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CEO da Microsoft considera IA um "maremoto" tão grande quanto a internet

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 28 de Agosto de 2023 às 16h25

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Brian Smale/Microsoft/Wikimedia Commons/CC-4.0
Brian Smale/Microsoft/Wikimedia Commons/CC-4.0
Satya Nadella

Em 1995, o cofundador da Microsoft Bill Gates considerou a internet um “maremoto” capaz de mudar todas as regras. Quase 30 anos depois, o atual CEO da Microsoft, Satya Nadella, recorreu à mesma comparação para explicar o impacto da inteligência artificial.

Em entrevista ao podcast The Circuit With Emily Chang, do Bloomberg, Satya Nadella foi perguntado se a inteligência artificial seria tão grande quanto a chegada da internet, em referência ao comunicado de Bill Gates. O CEO respondeu positivamente e ainda comparou a chegada do ChatGPT com o navegador Mosaic, lançado em 1993, que revolucionou a experiência de acessar a rede mundial de computadores.

Em seguida, concordou que a IA é um movimento tão grande quanto a internet:

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Eu acho que é tão grande quanto (a internet). Nós, na indústria de tecnologia, somos experts clássicos em criar grandes expectativas para tudo. Eu espero, ou pelo menos o que me motiva, é que eu quero usar essa tecnologia para realmente fazer o que acho que todos nós estamos no meio da tecnologia, que é democratizar o acesso a isso.

Você pode conferir a entrevista completa de Satya Nadella em vídeo:

Bill Gates e o “maremoto” de 1995

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A Microsoft disputava o topo do segmento de navegadores contra o Netscape e desenvolvia o Windows 95 quando o fundador da empresa, Bill Gates, enviou um memorando a todos os funcionários. Sob o título “The Internet Tidal Wave” (“O Maremoto da Internet”), o CEO definiu o foco na internet como crucial para todas as partes do negócio da empresa.

O texto mencionava a internet como um maremoto capaz de mudar as regras e a considerava como "o desenvolvimento mais importante a surgir desde a introdução do PC da IBM em 1981”.

Algumas previsões foram acertadas, como a indicação de que todos os computadores estariam conectados à internet e isso seria um fator para comprar mais PCs. Posteriormente, o memorando se tornou um documento famoso sobre a história da Microsoft.

A empresa lançou o Windows 95 alguns meses depois e incluiu o novo Internet Explorer como navegador padrão. A medida foi um duro golpe na competição contra o Netscape e estabeleceu o domínio do Explorer por décadas — fator que também atrasou o desenvolvimento do mercado de browsers por muitos anos.