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Google Gemini pede a usuários que pesquisem respostas por conta

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 08 de Dezembro de 2023 às 14h14

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Divulgação/Google
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Os primeiros dias de funcionamento do Gemini, a nova inteligência artificial do Google, não foram tão disruptivos quanto o anúncio fez parecer. O retorno é de respostas imprecisas e das tradicionais “alucinações” de toda tecnologia do tipo em seus primórdios, além de pedidos para que os usuários realizem suas próprias pesquisas no buscador da empresa.

Entre postagens em redes sociais e publicações na imprensa internacional, os relatos de problemas são diversos. O Gemini teria dificuldade em lidar com pedidos envolvendo outros idiomas além do inglês e estaria fornecendo resultados errados, mesmo quando óbvios e facilmente encontrados no Google, com o qual o chatbot tem integração.

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Em um exemplo publicado no X (antigo Twitter), a IA errou a resposta sobre o vencedor do Oscar de melhor ator neste ano. Ao fornecer uma lista de ganhadores, o Gemini disse que a cerimônia de 2023 ainda não foi realizada, mas na sequência disse que Brendan Gleeson (Os Banshees de Inisherin) levou o prêmio, e não Brendan Fraser, quem efetivamente venceu pelo longa A Baleia.

Em outro exemplo, a inteligência artificial generativa do Google evitou dar respostas sobre temas controversos. Quando as mais recentes informações informações sobre a invasão de Israel a Gaza foram solicitadas, o Gemini se recusou a responder, pedindo que o usuário realize sua própria busca no motor de pesquisas da empresa.

Em todos os casos, a comparação com outros modelos de IA como Gork, Bing e até o principal rival do Google, ChatGPT, produziram respostas mais assertivas. Mostra que o Gemini ainda se encontra em seus estágios iniciais de desenvolvimento e pode ter um longo caminho pela frente antes de fazer frente à OpenAI, notadamente o principal objetivo da gigante.

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Primeira atualização do Gemini chega em 2024

Enquanto libera sua IA generativa de forma segmentada, o Google já prepara seu primeiro pacote de melhorias. A versão Ultra está marcada para chegar no início do ano que vem e, de acordo com a empresa, é ela quem trará as capacidades que colocarão o Gemini à frente do ChatGPT com GPT-4. Vale lembrar, entretanto, que o modelo também deve ganhar nova versão em 2024.

A tecnologia do Google trabalha hoje com os modelos Gemini Pro, que vem sendo usado nos testes e também foi integrado ao Bard, e a versão Nano, mais leve e focada na eficiência necessária para rodar nos celulares. Entretanto, benchmarks preliminares colocaram a inovação emparelhada com sua principal rival, enquanto o Google admitiu que os impressionantes vídeos de demonstração foram editados, em vez de gravados em tempo real.