Ao fornecer uma lista de ganhadores, o Gemini disse que a cerimônia de 2023 ainda não foi realizada, mas na sequência disse que Brendan Gleeson (Os Banshees de Inisherin) levou o prêmio, e não Brendan Fraser, quem efetivamente venceu pelo longa A Baleia.

Em outro exemplo, a inteligência artificial generativa do Google evitou dar respostas sobre temas controversos. Quando as mais recentes informações informações sobre a invasão de Israel a Gaza foram solicitadas, o Gemini se recusou a responder, pedindo que o usuário realize sua própria busca no motor de pesquisas da empresa.

Em todos os casos, a comparação com outros modelos de IA como Gork, Bing e até o principal rival do Google, ChatGPT, produziram respostas mais assertivas. Mostra que o Gemini ainda se encontra em seus estágios iniciais de desenvolvimento e pode ter um longo caminho pela frente antes de fazer frente à OpenAI, notadamente o principal objetivo da gigante.

Primeira atualização do Gemini chega em 2024

Enquanto libera sua IA generativa de forma segmentada, o Google já prepara seu primeiro pacote de melhorias. A versão Ultra está marcada para chegar no início do ano que vem e, de acordo com a empresa, é ela quem trará as capacidades que colocarão o Gemini à frente do ChatGPT com GPT-4. Vale lembrar, entretanto, que o modelo também deve ganhar nova versão em 2024.

A tecnologia do Google trabalha hoje com os modelos Gemini Pro, que vem sendo usado nos testes e também foi integrado ao Bard, e a versão Nano, mais leve e focada na eficiência necessária para rodar nos celulares. Entretanto, benchmarks preliminares colocaram a inovação emparelhada com sua principal rival, enquanto o Google admitiu que os impressionantes vídeos de demonstração foram editados, em vez de gravados em tempo real.